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05 março 2013

SUBSECRETÁRIA DA ONU DIZ QUE MUNDO TEM LIÇÕES PARA APRENDER COM O BRASIL - Renata Giraldi


Brasília – A subsecretária-geral para Assuntos Humanitários das Nações Unidas, Valerie Amos, disse hoje (5) que os programas sociais, desenvolvidos no Brasil, são exemplos para o restante do mundo. Para ela, é fundamental compartilhar as experiências brasileiras na tentativa de erradicar a pobreza e desenvolver a agricultura no mundo.

“Nós queremos muito aprender as lições do que está ocorrendo aqui no Brasil [de erradicação à pobreza, combate à fome e agricultura familiar]. Queremos muito nos engajar”, ressaltou Valerie, que está em visita ao Brasil.

“Os exemplos do Brasil são uma parte muito importante. A abordagem sempre foi integrada. Isso é algo que deve ser analisado. Vários países querem aprender essas lições. O Brasil foi pioneiro. Queremos capturar essas lições e compartilhar com os nossos parceiros.”

Valerie participou hoje, em Brasília, do lançamento da Ação Humanitária Global 2013, no Palácio Itamaraty. Participaram do evento o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, embaixador Eduardo dos Santos, o coordenador-geral de Ações Internacionais de Combate à Fome (do Itamaraty), Milton Rondó Filho, e o coordenador residente do Sistema das Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek.

A meta da Organização das Nações Unidas (ONU) é obter US$ 10,5 bilhões, em 2013, para garantir assistência a cerca de 57 milhões de pessoas, em 24 países - incluindo Síria, Afeganistão e a região do Sahel, na África Ocidental, que vivem momentos de tensão.

Santos disse que o governo brasileiro pretende contribuir com US$ 1 milhão para o fundo para assuntos humanitários das Nações Unidas. O secretário-geral do Itamaraty acrescentou que o Brasil se dispõe a cooperar, com experiência e apoio técnico e profissional, com a comunidade internacional a fim de erradicar a pobreza e combater a fome no mundo.

Extraído do sítio Agência Brasil

02 março 2013

IPEA: 13 PAÍSES DA AMÉRICA LATINA AVANÇARAM NO COMBATE À POBREZA

O Brasil não ficou sozinho no processo de melhora da distribuição de renda na última década. Na América Latina como um todo houve relevante redução da pobreza e diminuição da distância entre as rendas dos mais pobres e dos mais ricos, embora ainda sejam países bastante desiguais. 


Para Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os programas de transferência de renda tiveram papel importante nessa mudança, mas foram a estabilização econômica e o fortalecimento das instituições democráticas que forneceram as bases para que a década fosse marcada pela inclusão social e distribuição mais equânime dos rendimentos na região.

Segundo o Ipea, em 13 dos 17 países do continente houve marcada redução da desigualdade nos últimos dez anos, em que as principais exceções são o Uruguai e a Costa Rica, justamente os mais igualitários entre os latino-americanos.

O ano de 2008 foi o primeiro em que houve redução no nível de pobreza e do número absoluto de pobres em todas as regiões do mundo em desenvolvimento, segundo o Banco Mundial, que começou a compilar essas informações no fim dos anos 80.

O órgão, em estudo que foi divulgado no fim do ano passado, mostrou que o crescimento na última década, aliado ao bônus demográfico e à evolução nas condições do mercado de trabalho, são os fatores preponderantes para explicar a redução da pobreza em países em que essa queda foi marcante.

O levantamento, produzido por cinco economistas, entre eles o brasileiro João Pedro Azevedo, economista sênior da Unidade de Pobreza, Gênero e Equidade do Banco Mundial para a região da América Latina e Caribe, acompanhou 16 países, a grande maioria deles emergentes, que foram bem sucedidos em reduzir o contingente de pobres na última década.

