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17 abril 2013

MADURO SAI DA DEFENSIVA E CRITICA CAPRILES E EUA - Jonatas Campos e Vinicius Mansur

Em três pronunciamentos feitos em cadeia de rádio e televisão em horários diferentes, presidente eleito da Venezuela afirmou que vai usar ‘mão dura contra o fascismo’. Ele avisou que seu governo não reconhecerá governadores que o considerem ilegítimo – Capriles governa Miranda – e acusou os EUA, um dos poucos países que não reconheceram sua vitória – de financiar a oposição.


Caracas – O presidente recém-eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, aumentou o tom e partiu para o ataque no debate político por todo o dia de hoje (16). Em três pronunciamentos feitos em cadeia de rádio e televisão em horários diferentes, Maduro afirmou que vai usar “mão dura contra o fascismo” e proibiu uma marcha chamada pelo candidato derrotado Henrique Capriles Radonski para esta quarta-feira (17). O chavista ainda avisou que seu governo não vai reconhecer governadores que o considerem ilegítimo. Capriles é governador do Estado de Miranda.

Maduro também acusou a embaixada norte-americana de estar financiando a oposição. O governo dos Estados Unidos é um dos únicos das Américas que aderiu à campanha da oposição de pedir a recontagem dos votos. Ele anunciou medidas de segurança para o sistema elétrico do país que, segundo ele, vem sofrendo inúmeras tentativas de sabotagem.

Na segunda-feira (15), Capriles pediu nas redes sociais que seus seguidores "descarregassem sua raiva" ante a proclamação do presidente Nicolás Maduro no Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e convocou um “panelaço” para as 20h da noite. Como resultados dos protestos desde ontem à noite, o governo afirma que ocorreram setes mortes perpetradas por ataques de pessoas ligadas à oposição. 

“Agora estão planejando uma marcha ao centro de Caracas. Não vamos permitir. Vocês não vão para lá enchê-lo (o centro) de morte e sangre, não vou permitir que façam o que querem fazer. Vou usar a mão dura contra o fascismo e a intolerância, então digo, se querem me derrubar, venham para mim, aqui estou com o povo e uma Força Armada, seu burguês”, asseverou Maduro em uma inauguração de um centro de saúde.

Já a tarde, em um evento com trabalhadores da Petróleos da Venezuela (PDVSA), o presidente eleito acusou a embaixada dos Estados Unidos de financiar os atos de violência e alcunhou o seu opositor como o “novo Carmona", referindo-se ao empresário Pedro Carmona, que liderou o golpe fracassado contra o presidente Hugo Chávez em abril de 2002.

Em sua terceira aparição, já inaugurando um hospital no Estado Aragua, a algumas horas de Caracas, Maduro disse não reconhecer Capriles como governador o chamou os chavistas a protestar em favor do governo. “Chamo a todo o povo chavista, nacionalista e patriota, para isolar os golpistas. Não venha agora a disfarçar-se de pacifista. Não confundam nossos anseios de paz com debilidade”, disse o presidente em franco ataque.

Capriles

Por sua vez, Capriles desistiu de realizar a marcha e acusou o governo de estar por detrás dos episódios de violência. “Amanhã não vamos nos mobilizar, peço aos meus seguidores que se recolham. Amanhã ninguém vai. Quem sair está ao lado da violência. O governo quer que haja mortos no país”, acusou em coletiva de imprensa.

O oposicionista sustentou que “informações de inteligência” vindas das Forças Armadas revelaram que o governo pretendia infiltrar pessoas na marcha desta quarta-feira (17). “O governo quer através da violência que não se fale do assunto pelo qual estejamos aqui”, disse, referindo-se a sua demanda de recontagem de 100% dos votos.

Na coletiva, Capriles apresentou denúncias de irregularidades ocorridas no pleito de 14 de abril. Segundo o opositor, 535 máquinas de votação estariam danificadas; testemunhas da oposição teriam sido retiradas de 283 centros de votação; haveria mais de 600 mil falecidos nas listas de votantes; em 1176 centros, Maduro teria tido mais votos do que Chávez; em 564 centros eleitores teriam sido acompanhados irregularmente até a urna; toldos vermelhos do partido de Maduro (PSUV) estariam irregularmente próximos a 421 centros; motoqueiros teriam amedrontado eleitores em 397 centros.

Capriles ainda apresentou supostas listas de votantes e ata de verificação cidadã de uma mesma mesa de votação, no estado de Trujillo, onde haveria 181 votos a mais na ata do que pessoas na lista. Em tom de denúncia, Capriles também afirmou que pessoas com mais de 100 anos votaram.

A despeito da grita da oposição, Maduro reafirmou que não há necessidade de recontagem dos votos, visto que o sistema eleitoral venezuelano já prevê uma auditoria de 54% das caixas onde os votos são depositados depois de fechadas as mesas. A maior parte dos países das Américas já reconheceu a vitória de Maduro, entre eles, Brasil, Argentina, Equador, México, Bolívia, Colômbia, Peru, Uruguai, Haiti, Cuba, Guatemala e Nicarágua.

Extraído do sítio Carta Maior

HÁ CENSURA NO BRASIL, SIM - Eduardo Guimarães


No último sábado, fui um dos palestrantes em um encontro de blogueiros em Curitiba. A “mesa” de debates de que participei teve como tema “Comunicação e Democracia”. Como disse na oportunidade, aqui no Brasil uma sempre foi usada contra a outra.

Há quase sessenta anos, um presidente da República deu um tiro no peito por causa da comunicação. Dez anos depois, a comunicação pediu, tramou, ajudou a instalar e, depois, a sustentar uma ditadura sangrenta que durou duas décadas.

Nesta semana, a comunicação no Brasil trata de censurar fatos em um país fronteiriço que, por ser o maior produtor de petróleo do planeta, encerra importância geopolítica e econômica de tal magnitude que atrai os olhares do mundo.

Sob a batuta dos Estados Unidos, a comunicação brasileira trata a política interna da Venezuela à base de omissões e distorções dos fatos ou, simplesmente, à base da mais legítima censura.

Antes de prosseguir, há que contextualizar os fatos.

A vitória apertada do presidente recém-eleito do país vizinho não difere, por exemplo, da que – graças a Deus – obteve Barack Obama nos Estados Unidos em novembro do ano passado, quando derrotou o republicano Mitt Romney por margem tão apertada quanto o venezuelano Nicolás Maduro derrotou o adversário Henrique Capriles – Obama obteve 2,3 pontos de vantagem e Maduro, 1,75 ponto.

Embora os EUA ou a mídia brasileira não tenham pedido recontagem dos votos nos Estados Unidos só porque a vitória de Obama não foi mais ampla, ambos põem em suspeição a eleição venezuelana apesar de o sistema eleitoral do país sul-americano ser mais confiável do que o do país norte-americano.

Até aí, política é política e o debate público, por si só, dá conta de pôr os pingos nos is. O problema é quando um comportamento literalmente fascista dos derrotados na Venezuela, que não querem aceitar a derrota, conta com a cumplicidade da imprensa brasileira.

Os venezuelanos saberão resolver seus problemas, espera-se. Mas o nosso talvez seja pior do que o deles, pois na Venezuela a censura se tornou impossível devido à pluralidade da comunicação, que há para todos os gostos.

