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05 fevereiro 2013

COMO OS MUITO RICOS ESTÃO DESTRUINDO A ECONOMIA DOS EUA

Obama acertou quando disse, na posse, que a América não pode ter sucesso quando poucos vão muito bem enquanto muitos mal sobrevivem.


O artigo abaixo foi publicado originalmente no site Common Dreams. O autor, Robert Reich, é um dos comentaristas econômicos e políticos mais influentes dos Estados Unidos. Reich foi integrante do gabinete de três presidentes americanos, o último dos quais Bill Clinton.

Como o presidente Obama disse em seu discurso de posse, os Estados Unidos “não podem ter sucesso quando poucos enriquecem cada vez mais e muitos mal sobrevivem”.

No entanto, essa continua sendo a direção que seguimos.

Uma análise recém-divulgada pelo Instituto de Política Econômica mostra que os super-ricos têm tido um bom desempenho na recuperação econômica, enquanto quase todos os outros vão mal. Um por cento dos assalariados viu seu salário crescer 8,2 por cento de 2009 a 2011, mas os salários anuais de 90% dos americanos continuaram a declinar na recuperação.

Em outras palavras, estamos de volta à desigualdade anterior à bolha que explodiu em 2008.

Mas o presidente está certo. Nem mesmo os muito ricos podem continuar a ter êxito sem uma prosperidade mais ampla. Isso porque 70% da atividade econômica nos Estados Unidos é o consumo. Se os 90% estão cada vez mais pobres, eles são menos capazes de gastar. Sem seus gastos, a economia não sai da primeira marcha.

Essa é uma grande razão pela qual a recuperação continua a ser anêmica, e por que o Fundo Monetário Internacional reduziu sua estimativa para o crescimento dos EUA em 2013 para apenas 2%.

Quase um quarto de todos os empregos nos Estados Unidos pagam salários abaixo da linha de pobreza para uma família de quatro pessoas. O Bureau of Labor Statistics estima que o crescimento para a próxima década será de baixos salários – como servir clientes em grandes redes varejistas e cadeias de fast food.

Americanos ricos estariam melhores com partes menores de uma economia em rápido crescimento, do que com os grandes pedaços que agora possuem de uma economia que está mal se movendo.

Neste ritmo, quem é que vai comprar todos os bens e serviços que a América é capaz de produzir? Nós não podemos voltar para o tipo do débito financiado que causou a bolha, em primeiro lugar.

Se fossem racionais, os ricos iriam apoiar investimentos públicos em educação e formação profissional, uma infra-estrutura de classe mundial (transporte, água e esgoto, energia, internet), e pesquisa básica – que faria a força de trabalho americana mais produtiva.

Se fossem racionais, eles até mesmo apoiariam os sindicatos. Mas os sindicatos estão quase extintos.

O declínio dos sindicatos na América segue exatamente o declínio da classe média.

Na década de 1950, quando a economia dos EUA estava crescendo mais rápido do que 3% ao ano, mais de um terço de todas as pessoas que trabalham pertencia a um sindicato. Isso lhes deu cacife de negociação suficiente para obter salários que lhes permitiram comprar o que a economia foi capaz de produzir.

Desde o final de 1970, os sindicatos têm corroído – como corroeu o poder de compra da maioria dos americanos, e não por coincidência, o crescimento médio anual da economia.

De quem é a culpa? Parcialmente da globalização e das mudanças tecnológicas. A globalização enviou muitos trabalhadores para o exterior.

A fabricação está começando a voltar para a América, mas está retornando sem muitos empregos. A linha de montagem foi substituída pela robótica e por máquinas-ferramentas de comando digital.

As tecnologias também substituíram muitos ex-trabalhadores sindicalizados em telecomunicações (lembra-se das operadoras de telefonia?).

Mas espere um pouco. Outras nações sujeitas às mesmas forças têm níveis muito mais elevados de sindicalização do que a América. 28% da força de trabalho do Canadá é sindicalizada, como mais de 25% na Grã-Bretanha e quase 20% na Alemanha.

