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20 outubro 2012

O QUE EXPLICA A REJEIÇÃO DE SERRA? - Altamiro Borges


Na última pesquisa Datafolha, divulgada na quarta-feira, a taxa de rejeição de José Serra voltou a disparar: subiu de 46%, em setembro, para 52%. Isto significa que mais da metade do eleitorado paulistano afirma que “não votaria de jeito nenhum” no candidato do PSDB. Diante destes números, parte da mídia decidiu culpar exclusivamente o atual prefeito da capital, Gilberto Kassab, pelas dificuldades da campanha de Serra. Esta explicação, porém, é unilateral. É como se a mídia serrista ainda tenta-se salvar a imagem do odiado tucano.

A gestão de Kassab realmente é um desastre. Como mentor e líder do recém-criado PSD, o ex-demo se mostrou eficiente – sabe-se lá com que métodos e recursos. Já como prefeito, ele fez uma administração medíocre e excludente. O mesmo Datafolha revela que 42% dos paulistanos consideram sua gestão ruim ou péssima. A rejeição de Serra, porém, supera a reprovação de Kassab. Mesmo com prefeitos mal avaliados, outros candidatos situacionistas pelo país afora conseguiram vencer as eleições já no primeiro turno.

Autoritário, oportunista e ambicioso 

Além do efeito Kassab, portanto, é necessário acrescentar outros elementos para explicar o infortúnio do tucano. De cara, o próprio Serra é um obstáculo. Ele é visto como um político arrogante, autoritário e ambicioso. Nos últimos anos, o eterno candidato já disputou cinco eleições – para prefeito, governador e presidente. Na sua ânsia pelo poder, ele rasgou um documento em que prometia não abandonar a prefeitura de São Paulo, entregou o cargo para a sua criatura, Gilberto Kassab, e traiu os seus eleitores.

Outro fator que ajuda a entender suas dificuldades é a própria situação do PSDB, partido que hegemoniza o estado há quase 20 anos. O próprio FHC, num lapso de sinceridade, reconheceu recentemente que há uma “fadiga de material” e que o eleitorado mostra-se cansado das gestões tucanas. Não é para menos que a sigla corre o risco de perder várias prefeituras no estado – e não apenas a da capital paulista. O PSDB é um partido envelhecido, cupulista e em frangalhos. As bicadas tucanas são cada vez mais sangrentas!

O vampiro ainda não foi enterrado

O ambicioso e truculento José Serra contribui para afundar ainda mais sigla. O PSDB até tentou se renovar com a realização de prévias para definir seu candidato à prefeitura paulistana. Ele abortou a consulta interna, humilhou os quatro pré-candidatos e causou revolta numa parte da militância tucana. Além disso, Serra expressa hoje posições ultraconservadoras, de extrema-direita. Alia-se a notórios fascistóides, como o “pastor” Silas Malafaia, e abraça bandeiras preconceituosas, como a do estimulo ao ódio homofóbico.

Este e outros fatores – e não apenas a reprovação da péssima gestão de Kassab – ajudam a explicar as dificuldades da sua campanha. Uma coisa, porém, é certa. Serra não desiste e nem vacila na utilização dos métodos mais sujos e rasteiros. Nesse sentido, é bom não subestimá-lo. As pesquisas indicam que o eterno candidato do PSDB deverá ser derrotado em 28 de outubro. Mas as pesquisas nunca ganharam eleição e já causaram várias surpresas negativas. O vampiro ainda não foi enterrado!

Extraído do Blog do Miro

19 outubro 2012

COMO SERRA PERDEU O DEBATE - E A ELEIÇÃO - Eduardo Guimarães


Quem esperava que do debate ontem na Band entre os candidatos a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e José Serra, decorresse algum fato espetacular capaz de mudar os rumos da eleição, por certo não está atento ao processo político que se desenrola na cidade.

Em um embate de idéias em que o tempo entre perguntas e respostas é tão curto e no qual não há como aferir as afirmações de parte a parte, incluindo números que ninguém teria como checar na hora e que tampouco alguém checará depois, o que pesa é o que as palavras não dizem.

Haddad e Serra, pois, esgrimiram dados que se anularam, e os dois candidatos equivaleram-se em mise en scène, trocando ironias e frases de efeito em igualdade de condições, sobretudo de desempenho.

O que é, então, que o eleitor pôde extrair de um embate direto entre dois contendores que têm produzido discussões tão ácidas? A resposta é: impressões subjetivas. O que sejam, conclusões que se tiram da forma como cada contendor se insere no contexto da disputa.

Se eu tivesse que escolher uma frase para definir a postura de Serra não só no debate, mas na campanha inteira e em sua propaganda eleitoral, diria que quero viver na São Paulo que o tucano pinta.

Mais cedo, horas antes do debate, assisti aos programas eleitorais dos dois candidatos. Já ali, chamou-me a atenção o que, horas mais tarde, continuaria chamando.