O comportamento dos derrotados na Venezuela vem sendo criminoso. Capriles, inconformado com a derrota, exortou seus seguidores a irem às ruas protestar contra uma vitória que, até prova em contrário, foi legítima como a de Obama no ano passado.

Sendo condescendente, pode-se aceitar que Capriles tenha perdido o controle de seus seguidores e que os atos de violência que desencadearam por toda Venezuela entre a madrugada de segunda-feira e a manhã de terça não tenham sido orquestrados por ele.

Aliás, ao recuar da manifestação que convocara para esta quarta-feira, o candidato derrotado parece ter percebido que sua exortação aos seus seguidores poderia leva-lo às barras da lei, porque sua primeira convocação teve como saldo, até agora, sete mortos e incontáveis atos de vandalismo por toda a Venezuela.

Uma onda de vandalismo e violência tomou o país vizinho. Sete seguidores de Nicolás Maduro foram assassinados nos estados Zulia, Táchira e em Caracas, e 61 pessoas ficaram feridas, algumas com gravidade.

Ao todo, nove estados reportaram agressões de variados tipos. A mais macabra, porém, foi a de um seguidor de Maduro que foi queimado vivo.

Segundo relatos do governo venezuelano, os assassinados tentaram defender unidades dos programas sociais Pdval, CDI e Mercal, que oferecem de atendimentos de saúde por médicos cubanos a venda de alimentos por preços mais baratos que os do comércio.

Segundo relatos do governo venezuelano, os estados atingidos pela onda de violência foram Caracas, Carabobo, Miranda, Barinas, Mérida, Lara, Táchira, Sucre e Zulia. Os primeiros ataques de seguidores de Capriles foram aos CDIs, centros de atendimento médico.

Os CDIs são dirigidos por médicos cubanos e até pacientes teriam sido atacados.

Há relatos, também, de ataques a tevês e rádios comunitárias simpatizantes do governo. As tevês estatais Venezolana de Televisión (VTV) e Telesur foram cercadas pelas hordas oposicionistas e só não as atacaram porque a polícia interveio.

Várias sedes do partido do governo, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), teriam sido depredadas e incendiadas. Praças públicas e pontos de ônibus teriam sido destruídos. Entregas de alimentos nos mercados do governo teriam sido impedidas e a mercadoria roubada pela horda ensandecida.

O governo venezuelano e incontáveis matérias nas tevês estatais reportam que tudo que tivesse o logotipo do governo era atacado pelos que, alegadamente, foram às ruas, sob instigação de Capriles, para promover um “panelaço pacífico”.

As redes estatais inclusive mostraram imagens de depredação nos centros médicos do estado Miranda, governado por Capriles, identificando-os como sendo os de La Limonera e de Trapichito. Esses ataques teriam resultado em 3 mortos que tentaram defender as instalações.

Outros relatos dão conta de ataques no estado Carabobo, na cidade de Valencia – onde este blogueiro esteve várias vezes a trabalho. Lá, oito centros médicos teriam sido atacados e um deles, incendiado.

Os mortos têm até nome. Um deles é o dirigente do PSUV Henry Rangel. No estado Zulia, outro militante do PSUV foi assassinado diante da sede do Conselho Nacional Eleitoral, quando os seguidores de Capriles ali protestavam e a vítima os xingou. Em Caracas, o militante do PSUV Luis Ponce também foi assassinado enquanto tentava defender o centro médico de La Limonera.

Aliás, o uso do condicional, aqui, é mera formalidade, pois a Telesur mostrou imagens de depredações ao longo da última terça-feira e 135 agressores foram presos em flagrante.

Se quiserem argumentar que é tudo invenção do governo, as imagens e as centenas de testemunhas provam que violência houve. Podem, então, argumentar que foi o governo que pôs hordas nas ruas para praticarem violência e pôr a culpa na oposição, mas há gente presa em flagrante, acusada de assassinatos e, segundo o governo, com filmagens e fotos das agressões.

Seja como for, haverá tempo de sobra para deslindar esses ataques. E a extensa cobertura de redes de televisão e jornais internacionais facilitará ainda mais o esclarecimento desses fatos.

O que não se pode aceitar, porém, é que fatos dessa gravidade sejam literalmente ocultados pela dita grande imprensa brasileira, que se limitou a relatar que houve “choques” com “7 mortos” na Venezuela por ação “dos dois lados”.

Não há relatos de ataques promovidos pelo governo, não há depredações de sedes de partidos de oposição, não há um só nome de um morto da oposição, não há uma só imagem em foto ou vídeo de governistas praticando violência ou vandalismo.

O Jornal Nacional, em sua edição de terça-feira, ocultou tudo isso. A Folha de São Paulo, na edição desta quarta-feira, não dá um só detalhe sobre as vítimas fatais e sobre os atos dos oposicionistas. Os outros grandes meios de comunicação brasileiros fizeram exatamente o mesmo.

O público desses veículos não sabe um dado crucial: todos os assassinados são governistas. Todos.

Há corpos, há nomes dos corpos e nenhum deles é da oposição. Há sedes do partido do governo e unidades de programas sociais do governo depredados e basta ir a eles e comprovar.

Inclusive, o mero exercício da lógica permite entender que o governo não teria por que promover uma farsa dessa magnitude, pois venceu a eleição. A quem interessa o caos? Aos que perderam, claro. Ao governo interessa a tranquilidade diante do resultado.

Grupos de mídia como Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado, Editora Abril vivem acusando quem pede regulação da mídia, sobretudo o PT, de quererem “censura”. A crise na Venezuela, porém, mostra quem não apenas quer, mas pratica censura no Brasil.

Extraído do Blog da Cidadania

16 abril 2013

OLIVER STONE: "LAS MENTIRAS Y DISTORCIONES SOBRE VENEZUELA SON UMA VERGÜENZA"

“Venezuela es el principal blanco de los medios de EEUU y del Departamento de Estado”, ha declarado el legendario director de cine estadounidense en una proyección especial de su película sobre el fallecido líder bolivariano Hugo Chávez.


El cineasta estadounidense, cuya película ‘Al Sur de la Frontera’ (2009) intenta mejorar la imagen de Chávez en EEUU, lamenta que la prensa occidental continúe tratando de desacreditar a Chávez, lo que -considera- “es una espina clavada en la democracia”.

“Siendo neoyorquino y leyendo durante mucho tiempo el diario ‘The New York Times’ aún estoy sorprendido por lo negativo que han sido estos artículos durante tanto tiempo”, dijo Stone, destacando que duda que haya habido tanta cobertura negativa sobre algunos de los peores regímenes del mundo. “Dudo que Adolf Hitler consiguiera una cobertura similar en Alemania. Estas mentiras y distorsiones son una vergüenza para ellos, es una desgracia”, espetó.

Respecto a la situación en Venezuela en vísperas de las elecciones presidenciales de este 14 de abril, Oliver Stone considera que “las acciones encubiertas que están ocurriendo en Venezuela son alarmantes”. “No quisiera estar en los zapatos de Nicolás Maduro. No me gustaría ser él porque está en un nuevo foco de atención”, declaró el cineasta.