O critério usado para seleção foi redução de 1 ponto percentual ou mais ao ano no nível de pobreza moderada nessas países. Em dez das 16 nações - Gana, Nepal, Bangladesh, Chile, Equador, Honduras, Argentina, Brasil, Colômbia, Panamá, Tailândia e Peru - o avanço da renda do trabalho e da condição de ocupação explicam mais da metade da queda da parcela da população que vive em condições moderadas de pobreza, com US$ 4 por dia para subsistência.

"O trabalho é o principal ativo da camada mais pobre da sociedade, portanto, por variados mecanismos, a renda do trabalho é potencialmente o principal fator para sair da pobreza", notam os economistas no estudo. Entre esses componentes, João Pedro Azevedo, um dos autores do estudo, estão considerados tanto aumentos de salários quanto aumento do nível de ocupação.

Na Costa Rica e no Paraguai, fatores demográficos, como a expansão da população em idade ativa, foram preponderantes para a redução da pobreza, enquanto transferências públicas e privadas (nesse caso, remessas de dinheiro vindas de parentes que trabalham em outros países) tiveram papel essencial para essa diminuição na Romênia e na Moldávia.

No entanto, para a redução da profundidade da pobreza - o que equivale a aproximar as pessoas das linhas extremas de miséria, dada pela população que vive com menos de US$ 2,50 por dia -, as transferências de renda públicas e privadas tendem a ser mais importantes. É o caso de Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Romênia e Tailândia.

João Pedro Azevedo afirma que embora o mercado de trabalho tenha papel preponderante na maioria dos países estudados, o componente demográfico não deixa de ser relevante. "A América Latina, por exemplo, passa por um período de bônus demográfico, em que a razão de dependência é relativamente baixa." Ou seja, há mais pessoas em idade economicamente ativa do que jovens e idosos.

No mesmo estudo, os economistas chegaram à conclusão que o crescimento foi mais importante para essa tendência do que a evolução da distribuição de renda em 14 dos 16 países. 

Fonte: Valor Econômico

Extraído do sítio Portal Vermelho

26 janeiro 2013

OS MAIS RICOS DO MUNDO PODERIAM ACABAR FACILMENTE COM A POBREZA, DIZ PESQUISA - Alex Johnston

Uma moradora de rua com seus pertences numa calçada em Los Angeles em 6 de dezembro de 2011 (Frederic J. Brown/AFP/Getty Images)

A agência beneficente internacional Oxfam disse que as 100 pessoas mais ricas do planeta poderia essencialmente acabar com a pobreza com seus ganhos de 2012, segundo um relatório recente.

Os mais ricos do mundo ganharam 240 bilhões de dólares no ano passado – um número que a Oxfam, uma coalizão internacional de 17 organizações que trabalham em 90 países com foco na desigualdade e na pobreza, disse que poderia acabar com a pobreza mundial cerca de quatro vezes.

“É amplamente aceito que desenvolver riqueza e desigualdade extremamente rápido é prejudicial ao progresso humano e que algo precisa ser feito”, disse a Oxfam, citando um relatório do Fórum Econômico Mundial que classificou a desigualdade de renda como um dos riscos globais de 2013.

E acrescentou num comunicado de imprensa, “Os 1% mais ricos aumentaram seu rendimento em 60% nos últimos 20 anos com a aceleração da crise financeira, em vez de retardarem seu processo.”

Em 14 de 19 dos países mais ricos e desenvolvidos do Grupo dos 20 (G-20), a desigualdade tem aumentado desde 1990, disse o grupo beneficente, afirmando que o crescimento econômico raramente tem beneficiado os pobres. Os ministros das finanças do G-20 se reuniram recentemente na Cidade do México.

A Oxfam advertiu que “a extrema disparidade de riqueza e renda não é apenas antiética, é também economicamente ineficiente, politicamente corrosiva, socialmente divisionista e ambientalmente destrutiva”.

O crescimento econômico frequentemente vem em primeiro lugar na mente de muitos funcionários governamentais e políticos, enquanto os interesses dos pobres vêm em segundo lugar, afirma o relatório.