Na propaganda de Serra, vejo, entre outras fantasias, um vagão de metrô vazio, com a usuária, representada por uma mulher negra e de aparência humilde naquele mesmo vagão vazio – igualzinho ao que o paulistano se acostumou a andar, sabe, leitor? – dizendo maravilhas sobre “trens com ar-condicionado”…

Poderia citar muito mais de irreal nas palavras e nas propagandas de Serra, mas basta essa imagem para que se possa avaliar o grande erro que o derrotou no debate em questão.

Não foram as perguntas, respostas ou ironias que o petista esgrimiu tanto quanto o adversário que fizeram diferença, mas a completa ausência de entendimento de Serra sobre o sentimento de São Paulo quanto à gestão de seu pupilo, o prefeito Gilberto Kassab.

Nesse aspecto, Haddad ajudou, sim, Serra a perder o debate ao ironizar afirmação dele de que o adversário estaria se preocupando excessivamente com o prefeito paulistano, sugerindo, inclusive, que estaria se preocupando ao ponto da “obsessão”.

A resposta de Haddad foi fenomenal. Disse que, ainda que o adversário parecesse não conseguir entender, ele citava Kassab a todo momento simplesmente porque se trata do PREFEITO DE SÃO PAULO (grifo do candidato do PT).

E Haddad disse mais: que queria viver no “mundo maravilhoso” que Serra pinta, como se saúde, educação, transporte, tudo estivesse uma maravilha em uma cidade em que cerca de setenta por cento da população afirmou, em pesquisa recente, que deseja “mudança de rumo”.

Serra é um profissional da política. É claro que não passou recibo – a cara-de-pau é sua grande característica. Mas Haddad, por sua vez, não se abalou: manteve-se sereno, usou as palavras com eficiência e proficiência invejáveis e soube equilibrar as ironias do adversário com as próprias.

O fato, porém, é que Serra não disse nada ao eleitor que ele já não saiba – mensalão, taxa do lixo e todo um rosário de acusações de cunho pessoal.

As pesquisas – inclusive aquela que o Datafolha adiou a divulgação para não “contaminar” o debate – mostram que o eleitor paulistano não está se sensibilizando com essas acusações. Tanto no Ibope divulgado anteontem quanto no Datafolha não divulgado ontem, o petista tem vinte pontos de vantagem sobre o tucano.

Haddad ainda atendeu a sentimento do eleitorado que pesquisas de seu partido apontam, de que está cansado de brigas e acusações e quer saber como cada postulante pretende resolver tantos problemas.

Haddad marcou um tento ao sugerir a Serra um pacto para que ambos passem os últimos dias da campanha discutindo propostas em vez de trocarem ataques. Serra tentou inverter os fatos dizendo que o petista é que estaria baixando o nível, mas a memória de Malafaia ainda está fresca na mente do eleitor…

Ah, você acha que estou torcendo? As pesquisas mostram que não. Serra despencou por conta dos ataques pessoais, do mantra sobre mensalão, tudo isso enquanto fala sobre a gestão Kassab como se a maioria que o rejeita fosse composta de idiotas.

Quem rejeita a administração kassabiana por certo se sentiu insultado.

Serra, com sua alienação sobre o sentimento do paulistano quanto à sua cidade, perdeu o debate e, no entender deste blogueiro, com a reafirmação dessa postura naquele mesmo debate, e usando uma arrogância revoltante, também perdeu a eleição.

Extraído do Blog da Cidadania

16 setembro 2012

SERRA FAZ POUCO DA INTELIGÊNCIA DO ELEITOR PAULISTANO - José Dirceu

Engraçado como o candidato do PSDB, José Serra, sabatinado pela Folha-UOL nesta sexta (14.9), explica os problemas do seu afilhado e sucessor político. Serra vive em outro mundo e não tem humildade para reconhecer sequer a grave situação do trânsito caótico em Sampa e a responsabilidade dele, do governo do Estado e do seu afilhado e sucessor nos graves problemas do transporte coletivo de Sampa. 

Falta com o respeito os eleitores, não tem nenhum compromisso com a realidade da cidade em que vive. É verdade que, como andou usando helicóptero para se movimentar durante a campanha, não teve muitas condições, talvez, para perceber as dificuldades do paulistano comum.

Pois o candidato tucano atribuiu o baixo índice de aprovação do prefeito Gilberto Kassab – ele tem 48% de ruim ou péssimo segundo o Datafolha – a críticas da oposição. Para José, os problemas que o paulistano vive no seu dia a dia, devido a uma administração ausente, se devem à oposição ou à comunicação da prefeitura, que “não funciona”. Desde quando "comunicação bem feita" pode substituir metrô e corredor de ônibus e fazer as pessoas irem mais rápido de casa para o trabalho e vice-versa?