“No pueden ir a por él personalmente, pero es una situación muy escalofriante para heredar este poder gigantesco, explicó Stone, enfatizando que “este es un momento difícil para Venezuela y espero que la gente esté muy unida”.

El cineasta piensa que, aun ganando Maduro las elecciones, “habrá igualmente una gran presión desde el exterior por el suministro de petróleo de Venezuela”. “Habrá más reacciones e historias. Venezuela es muy importante para EEUU y toda América Latina”, concluyó.

A un día de las presidenciales la calma reina en Venezuela. El domingo casi 19 millones de venezolanos acudirán a las urnas para decidir el futuro de la Venezuela post-Chávez. Entre los favoritos se encuentran el socialista Nicólas Maduro y el candidato opositor Henrique Capriles, al que Maduro aventaja en la mayoría de las encuestas.

Extraído do sítio Libre Red

15 abril 2013

VITÓRIA APERTADA DE MADURO DEVE GERAR CRISE POLÍTICA NA VENEZUELA - Eduardo Guimarães


Na noite do último domingo, as redes sociais ferviam enquanto o mundo aguardava o resultado da apuração da eleição presidencial na Venezuela. Ao longo da apuração foram surgindo boatos de que, pela primeira vez desde 1998, a diferença entre o candidato “bolivariano” e o seu principal adversário seria apertada.

Após a divulgação do resultado pelo Conselho Nacional Eleitoral venezuelano, sabendo da diferença menor do que 2% com que Nicolás Maduro derrotou a Henrique Capriles foi possível entender a retórica do oposicionista e de seus aliados ao longo da apuração.

A oposição, enquanto os votos eram contados, começou a divulgar acusações de fraude eleitoral por obra do governo, apesar de reconhecer a solidez do sistema venezuelano de votação, que, como o do Brasil, utiliza urnas eletrônicas.

Pela primeira vez, em mais de 14 anos, pode-se dizer que a Venezuela está literalmente dividida. Assim, não se poderá negar à oposição o seu direito inquestionável de pedir recontagem dos votos.

Não chega a ser um fenômeno que um candidato que encarna a herança de Hugo Chávez, mas que não é ele, tenha vencido por margem tão apertada. Entretanto, uma oposição que já apelou a tentativa de golpe por certo não deverá aceitar o resultado.

Em seu discurso logo após o anúncio do resultado da eleição, Maduro, em lugar de comemorar e falar do futuro, bradava pela aceitação daquele resultado, permitindo ver que já sabe do que vem por aí.

Haverá uma tentativa da oposição de paralisar o país não aceitando a vitória de Maduro nem com recontagem dos votos, pois os resultados da justiça venezuelana vêm sendo desacreditados por ela, como quando decretou a permanência de Maduro no cargo de presidente após a morte de Chávez.

O mais preocupante, em um quadro como esse, é a manutenção da paz social no país vizinho. Já surgem boatos de confrontos entre opositores e governistas. Os derrotados podem simplesmente sustentar as acusações de fraude e, assim, incentivarem a radicalização de parte a parte, o que já foi feito em 2002, com os resultados trágicos que se conhece.

O estímulo à radicalização em 2002 gerou dezenas de mortes e centenas de feridos em choques pelas ruas de Caracas. Agora, o quadro que brotou da eleição de domingo propicia a retomada do ímpeto golpista da direita midiática venezuelana. E o pior: tal ímpeto pode se propagar como fogo pela América Latina.

Extraído do Blog da Cidadania

MADURO VENCE ELEIÇÕES NA VENEZUELA, OPOSIÇÃO PEDE RECONTAGEM DE VOTOS - Anastasia Gubin

Novo mandatário governará diante de uma crescente força de oposição.

Nicolás Maduro, o presidente recém-eleito da Venezuela, após o resultado das eleições em Caracas em 14 de abril de 2013 (Luis Acosta/AFP/Getty Images)

Nicolás Maduro venceu a eleição presidencial de domingo na Venezuela com 50,56% dos votos, enquanto Henrique Capriles, o candidato da oposição da Mesa da Unidade, teve 49,07%.

A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, disse que 7.505.338 votos foram a favor de Maduro e 7.270.403 votos a favor da Capriles, o que corresponde à participação de 78,71% dos eleitores, com contagem de 99,12%, segundo a Globovisión.

Durante o boletim eleitoral, apresentado após 23h, Lucena disse que “tendo em vista esses resultados tão justos”, ela falou com os dois candidatos, no entanto, esclareceu que eles “mostram uma tendência irreversível”, o que favoreceria Maduro.

Os resultados indicam que o sucessor de Hugo Chávez governará enfrentando uma força crescente de oposição. Capriles alcançou 44,31% dos votos nas últimas eleições de outubro de 2012, indicando um aumento de 5% em popularidade.

Em seu discurso, Nicolás Maduro expressou diante de seus seguidores no Palácio Miraflores que “é uma batalha” que ele havia ganhado, segundo a Globovisión.

Mas também alertou sobre interferências no setor eletrônico. “Hoje, capturamos uns colombianos com dispositivos eletrônicos e amanhã os apresentaremos”, disse Maduro.

Maduro também comentou que a presidente argentina Cristina Fernandez esteve aguardando os resultados durante todo o dia.

Capriles não reconhece os resultados

Henrique Capriles disse publicamente que não reconhece os resultados até que se abram as urnas e contem os votos. A Venezuela é baseada num sistema eletrônico.

“Não reconheceremos um resultado, até que se conte cada voto venezuelano”, disse Capriles, segundo o El Universal, referindo-se ao boletim do CNE, que anunciou Maduro como o vencedor.

Por sua vez, Capriles afirmou que são falsas as afirmações de Maduro após estes resultados, em que ele teria telefonado pedindo para fazer um pacto.

“Em conversa com o governo, dissemos que tínhamos um resultado diferente do expressado nesta noite e que nós, em nome da democracia, da paz e do compromisso que temos com a Venezuela, queremos que se faça uma auditoria, porque estamos falando de uma diferença muito pequena”, disse Capriles, segundo o El Universal.

“Eu não pactuo com mentiras nem com a corrupção”, acrescentou ele. “Começo assim, pois ouvi um discurso falando de um pacto. Não pactuo com a ilegitimidade, com aqueles que considero ilegítimos”, disse Capriles.

Num discurso público, Nicolás Maduro disse, “recebi um telefonema [de Henrique Capriles] e conversamos [...] ele me propunha enviar seus chefes de campanha para fazer um pacto, eu disse que não.”

Por sua vez, Maduro afirmou que não se opunha a auditoria dos votos e afirmou, “O maior interessado numa auditoria somos nós. Peço a CNE que faça uma auditoria”, informou a Globovisión.

Extraído do sítio The Epoch Times

06 março 2013

MADURO ASSUME GOVERNO INTERINAMENTE E VENEZUELA SE PREPARA PARA NOVAS ELEIÇÕES - Renata Giraldi


Brasília – O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assume o governo interinamente e em 30 dias serão realizadas eleições presidenciais. A decisão foi anunciada na madrugada de hoje (6) pelo ministro das Relações Exteriores, Elías Jaua. Maduro, segundo pesquisas de intenção de voto, aparece na liderança, seguido pelo governador de Miranda, Henrique Capriles, que foi derrotado nas eleições de outubro pelo presidente Hugo Chávez.