A desigualdade na China, Rússia, África do Sul e Japão aumentou ainda mais entre as nações do G-20 desde 1990, diz a Oxfam. A Coreia do Sul é o único país rico entre os membros do G-20 onde a desigualdade diminuiu nas últimas duas décadas. Brasil, México e Argentina, nações em desenvolvimento do G-20, também têm feito progressos notáveis.

“Não podemos mais fingir que a criação de riqueza para poucos beneficiará inevitavelmente a todos – muitas vezes o inverso é verdadeiro”, disse Jeremy Hobbs, diretor da Oxfam, num comunicado. “A concentração de recursos nas mãos do 1% do topo deprime a atividade econômica e torna a vida mais difícil para todos – particularmente para aqueles na parte inferior da escada econômica.”

“Num mundo onde até mesmo recursos básicos, como terra e água, são cada vez mais escassos, não podemos nos dar ao luxo de concentrar recursos nas mãos de poucos e deixar tantos lutarem pelo que resta”, continuou ele.

Falando sobre o impacto ambiental, Hobbs disse os 1% mais ricos usariam cerca 10 mil vezes mais carbono do que a média dos habitantes norte-americanos.

“De paraísos fiscais a fracas leis trabalhistas, os mais ricos se beneficiam de um sistema econômico global que é manipulado a seu favor”, disse Hobbs. “É hora de nossos líderes reformarem o sistema de forma que ele funcione no interesse de toda a humanidade, em vez de para uma elite global.”

A Oxfam estima que os paraísos fiscais retenham cerca de 32 trilhões de dólares ou um terço de toda a riqueza mundial. Fechá-los poderia render 189 bilhões de dólares em receitas fiscais adicionais.

Extraído do sítio The Epoch Times

22 janeiro 2013

VENEZUELA: POBREZA EXTREMA CAIU DE 11,36% PARA 6,97% EM 10 ANOS


Último censo de 2011 revelou ainda que os lares "não pobres" foram de 67% para 75,43% no mesmo período. 

A pobreza extrema na Venezuela caiu de 11,36% em 2001 para 6,97% em 2011, de acordo com o Censo 2011, realizado pelo INE (Instituto Nacional de Estatísticas) do país. Além disso, os lares considerados “pobres” caíram de 21,64% para 17,60%, e aumentaram os de “não pobres”, de 67% para 75,43% em 2011.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (21/01) pelo presidente do INE, Elías Eljuri, que sublinhou que o método usado na pesquisa é o recomendado pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), órgão da ONU (Organização das Nações Unidas) que mede a pobreza estrutural usando o resultado dos censos de cada país.

De acordo com a metodologia, os cinco critérios a serem levados em conta são: lares com crianças em idade escolar fora da escola; superlotação; moradia inadequada; lares sem serviços básicos e lares com chefes de família sem educação primária. Um lar é considerado em “pobreza extrema” se tem duas ou mais necessidades insatisfeitas. “Pobre”, quanto apresenta uma necessidade e “não pobre” quando todas as cinco são preenchidas.

“Por todas as vias examinadas, houve uma redução da pobreza bem importante. Já há estimativas que a pobreza conjuntural fechará em torno de 6,5% em 2012”, afirmou Eljuri. O pesquisador forneceu detalhes sobre os indicadores e disse que a aglomeração crítica de pessoas em casas se reduziu de 15,12% a 10,10%; a moradia inadequada de 9, 38% a 8,69% e lares sem serviços básicos de 14,69% a 8,68%.

“Isto é produto da melhoria das condições de vida que a população venezuelana vem tendo com o plano da ‘Missão Habitação’, as 346 mil casas que foram construídas no último ano e meio. As que serão construídas neste ano contribuirão de maneira decisiva para a redução de indicadores como a concentração crítica de pessoas num mesmo espaço”, ressaltou.