José nega, ainda, que seja “padrinho político de Kassab”. No entanto – é o caso de perguntar – quem deu a Kassab todas as condições para se lançar politicamente, ao aceitá-lo como vice e, ainda, ao deixar a cidade em suas mãos um ano e seis meses depois de ter assumido? Além de tê-lo apoiado na disputa contra Alckmin, do mesmo partido que ele, quando este pleiteou a reeleição?

Sobre o transporte na cidade, disse ser contra o pedágio urbano e o aumento do rodízio: "Você não tem um sistema de transporte à altura. Vai ser um suicídio”. Só esqueceu de completar por que São Paulo não tem um sistema de transporte à altura: porque, entre outras razões, os governos tucanos não construíram praticamente nada de novas linhas de metrô e seu afilhado Kassab abandonou a construção e a manutenção dos corredores de ônibus.

Explicações sem pé nem cabeça sobre a rejeição

Sobre o elevado índice de rejeição, culpou também o PT e a metodologia das pesquisas: para ele, é natural que o eleitorado do PT tenda a rejeitá-lo (mas José está olhando aí os números de uma maneira estranha, pois sua rejeição chega a 46% enquanto que o eleitorado petista, indicam as pesquisas, não chega a este patamar...). 

E, já que os números não lhe são favoráveis, que tal dizer que a metodologia das pesquisas está errada? Pois é isso mesmo: "Esse dado de rejeição não é um dado relevante. Tem que ver a metodologia [dos institutos]", afirmou o tucano.

No Estadão, o humorista Tutty Vasques escreve em sua coluna no Tutty Humor: “Detectada em 38% das intenções de voto em São Paulo, a rejeição a José Serra pode derrota-lo já no primeiro turno”. Mas o humorista ainda favoreceu Serra. Usou o menor índice de rejeição entre os que aparecem nas últimas pesquisas. Há outro, do Datafolha, que é de 46%, e não os 38% do Ibope.

Extraído do Blog do Zé Dirceu

03 setembro 2012

A ENRASCADA DA CANDIDATURA JOSÉ SERRA - José Dirceu

Na campanha eleitoral de 2010 para presidente da República eram tantas as contradições que o candidato da oposição José Serra apresentava a cada dia que, em certo momento, sua adversária a presidenta Dilma Rousseff chegou a compará-lo a biruta de aeroporto.

Nesta campanha de agora, para prefeito de São Paulo, José começa a enveredar pelo mesmo caminho.As pesquisas indicam que as duas principais causas da rejeição de 43% que ele acumula são o apoio do prefeito da capital, Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD) - cuja administração é desaprovada por 80% dos paulistanos - e o fato dele ter abandonado a Prefeitura em 2006, antes de chegar à metade do mandato.

Até agora José tentava justificar que a renúncia à Prefeitura naquele ano não era problema, porque ele se elegeu governador em seguida com boa votação na capital. Portanto, alegava que o eleitor aprovava o abandono a que ele relegou à prefeitura. Mas, ontem, em uma entrevista ao jornal o Globo, ele mudou a desculpa e diz que sua rejeição decorre da "ideia, explorada pelos adversários, de que deixarei a prefeitura".

José agora põe a culpa por sua rejeição no PT

"Ficam (o PT) dizendo que vou sair de novo. Como eles não têm muito a dizer a meu respeito, ficam batendo na questão da saída da prefeitura, que vou sair de novo para ser candidato a presidente ou a governador", assinala o candidato.

Mas, ele não saiu? Saiu sempre. Não cumpre mandato até o fim. Eleito senador, o mandato dele foi cumprido pelo suplente, Pedro Piva, e ele ficou 8 anos ministro da Saúde e do Planejamento de FHC; disputou a prefeitura quatro vezes e na única que ganhou, renunciou 16 meses depois; governador, saiu oito meses antes do término do mandato para concorrer ao Planalto. Usa todos os cargos, sempre, como trampolim para o próximo.

Com estas declarações e comentários de agora, o candidato tucano a prefeito mostra que não tem nada a dizer. Apenas revela sua total falta de resposta. Principalmente aos 2/3 do eleitorado que, segundo as pesquisas, antecipam que não vão votar nele por desconfiar que ele vai abandonar a prefeitura de novo, caso se eleja, para sair candidato a presidente em 2014.

Errou ao abandonar a prefeitura e sair candidato - em 2006 e agora

A razão para José estar nesta situação, enrascado sem saber o que dizer e sem ter respostas convincentes às críticas, é que ele errou ao sair candidato a governador em 2006 e este ano a prefeito. Agora não sabe o que fazer.

Para se ter uma ideia do tamanho da derrota tucana que se avizinha na maior cidade do país, basta ver a pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada ontem, pela qual, num cenário de 2º turno (e ele está cada vez mais ameaçado de não chegar lá) José teria apenas 27% dos votos. Um desastre para eles.