Não há detalhes sobre a data exata das eleições na Venezuela. Nos últimos meses, os aliados de Chávez e a oposição apresentaram interpretações divergentes sobre a Constituição, em caso da morte do presidente da República – que foi reeleito em outubro para o quarto mandato.

Capriles apelou ao governo para seguir a Constituição. “[Espero que o governo venha a] agir estritamente no âmbito do seu dever constitucional", disse ele. A oposição alega que a Constituição estabelece que o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, assuma o governo em caso da morte do presidente.

Em dezembro, antes de seguir para Cuba, para a quarta cirurgia destinada à retirada de um tumor maligno na região pélvica, Chávez recomendou à população que Maduro assumisse o governo se ele ficasse incapacitado. Na ocasião, a orientação de Chávez causou surpresa.

A Constituição determina que o presidente da Assembleia Nacional assuma o poder se o presidente morrer antes de tomar posse. Chávez não compareceu à posse agendada para 10 de janeiro, mas o Supremo Tribunal aprovou um adiamento e decidiu que não haveria interrupção entre governos.

O ministro das Relações Exteriores, Elias Jaua, anunciou que a Venezuela terá uma semana de luto. Por sete dias, estão suspensas as atividades escolares nas instituições públicas e privadas. O enterro de Chávez ocorrerá sexta-feira (8), a partir das 10h. A previsão é que o corpo seja enterrado na Academia Militar.

A presidenta Dilma Rousseff deverá comparecer ao enterro. Os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, e do Uruguai, José Pepe Mujica, confirmaram que estarão presentes nas últimas homenagens ao líder venezuelano. Chávez morreu ontem (5) à tarde depois de lutar por cerca de 20 meses contra um câncer na região pélvica.

* Com informações das agências públicas de Portugal, Lusa, e da Venezuela.

Extraído do sítio Agência Brasil

26 fevereiro 2013

WIKILEAKS: EUA ATUARAM PARA UNIR DIREITA VENEZUELANA EM 2012, MOSTRAM DOCUMENTOS

Telegramas provam realização de reuniões entre empresa de espionagem e líderes da oposição, como Henrique Capriles.

Os Estados Unidos fizeram um esforço de bastidores para unir a oposição venezuelana e tentar tirar Hugo Chávez do poder nas eleições de outubro de 2012, revelam documentos vazados pelo site Wikileaks. O site, criado pelo jornalista e ativista australiano Julian Assange vazou mais de cinco milhões de telegramas da empresa de espionagem norte-americana Stratfor.

A Stratfor alega prover informações para multinacionais com o desejo de investir na Venezuela. Entretanto, a troca de telegramas mostra outro cenário: a empresa trabalhou como uma agência de espionagem, com o objetivo de influenciar a política do país sul-americano, criando condições adequadas para o aumento da influência norte-americana.

Capriles, que obteve cerca de 45% dos votos, foi um dos líderes que se reuniu com a empresa de espionagem Stratfor

Nos emails são mencionados encontros com vários nomes da oposição venezuelana, como o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, o candidato derrotado no pleito, Henrique Capriles, Leopoldo Lopez, e o analista político direitista Rafael Poleo.

“Falei com Rafael Poleo poucos dias atrás”, diz uma fonte – segundo os telegramas, seria um proeminente economista venezuelano.

Cobrindo o período de julho de 2004 a dezembro de 2011, vários telegramas trazem conversas e informações sobre a política local. Um dos telegramas trata especificamente da campanha para as eleições presidenciais de 2012. Nele, a agência de espionagem fala de uma “revolução na Venezuela”: unir a oposição, fazer a campanha eleitoral e chamar o povo a votar (o voto é facultativo no país).

Ainda nesse telegrama, a Stratfor reconhece que seus serviços são procurados por atores políticos e a ação se desenrola em dois momentos: no primeiro instante, é feita uma análise da situação. Em um segundo momento, é aplicado um plano de ação, denominado pela empresa de espionagem como “missão”.

Há seguidas referências ao grupo sérvio CANVAS (Center for Applied Non Violent Action and Strategies, na sigla em inglês). O grupo recomenda quais os passos a serem tomados para derrubar Chávez, em um guia de “como fazer uma revolução” dentro dos limites legais e, assim, levar a oposição ao poder.

“Quando alguém nos pede ajuda, como é no caso da Vene (Venezuela), fazemos a pergunta ‘O que fazer?’, ou seja analisamos a situação (o documento de Word que te enviei) e depois vem a “missão” (o que ainda precisa ser feito) e também o conceito operacional – o plano de campanha”, diz o autor do telegrama ao destinatário.

Segundo o telegrama da Stratfor, “por causa da completa desconfiança entre os diferentes grupos da oposição venezuelana, a empresa teve que fazer a análise inicial”. A empresa diz que “cabe à oposição venezuelana saber aonde quer chegar, ou em outras palavras, depende da oposição perceber que a falta de unidade poderia fazê-los perder a eleição antes mesmo dela ter começado.”

No entanto, a empresa de espionagem afirma em seu site que apenas “dá ferramentas e informações para que os clientes executem seus planos”. Mas no caso venezuelano, “devido à debilidade da direita venezuelana em se unificar”, precisou começar seu trabalho fazendo uma análise do cenário para criar um plano de ação, diz o telegrama.

Extraído do sítio Opera Mundi

02 janeiro 2013

POR QUE CHÁVEZ É TÃO ODIADO - Owen Jones

Talvez por ele ter mostrado que pode dar certo um modelo voltado para os pobres.

Hugo Chávez

O artigo abaixo foi publicado no jornal inglês Independent, e é republicado com autorização pelo Diário. O autor, Owen Jones, 28 anos, é um dos talentos emergentes do jornalismo político inglês. O texto foi escrito na época da campanha presidencial, e Owen estava em Caracas para cobrir as eleições.

Se tudo o que a mídia ocidental disser for verdade, eu escrevo essa coluna de um país brutalizado por um líder terrível e indigno, Hugo Chavez, que prende rotineiramente qualquer jornalista ou político que se pronuncie contra sua tirania.

De acordo com o colunista Toby Young, a Venezuela é liderada por um “tirano marxista” e um “ditador comunista”. O oponente nas eleições presidenciais de Chavez, Henrique Capriles, foi retratado, em contraste, como um democrata dinâmico e inspirador, determinado a acabar com o fracassado experimento socialista na Venezuela e abrir o país para o extremamente necessário capital estrangeiro.

A realidade da Venezuela não poderia ser mais distante do que o alegado, mas o dano já foi feito: até mesmo vários esquerdistas consideram Chavez um tirano. E aqueles que desafiam a narrativa são repudiados como idiotas, seguindo os passos daqueles que, como o conhecido casal socialista Beatrice e Sidney Webb, nos anos 30, louvaram a Rússia de Stálin, esquecendo-se de seus horrores.