Os sindicatos estão quase extintos na América porque nós escolhemos isso.

Ao contrário de outros países ricos, nossas leis trabalhistas permitem que os empregadores possam substituir trabalhadores em greve. Nós também tornamos extremamente difícil para os trabalhadores se organizarem e mal penalizamos as empresas que violam as leis trabalhistas.

O salário médio de um trabalhador do Walmart é de 8,81 dólares por hora. Um terço dos empregados do Walmart trabalham menos de 28 horas por semana e não se qualificam para os benefícios.

O Walmart é um microcosmo da economia americana, que descaradamente lutou contra os sindicatos. Mas poderia facilmente pagar mais a seus funcionários. Ganhou 16 bilhões de dólares no ano passado. Grande parte dessa quantia foi para os acionistas do Walmart, incluindo a família de seu fundador, Sam Walton.

A riqueza da família Walton agora excede a riqueza de 40% das famílias americanas combinadas, de acordo com uma análise do Instituto de Política Econômica.

Mas como o Walmart espera continuar lucrando quando a maioria de seus clientes está descendo uma escada rolante econômica?

O Walmart deve ser sindicalizado. Assim como o McDonalds. Assim como cada varejista e rede de fast-food do país. Assim como todos os hospitais nos Estados Unidos.

Dessa forma, mais americanos terão bastante dinheiro em seus bolsos para colocar a economia em movimento. E todos – mesmo os muito ricos – serão beneficiados.

Como disse Obama, a América não pode ter sucesso quando alguns poucos vão muito bem enquanto muitos mal sobrevivem.

Extraído do sítio Diário do Centro do Mundo

13 setembro 2012

AUSTERIDADE CONTRA A CRISE DESACELERA ECONOMIA MUNDIAL, DIZ UNCTAD - Mário Câmera

Relatório de órgão das Nações Unidas diz que medidas de austeridade não estão surtindo efeito
As medidas de austeridade adotadas por governos de países desenvolvidos para tentar conter a crise econômica mundial não estão dando o resultado esperado e ainda desaceleram a economia mundial e aumentam a desigualdade de renda. É o que afirma o relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), divulgado nesta quarta-feira.

Em seu "Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2012", a Unctad diz que os países desenvolvidos, como os da União Europeia, insistem no erro de não realizarem investimentos domésticos. Segundo a Unctad, essas políticas são responsáveis pelo crescimento econômico vir desacelerando em "todas as regiões do mundo".

O texto afirma que a austeridade fiscal e o arrocho salarial "estão enfraquecendo ainda mais o crescimento nesses países, sem alcançar os resultados esperados de redução de déficits fiscais, criação de empregos e renovação de confiança dos mercados financeiros."

O organismo lembra que em 2010 já alertava que o desafio para a recuperação dessas economias não era o aumento da dívida dos governos, mas a falta de demanda interna nos países mais ricos.

"A demanda é o que impulsiona as economias modernas", afirma o relatório.

Medidas anticíclicas

Ao criticar as medidas de austeridade adotadas por governos de países desenvolvidos, a Unctad destaca o melhor desempenho dos países em desenvolvimento, como o Brasil.

A resposta dos países em desenvolvimento à deterioração da economia mundial é a adoçãode políticas anticíclicas, com um aumento da despesa pública, informa o relatório.

O documento cita o Brasil como exemplo desse tipo de política, ao dizer que o governo federal adotou reformas fiscais para aumentar as receitas que financiam suas despesas.

No entanto, as medidas de austeridade prejudicam a demanda nos mercados desenvolvidos e isso reduz as perspectivas de exportação dos mercados em desenvolvimento. Estes últimos "não poderão evitar uma desaceleração de suas economias e estão vulneráveis à contínua deterioração das economias desenvolvidas", garante a Unctad.