Nesta entrevista ao O Globo José diz, ainda, que já esperava a entrada do presidente Lula na campanha eleitoral."Sim (esperava). A especialidade do Lula nunca foi governar, mas fazer campanha. Imagina se ele vai perder uma campanha!".

José talvez não se lembre, ou quem sabe repita intencionalmente mesmo, mas esse discurso é o da direita, dos conservadores, desde que o presidente Lula começou a fazer política. Eles é quem dizem que Lula, por ser um operário não podia ou não devia fazer política. Mas fez, ganhou eleições e em seus governos transformou o Brasil.

Extraído do Blog do Zé Dirceu

30 agosto 2012

JOSÉ SERRA VAI SER "CRISTIANIZADO"? - Altamiro Borges


A pesquisa Datafolha divulgada ontem fez ressurgir o fantasma da “cristianização”. Nas eleições presidenciais de 1950, a candidatura do mineiro Cristiano Machado não decolou e ele foi rifado pelo seu próprio partido, o PSD, que em plena campanha passou a apoiar “extraoficialmente” Getúlio Vargas. Daí a origem do termo. Agora pode ocorrer o mesmo com José Serra. A pesquisa acendeu o sinal de alerta. O tucano pode nem ir ao segundo turno. Nos bastidores, alguns “aliados” já falam que ele será “cristianizado”.

Segundo o Datafolha, Serra perdeu cinco pontos na corrida para a prefeitura da capital paulista – de 27% para 22%. Já o “azarão” Celso Russomanno (PRB) enfrentou bem a primeira semana da propaganda na tevê e manteve os seus 31%. Para complicar ainda mais a vida do tucano, o petista Fernando Haddad subiu seis pontos – de 8% para 14%. No outro extremo, o da taxa de rejeição, Serra é o campeão absoluto, com 43% – há uma semana, 38% dos eleitores diziam que não votariam nele de jeito nenhum.

O risco de "vexame" do tucano 

Diante destes índices preocupantes, muitos caciques da oposição demotucana já temem pelo “vexame” do eterno candidato do PSDB. O que parecia impossível, a sua não ida ao segundo turno, agora parece bem provável. Russomanno pode até cair alguns pontos – inclusive sendo alvo das baixarias de Serra –, mas tudo indica que Haddad vai crescer nas intenções de voto. Até Josias de Souza, o blogueiro da Folha, já prevê a possibilidade do segundo turno com Russomanno e Haddad. Em artigo postado na semana passada, ele advertiu:

“Serra passou a conviver com um desafio novo. Precisa provar-se capaz de sobreviver ao primeiro round da disputa. A sua prioridade agora é evitar o fiasco experimentado por Geraldo Alckmin na disputa municipal de 2008. Naquele ano, Alckmin deslizou da liderança nas pesquisas para a derrota no primeiro turno. Passaram à segunda fase Gilberto Kassab (então no DEM) e Marta Suplicy (PT)”. Com a nova pesquisa, o risco do “fiasco” passou a ser ainda maior, atormentando o comando da campanha de Serra.

Kassab e Alckmin

É neste cenário que surgem as perguntas – e as articulações de bastidores. O pragmático Gilberto Kassab, líder de um partido “que não é de esquerda, nem de direita e nem de centro”, vai apostar todas suas fichas no rejeitado Serra? O seu PSD inclusive já foi rotulado de “cupim” por dirigentes do PSDB e é apontado como culpado pelo declínio do tucano. E o governador Geraldo Alckmin, que já foi traído por Serra e não morre de amores por ele, vai se empenhar na campanha? Há fortes indícios de que a “cristianização” está em curso!

Extraído do Blog do Miro

29 agosto 2012

A CAMPANHA NEGATIVA, AGRESSIVA E MENTIROSA DE JOSÉ SERRA - José Dirceu

Kassab e Serra

Candidato a prefeito da capital pela 4ª vez (na única em que ganhou renunciou e abandonou a cidade antes de chegar à metade do mandato), em São Paulo, de novo o postulante tucano José Serra retoma seu erro de sempre nas disputas eleitorais anteriores: partiu para campanhas negativas, agressivas, em geral mentirosas, contra o PT.

Ontem, para se justificar, veio com uma história de que há "muita mentira" sobre a cidade de São Paulo nas campanhas adversárias e que é "natural" que o prefeito paulistano, Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, hoje no PSD), seu principal apoiador - até mais do que os tucanos - e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) respondam à oposição. Analisem friamente, bem ao estilo de José Serra, e vejam quem está mentindo...

O candidado tucano a prefeito já fez esse tipo de campanha negativa, agressiva, em geral mentirosa, contra o PT. Fez em 2002 e em 2010 e perdeu as duas eleições em que era candidato ao Palácio do Planalto. A primeira para o presidente Lula. A segunda para a presidenta Dilma Rousseff.