Extraído do sítio Opera Mundi

19 janeiro 2013

LOS MÁS RICOS PODRÍAN ACABAR CUATRO VECES CON LA POBREZA MUNDIAL

Pobres y ricos en EE.UU.

Los 240.000 millones de dólares que ingresaron durante 2012 las cien personas más ricas del mundo equivalen a cuatro veces la cantidad necesaria para poner fin a la pobreza en el planeta, según reveló hoy Intermón Oxfam.

Los 240.000 millones de dólares (180.000 millones de euros) que ingresaron durante 2012 las cien personas más ricas del mundo equivalen a cuatro veces la cantidad necesaria para poner fin a la pobreza en el planeta, según reveló hoy Intermón Oxfam.

A pocos días de la celebración del Foro Económico de Davos (Suiza), la organización humanitaria publicó hoy el informe "El coste de la desigualdad: cómo la riqueza y los ingresos extremos nos dañan a todos".

En el documento, Oxfam denuncia que el 1 % de la población más rica del planeta ha incrementado sus ingresos en un 60 % durante las últimas dos décadas, pese a la crisis, que "no ha hecho más que acelerar esta tendencia".

La organización hizo un llamamiento a los líderes mundiales para que se comprometan a la reducción de la desigualdad, "al menos hasta los niveles existentes en 1990, ya que considera que los ingresos "extremos" no son "éticos" sino "económicamente ineficientes y políticamente corrosivos", además de "dividir a la sociedad".

El informe apunta a casos como el de Brasil, "que ha crecido al tiempo que reducía la desigualdad", y el "éxito histórico" del New Deal de Roosevelt.

Por ello, el director general de Intermon Oxfam, José María Vera, considera que "necesitamos un New Deal global" que implante un sistema que funcione "en el interés de toda la humana en lugar de hacerlo para una elite mundial".

Oxfam propone acabar con los paraísos fiscales que, según el comunicado publicado hoy, albergan cerca de 32 billones de dólares (24 billones de euros), el equivalente a la tercera parte de la riqueza global.

Esta medida "podría generar 189.000 millones de dólares (142.000 millones de euros) adicionales en recaudación impositiva", según la organización.

Asimismo, propone "revertir la tendencia hacia sistemas fiscales regresivos", aplicar un tipo mínimo global a las empresas o incrementar las inversiones en los servicios públicos, así subir los salarios en relación con los rendimientos crecientes de capital.

"No podemos seguir fingiendo que la generación de riqueza por unos pocos beneficiará al resto. No podemos permitirnos concentrar activos en las manos de unos pocos y dejar a la mayoría pelear por lo que queda", señaló Vera.

Extraído do sítio Cuba Si

22 outubro 2012

UM EM CADA CINCO ESPANHÓIS VIVE NA POBREZA, DIZ INSTITUTO

Pobreza na Espanha - Foto: Ryan Opaz/Flickr
Cerca de 21,1% dos espanhóis estão abaixo do limite da pobreza, divulgou nesta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). Os dados apontam que praticamente um em cada cinco pessoas está pobre na Espanha.

A taxa de pobreza de quem possui entre 16 e 64 anos chegou aos 21%, contra 19,4% de 2011.

Segundo a pesquisa, a porcentagem de lares espanhóis que chega ao final do mês “com muita dificuldade” chega a 12,7%, sendo que em 2011 esse número girava em torno de 9,8%.

Cerca de 40% dos lares admite também dificuldade em responder a gastos imprevistos e 7,4% das famílias diz que atrasa pagamentos de gastos relacionados com a casa, como a hipoteca, a renda ou as faturas de gás e luz.

Extraído do sítio IAnotícia

18 outubro 2012

MAIS DE 12 MILHÕES DE ALEMÃES VIVEM AMEAÇADOS PELA POBREZA


Quase um sexto da população da maior economia europeia vive em risco financeiro, com menos de 952 euros por mês. Taxa é a mais alta registrada desde 2005.

