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29 agosto 2012

À CPMI, PAULO PRETO PERGUNTA POR TUCANOS "DE ALTA PLUMAGEM" QUE O ACUSARAM

Ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, falou aos parlamentares na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, nesta quarta-feira. O depoente ficou conhecido nas eleições presidenciais de 2010 com o envolvimento em denúncias de desvio de verbas públicas na direção da empresa pública responsável pela construção de parte do Rodoanel, no Estado de São Paulo, e o sumiço de cerca de R$ 4 milhões da campanha do então candidato à Presidência da República, José Serra.

O nome de Paulo Preto surgiu após declarações de Pagot à revista IstoÉ de que parte das verbas destinadas às obras do Rodoanel teria sido direcionada para uso na campanha eleitoral de Serra e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. O contrato mencionado foi celebrado entre o Dnit e a Departamento de Obras Rodoviárias de São Paulo (Dersa), então comandada por Paulo Preto. À CPMI, no entanto, Pagot disse ter sido mal interpretado pela revista. Ele sustentou que houve pressão para aprovar mais recursos para obra, mas que não se pode provar que o valor seria usado em campanhas.

Segundo a revista, na sua edição de agosto de 2010, Paulo Preto foi acusado por líderes do PSDB de ter arrecadado dinheiro de empresários em nome do partido e não entregá-lo para o caixa da campanha. Segundo os líderes tucanos José Gregori e Sérgio Freitas, em entrevista à publicação semanal, as únicas pessoas autorizadas a atuar em nome do partido na arrecadação são o José Gregori e o Sérgio Freitas”, afirma o ex-ministro Eduardo Jorge, vice-presidente nacional do PSDB.

– Não podemos calcular exatamente quanto o Paulo Preto conseguiu arrecadar. Sabemos que foi no mínimo R$ 4 milhões, obtidos principalmente com grandes empreiteiras, e que esse dinheiro está fazendo falta nas campanhas regionais – confirmou à publicação “um ex-secretário do governo paulista que ocupa lugar estratégico na campanha de José Serra à Presidência”.

Paulo Preto, na CPMI, criticou “a ingratidão humana” e reclamou que foi “demitido após entregar as oito maiores obras deste país”, após o mal estar causado junto à cúpula tucana.

– O (José) Aníbal (ex-líder do PSDB na Câmara) disse q eu fugi… Nunca saí de São Paulo – contrapôs Paulo Preto, antes de seguir para o ataque e acusar a “alta plumagem, que eu sei onde está, mas não aparece aqui. Eu estou aqui…”.

Ele acrescentou que move, hoje, sete processos criminais e nove por danos morais (dos quais já ganhou cinco em segunda instância), dois deles contra a revista IstoÉ.

– Não tenho medo de absolutamente nada – disse ele, ressaltando que abriu seu sigilo bancário por iniciativa própria. Afirmou também que as revistas IstoÉ, Época e Carta Capital fizeram matérias mentirosas e estão sendo processadas. Ele também negou denúncia publicada em 2010 pela imprensa de que havia “desaparecido” com R$ 4 milhões destinados à campanha de José Serra. Ele desafiou alguém a comprovar a denúncia e disse que gostaria de saber quem é seu inimigo (que teria inventado essa história).

“Segundo dois dirigentes do primeiro escalão do partido, o engenheiro arrecadou ‘antes e depois de definidos os candidatos tucanos às sucessões nacional e estadual’. Os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas, o que impede que a dinheirama seja declarada, tanto pelo partido como pelos doadores. ‘Essa arrecadação foi puramente pessoal. Mas só faz isso quem tem poder de interferir em alguma coisa. Poder, infelizmente, ele tinha. Às vezes, os governantes delegam poder para as pessoas erradas’, afirmou à IstoÉ Evandro Losacco, membro da Executiva do PSDB e tesoureiro-adjunto do partido”, lembrou a revista, ainda em 2010. Na época, Paulo Preto afirmou aos dirigentes tucanos que “não se deixa um líder ferido na estrada. Não cometam esse erro”, e voltou ao assunto.

– O Senado do meu país está dando ao ‘líder ferido’ o direito de comprovar. Não saio desta Casa sem entregar todos os documentos comprobatórios do que eu falar – disse, acrescentando que pediu a Deus para falar na CPMI, para se defender.