A Venezuela é uma espécie engraçada de “ditadura”. A mídia privada tem 90% de audiência e, rotineiramente, lança propagandas vitriólicas contra Chavez. Na época das eleições, as áreas pró-oposição estiveram embriagadas de letreiros com a face sorridente de Capriles, e comícios jubilantes contra Chavez foram um evento regular ao redor do país.

Os venezuelanos votaram então pela décima quinta vez desde que Hugo Chavez foi eleito pela primeira vez, em 1999: todas essas eleições foram julgadas como livres pelos observadores internacionais, incluído o ex presidente americano Jimmy Carter, que descreveu o processo eleitoral do país como “o melhor do mundo”. Quando Chavez perdeu um referendo constitucional em 2007, ele aceitou o resultado. Antes de seu incentivo a que todos tirassem título de eleitor, muitas pessoas pobres não podiam votar. Contrastando fortemente com a maior parte das democracias ocidentais, mais de 80 por cento dos venezuelanos votaram nas eleições presidenciais.

Até mesmo oponentes de Chavez me disseram que ele foi o primeiro presidente venezuelano que se importou com os pobres. Desde sua vitória em 1998, a pobreza extrema caiu de quase um quarto para 8,6% no ano passado; o desemprego reduziu-se pela metade; e o PIB per capita dobrou. Em vez de ter arruinado a economia – o que todos seus críticos alegam – a exportação de petróleo subiu de $14,4 bilhões para $60 bilhões em 2011, provendo fundos para ser gastos nos ambiciosos programas sociais de Chavez, as chamadas “missiones”.

Seus críticos o atacam por sua associação com autocratas e tiranos como Gaddafi, Ahmadinejad e Assad. Eles podem ter um ponto, mas levando-se em conta o suporte ocidental às ditaduras como as da Arábia Saudita, Bahrain e Cazaquistão – cujo regime paga, atualmente, $13 milhões por ano a Tony Blair por serviços de relações públicas – uma enorme casa de vidro se ergue atrás deles. Os principais aliados da Venezuela são as democracias latino americanas, todas governadas por presidentes progressistas que Chavez ajudou a inspirar, tais como Brasil, o Equador e a Bolívia.

Isso não quer dizer que a Venezuela está livre de problemas, nada disso. Segurança é a principal preocupação dos venezuelanos com quem conversei, e não é de se espantar: crimes vilentos surgiram, com mais de 20.000 pessoas assassinadas em 2011. A polícia local e o sistema judiciário são ineficazes e, muitas vezes, corruptos, e é claro que uma sociedade com mais armas do que pessoas não é a sociedade ideal. O governo está iniciando uma força policial nacional, mas uma ação urgente é necessária.

Mas, quando vemos seu relacionamento com a oposição, Chavez tem sido muito clemente. Muitos dos opositores – incluindo Capriles – envolveram-se, em 2002, em um golpe militar no estilo Pinochet, bancado pelos Estados Unidos, e que falhou apenas no momento em que os adeptos de Chavez tomaram as ruas. O golpe foi incitado e apoiado em grande parte pela mídia privada: e eu imagino o que aconteceria para a Sky News e ITN se provocassem um coup d’état contra um governo democraticamente eleito na Grã-Bretanha.

Cinco anos depois, o governo se recusou a renovar a licença de uma emissora televisiva, RCTV, por sua participação no golpe. Até Chavistas reconheceram que foi um erro tático, mas eu me pergunto quantos governos iriam tolerar emissoras que defendem sua derrota armada.

A escuma oligarca da Venezuela odeia Chavez, mas a verdade é que seu governo mal os tocou. O máximo de imposto é apenas 34%, e há uma violenta sonegação de impostos. Por que o desprezam? Como o líder chavista Temir Porras me disse, é porque “as pessoas que limpam suas casas, agora, são mais importantes politicamente do que eles”. Durante o governo de Chavez, os pobres receberam um poder político que não deve ser ignorado: não é de espantar que Capriles pelo menos declarou que deixaria os programas sociais devidamente intactos.

Os críticos ocidentais de Chavez têm o direito de discordar dele. Mas é hora de pararem de fingir que ele é um ditador. Chavez venceu as eleições com justiça. E, apesar de seus obstáculos formidáveis, provou que é possível liderar um governo popular e progressista que rompe com o dogma neoliberal. Talvez seja por isso, afinal das contas, que é tão odiado.

Extraído do sítio Diário do Centro do Mundo

30 dezembro 2012

CHAVISMO E RESPONSABILIDADE HISTÓRICA - Félix Lopes

A recente vitória eleitoral em 20 dos 23 estados da Venezuela representa para o processo bolivariano e seus seguidores uma nova e grande chance para o avanço revolucionário.


Depois das recentes eleições para governadores e vereadores na Venezuela proliferam análises de todas as cores. Mas a imensa maioria das opiniões parece coincidir num elemento: ao obter o triunfo em 20 dos 23 estados, as forças revolucionárias conseguiram uma vitória rotunda, ratificando o chavismo como um movimento histórico e o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) como a principal força política da nação. Em resumo, o mapa do país sul-americano agora é mais vermelho que quatro anos atrás.

Essa realidade não pode ser vista desligada das circunstâncias e do tempo. O triunfo é mais alentador e convincente, se levarmos em conta que o processo eleitoral se realizou sem a presença na Venezuela do líder e principal referente da revolução, o comandante Hugo Chávez. Anotemos a favor do processo bolivariano uma indiscutível elevação da consciência política e classista de seus seguidores, algo que um analista bem qualificou de "o batizo do chavismo como identidade política autônoma na sociedade venezuelana".

Mas o resultado obtido em 16 de dezembro passado não deveria injetar, unicamente, alegria e confiança ao folguedo de natal. Agora — como advertiu o esperto político José Vicente Rangel, na sua coluna O Espelho (no jornal Últimas Noticias) — "se torna premente analisar as gestões regionais e sua repercussão em alguns magros resultados, assim como que o triunfalismo não contribua a que a análise e a autocrítica sejam perturbados". Rangel refere-se, sem dúvida, a um tema ao qual o presidente Chávez deu máxima prioridade: mais eficiência na gestão de governo, acompanhamento e efetividade nas soluções.

O povo bolivariano, a partir das organizações de base criadas pelo Poder Popular e utilizando os meios alternativos de comunicação, apoia e acompanha Chávez na sua batalha contra a ineficiência e o burocratismo. Caso se disseminasse esse espírito pelos governos estaduais e prefeituras nas mãos do PSUV, a revolução sairá favorecida e isso influirá positivamente na elevação da participação do povo nos próximos processos eleitorais. Ficou demonstrado que as pessoas votam naquilo que acreditam.

APONTAMENTOS SOBRE A ABSTENÇÃO

A maioria dos órgãos da mídia, analistas e políticos vem tentando justificar a tradicional alta abstenção nas eleições regionais. Desta vez, 46% da população não foi às urnas. Examinando os números finais, a mais golpeada por isto foi a oposição, ainda sob os efeitos da ressaca dos resultados das eleições presidenciais de 7 de outubro passsado.