O "Relatório sobre Comércio e Desenvolvimento 2012" prevê um crescimento de 2,3% para a economia mundial, em 2012 - contra os 2,7% registrados no ano passado. Segundo as previsões do organismo da ONU, o Brasil deve crescer 2,0%.

Desigualdade de renda

Grande parte do "Relatório sobre Comércio e Desenvolvimento 2012" é dedicada à questão da desigualdade de renda no mundo, que vem aumentando, segundo o organismo da ONU.

Para os economistas da Unctad, uma das saídas para retomar o caminho do crescimento econômico é, exatamente, reverter este quadro .

Ao lembrar que famílias de baixa e média renda gastam proporções muito maiores de seus salários em consumo, o relatório volta a citar o Brasil.

"No Brasil, vários programas destinados a erradicar a pobreza extrema e melhorar as oportunidades para populações vulneráveis foram lançados ou fortalecidos", diz o relatório, que também elogiou os esforços feitos pelo governo para diminuir a desigualdade de renda entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

A Unctad não poupou os grandes executivos e agentes financeiros, lembrando que a remuneração "extremamente elevada" que ganham é "frequentemente relacionada à tomada excessiva de riscos em busca de lucros de curto prazo e de dividendos para os acionistas".

Do outro lado da moeda, aparecem os trabalhadores assalariados, que, segundo relatório, foram "forçados a se endividar para manter seus padrões de vida."

Extraído do sítio BBC Brasil

01 julho 2012

AGRONEGÓCIOS, MONOPÓLIO DE TERRAS E TRANSGÊNICOS POR DETRÁS DO GOLPE DE ESTADO NO PARAGUAI



Novamente, a América Latina se vê sacudida pelo atropelo da vontade popular, em mãos dos interesses corporativos do agronegócio.

Uma complexa trama na qual milhares de camponeses sem terra veem avançar os grandes produtores brasileiros sobre o Paraguai para plantar soja transgênica, junto à investida contra o governo para introduzir definitivamente os transgênicos em todo o país, terminou em um golpe de Estado "express” no qual os aliados políticos do agronegócio atuaram rapidamente, para destituir ao presidente do país.

As tentativas de destituir ao titular do Servicio Nacional de Calidad y Sanidad Vegetal (Senave), Engenheiro Miguel Lovera, com uma lista de acusações que incluía sua posição "contra a produção agropecuária moderna” por parte da Unión de Gremios de la Producción (UGP) e a tentativa para liberar os transgênicos – que era explícito no ‘tratoraço’ prometido para o dia 25 de junho - deixam às claras a luta para torcer o braço de um governo que, com muitíssimas limitações, havia começado a dialogar com os movimentos camponeses. Mal Lugo foi destituído, a medida de força [tratoraço] impulsionada pelo agronegócio foi suspensa.

A situação da terra e sua distribuição desigual, com 85% das terras – uns 30 milhões de hectares - em mãos de 2% dos proprietários [1], somada à penetração de produtores brasileiros, produz uma tensão permanente na qual a violência parapolicial e por parte das forças públicas é algo cotidiano, e vem acompanhada pela criminalização das lutas camponesas. A matança de Curuguaty, que aconteceu no dia 15 de junho como resultado dessas tensões e a repressão estatal e paraestatal, que culminou com a morte de 6 policiais e 11 camponeses, foram utilizadas para empreender o julgamento político e o golpe institucional.

Desde a Alianza Biodiversidad, condenamos o golpe, que tem recebido o rechaço de todo o povos paraguaio e denunciamos as grandes corporações do agronegócio, com Monsanto e Cargill à cabeça, como responsáveis, junto aos grandes latifundiários locais e os políticos cúmplices, por esse golpe. Estão amplamente demonstrados os vínculos e interesses comuns desses setores [1].

