28 março 2013

PORQUE O REGIME CHINÊS NÃO PODE RESOLVER SEUS PROBLEMAS AMBIENTAIS - Tian Yuan

Uma visão de Pequim sob densa poluição atmosférica em 31 de janeiro de 2013 (Mark Ralston/AFP/Getty Images)

A poluição é um grande problema na China, porque ela afeta a todos. As pessoas ficam ansiosas quando se discute o ar poluído, as tempestades de areia, os rios e os lençóis freáticos contaminados, além das “vilas de câncer”, onde produtos químicos tóxicos estão exterminando populações.

Autoridades chinesas falam de proteger o meio ambiente, mas elas têm uma fonte especial de alimentos, água e até mesmo de ar. Em dezembro de 2012, quando o novo líder chinês Xi Jinping proferiu seu discurso “Sonho da China”, parte de sua visão incluía “um meio ambiente melhor”.

Então, se todos estão preocupados com o meio ambiente na China, por que é que a poluição tem piorado a cada dia e o número de aldeias de câncer têm crescido? É óbvio que os oficiais estão dizendo uma coisa, mas fazendo outra: eles incentivam o sacrifício do meio ambiente em troca de desenvolvimento econômico e penalizam aqueles que investem na restauração ambiental.

Por que isso ocorre? Para começar, o Partido Comunista Chinês (PCC) é uma ditadura ilegítima. Para prolongar seu domínio, o regime depende desesperadamente de incentivar e propagandear o crescimento econômico.

Antes de 2012, o PCC tentou de tudo para manter o produto interno bruto (PIB) numa taxa de crescimento em torno de 8%. Depois de 2012, apesar de seus esforços e por causa da desaceleração econômica na China, o regime foi obrigado a definir uma meta de 7%. Abaixo deste nível, o desemprego proliferará, causando instabilidade social e ameaçando o regime.

Um estudo recente da Secretaria Nacional de Pesquisa Econômica dos EUA prova este ponto com números sólidos. O documento analisou 283 cidades na China e descobriu que oficiais que usaram parte de seus orçamentos no tratamento da poluição não receberam qualquer promoção. No entanto, aqueles que gastaram grandes somas na construção de rodovias e outras infraestruturas – aumentando o PIB local em detrimento do meio ambiente – foram promovidos ou granjeados com outros benefícios.

Em outras palavras, se um oficial cuida do bem-estar do povo e lida com a poluição, ele não tem esperança de ser promovido. No entanto, se um oficial eleva o PIB, o regime o premia independente da poluição gerada. Diante desta política de flagrante incentivo a ganhos pessoais, quantos oficiais protegeriam o meio ambiente?

O regime chinês também proíbe os movimentos populares de proteção ambiental. Desde 1996, o número de manifestações e protestos devido a questões ambientais aumentou cerca de 30% ao ano.

Da poluição por p-xileno nas cidades costeiras de Xiamen, Ningbo e Dalian até a poluição por molibdênio-cobre em Shifang, no sudoeste da China, e a poluição de resíduos industriais da Companhia de Papel Oji em Qidong, no centro do litoral chinês, as autoridades locais foram coniventes com empresas e permitiram projetos poluentes antes que o público tomasse conhecimento das consequências.

As pessoas não têm um canal para apelar contra as decisões do governo, então, elas recorrem a manifestações e protestos, muitas vezes violentos, e o regime responde com sua política de “manutenção da estabilidade”, mobilizando as forças armadas para reprimir manifestantes. Isto se tornou o protocolo padrão do PCC para lidar com os problemas ambientais.

A ditadura na China e a animosidade do regime pela vontade popular também são responsáveis pela grave poluição. As políticas do mundo ocidental de proteção ambiental começaram com os movimentos civis nos anos 60 e 70, com a democracia sendo necessária para seu sucesso. Os norte-americanos fizeram avanços na proteção do meio ambiente por meio da manifestação popular.

Durante a industrialização do Japão, grandes incidentes de poluição levaram nacionais a adoecerem gravemente. Na década de 60, havia muitos grupos civis que defendiam a proteção ambiental e desafiavam o Partido Liberal Democrático, o partido dominante no pós-guerra que não se preocupava com a poluição ambiental. Esses grupos também encorajaram as pessoas a boicotar as piores empresas.

Em meados dos anos 70, grupos ambientalistas alteraram com sucesso a situação no Japão, com muitos políticos apoiando a proteção ambiental. Querendo melhorar sua imagem pública, as empresas começaram a contatar grupos ambientais e prometeram cuidar do meio ambiente. Mecanismos positivos para lidar com os problemas ambientais foram finalmente estabelecidos.

A poluição na China reflete a corrupção do regime comunista e ela existirá enquanto o PCC existir, com o solo contaminado por metais pesados e resíduos químicos industriais nos rios, lagos e águas subterrâneas conferindo-lhes uma variedade de cores estranhas e efeitos letais, além do ar cheio de partículas lesivas aos pulmões e a comida sobrecarregada de toxinas.

Os chineses chegaram a um ponto crítico em sua qualidade de vida. Se eles continuarem indiferentes ou enganados pelo regime, o povo chinês estará se condenando ao suicídio.

Extraído do sítio The Epoch Times

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