Ele disse que foi uma ingratidão ter sido demitido oito dias depois de entregar “as três maiores obras deste País” em 34 meses, em referência ao Rodoanel, à revitalização da Marginal Tietê e de outras rodovias da capital paulista.

– A infraestrutura do governo Serra, no que diz respeito a rodovias, eu era o gestor. Pessoas que nunca me viram, nunca me cumprimentaram, nunca estenderam a mão a mim, colocaram essa matéria na revista IstoÉ – afirmou Paulo Preto, em resposta às dúvidas do relator da CPMI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG)

Segundo a revista IstoÉ, Paulo Preto seria um “falastrão, contava vantagens aos companheiros e nos corredores do Palácio dos Bandeirantes. Prometia mundos e fundos num futuro governo Aloysio. E quando Aloysio deixou a Casa Civil de Serra, muitos passaram a torcer por sua exoneração, o que aconteceu sob a batuta do governador Alberto Goldman”. Aloysio, atualmente, integra uma das facções internas do PSDB que se opôs à candidatura de Serra à prefeitura de São Paulo, mas foi derrotado nas prévias realizadas pela agremiação partidária.

Extraído do sítio Correio do Brasil

28 agosto 2012

EXCLUSIVO: SERRA ENTRE OS DIÁLOGOS DE CACHOEIRA


Pela primeira vez, o nome do ex-governador de São Paulo e candidato à prefeitura, José Serra, aparece na boca do contraventor Carlos Cachoeira, numa conversa com o já cassado Demóstenes Torres. "Ocê vai tá com o Serra aí hoje?", pergunta o bicheiro. "Marca uma audiência com ele', insiste. "Vou marcar com ele e venho aqui", atende o ex-senador. Negócios da Delta com São Paulo são o próximo alvo da CPI.

247 – 14 de maio de 2009. José Serra era governador de São Paulo. Executava, no Estado, obras bilionárias, como a construção do trecho Sul Rodoanel e as ampliações das marginais – algumas, com a participação da construtora Delta, de Fernando Cavendish. Amanhã, o empreiteiro estará na CPI, que investiga as atividades do bicheiro Carlos Cachoeira. Assim como Cavendish, também irá depor o engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que era o homem forte da Dersa, empresa de desenvolvimento rodoviário de São Paulo, e já disse que Serra era sua "bússola" na estatal.

Um diálogo, obtido com exclusividade pelo Brasil 247, aponta agora, pela primeira vez, o nome de José Serra nas conversas de Cachoeira. É num telefonema dele ao ex-senador Demóstenes Torres. Cachoeira quer uma audiência do governador para um personagem chamado Dino. E Demóstenes promete marcá-la.

"Ocê vai tá com o Serra aí hoje?", pergunta Cachoeira. Com naturalidade, Demóstenes diz que não. Afirma ter estado na Companhia Siderúrgica Nacional, do empresário Benjamin Steinbruch. Cachoeira faz então uma brincadeira dizendo que quem gosta muito de Steinbruch é o atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

E, depois, insiste para que Demóstenes, que foi cassado por ser uma espécie de despachante de luxo do bicheiro, marque uma audiência com Serra. "Vou marcar com ele e venho aqui", atende o ex-senador.

Escute aqui o primeiro diálogo entre Demóstenes e Cachoeira.

Numa outra conversa, de 26 de abril de 2009, Cachoeira também liga a Demóstenes para tratar de negócios em São Paulo. O ex-senador estava no apartamento 1.105 do Hotel Meliá, no bairro do Itaim-Bibi de São Paulo. O bicheiro, que representava interesses da Delta em São Paulo, pede para o senador se encontrar com um espanhol chamado Carlos Sanchez. Trata-se do chefe do Departamento de Engenharia do Metrô de Madri – o modelo usado é o mesmo usado em São Paulo.

Escute aqui o segundo diálogo entre Cachoeira e Demóstenes.

Na terceira conversa, Cachoeira fala com o próprio Sanchez sobre o encontro no Hotel Meliá. Onde? Na rua João Cachoeira, em São Paulo.

Escute aqui o diálogo entre Cachoeira e Sanchez

Neste diálogo, Cachoeira sugere a Sanchez que entre na página da internet do Senado para reconhecer a face de Demóstenes Torres. O espanhol, pelo tom de voz, já festeja um negócio que será "muy bueno".

Há ainda um último diálogo em que um homem não identificado conversa com um certo Geovane, ligado ao grupo de Cachoeira, sobre um encontro com Serra.