Historicamente, as eleições para governadores e vereadores tiveram baixa participação: em 2000 (43,55%), 2004 (54,27%), 2008 (34,5%)... Para o politicólogo Nicmer Evans, os "níveis de abstenção (em) processos regionais são tipicamente altos", contudo, ressaltou a baixa participação "da oposição, já que pretendia tirar a legitimidade de que goza o Poder Eleitoral. Agora, esta derrota a obriga a reconstruir-se ou reinventar-se". Segundo a opinião de Jesús Silva, professor de estudos políticos da Universidade Central da Venezuela (UCV), "a tese de um projeto nacional de inclusão social venceu, mais uma vez, a oposição burguesa".

A força da revolução conseguiu um total de 4,84 milhões de votos (55%) e a extrema direita obteve 3,83 milhões (43%). A força chavista, ademais, conquistou 186 assentos (78%) dos 237 que estavam sendo definidos. Estes resultados devem ser entendidos como uma grande e nova chance, numas circunstâncias muito especiais para as forças revolucionárias. Os números por muito ilustrativos e contundentes que eles forem, reclamam uma leitura bem calma e exigem às filas revolucionárias novas estratégias para derrotar a abstenção entre seus potenciais seguidores: o povo.

CAPRILES, O GRANDE PERDEDOR

Segundo o resultado eleitoral no estado Miranda, pareceria que Henrique Capriles Radonski (junto a outros dois governadores da direita) emerge como o grande triunfador da oposição. Ao menos é o que querem apresentar os meios da oligarquia. Mas os números finais falam doutra realidade muito complexa para Capriles e suas aspirações como candidato dos ianques e os grupos econômicos de poder.

Para José Vicente Rangel, a reeleição do opositor Capriles Radonski, em Miranda, por tão só quatro pontos, "mais do que um sucesso pessoal, é o equivalente a um chocolate envenenado, já que não é expressão da consolidação de uma liderança mas sim por causa do antichavismo dos setores sociais que votam nesse estado".

Rangel nos está advertindo de uma realidade que se sustenta nas estatísticas e no estado mental desse conglomerado antichavista do Leste de Caracas. Que dizem os números? Primeiro que o "teto" eleitoral de Capriles em Miranda ficou estagnado e não consegue chegar aos 600 mil votos. Nas eleições regionais de 2008, Capriles obteve 583.795 votos (53,11%), contra 506.753 (46,10%) de Diosdado Cabello. Agora, Capriles foi eleito com 582.305 votos (51,94%), isto é, 1.490 votos menos que em 2008. E Elías Jaua, o contrincante chavista, conseguiu 534.937 votos (47,71%), um incremento de 28.184 votos mais que os obtidos por Diosdado Cabello em 2008.

Vencendo, Capriles tem menos votos que os obtidos em 2008.Perdendo, Elías Jaua conseguiu em apenas três meses e participando pela primeira vez de uma contenda eleitoral, que quase 30 mil moradores mais de Miranda aderissem ao voto revolucionário.

O segundo e não menos importante é que agora Capriles tem que governar com um Conselho Legislativo dominado pelo chavismo, com oito dos 15 deputados submetidos à eleição popular. E isso que significa? A vitória do PSUV, como maioria legislativa no estado, permitirá exercer maior controle legal e constitucional sobre a gestão do governador Capriles. Significa, simplesmente, que acabou a corrupção de Capriles, de sua família e de seus parceiros do partido Primeiro Justiça.

O novo Conselho Legislativo de Miranda poderá exigir uma exaustiva auditoria da gestão de Capriles 2008-2012, para demonstrar ao país o que ele fez com o dinheiro da governação, durante quatro anos. E a partir de agora não poderá aprovar projetos fantasmas, ou manter os parasitos de seu partido com o dinheiro do povo. A esta hora, Capriles também tirou essas contas e sabe que ao perder o poder de manobra, fica estagnado, do ponto de vista eleitoral e político.

A LIÇÃO HISTÓRICA

Várias são as conclusões às que se pode chegar, após os resultados eleitorais venezuelanos de 16 de dezembro passado: a mais importante tem a ver com a confirmação de uma frase utilizada por Chávez para despedir-se de seu povo, antes de viajar a Havana: "Não se enganem, temos Pátria". Essa Pátria é a que acaba de recuperar cinco estados chaves (outrora baluartes da oposição), com implicações sociais, geopolíticas e populacionais: Táchira, Zulia, Carabobo, Monagas e Nova Esparta.

Por outro lado, embora o chavismo não vencesse em dois estados importantes do país (Miranda e Lara), obteve a vitória nos Conselhos Legislativos, o que permite assegurar que estamos diante do triunfo mais importante das forças revolucionárias bolivarianas desde 1998. Para a oposição a perda é significativa e sua frustração se evidencia de várias maneiras: uns bradam que houve fraude, outros arremetem contra o povo, entretanto os três vencedores tentam converter-se nos líderes da esfacelada oposição.

O vice-presidente executivo do governo bolivariano, Nicolás Maduro, fez um apelo aos opositores a manterem a equanimidade: "A estreia foi muito péssima, com uma fanfarrice e uma prepotência, que já entra no campo da loucura. Eu acho que eles não perceberam que 20 governações são mais do que três... O povo dissolveu a chamada Mesa da Unidade Democrática (MUD), que vem sofrendo derrota após derrota, como aconteceu nos anos 2002 e 2003; e nas eleições presidenciais de 7 de outubro passado".

Sem dúvida, depois dessa lição histórica, se abre um novo cenário de confronto, onde a oposição voltará a tentar tudo contra essa "rara ditadura venezuelana" que, segundo afirma o escritor uruguaio Eduardo Galeano, vive de eleição em eleição e permite que o povo seja quem decida.

Extraído do sítio Granma

17 dezembro 2012

PARA ALIADOS DE CHÁVEZ, VITÓRIA MOSTRA QUE "REVOLUÇÃO" JÁ PODE CAMINHAR COM AS PRÓPRIAS PERNAS

Mais além do resultado nas urnas, o chavismo enxerga o atual momento como uma ratificação do processo revolucionário.

Apoiadores do presidente venezuelano, Hugo Chávez, no Estado de Bolívar, cujo governo foi conquistado por um candidato do PSUV

Dois meses depois da reeleição do presidente venezuelano, Hugo Chávez, com 54,42% dos votos contra 44,55% de Henrique Capriles, os candidatos do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) conquistaram 20 dos 23 Estados do país nas eleições regionais desse domingo (16/12). Mais do que uma vitória nas urnas, o chavismo enxerga o atual momento – especialmente delicado devido à doença do presidente – como uma ratificação do processo de transformação iniciado há 14 anos.

Além disso, a ausência do líder venezuelano na reta final da campanha indica, para os aliados de Chávez, que o processo nomeado como “Revolução Bolivariana” já demonstra que pode caminhar com as próprias pernas.

O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse que as eleições ratificaram o projeto socialista. “O povo quer o programa da pátria”, afirmou. Segundo ele, a aliança opositora MUD (Mesa de Unidade Democrática) “se dissolveu por causa de uma derrota acachapante; de derrota em derrota eles vêm perdendo espaço”. Para o chefe de campanha do PSUV, Jorge Rodríguez, a vitória significa que o mapa da Venezuela “foi pintado de vermelho”.


O deputado do PSUV Julio Chávez afirmou a Opera Mundi que o resultado “mostra o quão coerente tem sido o programa da pátria, ao mesmo tempo em que deixa claro o compromisso do povo venezuelano em seguir aprofundando a revolução”.

