Mostrando postagens com marcador Occupy Wall Street. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Occupy Wall Street. Mostrar todas as postagens

13 maio 2012

DEZENAS DE MILHARES VÃO ÀS RUAS EM PROTESTO PELO MUNDO

Milhares continuaram na praça Puerta del Sol, em Madri, durante a noite
Dezenas de milhares de manifestantes foram às ruas de vários países do mundo para protestar contra medidas de austeridade e a crise econômica.

Os protestos ocorreram em várias cidades da Espanha, em Nova York, Moscou, na Rússia, Atenas, na Grécia, Frankfurt, na Alemanha, e Londres.

Na Espanha, dezenas de milhares de pessoas foram às ruas em várias cidades para marcar o aniversário de um ano do Movimento Indignados.

No centro da capital, Madri, os manifestantes continuaram na praça Puerta del Sol durante a noite de sábado, apesar do prazo dado pela polícia, até a meia-noite, para a desocupação da praça.

Em 2011, o Movimento Indignados estabeleceu um acampamento na praça, mas as autoridades afirmaram que, neste sábado, iriam impedir que os manifestantes passassem a noite no local. Cerca de 2 mil policiais da tropa de choque foram para a praça, mas até o fim da noite de sábado, não tinham feito nenhum movimento para dispersar os manifestantes.

Segundo o correspondente da BBC em Madri Guy Hedgecoe, o clima era festivo e, além de jovens, aposentados e famílias também participaram da manifestação.

"O objetivo de hoje é recuperar os espaços públicos", disse a manifestante Sofia Ruiz à agência de notícias Reuters.

"Também é uma forma de celebrar o fato de existirmos há um ano e que vamos estar aqui até que o sistema mude, que sejamos ouvidos ou que eles levem em conta nossas reivindicações", acrescentou.

Em Barcelona cerca de 45 mil pessoas foram às ruas, segundo a polícia. Os organizadores do protesto afirmam que o número de manifestantes chegou a centenas de milhares.

Um dos manifestantes de Barcelona, Jose Helmandez, disse à BBC que é doutor em genética e biologia molecular, mas não conseguiu encontrar emprego em sua área.

"Muitas pessoas estão saindo do país para procurar trabalho, mesmo se elas acabam não fazendo algo para o qual são qualificadas. Eu estava na França, mas voltei para a Espanha há quase dois anos e tudo o que encontrei foram empregos temporários", disse.

Crise e críticas

Protestos ocuparam parques e praças de Moscou
O Movimento Indignados foi formado devido ao impacto da pior crise econômica das últimas décadas na Espanha.

De acordo com Guy Hedgecoe o desemprego na Espanha é de mais de 24% e a economia do país está em recessão.

Alguns setores da sociedade espanhola criticaram os Indignados devido ao fato de os protestos terem tido pouco impacto na política espanhola no último ano.

O governo do primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy, eleito em novembro de 2011, introduziu cortes orçamentários e aumentos de impostos.

Rajoy também anunciou a desregulamentação do mercado de trabalho, o que gerou insatisfação entre os sindicatos do país.

O correspondente da BBC em Madri afirma que os Indignados são contra o programa de austeridade do governo e vão passar os próximos dias debatendo formas de fazer com que os líderes econômicos e políticos da Espanha sejam mais responsáveis por suas medidas.

Outras cidades

Manifestantes tentaram chegar até o Banco da Inglaterra
Protestos parecidos com os ocorridos na Espanha também foram realizados neste sábado em várias cidades do mundo, como parte de um dia de ação global. Alguns destes protestos foram organizados pelo movimento Occupy.

Em Londres, centenas de manifestantes se reuniram em frente à catedral de St. Paul, onde um acampamento de manifestantes foi removido em fevereiro. O protesto então se dirigiu para o distrito financeiro da capital britânica.

A polícia prendeu mais de dez pessoas que tentaram ir até o Banco da Inglaterra.

Dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de Moscou, na Rússia, Nova York e Atenas, na Grécia.

Protestos menores também ocorreram em Lisboa e no centro financeiro da Alemanha, Frankfurt.

Cerca de mil pessoas também fizeram uma manifestação em Tel Aviv, Israel, contra o aumento do custo de vida. Outras cidades israelenses também teriam tido protestos.


Extraído do sítio BBC Brasil

02 maio 2012

OCCUPY WALL STREET RENASCE NO 1º DE MAIO E ATACA SÍMBOLOS DO CONSUMO EM NY - Pedro Henrique

Com o fim do rigoroso inverno norte-americano, movimento voltou a ocupar ruas da maior metrópole dos EUA. Artigo de Pedro Henrique, do Opera Mundi.