José já usou a mesma tática de campanha antes e perdeu

Em 2002, já com esse tipo de campanha, José não conseguiu nem 25% dos votos para presidente no 1º turno. Ficou com 23,19%. No 2º, o presidente Lula se elegeu com quase o dobro da votação dele. O presidente chegou ao Planalto com 61,27% dos votos e José ficou com 38,72%. E ele não aprende.

Agora retoma a tática sem nenhuma possibilidade de êxito. Até porque, ao mesmo tempo, ele expõe um quadro pueril e irreal sobre os transportes na cidade - há tempos vivendo um "apagão" sem que os tucanos providenciem qualquer solução para isto - e sobre o governo Kassab, o prefeito que ele e seu comando de campanha escalaram para responder as criticas da campanha petista.

Aí, sua possibilidade de passar para o 2º turno fica cada vez mais distante. Com este tipo de campanha negativa em que as mentiras e a agressividade substituem programas e propostas concretos, mais o alto grau de reprovação e rejeição do candidato tucano, fica cada vez mais evidente que eles não convencerão o eleitor, assim como aumentam os riscos de José Serra não ir mesmo para o 2º turno.

José é o candidato que só cai na intenção de voto e sobe na rejeição

Como tenho afirmado aqui, com frequência, e como previu ontem a ex-prefeita e senadora Marta Suplicy (PT-SP), o placar atual para a eleição à Prefeitura de São Paulo "vai virar tanto que é capaz de irem (Celso) Russomanno e o (Fernando) Haddad para o 2º turno. Tem candidato caindo, né?", disse a senadora ao analisar o quadro eleitoral e as pesquisas. Ela não citou o nome do tucano, mas quem está caindo é José - cai na intenção de voto e sobe na rejeição.

Marta fez sua análise sobre a situação dos candidatos na corrida eleitoral e nas pesquisas após almoçar no Instituto Lula com o ex-presidente da República. Ela acertou sua participação na campanha de Haddad com gravações para o horário de propaganda gratuita no rádio e TV e ida a comícios e demais atos públicos da mobilização eleitoral petista.

Assim, do lado petista Marta Suplicy se integrou à campanha de Haddad no momento exato que ele cresce já que o eleitorado petista e lulista o identifica como candidato do ex-presidente Lula e do partido. Vamos em frente que o quadro é bom: nosso candidato cresce, o adversário só cai e sua campanha mente e agride, táticas que já não deram certo para eles antes.

Extraído do Blog do Zé Dirceu

SERRA CARD: O BILHETE QUE O PSDB OFERECE AOS PAULISTANOS - Eduardo Guimarães


É uma bofetada no rosto do eleitor a piadinha infame que a campanha de José Serra fez no rádio e na internet usando proposta do candidato Fernando Haddad para mitigar o sofrimento do povo de São Paulo no torturante – e caro – transporte público da capital paulista.

Irresponsável, Serra permitiu que sua campanha fizesse a politicagem mais baixa vinculando Haddad ao julgamento do mensalão, como se todo tucano fosse culpado pelo mensalão tucano do ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo.

Para seu jogo sujo e desrespeitoso ao eleitor, o PSDB paulistano, a mando de Serra e do mal-avaliado prefeito Gilberto Kassab, inventou o “bilhete mensalão”, uma piadinha ruim que os dois políticos usam em vez de fazerem propostas para o caos que criaram em São Paulo.


Não admira que Serra esteja derretendo nas pesquisas. O povo de São Paulo exaurido por sua irresponsabilidade, que nos legou o desastre Kassab, e quando surge uma das melhores propostas desde o bilhete único – também do PT – a tucanada faz piadinha.

O bilhete mensal existe em várias grandes cidades de todo mundo. Minha filha, que vive em Sydney, Austrália, usa muito uma das várias modalidades de bilhetes de transporte público à venda. Ela elogiou muito a inciativa de Haddad, diz que jamais entendeu por que não tínhamos isso.

O atual sistema de bilhete único de Kassab diminuiu o tempo de uso em uma cidade na qual o que o trânsito mais nos rouba é justamente tempo. A proposta de Haddad, portanto, significaria muito sobretudo para a população mais pobre. E os tucanos fazem piada…

Por isso, o post reproduz o “bilhete” que esses irresponsáveis que governam São Paulo oferecem hoje ao povo, o bilhete da superlotação, dos atrasos, da insegurança, do preço caro: o Serra Card – enquanto Serra e Kassab fazem piadinha, você viaja igual sardinha.

PS: votar em Celso Russomano é como usar melhoral infantil quando o paciente (Sampa) precisa de morfina.

Extraído do Blog da Cidadania

22 agosto 2012

BLINDAGEM DE SERRA PELA MÍDIA NÃO FUNCIONA MAIS - Eduardo Guimarães


Alguns podem ter ficado surpresos com a desidratação eleitoral de que vem padecendo o candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra. Sua longa trajetória política, seu conhecimento pela quase totalidade do eleitorado de todo país e a condição de líder da oposição que lhe deveria ter sido legada por seus 44 milhões de votos na última eleição presidencial, tudo isso torna espantosa sua situação na recente pesquisa Datafolha.