Ao mesmo tempo, partilhamos o apoio político expresso pelos governos de distintos países e pela Unasul ao presidente constitucional Lugo, que constataram a violação de garantias processuais e democráticas por parte do Vice-Presidente, Federico Franco, de dirigentes políticos de diversos partidos e autoridades legislativas. Acompanhamos também as manifestações de repúdio e de solidariedade expressas por inúmeras organizações políticas e movimentos sociais de toda a América Latina.

Acompanhamos ao povo paraguaio em sua resistência e nos comprometemos a sustentar a denúncia de ilegitimidade do atual governo e a apoiar a luta do povo paraguaio e as reivindicações das organizações camponesas e povos indígenas do Paraguai.

Hoje, todos somos Paraguai!

Assinam:

Alianza Biodiversidad
- REDES - Amigos de la Tierra, Uruguay
- GRAIN, Chile, Argentina y México
- ETC Group, México
- Campaña Mundial de las Semilla de Vía Campesina, Chile
- Grupo Semillas, Colombia
- Acción Ecológica, Ecuador
- Red de Coordinación en Biodiversidad de Costa Rica, Costa Rica
- Acción por la Biodiversidad, Argentina
- Sobrevivencia, Paraguay
- Centro Ecológico, Brasil

Nota: [1] Rebelión [Biodiversidad en América Latina] - Contato: Carlos Vicente – info@biodiversidadla.org

Extraído do sítio Adital

28 abril 2012

COLÔMBIA: DA ARTE DE VENDER UM PAÍS - Eric Nepomuceno

Apesar de ser o aliado mais leal e servil aos interesses dos Estados Unidos na América do Sul, a Colômbia carece – e muito – de recursos. Agora, ele trata de atrair mais dinheiro da Espanha, que já é o terceiro maior investidor estrangeiro no país. Em um fórum de investimentos e cooperação empresarial Espanha-Colômbia, o presidente Juan Manuel Santos deu uma estocada na Argentina e disse: "Se for bom para os empresários, será bom para nós. Aqui, nós não expropriamos". O artigo é de Eric Nepomuceno, direto de Bogotá.

Bogotá - Certas mulheres costumam aparecer ao cair da noite em determinadas esquinas e começar a rodar sua bolsinha oferecendo-se ao melhor pagante, sem se importar muito com aquilo a que terá de submeter-se. Certos presidentes costumam aparecer a qualquer hora do dia em determinadas reuniões e começar a rodar sua bolsinha oferecendo ao melhor pagante não o próprio corpo, mas o próprio país, sem se preocupar com a submissão que for. É o que anda fazendo Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, sem o menor vislumbre de pudor.

É evidente que qualquer país, ainda mais nos dias de hoje, precisa atrair investimentos e estabelecer leques cada vez mais amplos em suas relações comerciais com o resto do mundo. É natural que haja esforço e até mesmo disputa quando se trata de atrair capitais destinados a investimentos produtivos. 

Mas como em tudo nesta vida, é preciso agir com um mínimo de dignidade, exigir um mínimo de respeito, impor limites e observar regras mínimas de convivência – mesmo quando se trata de competir por um mesmo objetivo, que neste caso especifico se resume numa só palavra: dinheiro. Ou seja, investidores de qualquer latitude.

Agora mesmo Juan Manuel Santos deu um verdadeiro espetáculo da não tão nobre arte de vender um país a qualquer preço. Dia desses foi realizado em Bogotá o fórum de investimentos e cooperação empresarial Espanha-Colômbia. Anote-se: embora realizado na capital colombiana, não foi um fórum Colômbia-Espanha, porque, também nesse caso, a ordem dos fatores alteraria o produto. 

Neste raro momento da história contemporânea sul-americana em que a maioria dos países da região busca linhas de ação conjuntas, entendendo que desunidos somos presa fácil da avidez dos grandes centros econômicos, uns poucos governos – e o colombiano é exemplo cabal disso – preferem atuar por conta própria. 