"Empresas não são pessoas", diz cartaz de ativista durante movimento organizado pelo Occupy Wall Street, em Nova York, nesta quarta (2) (Foto: CC/asterix611/Flickr)

Apesar de ser o berço do Dia do Trabalho, os Estados Unidos não têm a tradição de baixar as portas do comércio, nem fechar fábricas e escolas, como ocorre em quase todo o mundo. Ontem, porém, os manifestantes do movimento Occupy Wall Street mudaram este cenário, confiantes no lema que disseminam desde o ano passado: “Nós somos os 99% e podemos mudar o mundo”.

Após uma pausa devido ao rigoroso inverno no hemisfério norte, o movimento que protesta contra o sistema financeiro internacional e se espalhou pelo globo em 2011 voltou à ativa neste 1º de maio, com uma manifestação sem precedentes em Nova York.

O recado já havia sido dado, como noticiado no Opera Mundi: não ao consumo, ao trabalho, à escola. E eles cumpriram o que prometeram. Jovens, famílias inteiras com bebês de colo, idosos, mendigos, hipsters e engravatados ocuparam as ruas de Manhattan pacificamente, com guitarras, violões, bandeiras, cartazes, discursos, canções e gritos de protesto no simbólico ‘feriado’.



O movimento, que foi alvo de uma articulada repressão por parte da polícia norte-americana – que evacuou todos os ocupantes de suas bases, proibindo-os de ali voltarem a acampar – renasceu. A iniciativa começou cedo, com a ocupação do Bryan Park, na rua 42 com a 6a Avenida. O Occupy ainda realizou ações pontuais em alguns pontos de comércio e bancos (os vilões da crise americana de 2008, ajudados por Barack Obama para não quebrarem). Cartões-postais, como a ponte de Williamsburg, também foram ocupados.

Por volta das 14h (15h no horário de Brasília), centenas saíram em direção à Union Square, tomando a 5a Avenida, o símbolo-mor do consumismo nova-iorquino. Sempre acompanhados pela polícia, eles respeitaram até a rua 33 o cercadinho humano que os impossibilitava de tomar – literalmente – a avenida. Dado instante, porém, a multidão ficou irrefreável. A polícia perdeu o controle da situação – e a 5a Avenida foi, literalmente, ocupada. A liberdade, contudo, durou pouco, segundos. Centenas de policiais voltaram a cercar alguns manifestantes e prende-los

Grande parcela dos ‘ocupadores’, entretanto, deu continuidade à caminhada e, por volta das 15h, já dominavam a Union Square, monitorada pelos homens da NYPD (o departamento de polícia de Nova York). “Loucura, era disso que eu estava falando”, dizia uma das manifestantes à amiga que empunhava a bandeira da anarquia, correndo em direção à praça. Lá, os discursos – e reivindicações – se misturavam, chamando atenção para os mais distintos assuntos: aborto, imigração, drogas, direitos de GLBT, cadeirantes. Todos, no fim, desembocavam no mesmo grito: o fim do capitalismo e dos privilégios ao 1% mais rico da população.

Encontro de classes

A professora Suzane, de 65 anos, que se recusou a dar o sobrenome por medo de retaliação, exaltou o Occupy como a “única salvação” para o sistema atual. “O dia de hoje é crucial para a história dos Estados Unidos. A única salvação para todo o mundo é a ocupação em Wall Street. Você tem aqui ricos, pobres, jovens e idosos, fora um monte de gente que não está aqui por medo de perderem seus trabalhos: gente da minha família inclusive. Em 65 anos nunca vi nada igual”, declarou Suzane.

Para a professora, o movimento é, sobretudo, “apolítico”. “Democratas ou republicanos, nós já vimos que nada acontece. A mídia, que deveria dar atenção a isso, é controlada pelo [Rupert] Murdoch, nada é noticiado. Por isso estamos aqui”. O jovem William, de 29 anos, que trabalha como operário em construção (e também se recusou a dar seu sobrenome), atendeu ao clamor do lema do “May Day” e “enforcou” o dia de trabalho para se juntar ao Occupy. Ele ressaltou a importância dos jovens – e da união com as diversas faixas etárias, raças e classes sociais.

William, entretanto, lembrou o medo de um grande número de trabalhadores que poderiam se juntar à causa e não o fazem por preverem represálias. “Eu acredito no Occupy, mas só não sei se ele consegue ser efetivo com esse número que temos aqui manifestando”, disse. A tese de represália – “num mundo cruelmente corporativista”, como pontuou Suzane – faz sentido. Diversos policiais empunhavam câmeras durante o manifesto – e, claro, que com intenções outras que a mera curiosidade ou o puro registro. Se negavam, no entanto, a explicar o uso da máquina.

