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12 janeiro 2013

A SEMANA DOS GRANDES ERROS NA GRANDE IMPRENSA


Primeiro, a Folha noticiou uma reunião de emergência sobre o setor elétrico, que era rotineira. O Estadão, em letras garrafais, anunciou que o Ministério Público investigaria o ex-presidente Lula. E o Globo avisou que empresários já estariam fazendo seu próprio racionamento. Três exemplos "wishful thinking", em que a vontade política dos editores se impõe à objetividade dos fatos. Se isso não bastasse, Veja também derrapou feio ao anunciar uma megafusão bancária que não houve

Wishful thinking. A expressão inglesa é a melhor tradução para o comportamento dos grandes jornais brasileiros na semana que passou e expressa um dos principais erros do pensamento, que é o de transformar desejos em realidade. Em vez de narrar os fatos como eles são, a história é contada como gostaríamos (ou gostariam) que fosse.

Entre pessoas comuns, o erro é perdoado. Mas quando se trata de grandes jornais, que têm o dever da objetividade, a questão se complica. A semana que passou, para a grande imprensa, foi também a semana dos grandes erros. Não pequenos deslizes, mas erros colossais, que, em alguns casos, foram escritos em letras garrafais – fugindo até ao padrão gráfico das publicações.

O jogo dos erros começou com a Folha de S. Paulo, dos Frias, que, na segunda-feira, anunciou: "Escassez de luz faz Dilma convocar o setor elétrico". No subtítulo, a mensagem de que, na "reunião de emergência", seriam discutidas medidas contra o racionamento, sob a imagem de uma vela acesa na escuridão. Este era o desejo – o wishful thinking. A realidade, no entanto, é que a reunião não era emergencial nem haverá racionamento.

No dia seguinte, foi a vez do Estadão, principal concorrente da Folha, que não ficou atrás. O sonho da família Mesquita, que controla o jornal, talvez seja ver o ex-presidente Lula atrás das grades. E a manchete "MPF vai investigar Lula" veio em negrito e letras gigantes como se anunciasse que a Alemanha nazista foi derrotada pelos aliados. Mais um exemplo de wishful thinking. No mesmo dia, a "informação" foi negada pelo procurador-geral Roberto Gurgel.

O Globo, dos Marinho, naturalmente, não poderia ficar de fora da festa e anunciou que grandes grupos empresariais já planejam racionar energia. Outra demonstração de um desejo – na quinta-feira, após uma reunião com a presidente Dilma, os principais empresários do País deram demonstrações públicas de que não estão trabalhando com a hipótese de apagão.

Se tudo isso não bastasse, houve também a barriga de Veja Online, que, também nesta semana, anunciou a fusão entre Bradesco e Santander. Neste caso, não era wishful thinking. Apenas um erro de informação e os jornalistas responsáveis foram demitidos.

De todo modo, a semana foi exemplar ao escancarar os riscos que se corre quando a vontade política dos editores se sobrepõe à objetividade dos fatos.

PS: até agora, apenas a Folha admitiu o erro, ainda que em letras miúdas.

Extraído do sítio Brasil 247

16 agosto 2012

MARCOS COIMBRA ACUSA DATAFOLHA DE MANIPULAR PESQUISA

Foto: Nelio Rodrigues/Divulgação
Em artigo publicado no jornal Correio Braziliense nesta quarta-feira, o presidente do Instituto Vox Populi, o sociólogo Marcos Coimbra, aponta manipulação do Datafolha no levantamento sobre o que a população pensa a respeito do julgamento da Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal, conhecida como "mensalão". Intitulado "Resultados de Encomenda", o texto de Coimbra diz que, na pesquisa, foram feitas "perguntas indutivas".

O sociólogo defende que, com o levantamento, foram produzidos resultados de encomenda. Divulgada na edição da Folha de S.Paulo do último domingo, a pesquisa diz que 73% da população defendem cadeia para os reús do processo. "A pesquisa abusou de perguntas indutivas, que tendiam a conduzir os entrevistados a determinadas respostas. Como diz a literatura em língua inglesa, fornecendo-lhes 'pistas' sobre as respostas 'corretas'."

Extraído do sítio Brasil 247

23 abril 2012

DATAFOLHA E O DESESPERO DEMOTUCANO - Altamiro Borges


A pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (22) representou uma ducha de água fria nas pretensões da oposição demotucana, que vive o seu inferno astral e teme pela extinção. Apesar da artilharia midiática da operação “derruba-ministro”, a presidenta Dilma Rousseff bate recordes de popularidade e, pior para a direita, o ex-presidente Lula confirma sua posição de liderança inconteste.

A popularidade do governo Dilma subiu de 59%, em janeiro, para 64%. A pesquisa também indica que ela venceria fácil uma nova eleição contra José Serra. A sua votação subiria dos 56,05% obtidos no segundo turno de 2010 para 69%. Já a votação do tucano despencaria de 43,95% para 21%. Dos que votaram nele no pleito passado, 52% avaliam a gestão de Dilma como ótima ou boa.

Prestígio em alta de Lula

O curioso da pesquisa é que, mesmo avaliando como positivo os primeiros dezesseis meses do governo Dilma, os entrevistados não se esqueceram do papel decisivo do ex-presidente Lula para tirar o Brasil da desgraceira tucana. Sobre a disputa presidencial de 2014, a maioria (57%) disse preferir o retorno do ex-operário ao Palácio do Planalto. Dilma surge com 32% da preferência.

Os números do Datafolha – também apelidado de DataSerra pelos vínculos deste grupo midiático com os tucanos – confirmam a difícil fase da oposição da direita no país. Com os escândalos de corrupção envolvendo o ex-demo Demóstenes Torres e o tucano Marconi Perillo, PSDB e DEM perderam o falso discurso de paladinos da ética. Estão mais sujos do que pau de galinheiro!

“Da enfermaria para a UTI”

A única chance de sobrevida da direita partidária é que a crise capitalista mundial vire um tsunami no Brasil. Por isto, a oposição demotucana aposta as suas fichas no “quanto pior, melhor”. Dane-se o povo brasileiro. Mas nem isto está colando. A pesquisa mostra que 49% dos entrevistados acham que a situação econômica do país vai melhorar; apenas 13% acreditam num agravamento da crise no Brasil.

Segundo o próprio Josias de Souza, blogueiro da Folha, a pesquisa mandou “a oposição da enfermaria para a UTI”. A direita nativa – que não está representada apenas nos falidos PSDB e DEM – precisará reavaliar a sua tática. A tendência é que ela radicalize ainda mais a sua postura, apostando em todo tipo de baixaria. A CPI do Cachoeira e o julgamento do chamado "mensalão" serão os palcos desta disputa encarniçada.

Extraído do Blog do Miro