Quase um a cada seis alemães vive em risco de pobreza, divulgou o Departamento Federal de Estatísticas (Destatis) nesta quarta-feira (17/10). A taxa, referente ao ano de 2010, é a mais alta desde que os dados começaram a ser levantados, em 2005.

Um indivíduo é considerado sob ameaça de pobreza quando dispõe de menos de 11.426 euros por ano ou 952 euros por mês, incluindo benefício estatais. A medida relativa leva em consideração aqueles que recebem menos de 60% da renda média nacional.

Os números mais recentes, de 2010, mostram que 12,8 milhões ou 15,8% da população estavam ameaçados naquele ano. A taxa manteve-se praticamente constante com relação à de 2008 (15,5%) e de 2009 (15,6%). Em 2005, a taxa era de 12,2% da população alemã.

Apesar da elevação nos últimos anos, o índice registrado na Alemanha ainda está abaixo da média europeia: 16,4% dos quase 500 milhões de moradores do continente viviam em risco de pobreza em 2010. O Destatis consultou 3.512 lares e 24.220 europeus para a pesquisa, intitulada Das Leben in Europa 2011 (A vida na Europa 2011).

De acordo com o Destatis, pais e mães solteiros correspondem a 37,1% dos ameaçados pela pobreza. Lares com dois adultos abaixo de 65 anos, sem filhos, enfrentam uma situação melhor, com a pobreza afetando apenas 11,3% do total.

Ricos e pobres

Um relatório divulgado em setembro deste ano pelo Ministério do Trabalho da Alemanha havia mostrado que a distância entre ricos e pobres está aumentando na maior economia da Europa.

O estudo, publicado a cada quatro anos, mostrou que 10% dos domicílios alemães detinham 53% do total da riqueza do país em 2008. Em comparação, cerca de metade dos lares detinham apenas 1% da fortuna alemã.

Sindicatos argumentam que a distância entre ricos e pobres foi acentuada por mudanças no mercado de trabalho. Elas mantiveram os custos trabalhistas baixos e o desemprego também relativamente baixo quando comparado aos de outros países da zona do euro abalados pela crise da dívida.

Entretanto, de acordo com o Departamento de Estatísticas da União Europeia (Eurostat), dois terços dos desempregados alemães (67,8%) estão ameaçados pela pobreza. Os dados de 2011, divulgados nesta quarta-feira, indicam que a situação dos desempregados na Alemanha é pior do que a dos do restante do continente. Na França, a taxa era de 33%; na Inglaterra, de 47,4%; e na Espanha, de 39,1%.

Extraído do sítio Deutsche Welle

27 abril 2012

COMBATE À POBREZA PASSA PELA REDUÇÃO DO CONSUMO NAS NAÇÕES RICAS, DIZ RELATÓRIO - Nicole Goebel



Grupo de 23 cientistas defende uma mudança drástica nos padrões de consumo das nações ricas como forma de combater a pobreza mundial, diante do constante crescimento da população planetária.

Os níveis de consumo nos países desenvolvidos e nos países em desenvolvimento precisam ser reequilibrados em favor do combate à pobreza absoluta, que afeta cerca de 1,3 bilhão de pessoas em todo mundo, segundo um relatório intitulado Pessoas e o planeta, publicado pela Royal Society, a tradicional Academia Britânica de Ciência.

O estudo foi elaborado por uma equipe de 23 cientistas para servir de subsídio aos debates da conferência das Nações Unidas sobre o desenvolvimento sustentável, a Rio+20, que acontece no Rio de Janeiro em junho.

"O mundo está diante de uma escolha muito clara. Podemos optar por abordar as questões gêmeas da população e do consumo", declarou Sir John Sulston, membro da Royal Society e responsável pelo relatório. "Podemos optar por reequilibrar o uso de recursos em favor de um padrão mais igualitário de consumo. Ou podemos optar por não fazer nada e nos deixar conduzir a uma espiral decrescente de males econômicos, sociopolíticos e ambientais, levando a um futuro mais desigual e inóspito", completou.