O espanto do espectador pouco atento à realidade real e que se fia na “realidade” midiática aumenta ainda mais porque não há quem negue a blindagem que o cacique tucano recebeu da irascível grande imprensa brasileira ao longo de toda a sua carreira política no período pós-redemocratização, tendo sido até objeto de juramento do falecido dono de um grande jornal de que não morreria sem vê-lo eleito presidente da República.

Alvo de processos na Justiça e de denúncias graves por força da vastidão de indícios materiais de envolvimento em corrupção que pesa contra si, Serra mereceu de uma imprensa que vive de denúncias contra políticos (em ampla maioria, petistas) o mais ensurdecedor silêncio diante de denúncias, quando não mereceu defesas abertas e até sua vitimização pela mesma mídia diante dos adversários políticos, sobretudo em anos eleitorais.

A situação de Serra na corrida eleitoral paulistana, porém, revela uma rejeição impressionante do eleitorado a si (37%) e ultrapassagem na primeira posição por um adversário com trajetória política que não chega aos pés da sua e que, como se não bastasse, é candidato por um partido de mentirinha.

Certamente há quem esteja ficando espantado com a situação eleitoral de Serra. Denúncias que ao menos cheguem perto de si jamais saem na mídia. Até hoje, nenhum grande veículo citou os fatos que envolvem São Paulo no escândalo do Cachoeira. Paulo Preto deve depor proximamente na CPI e ninguém que se informe só pela grande mídia sabe por quê.

Pode haver gente espantada com a débâcle eleitoral desse político, mas certamente esse espanto não ocorre com os leitores deste blog. Aqui se previu várias vezes o aprofundamento da sangria eleitoral de Serra. Há cerca de um mês, no post Desaprovação a Kassab é o grande fato da eleição em SP , foi dito o seguinte:

“Após Kassab declarar publicamente seu apoio a Serra e de este anunciar que faria campanha pela “continuidade” em São Paulo, ambos perderam apoio. (…) Tudo isso se conecta com o noticiário cada vez mais inevitável sobre a explosão da violência e da criminalidade em São Paulo e com o estado de espírito do paulistano diante de um cotidiano que já se tornou insuportável. São Paulo está imunda, uma legião de moradores de rua vaga desorientada pela cidade, a sensação de insegurança já atingiu níveis alarmantes, enfim, não se consegue achar praticamente nenhum paulistano que se diga satisfeito com a sua cidade”.

Esses fatos obrigam a uma reflexão: não há blindagem da mídia que, na era da internet e da informação instantânea, consiga proteger políticos ao menos do adversário que não conseguem derrotar: eles mesmos, quando exercem mal o poder que lhes foi delegado pelo povo.

Quando Serra se elegeu governador de São Paulo em primeiro turno em 2006 após ter deixado a capital do Estado nas mãos de Gilberto Kassab, o eleitorado paulista até aceitou a desculpa de que faria mais sendo governador. Bem, o fato é que ao menos o eleitorado paulistano ficou esperando o resultado do que o tucano lhe prometeu em termos de melhora de sua qualidade de vida e tal melhora jamais deu as caras.

A desidratação eleitoral de Serra e sua crescente rejeição nesta campanha eleitoral é a conta do prejuízo que São Paulo amarga hoje por ele ter abandonado o cargo de prefeito. A capital paulista descobriu quanto custa dar carta branca a um político que ninguém consegue cobrar, inclusive por ser protegido da mídia. Por conta disso, a desidratação eleitoral de Serra revela desidratação da credibilidade midiática também em São Paulo.

Extraído do Blog da Cidadania

04 julho 2012

A PELEJA ENTRE ALCKMIN E SERRA DE OLHO EM 2014 - Ricardo Kotscho

Imagem: Marcello Casal Jr/ABr
O parto da indicação do vice de José Serra foi apenas mais um lance na peleja disputada pelo ex-governador tucano com Geraldo Alckmin, o atual governador - os dois com um olho nas eleições de 2014 e o outro nas sequelas da última disputa municipal paulistana, em 2008.

Estava tudo mais ou menos previsto desde que Serra decidiu se lançar candidato a prefeito de São Paulo pela quarta vez, depois de negar mil vezes esta possibilidade.

Para entender as dificuldades mais uma vez encontradas na formação da chapa liderada pelos tucanos é preciso recuar um pouco no tempo.

Em 2008, quando era governador, Serra rifou a candidatura de Geraldo Alckmin a prefeito, e apoiou Gilberto Kassab, que era do DEM, seu parceiro preferido. Alckmin não foi nem para o segundo turno e pegou bronca da dupla Serra & Kassab, o vencedor de 2008.

