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27 setembro 2012

RELATÓRIO MOSTRA EFEITOS DO BLOQUEIO ESTADUNIENSE E PEDE SUSPENSÃO DA MEDIDA, QUE JÁ DURA 53 ANOS - Natasha Pitts


Na última quinta-feira (20), o ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, apresentou um relatório com informações sobre o impacto do bloqueio que os Estados Unidos mantêm contra Cuba desde a histórica Revolução de 1959. Além de assegurar que o bloqueio já não tem sentido algum, o ministro destacou que o fim da medida traria benefícios não só para Cuba, mas também para os EUA.

O relatório relembra que o bloqueio persiste há 53 anos e que durante este tempo foi se institucionalizando mediante a aprovação de sucessivos presidentes e a instituição de medidas legislativas que o tornaram mais "férreo e abarcador”.

"Desde este momento [Revolução Cubana], a política de asfixia econômica que representa não cessou um só instante, o que reflete claramente a obsessão de sucessivos governos dos Estados Unidos de destruir o sistema político, econômico e social eleito pelo povo cubano no exercício de seus direitos à livre determinação e à soberania. Durante todos estes anos se recrudesceu e reforçou os mecanismos políticos, legais e administrativos de tal política com o objetivo de procurar sua instrumentação mais eficaz”, denuncia o relatório.

Por conta do bloqueio, Cuba não pode exportar e importar livremente produtos e serviços para os Estados Unidos; não pode utilizar o dólar norte-americano em suas transações financeiras internacionais ou ter contas nesta moeda em bancos de outros países; não pode ter acesso a crédito de bancos nos Estados Unidos, de suas filiais em outros países e de instituições internacionais como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

O reflexo financeiro disto, até dezembro de 2011, passa de 108 bilhões de dólares em cálculos atuais, levando-se em consideração a depreciação do dólar frente ao valor do ouro no mercado internacional. O relatório também aponta que a perseguição às transnacionais financeiras internacionais cubanas é um dos traços mais significativos do bloqueio. De acordo com o relatório anual publicado pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), do Departamento do Tesouro, a cifra dos fundos congelados pelos EUA a Cuba no final de 2011 fechou em mais de 245 milhões de dólares, situação que barra o desenvolvimento econômico, social e científico-técnico da Ilha.

A comunidade internacional já fez inúmeros apelos aos governos dos Estados Unidos. Inclusive no âmbito da Assembleia Geral das Nações Unidas já foi expressa em 20 resoluções este apoio ao fim do bloqueio. Apesar disso, a medida se mantém como uma "ferramenta de pressão” e não há indícios de que possa ser suspensa pelo governo do atual presidente estadunidense, Barack Obama.

"O bloqueio continua sendo uma política absurda obsoleta, ilegal e moralmente insustentável, que não cumpriu, nem cumprirá o propósito de dobrar a decisão patriótica do povo cubano de preservar sua soberania, independência e direito à livre determinação; mas gera carências e sofrimentos à população, limita e retarda o desenvolvimento do país e danifica seriamente a economia de Cuba. É o principal obstáculo ao desenvolvimento econômico e social da Ilha”, aponta o relatório.

Por isso, cientes de que o bloqueio econômico, comercial e financeiro é uma transgressão ao direito à paz, ao desenvolvimento e à segurança de um Estado soberano - segundo afirma a Carta das Nações Unidas - é que as autoridades e a população cubana reivindicam o fim desta medida de austeridade que afeta não só a economia, mas também causa prejuízos à saúde e à alimentação do povo cubano.

Extraído do sítio Adital

22 setembro 2012

BLOQUEIO DOS EUA CONTRA CUBA, CERCO SEM SINAIS DE RELAXAMENTO


Havana, 21 set (Prensa Latina) Cuba denuncia o recrudescimento do bloqueio econômico, comercial e financeiro que por mais de meio século aplica os Estados Unidos contra o país, ignorando o clamor mundial.

Multas milionárias a entidades que realizaram operações com a ilha, perseguição de transações, prorrogação de leis e uma maior presença de sua dimensão extraterritorial têm caracterizado o cerco norte-americano nos últimos meses.

De acordo com o ministro cubano de Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, até dezembro de 2011 a unilateral medida de Washington deixou em suas mais de cinco décadas de execução perdas por um bilhão 66 bilhões de dólares, considerando a depreciação dessa divisa com respeito ao ouro.

Rodríguez apresentou a véspera nesta capital o relatório sobre a Resolução 66/6 da Assembleia Geral da ONU "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba", o qual atualiza o impacto das sanções em diferentes setores.

Em próximas semanas, o projeto de resolução se submeterá pela vigésima primeira ocasião à Assembleia Geral, onde sempre tem sido respaldado desde 1992, e em outubro do ano passado recebeu 186 votos a favor com mal dois na contramão (Estados Unidos e Israel).

Outros espaços de acordo como o Movimento de Países Não Alinhados, a União Africana, a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América e a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos também expressaram nos últimos meses sua rejeição ao bloqueio.