Brasil 247 entrou em contato, via telefone e e-mail, com o assessor de imprensa da campanha de José Serra à Prefeitura para conhecer a opinião do candidato sobre as revelações. Ele tem memória sobre a audiência que o senador Demóstenes Torres iria pedir? Ocorreu? O que foi tratado? Sem dúvida, a palavra de Serra sobre o assunto pode ser esclarecedora. Até 14h..., o retorno ainda não havia ocorrido.

Extraído do sítio Brasil 247

25 agosto 2012

'SOMOS IRMÃOS SIAMESES', DIZ PAULO PRETO - Altamiro Borges


Em seu sítio, o controvertido jornalista Cláudio Humberto divulgou nesta semana uma notinha que explica o desespero do PSDB com o depoimento do famoso Paulo Preto na CPI do Cachoeira, já agendado para 29 de agosto. Segundo revela, o ex-diretor da Dersa e um dos principais “arrecadadores” da campanha tucana em 2010, comentou: “Minha ética é a ética do Serra... Afinal de contas, nós somos como irmãos siameses”. A mensagem foi encarada por muitos com uma ameaça, uma coisa típica dos mafiosos em perigo.

Hoje, na Folha, ele voltou a avisar “aos tucanos que dirá à comissão que seus atos à frente da empresa eram de conhecimento do ex-governador e hoje candidato à prefeitura de São Paulo, José Serra (PSDB). Paulo Preto, como é conhecido, foi convocado pela CPI para esclarecer suspeitas de superfaturamento na obra de ampliação da marginal Tietê. A ampliação era responsabilidade de consórcio liderado pela construtora Delta - empresa da qual o empresário [sic] Carlinhos Cachoeira é sócio oculto, de acordo com a Polícia Federal”.

Dividir as responsabilidades com Serra

Ainda segundo o jornal tucano, “o engenheiro antecipou a interlocutores a disposição de afirmar que Serra era sua ‘bússola’ no Dersa e que, para comprovar, dispõe de documentos assinados por ele. Paulo Preto estaria também disposto a admitir que se valeu do trânsito entre empresários para ajudar a arrecadar, de forma legal, recursos para a campanha de Serra à Presidência, em 2010. Além de se defender das acusações de que é alvo, o engenheiro decidiu dividir a responsabilidade de suas ações com o tucano”.

O depoimento de Paulo Preto – um “líder ferido” que foi largado na estrada, segundo ele mesmo lamentou em 2010 – é visto como um grave risco pelos tucanos paulistas. O curioso é que a sua convocação teve o apoio do líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, “sob a orientação do senador Aécio Neves, desafeto de José Serra”, segundo intriga da mesma Folha. Paulo Preto falará à CPI um dia depois de Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do Dnit, outra testemunha que pode complicar a vida do tucano em São Paulo.

Extraído do Blog do Miro

22 agosto 2012

BLINDAGEM DE SERRA PELA MÍDIA NÃO FUNCIONA MAIS - Eduardo Guimarães


Alguns podem ter ficado surpresos com a desidratação eleitoral de que vem padecendo o candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra. Sua longa trajetória política, seu conhecimento pela quase totalidade do eleitorado de todo país e a condição de líder da oposição que lhe deveria ter sido legada por seus 44 milhões de votos na última eleição presidencial, tudo isso torna espantosa sua situação na recente pesquisa Datafolha.

O espanto do espectador pouco atento à realidade real e que se fia na “realidade” midiática aumenta ainda mais porque não há quem negue a blindagem que o cacique tucano recebeu da irascível grande imprensa brasileira ao longo de toda a sua carreira política no período pós-redemocratização, tendo sido até objeto de juramento do falecido dono de um grande jornal de que não morreria sem vê-lo eleito presidente da República.

Alvo de processos na Justiça e de denúncias graves por força da vastidão de indícios materiais de envolvimento em corrupção que pesa contra si, Serra mereceu de uma imprensa que vive de denúncias contra políticos (em ampla maioria, petistas) o mais ensurdecedor silêncio diante de denúncias, quando não mereceu defesas abertas e até sua vitimização pela mesma mídia diante dos adversários políticos, sobretudo em anos eleitorais.

A situação de Serra na corrida eleitoral paulistana, porém, revela uma rejeição impressionante do eleitorado a si (37%) e ultrapassagem na primeira posição por um adversário com trajetória política que não chega aos pés da sua e que, como se não bastasse, é candidato por um partido de mentirinha.