População e meio ambiente

O time internacional de cientistas apela aos governos para considerarem o crescimento populacional e os efeitos que o consumo excessivo em nações desenvolvidas tem sobre as nações mais pobres e "se comprometerem com um futuro mais justo, não baseado no crescimento do consumo material em seus países, mas nas necessidades da comunidade global, tanto no presente como no futuro".

O relatório aponta que, entre 2010 e 2050, a população global provavelmente aumentará em 2,3 bilhões de pessoas e se tornará predominantemente urbana e mais velha.

Nas nações ricas o padrão de consumo não raro causa problemas de saúde
Os autores do relatório dizem que, por muito tempo, a relação entre população e meio ambiente foi negligenciada. Segundo os cientistas, o consumo por parte daqueles que mais consomem deve ser diminuído através de incentivos a "novos sistemas socioeconômicos e a instituições" e pelo fornecimento de serviços públicos que não sejam baseados apenas no consumo, sem levar em conta seu impacto mais amplo.

Eles constataram que a quantidade média de calorias consumidas mundialmente aumentou 15% entre 1960 e 2005, mas, em 2010, quase 1 bilhão de pessoas não consumia calorias suficientes para serem consideradas saudáveis.

Os cientistas também declararam que a medida tradicional de riqueza de uma nação através do Produto Interno Bruto (PIB) é "pobre" e "não leva em conta o capital natural".

Planejamento familiar

O relatório também sublinha que o acesso à contracepção e a educação no planejamento familiar é uma questão primordial nos países em desenvolvimento, especialmente na África, continente que, nas próximas décadas, deverá ser responsável por 70% do crescimento da população mundial. 

Sir Sulston apresentará as principais conclusões do relatório para representantes dos estados-membros das Nações Unidas em Nova York, na próxima terça-feira.


Extraído do sítio Deutsche Welle

20 novembro 2011

SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - Nº 5


Brasília – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (19) que "a pobreza no Brasil tem face negra e feminina". Daí a necessidade de reforçar as políticas públicas de inclusão e as ações de saúde da mulher, destacou, ao encerrar, em Salvador, o Encontro Ibero-Americano de Alto Nível, em comemoração ao Ano Internacional dos Afrodescendentes.
Em discurso, ela explicou por que as políticas de transferência de renda têm foco nas mulheres, e não nos homens: elas "são incapazes de receber os rendimentos e gastar no bar da esquina". Dilma destacou que, nos últimos anos, inverteu-se uma situação que perdurava no país, quando negros, índios e pobres corriam atrás do Estado em busca de assistência. Agora, o Estado é que vai em busca dessas populações, declarou.
Ao defender a necessidade de ações de combate à pobreza, a presidenta citou o Programa Brasil sem Miséria, cujo objetivo é retirar 16 milhões de pessoas da pobreza extrema. No discurso, ela destacou ainda a criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em 2003, e a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, no ano passado, além da obrigatoriedade do ensino da história afrobrasileira nas escolas.
Dilma apontou também o fato de a data do evento coincidir com a da morte do líder negro Zumbi dos Palmares, com o Dia Nacional da Consciência Negra, a ser comemorado amanhã (20), e com os 123 anos do fim institucional da escravidão no país.
Nestes 123 anos, disse a presidenta, "sofremos as consequências dramáticas da escravidão" e foi preciso combater uma delas, a sistemática desvalorização do trabalho escravo, que resultou na desvalorização de qualquer tipo de trabalho no país. A característica mais marcante da herança da escravidão foi a invisibilidade dos mais pobres, enfrentada nos últimos anos a partir da certeza de que o crescimento do país só seria possível com distribuição de renda e inclusão social, acrescentou Dilma.
Para a presidenta, existe, no entanto, uma "boa herança" da escravidão, que é o fato de milhões e milhões de negros terem construído ao longo dos anos a nacionalidade brasileira, junto com as populações indígenas, europeias e asiáticas. Segundo Dilma, essa "biodiversidade" cultural é uma das maiores riquezas do país, uma grande contribuição para o mundo, especialmente quando ressurgem em várias países preconceitos contra imigrantes.
Ela ressaltou que, embora o Brasil tenha a segunda maior população negra do mundo, atrás apenas da Nigéria, a discriminação persiste: os afrodescendentes são os que mais sofrem com a pobreza e o desemprego.
No discurso, além de lembrar o papel central do Continente Africano na política externa brasileira, Dilma enfatizou o fato de a América do Sul ser um dos continentes que mais crescem, apesar da crise financeira que começou em 2008. De acordo com a presidenta, a adoção de políticas desenvolvimento do mercado interno pelos países sul-americanos tem sido uma barreira contra os efeitos da crise.