Em Bogotá, o presidente anfitrião lascou, de saída, uma peculiar frase de boas-vindas ao chefe de governo espanhol, o conservador Mariano Rajoy: “Aqui, nós não expropriamos”. Uma piscadela despudorada à Espanha, país submergido numa crise de proporções dramáticas, e uma alusão deselegante, provocadora e desnecessária à decisão da Argentina de re-estatizar a petroleira YPF, controlada até agora pela espanhola Repsol.

Bastante razão tem Juan Manuel Santos para procurar investimentos externos. Apesar de ser o aliado mais leal e servil aos interesses dos Estados Unidos na América do Sul, a Colômbia carece – e muito – de recursos. Agora, ele trata de atrair mais dinheiro da Espanha, que já é o terceiro maior investidor estrangeiro no país. 

“Se for bom para os empresários, será bom para nós”, disse Juan Manuel Santos. Não explicou quem seria esse “nós”. Disse que só pede “responsabilidade ambiental e social”. Não explicou como se daria essa responsabilidade. Mas afirmou que a troco oferece “regras de jogo estáveis, segurança jurídica”. São expressões que aos ouvidos empresariais têm o som de Brahms ou Beethoven. 

O Banco Mundial diz que, na América Latina, a Colômbia ocupa o primeiro lugar na proteção aos investidores estrangeiros. No mundo todo, ocupa o quinto lugar. 

As taxas de crescimento da economia são firmes e elevadas, na média de 4% anuais ao longo dos seis últimos anos, com marca impressionante em 2011: expansão de 6% no PIB, de 43% nas exportações e de 59% no volume de investimentos estrangeiros. 

Mas a Colômbia é também um dos países de maiores e mais gritantes diferenças sociais neste continente de injustiças. A dívida social do Estado diante dos cidadãos tem dimensões de escândalo. 

O presidente colombiano faz questão de dizer que cumpre todos os deveres de casa e não comete rebeldias como as da Argentina (onde, aliás, a pobreza extrema foi reduzida a 6% da população, menos de um terço da registrada na Colômbia). Reiterou que seu país vive aquilo que classificou de “processo espetacular de transformação econômica”. Anunciou a existência de um plano de desenvolvimento para dez anos, com ênfase em projetos de infra-estrutura. 

Também disse que o país sofre enormes carências que significam, ao mesmo tempo, excelentes oportunidades para empresas estrangeiras. A troco dos recursos necessários – e que se situam na casa dos cem bilhões de dólares – seu governo jura fidelidade irrestrita aos sócios estrangeiros. 

Diz, com relação ao Mercosul, que ‘essa idéia de acordos em bloco são coisas fora de moda’. Para o seu governo, a ordem é cada um por si e ninguém por todos. Para ele, bom mesmo é acatar a velha ordem estabelecida: Quem paga, manda. 

A América Latina cresce e cresce, e continua sendo um dos continentes mais desiguais do planeta. Nesse quadro de grandes distâncias sociais, as da Colômbia são cada vez mais nítidas. Não é por acaso que, em seus esforços para vender o país, Juan Manuel Santos mencione de passagem a necessidade de combater essa desigualdade. De passagem e apenas roçando a superfície, sem aprofundar nada.

Ele foi ministro de Comercio Exterior no governo liberal de César Gaviria, foi ministro da Fazenda no governo conservador de Andrés Pastrana, foi ministro de Defesa no governo liberal de Álvaro Uribe. Transitar com essa leveza entre dois partidos tão radicalmente enfrentados como o Liberal e o Conservador pode ser entendido como dedicação às grandes causas nacionais, acima das diferenças partidárias. E também pode ser entendido como artimanhas de um trânsfuga sem escrúpulos.

Enfim, que fique bem claro: em seus pronunciamentos aos empresários, Juan Manuel Santos não fez uma única menção a programas de combate à desigualdade que assola seu país. Disse e redisse aos espanhóis: “Aqui, não expropriamos nada”. 

Não perguntou nada nem disse nada aos milhões de colombianos expropriados de seu próprio país. Aos que tiveram e têm sua esperança expropriada.

Extraído do sítio Carta Maior