Agora, a situação se inverteu. O discreto Akckmin, que não esquece e não perdoa as traições, sem nunca dar muita bandeira sobre o que está sentindo, não tinha como impedir a candidatura de Serra em 2012, até por falta de outro nome viável no PSDB, mas queria pelo menos definir o nome do vice.

No começo do ano, antes do "sim" de Serra, enquanto se dedicava à formação do seu novo partido, o PSD, para o qual levou vários tucanos desgarrados - entre eles, Alexandre Schneider, agora confirmado como candidato a vice-prefeito -, Gilberto Kassab chegou a propor uma aliança ao PT de Lula.

Alckmin ficou assistindo de longe e em silêncio a esta dança de Serra e Kassab, esperando a hora de dar o troco. A ala tucana que o apóia resolveu então defender uma chapa tucana puro-sangue, descartando qualquer indicação feita pelo partido do atual prefeito.

Afinal, quem pode garantir que, desta vez, Serra, caso eleito, vá cumprir até o final o mandato de prefeito e não queira dar um salto mais alto já em 2014? Em princípio, Alckmin gostaria de ser candidato à reeleição como governador, com o apoio de Serra, mas não se pode descartar seu nome desde já da lista dos presidenciáveis tucanos.

A lista, por enquanto, tem apenas o nome do senador mineiro Aécio Neves, declarado candidato "natural" do PSDB por Fernando Henrique Cardoso, pelo presidente do partido, Sérgio Guerra, e por outros tucanos de bico grande. Aécio, no entanto, até agora não assumiu o papel, com uma atuação bastante discreta no Senado, sem arriscar vôos mais federais.

Pode parecer confuso este tabuleiro, mas o jogo é complicado mesmo. Prefeitura, governo estadual e Presidência da República: para Serra, Alckmin e Kassab, cada movimento pode influir no próximo, um está intimamente ligado ao outro.

Ao mesmo tempo em que apóia seu amigo Serra em São Paulo, Gilberto Kassab tenta viabilizar sua candidatura ao governo do Estado, em 2014. Para isso, anda fazendo alianças do PSD com o PT em importantes cidades paulistas.

Ao ser contemplado esta semana pelo Supremo Tribunal Federal com um bom tempo de TV e grana gorda do fundo partidário, o PSD do prefeito Gilberto Kassab ganhou força para impor o nome de Alexandre Schneider, ex-secretário municipal de saúde, escalado no sábado como vice da chapa de José Serra.

Repete-se, assim, a dobradinha que Serra e Kassab formaram em 2004. Um ano e três meses depois, o prefeito Serra abandonaria o cargo para disputar o governo do Estado, deixando em seu lugar Gilberto Kassab, que se reelegeria com o apoio do então governador.

Os alckmistas, mais uma vez perdedores na queda de braço com a dupla, esperam não ver o mesmo filme de novo em 2014. O desfecho da história é imprevisível.


Extraído do blog Balaio do Kotscho

11 junho 2012

KÁTIA ABREU ATACA SALÁRIO MÍNIMO - Altamiro Borges


Pior do que um neoliberal, só mesmo um ruralista neoliberal. Se dependesse dos barões do agronegócio, o Brasil retornaria ao período da escravidão. Talvez isto explique porque a bancada ruralista resista tanto à aprovação da PEC contra o trabalho escravo. Em seu artigo na Folha do dia 9, a senadora Kátia Abreu não vacila em pregar o fim dos aumentos “tão generosos” do salário mínimo.

Para a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que representa os interesses dos velhos latifundiários – hoje travestidos de modernos empresários do agronegócio –, a crise econômica está se agravando rapidamente e exige que o governo Dilma adote “medidas ousadas”. No seu receituário, o ônus da grave crise, lógico, deve ser despejado no lombo dos trabalhadores.

As velhas teses neoliberais

Para a vice-presidente do PSD, sigla fundada pelo ex-demo Gilberto Kassab para agregar as forças de centro-direita, a economia brasileira “vive um momento preocupante”. A queda no crescimento do PIB decorreria de um modelo econômico já esgotado, baseado na alta dos preços internacionais das commodities, no “ativismo creditício” e no estimulo ao consumo interno.

Diante deste diagnóstico, Kátia Abreu propõe basicamente o retorno às velhas teses ortodoxas, neoliberais, de retração do crédito e do consumo. “Os aumentos do salário mínimo não podem mais ser tão generosos sem elevar o risco de inflação. E aumentar o crédito já não funciona porque a renda da população está muito comprometida com o pagamento de dívidas acumuladas”.

Chibatada no lombo do trabalhador

Ela também propõe reduzir a carga tributária e “flexibilizar o mercado de trabalho, privilegiando o entendimento direto entre empresários e trabalhadores”. Para viabilizar esta agenda regressiva, a senadora do PSD – que “não é de esquerda, de direita ou de centro” - afirma que é preciso “apoiar a presidente nessa urgência de reformar o Brasil, colocando-se acima das disputas entre governo e oposição”.