Certamente há quem esteja ficando espantado com a situação eleitoral de Serra. Denúncias que ao menos cheguem perto de si jamais saem na mídia. Até hoje, nenhum grande veículo citou os fatos que envolvem São Paulo no escândalo do Cachoeira. Paulo Preto deve depor proximamente na CPI e ninguém que se informe só pela grande mídia sabe por quê.

Pode haver gente espantada com a débâcle eleitoral desse político, mas certamente esse espanto não ocorre com os leitores deste blog. Aqui se previu várias vezes o aprofundamento da sangria eleitoral de Serra. Há cerca de um mês, no post Desaprovação a Kassab é o grande fato da eleição em SP , foi dito o seguinte:

“Após Kassab declarar publicamente seu apoio a Serra e de este anunciar que faria campanha pela “continuidade” em São Paulo, ambos perderam apoio. (…) Tudo isso se conecta com o noticiário cada vez mais inevitável sobre a explosão da violência e da criminalidade em São Paulo e com o estado de espírito do paulistano diante de um cotidiano que já se tornou insuportável. São Paulo está imunda, uma legião de moradores de rua vaga desorientada pela cidade, a sensação de insegurança já atingiu níveis alarmantes, enfim, não se consegue achar praticamente nenhum paulistano que se diga satisfeito com a sua cidade”.

Esses fatos obrigam a uma reflexão: não há blindagem da mídia que, na era da internet e da informação instantânea, consiga proteger políticos ao menos do adversário que não conseguem derrotar: eles mesmos, quando exercem mal o poder que lhes foi delegado pelo povo.

Quando Serra se elegeu governador de São Paulo em primeiro turno em 2006 após ter deixado a capital do Estado nas mãos de Gilberto Kassab, o eleitorado paulista até aceitou a desculpa de que faria mais sendo governador. Bem, o fato é que ao menos o eleitorado paulistano ficou esperando o resultado do que o tucano lhe prometeu em termos de melhora de sua qualidade de vida e tal melhora jamais deu as caras.

A desidratação eleitoral de Serra e sua crescente rejeição nesta campanha eleitoral é a conta do prejuízo que São Paulo amarga hoje por ele ter abandonado o cargo de prefeito. A capital paulista descobriu quanto custa dar carta branca a um político que ninguém consegue cobrar, inclusive por ser protegido da mídia. Por conta disso, a desidratação eleitoral de Serra revela desidratação da credibilidade midiática também em São Paulo.

Extraído do Blog da Cidadania

24 julho 2012

JOSÉ SERRA É O MAIS NOVO ALVO DA CPMI DO CACHOEIRA - Najla Passos

O candidato pelo PSDB à prefeitura de São Paulo recebeu uma doação milionária da esposa de um empreiteiro com histórico de prática de corrupção e envolvimento com a Delta, empresa apontada como braço da organização criminosa do contraventor Carlinhos Cachoeira. Outros tucanos também estão na berlinda. Há novas denúncias contra o governador de Goiás, Marconi Perillo, e a recomendação da abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Carlos Leréia.


Brasília - O candidato pelo PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, é o mais novo alvo das investigações da CPMI do Cachoeira. Candidato à presidência da república em 2010, ele recebeu uma doação milionária de Ana Maria Baeta Valadares Gontijo, esposa de José Celso Gontijo, acusado de participar do esquema criminoso do contraventor. 

Gontijo é aquele empreiteiro flagrado em vídeo, em 2009, pagando propina para o chamado “mensalão do DEM”, durante o governo do também tucano José Arruda no Distrito Federal. E, nas conversas interceptadas pela Polícia Federal entre membros da quadrilha de Cachoeira, é apontado como o responsável pela entrada da Construtora Delta no Distrito Federal. 

A doação de Ana Maria chamou a atenção da Receita Federal pelo valor recorde: R$ 8,2 milhões. Como a legislação eleitoral só permite que uma pessoa física doe 10% dos seus rendimentos anuais, ela precisaria ter recebido R$ 7 milhões por mês durante 2009. Algo, no mínimo, incomum. Na semana passada, os membros da CPMI já aprovaram a convocação de Gontijo e a do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish. E também a de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-captador de recursos da campanha de José Serra. 