Rumo ao coração financeiro

Por volta das 16h30, um chamado do palco convocou as milhares de pessoas que ocupavam a Union Square e seus arredores para seguir em marcha ao Zucotti Park, em Wall Street, onde tudo começou. Os manifestantes passaram pela Broadway, interditando uma das principais avenidas de Manhattan, em meio às diversas grifes que pipocam pelo miolo do sofisticado bairro do SoHo. Moradores, turistas e comerciantes, em sua maioria, fotogravam, comentavam, aplaudiam. Outros, fechavam as portas, como uma loja da rede Starbucks.

A nova-iorquina Margie, 61 anos, dava de ombros ao cerco policial e sorria em meio à multidão, já a caminho do coração financeiro da cidade. Dizia-se feliz por participar e interagir com o ato “histórico”. “O que está acontecendo aqui é muito importante. E essa união, especialmente, pode mudar muita coisa. Eu espero que mude”.

Entretanto, nem tudo foram flores. Ainda no caminho, um policial questionado sobre como reagiriam quando os manifestantes chegassem a Wall Street, alterara: “Isso certamente não vai acabar bem”.




A exemplo de outras iniciativas do Occupy, como a caminhada na Ponte do Brooklyn e a marcha do Occupy Times Square, dezenas de manifestantes foram presos. A reportagem presenciou duas detenções, com direito a algemas e camburão. Uma das manifestantes presas, perguntada por alguém da imprensa porque estava sendo detida, limitou-se a responder, quase em silêncio, “porque eu sou contra”.

Próxima parada: Europa

Cidades como Paris também fizeram seu grito de resistência no 1o de Maio, mas foi apenas um ‘esquenta’ para a grande rede que irá se propagar em toda a Europa entre 12 a 15 de maio, quando eles prometem reativar a ‘revolução espanhola’ (que dominou as ruas e o Twitter com o hashtag #spanishrevolution no mesmo período do ano passado). O Occupy Wall Street, aliás, foi inspirado nos “indignados” espanhóis, que agregava o mesmo caldeirão de pessoas para se voltar contra o sistema.

Com o agravante da situação econômica na Europa – ainda pior que nos Estados Unidos –, a Espanha promete ser outra vez o epicentro do movimento. O país, onde uma em cada quatro pessoas está desempregada, vai fazer barulho. “O ‘May Day’ foi histórico e voltou para ficar. Mas a Europa vai queimar”, aposta o médico brasileiro Alexandre Carvalho, um dos idealizadores do Occupy.


Extraído do sítio Rede Brasil Atual

22 abril 2012

OCCUPY WALL STREET E ANONYMOUS CONVOCAM PARA MANIFESTAÇÕES EM 1º DE MAIO

O OWS conta com o apoio do Anonymous na convocação para o movimento de 1º de Maio
Os ativistas do movimento Ocupar Wall Street (OWS) iniciaram, neste domingo, uma mobilização mundial pela greve em protesto contra as políticas capitalistas e a corrupção do mercado mundial, dois dos principais fatores que deterioram as condições de vida da maioria dos trabalhadores. Nos EUA, país-sede da pior crise do capitalismo no último século, milhares de ativistas, estudantes, imigrantes, desempregados e integrantes de organizações da sociedade civil já garantiram presença no próximo dia 1º de Maio em 115 cidades norte-americanas.

A greve, convocada pelo OWS e que conta com o apoio dos ciberguerrilheiros que integram o Grupo Anonymous, foi definida como “um ato de solidariedade de 99% da população global na luta contra o 1% dos mais ricos e poderosos”. Com base na movimentação constatada até agora, o OWS acreditam que não apenas os EUA será paralisado pelas movimentações populares no Dia do Trabalhador, mas “tem tudo para se tornar um ato global contra o sistema corrupto capaz de mostar o descontentamento das pessoas com o que está acontecendo”.



As coordenações do OWS em Londres, Melbourne e Sidney, na Austrália, Ottawa e Toronto, no Canadá, e Seúl já confirmaram que nestas capitais também está assegurada a mobilização popular. O 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalho, “é um dia perfeito para protestar contra a corrupção do mercado global, que aumenta o desemprego, os baixos salários, eleva os impostos e o empobrecimento de 99% da população, que se vêem privados da maior parte dos recursos mundiais”, manifestou-se o OWS.

O movimentno também informa que outro ponto central da greve convocada para 1º de Maio é a defesa dos direitos dos imigrantes nos EUA. Segundo Hanilee Ramos, representante do Movimento de Coalizão 1º de Maio, a luta do OWS foi encampada por todos os imigrantes dos EUA e a comemoração do feriado, reforçado pela greve, tende a conferir mais representatividade aos protestos.

Sindicatos e grupos de trabalhadores estão mobilizados para marchar pelas principais ruas de Nova York, cidade que viu emergir o movimento OWS em 17 de setembro do ano passado, com a bússola apontada para a denúncia do poder desmedido alcançado por bancos e grandes corporações mundiais.


Extraído do sítio Correio do Brasil