Segundo ele, a conquista dos 20 governos e a reeleição de Chávez são a “prova do nível de consciência política” da população venezuelana, “fiel aos valores e ideais” do processo revolucionário.

“A realidade é que os chavistas provaram que o movimento deles está institucionalizado o suficiente na sociedade venezuelana, pelo menos em um nível regional, e isso mesmo sem Chávez”, disse o cientista político Miguel Tinker Salas, professor de Estudos Latino-americanos na Universidade Pomona, em Claremont, Estado da Califórnia (EUA).

Chávez, de 58 anos, está em Cuba desde a semana passada, onde foi submetido à quarta cirurgia contra o câncer. Ele anunciou ao país em 8 de dezembro que a doença havia retornado.

Apesar disso, os candidatos do líder venezuelano conquistaram 20 governos estaduais, incluindo importantes redutos da oposição, como Zulia, principal produtor de petróleo, e Carabobo, zona industrial. Os opositores conseguiram manter os governos de apenas dois dos sete Estados que comandavam, Miranda e Lara; além disso, venceram as eleições no Estado de Amazonas.

Capriles conseguiu se reeleger com pouco mais de 40 mil votos de diferença sobre seu principal adversário, o ex-vice-presidente Elias Jaua, do PSUV. No Estado de Lara, onde fica Barquisimeto, quarta maior cidade do país, o vencedor foi Henri Falcón, um ex-militar que era aliado a Chávez, mas em 2008 passou para a oposição.

Oposição

O secretário-executivo da MUD, Ramón Guillermo Aveledo, afirmou nesta segunda-feira que a oposição deve analisar imediatamente o fraco desempenho nas eleições. “Todos os partidos devem refletir; é a nossa obrigação”. Para ele, o resultado “é consequência do que foi decidido em 8 de outubro”, em referência à vitória de Chávez.

Em discurso no “balcão do povo”, no Palácio de Miraflores, o presidente venezuelano chamou a oposição ao diálogo e pediu que respeitasse a vontade da população de seguir com o processo. "Queremos que eles (a oposição) exponham seus elementos para a abertura do diálogo, a convivência e a paz. Mas é necessário que esses dirigentes falem claro e demonstrem vontade de convivência", disse na época.

De acordo com Julio Chávez, essa porta continua aberta. “A oposição venezuelana manifesta incoerência quanto a seu discurso e programa e por isso perde. O resultado dessas eleições regionais é um indicativo de que esses setores se afastaram da realidade que vivem os venezuelanos”, opinou. “Isso não é motivo de alegria para nós. Para que exista um debate de alto nível, deve existir uma oposição coerente, unificada em torno de uma ideologia, que seja porta-voz de um projeto consistente”, sugeriu.

Extraído do sítio Opera Mundi

13 outubro 2012

AFINAL, POR QUE A VENEZUELA REELEGEU HUGO CHÁVEZ? - Eric Nepomuceno

Como, diante de tantos problemas, e tendo à mão um candidato de oposição, a imensa maioria dos venezuelanos preferiu manter Hugo Chávez no poder? A resposta é simples: pela primeira vez os venezuelanos têm um presidente que governa para a imensa maioria. Que liquidou o analfabetismo, estendeu a atenção pública da saúde a todos, que dissemina escolas de período integral, que criou brigadas para dar atenção social aos desassistidos de sempre. O artigo é de Eric Nepomuceno.


A verdade é que havia uma clara tensão entre as pessoas que rodeavam Hugo Chávez na noite do domingo, dia sete de outubro. Enquanto se aguardava a primeira manifestação do Conselho Nacional Eleitoral, o CNE, corriam rumores de todos os tipos. Com as pesquisas de boca de urna proibidas por lei, qualquer rumor era notícia. E foi assim que, por volta das nove da noite, houve um primeiro suspiro de alívio: a vantagem, que naquela altura era de uns cinco pontos de diferença sobre o candidato Henrique Capriles, seria irreversível. Mas, ainda assim, foi um suspiro tenso: a diferença era muito menor que a prevista. Até que veio, afinal, o número oficial: uma vitória de dez pontos – dez contundentes, indiscutíveis pontos. Aliás, dez pontos e meio.

E assim a Venezuela dormiu em festa, para no dia seguinte despertar pensando em como serão os dias daqui em diante. E realmente há muito a ser pensado.

Em primeiro lugar, há um visível – e natural – desgaste do governo, depois de treze anos. Durante a campanha, Hugo Chávez pôde sentir de perto os efeitos do tempo no poder. Há insatisfação com a espiral inflacionária, com o rígido controle sobre preços e a sobrevalorização da moeda, que faz com que exista carência de produtos. Há problemas com o fornecimento de energia elétrica, as falhas administrativas são gritantes, o funcionalismo público foi inchado de maneira escandalosa. Há uma grande irritação com os excessos da burocracia, com a lentidão na atenção de alguns serviços públicos, com o déficit habitacional, com as crescentes dificuldades do dia a dia. E, finalmente, aumenta de forma desembestada o mais agudo flagelo sentido pelos venezuelanos, em especial em Caracas: a violência urbana, que faz da Venezuela um dos países mais violentos do mundo e o segundo da América Latina.

Ao mesmo tempo, são palpáveis os efeitos de um claro boicote de investidores, que ora alegam a instabilidade política, ora a falta de marcos jurídicos que protejam seus interesses a longo prazo, e o tempo todo criticam duramente a intervenção do Estado na economia. Já os analistas e consultores dos chamados mercados financeiros, junto com os organismos internacionais, gritam aos céus quando falam nas contas públicas e, em especial, do chamado déficit fiscal. Reclamam com urgência a necessidade de cortes nos gastos do governo, aumento de impostos, desvalorização, menor dependência do petróleo, com investimentos na indústria e na agricultura. 

Em segundo lugar, é preciso pesar com calma o que significou a candidatura de Henrique Capriles, um jovem advogado de 40 anos, que soube dar uma reviravolta em seu discurso exacerbadamente neoliberal para se apresentar como uma espécie de novo Lula, alardeando sua preocupação com o bem-estar social dos venezuelanos. Com isso, mais a insatisfação e o desgaste natural de um governo de treze anos, Capriles conseguiu arrebatar uma votação muito expressiva, de 44% do eleitorado. Percorreu com agilidade de gazela e fôlego de leão o país de ponta a ponta, numa impressionante maratona de comícios, passeatas e visitas. Tornou-se conhecido e popular, pelo menos para os pouco mais de seis milhões de venezuelanos que votaram nele. Caberá a Capriles, agora, uma missão difícil: manter unida a oposição e tentar estabelecer um diálogo aberto e fluído com Chávez.

Finalmente, deve-se observar que com esse resultado se confirma um país claramente dividido. Existe uma maioria consistente que aprova a gestão de Chávez e sua revolução bolivariana, e uma minoria bastante significativa que desaprova. 