O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), membro da CPMI, acha provável que as investigações sobre o esquema de Cachoeira cheguem ao PSDB nacional. E, segundo ele, nem por mera vontade ou mesmo mérito da CPMI. “Agora surgiu esta possível conexão com o Paulo Petro. E os documentos apareceram sem que nós os tivéssemos buscado”, afirma, se referindo à doação que surpreendeu à Receita. 

Foi Paulo Preto quem assinou a maior parte dos contratos do governo de São Paulo com a Delta, durante as gestões de Geraldo Alkmin e Serra, que totalizam quase R$ 1 bilhão.

Tucanos na berlinda

José Serra não é o único tucano na berlinda. Situação ainda mais incômoda é a do governador de Goiás, Marconi Perillo. Ele não conseguir explicar à CPMI porque Cachoeira foi preso na mansão que vendera poucos meses antes e não convenceu os parlamentares de que sua campanha não foi financiada com o caixa 2 de empresas ligadas à quadrilha.

Agora, para agravar a situação, é acusado de receber propina para liberar pagamentos devidos pelo governo à Delta, construtora ligada à organização criminosa. Conforme as denúncias, o dinheiro teria sido liberado via a venda da sua casa à Cachoeira. “A situação do Perillo está realmente complicada”, avalia Rosinha. 

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) já pediu a reconvocação do governador para depor. No requerimento, ele alega que a venda da casa teria sido feita com sobrepreço de R$ 500, em troca do pagamento de uma dívida de R$ 8,5 milhões do governo com a empreiteira. Em coletiva, na tarde desta quarta (18), o presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) disse que o assunto só será definido em meados de agosto, após o recesso parlamentar. E rebateu as críticas do PSDB de que a convocação atendia a interesses eleitoreiros. 

Outro tucano sob a mira da CPMI é o deputado Carlos Leréia (GO), flagrado em ligações comprometedoras com a quadrilha. A corregedoria já recomendou a abertura de processo contra ele por quebra de decoro parlamentar. Segundo o relator da representação, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), há indícios de uma relação muito próxima entre Leréia e Cachoeira, que estava tentando exercer influência no governo de Goiás por meio do deputado.

Extraído do sítio Carta Maior

MÍDIA TENTA INTIMIDAR LULA E O PT PARA PROTEGER SERRA DA CPI - Eduardo Guimarães


Na semana passada, este blogueiro participou de um lauto almoço em que o prato principal foi a CPI do Cachoeira. O repasto veio com um ingrediente especial: picadinho de José Serra ensopado com molho de Paulo Preto e Delta.

O que posso relatar é que vai se tornando inevitável que a CPI se debruce sobre os maiores contratos da Delta em todo país, os contratos de São Paulo, os quais estão sob escrutínio do Ministério Público.

A ocultação do escândalo pela mídia, aliás, é criminosa. Um escândalo dessas proporções não aparece em parte alguma devido ao envolvimento de alguns veículos que, inclusive, estão cada vez mais próximos de ser acusados.

A convocação de Serra seria, também, um desastre eleitoral para a sua cambaleante candidatura a prefeito de São Paulo, recentemente ferida de morte pela crescente desmoralização da administração Gilberto Kassab.

É nesse contexto que entra Roberto Jefferson, o golden boy da mídia tucana, o patrono de toda a sua cruzada contra o PT desencadeada em meados da década passada e que até hoje constitui a grande aposta da oposição para ao menos se manter viva.

Jefferson, que teve seu mandato de deputado cassado por não ter conseguido comprovar a existência do mensalão e que, à época de sua denúncia, inocentou Lula, agora muda a versão e tenta envolver o ex-presidente acusando-o de ser o mentor de tudo.

A acusação de Jefferson está sendo fermentada pela mídia apesar de ser um nada, inverossímil e descartável, pois, à época da denúncia do mensalão, a Polícia Federal e todos os órgãos de controle investigaram Lula exaustivamente e nada encontraram.

A denúncia contra Lula é tão débil que nem a peça delirante do ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, construída exclusivamente sobre suposições, ousou sequer se aproximar do então presidente.

Todavia, como se sabe, o mundo midiático não precisa de fatos para construir suas campanhas difamatórias. É incontável o contingente de acusados pela mídia tucana que depois foram inocentados pela Justiça, mas que foram punidos antes do julgamento.

Um dos exemplos mais candentes é o ex-ministro do Esporte Orlando Silva, literalmente chacinado pela mídia e contra quem a Justiça nada encontrou que justificasse a sua demissão além das opiniões de pistoleiros midiáticos.