Enquanto a comunidade internacional demanda de maneira unânime o cessar da unilateral medida, Washington responde fortalecendo-a, advertiu o chanceler cubano.

Durante seu terceiro ano de gerenciamento desde a Casa Branca -apontou- o presidente Barack Obama não só manteve o cerco, senão que o endureceu, sobretudo com o acosso e a perseguição das transações financeiras relacionadas com a ilha.

Em junho de 2012, Estados Unidos anunciou a imposição ao banco holandês ING de uma multa de 619 milhões de dólares, a mais alta da história a uma entidade estrangeira por suas relações comerciais com Cuba.

Asseguradoras como Metlife e a empresa de fornecimento da indústria petroleira Flowserve Corporation também foram castigadas por violar o cerco.

As multas da Administração Obama passaram de 89 milhões de dólares em 2011 a 622 milhões no que vai deste ano, assinalou o chanceler a jornalistas na apresentação do novo relatório.

Obama prorrogou ademais por terceiro ano consecutivo a Lei de Comércio com o Inimigo, norma que sustenta a aplicação do bloqueio e o facultam para impor outras iniciativas encaminhadas ao complementar.

Ao anterior soma-se a inclusão uma vez mais de Cuba na lista de países supostamente patrocinadores do terrorismo, no qual Washington se ampara para arreciar o seguimento às transações comerciais e financeiras da ilha.

Extraterritorialidade do bloqueio 

A atual Administração estadunidense deu mostras recorrentes de interesse por acentuar o caráter extraterritorial do bloqueio, segundo o texto posto a disposição do debate na Assembleia Geral da ONU.

Uma multa à naviera francesa CMA CGM por prestar serviços a Cuba e investigações ao banco espanhol BBVA por sua suposta participação em investimentos relacionadas com a ilha são alguns dos exemplos citados pelo relatório que apresentou Rodríguez.

O chanceler mencionou ademais as pressões exercidas contra a direção do Hotel Hilton, em Trinidad e Tobago, o qual obrigou à mudança de sede em dezembro de 2011 da Cimeira Cuba- Caricom.

Não só entidades sofreram a extraterritorialidade do bloqueio, a partir de casos como o de um cidadão da Dinamarca a quem em fevereiro deste ano autoridades estadunidenses lhe congelaram 137 mil coroas dinamarquesas (uns dois mil 385 dólares) pela compra de fumos cubanos na Alemanha.

Pode dizer-se com estrito apego à verdade que Obama tem endurecido o bloqueio, afirmou aqui o titular de Relações Exteriores da ilha.

Extraído do sítio Agência Prensa Latina

10 maio 2012

CONTINUA INTACTA POLÍTICA HOSTIL DOS ESTADOS UNIDOS CONTRA CUBA

Quase quatro anos depois do presidente estadunidense Barak Obama assumir o poder, as expectativas de uma mudança de atitude de seu governo com respeito a Cuba estão bem longe de serem cumpridas, considerou aqui uma diplomata de alto escalão.

Ainda que Obama tenha adotado algumas medidas de caráter positivo para a relação entre ambos países, os aspectos fundamentais que caracterizam a política para a ilha não foram modificados, afirmou a diretora da América do Norte da Chancelaria cubana, Josefina Vidal.

Em uma entrevista concedida à corrente televisiva CNN em espanhol, difundida aqui, a funcionária pública enfatizou que as sanções econômicas como o bloqueio, cujas perdas ao país são estimadas em 975 bilhões de dólares, seguem intactas.

"Também não foram revisados os chamados programas para promover mudanças em Cuba, que são programas ilegais em nosso país, porque tratam de buscar uma mudança que só a nosso povo lhe compete adotar ou decidir", comentou.

Vidal expressou também que continuam as transmissões radiais e televisivas desenhadas contra a ilha; e a permanência do país nas listas negras do Departamento de Estado [dos EUA] que tratam de deslegitimar a nação caribenha.

Reiterou também a disposição cubana a sustentar um diálogo político, que abarque todos os problemas, para identificar áreas de interesse comum e impulsionar a cooperação bilateral.

Com respeito ao caso do estadunidense Alan Gross, preso aqui por atos contra a independência nacional, a servidora pública afirmou que os meios tratam de comparar seu processo com o de René González, antiterrorista cubano que cumpriu uma sentença de 13 anos nos Estados Unidos e se encontra sob liberdade condicional.

Ao ser interrogada sobre uma petição de Gross de visitar a sua mãe doente, Vidal explicou que os casos são diferentes, pois o estadunidense se encontra no começo de sua pena, e como ocorre em outros países, em tais condições não está permitido que as pessoas saiam do território onde cumprem sua sanção.

Recordou que Gerardo Hernández, outro dos cinco cubanos presos junto a René González em 1998 por informar de ações terroristas perpetradas no sul da Flórida contra a ilha, perdeu a sua mãe enquanto cumpria sua pena de cárcere e não foi permitido viajar para uma visita.


Extraído do sítio Agência Prensa Latina