Essas eleições serviram para deixar visíveis esses dois lados. Não por acaso, depois da mais apertada disputa eleitoral enfrentada por Hugo Chávez desde que chegou ao poder pela primeira vez, em 1999, 81% dos eleitores foram votar, num país onde o voto não é obrigatório. Ninguém quis se omitir na hora de escolher um entre dois projetos antagônicos de futuro. Foi a maior participação eleitoral da história do país, o que não faz mais do que legitimar a vitória de Chávez.

A grande pergunta é a seguinte: como, diante de tantos problemas, e tendo à mão um candidato de oposição, a imensa maioria dos venezuelanos preferiu manter Hugo Chávez no poder? 

E a resposta é simples, extremamente simples: porque pela primeira vez os venezuelanos têm um presidente que governa para a imensa maioria. Que leva adiante, aos trancos e barrancos, uma verdadeira revolução. Que liquidou o analfabetismo, estendeu a atenção pública da saúde a todos, que dissemina escolas de período integral, que criou brigadas – as misiones – para dar atenção social aos desassistidos de sempre. Que, apesar do que ainda falta, promove uma reviravolta na questão habitacional. Um presidente que criou mercados públicos onde não há abundância, é verdade, mas há o básico, e a preços populares. Que aumentou as vagas universitárias, que criou bolsas de estudo num sistema justo e eficaz. Que recuperou a soberania e está sendo fundamental para, através da generosa solidariedade tão abandonada nesse mundo de hoje, promover a integração da América Latina. 

Anunciados os resultados oficiais, Chávez e Capriles prometeram manter um diálogo aberto. Enalteceram a democracia e agradeceram seus votos. Passado o tempo da delicadeza, será a hora de ver como se comportará a oposição.

Chávez surpreendeu ao fazer um reconhecimento insólito: disse que são muitas, sim, as falhas de seu governo. E prometeu lutar ao máximo para corrigir todas elas.

Henrique Capriles prometeu colaborar para que a Venezuela tenha dias melhores.

Há uma diferença enorme entre a palavra de Chávez e a da oposição. A maioria dos venezuelanos – 54,4% deles – demonstrou, nas urnas, em qual dessas palavras vale a pena confiar. Afinal, e apesar de tudo, a vida mudou muito, e para muito melhor, ao longo dos últimos treze anos. Foi tanto o conquistado, que a maioria sabe que conquistou também o direito de reclamar. E o primeiro a reconhecer esse direito foi precisamente o homem que mudou o rosto do país: Hugo Chávez.

Extraído do sítio Carta Maior

24 setembro 2012

CHÁVEZ É O FAVORITO ENTRE RICOS, POBRES E CLASSE MÉDIA

Os venezuelanos iniciaram neste domingo (23) contagem regressiva para as eleições presidenciais, que serão realizadas no dia 7 de outubro, quando elegerão o novo líder que governará o país de 2013 a 2019. Os favoritos à Presidência são o atual presidente do país, Hugo Chávez, e o ex-governador de Miranda Henrique Capriles.

Muro com a frase "Chávez, coração da minha pátria", um dos slogans da campanha do presidente venezuelano
Em nova pesquisa do IVAD (Instituto Venezuelano de Análises de Dados) Chávez deve liderar a votação entre todas as classes sociais. Totalizados os resultados da pesquisa, Chávez fica com 49,6% enquanto Capriles obtém 35% dos votos. A vantagem do presidente, porém, varia entre 5,3% até 23,5% de acordo com o estrato social.

Nas classes A-B, segundo a pesquisa do IVAD, é onde a disputa é mais acirrada. Enquanto Chávez tem 47% das intenções de voto, Capriles regitra 41,7%. Nste estrato social também está a menor margem de indecisos: 11,3%. Na classe C, Chávez reúne 48,9% enquanto Capriles, 33,9%. Mas na classe D, mais numeroso em termos populacionais, a folga para o atual mandatário salta para 23,5% de vantagem: Chávez tem 53,1% e Capriles 29,6% das intenções de voto.

Apesar de representar a parcela da população venezuelana mais beneficiada pelos programas sociais do governo, as classes C e D mantêm o mesmo número de indecisos, cerca de 17%. De acordo com o IVAD, isso se explica pelo fato de o candidato opositor garantir que os programas sociais do governo Chávez não serão interrompidos.

Segundo dados de outro instituto de pesquisas, o GIS XXI (Grupo de Pesquisa Social Século XXI), a classe A-B representa 8% da população da Venezuela, a classe C soma 17% enquanto outros 75% dos venezuelanos se localizam nos estratos sociais mais populares, as classes D e E.

No começo de setembro o ICS (International Consulting Services) divulgou levantamento no qual o presidente aparece com a preferência de 57,3% dos 2.200 entrevistados. O postulante de oposição, por sua vez, tinha 33,1% dos votos. Em outra pesquisa, do Instituto Hinterlaces, Chávez aparece com 61,3% das intenções de voto, enquanto Capriles teria 38,7%. Esses números já excluem as pessoas que se dizem indecisas ou que votarão nulo ou em branco.

Campanha

Chávez, que no sábado (22) realizou um ato de campanha no estado de Trujillo, não saiu às ruas neste domingo (23), mas não deixou de acompanhar os atos liderados por seus ministros. Os ministros de Estado para a Transformação Revolucionária da Grande Caracas, de Ambiente, de Mineração e Petróleo e de Habitação, entregaram mais de mil casas em diferentes estados do país.

O candidato da oposição Henrique Capriles faz carreata pela cidade de Maracay, no estado de Aragua

O vice-presidente da Venezuela, Elías Jaua, participou de um ato com jovens da população de San Antonio, vizinha a Caracas, onde afirmou que a juventude é tratada pela oposição como uma "mercadoria", enquanto Chávez os compreende e não os reprime.

Mais cedo, o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, ao ser entrevistado pelo jornalista e ex-vice-presidente José Vicente Rangel, do canal privado Televén, disse que a oposição faz uma campanha eleitoral para ignorar os resultados das eleições de 7 de outubro. Maduro advertiu, neste sentido, que "os que tentam incendiar o país com planos desestabilizadores, serão derrotados pela Constituição".

"Existe o plano HC (Hugo Chávez), que faz com que todas as instituições e o povo estejam preparados para que a verdade prevaleça e para que a Constituição seja respeitada, assim como o resultado das eleições", ressaltou o ministro.

Já Capriles liderou um ato de massas no estado de Aragua, onde se encontrou com funcionários públicos. O candidato prometeu que, se vencer as eleições, implementará planos para que eles deixem de ser "vítimas da insegurança". "A dois domingos das eleições, temos claro que o rumo é uma grande vitória do futuro e progresso", disse Capriles antes de iniciar a caravana pelo estado de Aragua.

"Eu asseguro que todos os senhores estão aqui porque buscam algo melhor", disse. Capriles adiantou, além disso, que antes de 7 de outubro anunciará alguns nomes de pessoas que farão parte de seu Gabinete.

Segundo o Censo Nacional de População de 2011, a Venezuela tem cerca de 29,7 milhões de habitantes. Destes, quase 19 milhões estão aptos a votar nas eleições do próximo 7 de outubro. Na Venezuela o voto não é obrigatório, mas segundo sondagem de diferentes institutos, cerca de 85% dos venezuelanos afirmam que comparecerão às urnas.

Extraído do sítio Portal Vermelho