Como de costume, portanto, não faltaram esses pistoleiros de Serra na mídia a saírem disparando contra Lula por conta de uma declaração mal-explicada e sem qualquer elemento probatório, amparada apenas nas palavras vazias de Jefferson.

Pelo que sabe este blogueiro, porém, o esforço midiático é vão. O envolvimento de Serra e de outros paulistas no escândalo do Cachoeira, serão inevitáveis. A própria oposição, diante de fatos que ainda vão se tornar públicos, não terá como sequer reclamar.

O mês de agosto de 2012, assim, ficará marcado como um dos períodos mais conturbados da história política recente do país. Globo, Folha, Estadão e Veja já posicionaram seus principais pistoleiros para abrirem guerra contra Lula e o PT a partir da semana que vem.

Apesar do noticiário massacrante, porém, o fato é que a direita midiática está às portas de descobrir que o que começará a fazer a partir de agosto já era esperado e que, por conta disso, seus alvos se prepararam muito bem.

Aguardem.


Extraído do Blog da Cidadania

21 julho 2012

PAULO PRETO NA CPI. SERRA APAVORADO! - Altamiro Borges


Duas notinhas na coluna Painel da Folha, uma de ontem e outra de 12 de julho, explicam o desespero do tucano José Serra com a convocação do seu ex-tesoureiro de campanha, Paulo Preto, para depor na CPI do Cachoeira:

A primeira:

Esquadrão antibomba

O PSDB aproveita o recesso para tentar desarmar a bomba que atende pelo nome de "Paulo Preto" na CPI do Cachoeira. O partido negocia com a base aliada o cancelamento do depoimento em troca da anulação das convocações de Fernando Cavendish, da Delta, e Luiz Pagot, ex-Dnit. Outra hipótese avaliada é que o ex-diretor da Dersa encaminhe esclarecimentos por escrito. Tudo para evitar justamente o que o PT deseja: que a oitiva prejudique a campanha de José Serra.

A segunda:

Torpedo 

Paulo Vieira da Souza, o Paulo Preto, tem enviado mensagens de texto em tom de ameaça a empresários e políticos afirmando que seu depoimento à CPI do Cachoeira será bom momento para esclarecer os "fatos verdadeiros'', em letras garrafais. A ação tem sido interpretada como pedido de proteção.

PGR acionado para apurar denúncias 

O que Paulo Preto, responsável por bilionários negócios entre a Dersa e a Delta – a empresa de fachada de Carlinhos Cachoeira – e um dos “operadores” de campanha do eterno candidato do PSDB, tem a revelar aos integrantes da CPI? Por que a simples menção do seu nome apavora tanto José Serra? Na campanha presidencial de 2010, quando Dilma Rousseff citou o seu nome no debate da Band, o tucano perdeu o rebolado. Disse que não o conhecia. Depois, ameaçado a “não abandonar um amigo”, voltou atrás.

Para solucionar estas dúvidas, deputados do PT e do PDT decidiram ontem solicitar à Procuradoria Geral da República que apure as denúncias. Segundo o jornal O Globo, os parlamentares protocolaram dois pedidos na PGR. Ambos exigem esclarecimentos do ex-diretor da Dersa, a estatal paulista responsável por obras viárias como a do Rodoanel, e também do ex-governador tucano. A ação assinada pelo deputado Paulinho da Força (PDT) ainda inclui o senador Aloysio Nunes (PSDB), amigo íntimo de Paulo Preto.

Caixa dois e enriquecimento ilícito

Os pedidos protocolados têm com base várias denúncias – inclusive a de tucanos que acusaram Paulo Preto de ter desviado R$ 4 milhões do caixa do PSDB. Segundo a representação, “os fatos narrados caracterizam a prática de caixa dois na campanha de José Serra”. Ela também levanta a suspeita de conivência do ex-governador, o que constitui “atos de improbidade administrativa, pois importaram enriquecimento ilícito e prejuízo ao erário, como atentaram contra os princípios da administração pública”.

“As denúncias são graves, há indícios de desvio no Rodoanel. É preciso deixar claro o que aconteceu. Exigimos que seja apurado. É dinheiro do trabalhador”, ataca do deputado do PDT. “O Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, é réu confesso. Em entrevista, ele disse que ninguém deu mais condições do que ele para que as empresas apoiassem financeiramente a campanha. Além disso, há sinais claros de enriquecimento ilícito”, acrescenta o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP).

Extraído do Blog do Miro