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Brasília – Ao participar do Encontro Ibero-Americano de Alto Nível em comemoração ao Ano Internacional dos Afrodescendentes, em Salvador, a presidenta Dilma Rousseff pediu hoje (19) que a relação entre o Brasil e os países africanos seja cada vez mais forte. “Isso significa que nós estamos olhando para uma das raízes mais importantes da formação de nossas culturas”, disse.
Durante um rápido discurso, Dilma lembrou que, no Censo 2010, mais da metade dos brasileiros declararam ter ascendência africana. O número, de acordo com o Palácio do Planalto, representa 97 milhões de pessoas.
“Isto é muito importante porque acredito que somos, em termos de país, um dos mais populosos. Sem sombra de dúvida, na nossa cultura, na nossa visão de mundo, na nossa forma de viver e de fazer todas as atividades, temos um componente muito forte que trazemos na formação da própria nacionalidade brasileira”, concluiu.
Após o evento, na capital baiana, a presidenta oferece almoço aos chefes de Estado e de governo no Hotel Convento do Carmo, seguido de espetáculo musical de Gilberto Gil e Susana Baca. A agenda de Dilma prevê ainda encontros bilaterais com o presidente do Uruguai, José Mujica, e com o presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca. O retorno a Brasília está marcado para as 17h45.

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Brasília – Três anos após a criação do Cadastro Nacional de Adoção, as crianças negras ainda são preteridas por famílias que desejam adotar um filho. A adoção inter-racial continua sendo um tabu: das 26 mil famílias que aguardam na fila da adoção, mais de um terço aceita apenas crianças brancas. Enquanto isso, as crianças negras (pretas e pardas) são mais da metade das que estão aptas para serem adotadas e aguardam por uma família.
Apesar das campanhas promovidas por entidades e governos sobre a necessidade de se ampliar o perfil da criança procurada, o supervisor da 1ª Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal, Walter Gomes, diz que houve pouco avanço. “O que verificamos no dia a dia é que as família continuam apresentando enorme resistência [à adoção de crianças negras]. A questão da cor ainda continua sendo um obstáculo de difícil desconstrução.” Leia mais...

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Brasília – O percentual de crianças negras de 7 a 14 anos que estão mais de dois anos de atrasadas na escola é o dobro do registrado entre as brancas. Enquanto 16,7% dos alunos negros estão nessa situação, entre os brancos, o índice é apenas 8%. Os dados compilados pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) são referentes a 2009 e reforçam a tese de que as desigualdades entre negros e brancos se repetem no ambiente escolar.
O fator socioeconômico geralmente é o mais usado para justificar o “atraso” escolar dos estudantes negros em relação aos brancos. Isso porque a condição social do aluno tem grande impacto na aprendizagem e a maioria da população de baixa renda do país é negra. Mesmo quando são considerados alunos de um mesmo nível econômico, os não negros têm desempenho superior aos negros. Leia mais...
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Matérias extraídas do sítio da Agência Brasil