Lógico que Kátia Abreu não propõe nenhuma “medida ousada” contra o capital financeiro – hoje solidamente associado aos barões do agronegócio. A ruralista também não defende o fim dos subsídios e das “generosas” anistias aos grandes produtores rurais. Para ela, só há um jeito de conter os efeitos da grave crise econômica mundial. Chibatada nas costas dos trabalhadores.


Extraído do Blog do Miro

07 maio 2012

MÍDIA OCULTA NEGÓCIOS DE SERRA E KASSAB COM ESQUEMA CACHOEIRA - Eduardo Guimarães

Esta matéria precisa ser lida não apenas pelos parlamentares membros da CPI do Cachoeira, mas por toda a classe política, sobretudo por aqueles políticos que estão do lado oposto ao que estão os grandes meios de comunicação, o lado governista.

De sexta-feira para cá, falei ao telefone com dois políticos governistas de grande expressão. Ambos, sem combinarem nada entre si, relataram-me que enxergam risco concreto de parte dos governistas na CPI se unir à oposição para aliviar a barra da mídia nas investigações.

Um político governista que integra a CPI (como suplente) e que pode agir nesse sentido é o senador Delcídio Amaral (PT-MS), outro é o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). Ambos trabalham, junto à oposição, para blindar a mídia.

Mas não são apenas os membros governistas da CPI que deveriam atentar para este texto, mas toda a classe política, pois político algum pode ter certeza de que estará sempre do lado que a mídia apóia.

Vejam o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que já foi do PSDB carioca e que esteve entre os mais contundentes acusadores do PT durante o escândalo do “mensalão”. Hoje, está no PMDB, é aliado do governador Sérgio Cabral e deixou de receber os favores que a mídia lhe fazia quando estava do lado que ela considera “certo”.

Uma imprensa partidarizada, uma imprensa que escolhe um lado e trabalha por ele não é ruim apenas para a classe política, mas, também, para a democracia e para a sociedade como um todo.

Nesse aspecto, fato recentíssimo comprova, sem deixar dúvidas, que a grande imprensa não passa de um poder discricionário que não hesita até em cometer crimes, como é bem provável que fique caracterizado na televisão neste domingo (6/5) à noite… Mas essa é outra história.

Vamos aos fatos. Matéria da revista IstoÉ desta semana se constitui em uma bomba atômica jornalística, política e institucional, apesar de que boa parte do que a revista revela não é novidade. Matéria da jornalista Conceição Lemes, do site Viomundo, antecipara que a empreiteira Delta fez a festa também em São Paulo.

Todavia, a matéria da IstoÉ vai ainda mais longe. Além de mostrar os contratos suspeitos da empreiteira com o governo do Estado e com a prefeitura de São Paulo durante as gestões José Serra e Gilberto Kassab, mostra escutas da Operação Monte Carlo que incriminam os dois políticos.

Por muito, muito, mas muito menos do que aparece na matéria da IstoÉ contra Serra e Kassab, o governador de Brasília, Agnelo Queiróz, esteve sob bombardeio de toda grande mídia ao longo de semanas. A matéria da revista, que saiu neste fim de semana, até agora não teve destaque em lugar algum da grande mídia, e foi citada de passagem e discretamente em alguns raros veículos.

O Jornal Nacional, por exemplo, um dos que mais atacaram e continuam atacando Agnelo, não disse uma vírgula sobre os gravíssimos indícios que pesam contra os dois políticos paulistas. Não apareceu nada na televisão ou nos jornais impressos neste fim de semana.

A exceção foi uma notinha curta na versão do jornal O Estado de São Paulo na internet e uma matéria mais completa no portal IG. Ambas, porém, publicadas com grande discrição.

A despeito disso, o envolvimento dos políticos paulistas no caso é tão grave que já está sob escrutínio da CPI do Cachoeira e do Ministério Público. Leia, abaixo, a nota da Agência Estado.

Laço de Cachoeira com Serra é investigado pelo MP, diz revista

Gravações apontariam que a Delta foi favorecida nas obras de ampliação da Marginal do Tietê

Agência Estado

O Ministério Público de São Paulo e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o contraventor Carlinhos Cachoeira investigam um possível favorecimento do grupo do bicheiro em São Paulo, na gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e durante o mandato de José Serra (PSDB) no governo do Estado (2007-2010) e na prefeitura paulistana (2004-2006).

De acordo com reportagem da revista IstoÉ na edição desta semana, a suspeita é que a construtora Delta, que seria o braço operacional de Cachoeira, teria sido favorecida com a ampliação do número de contratos durante essas administrações.

A IstoÉ afirma que os parlamentares que compõem a CPI tiveram acesso a conversas telefônicas gravadas com autorização judicial entre junho de 2011 e janeiro deste ano. Segundo a revista, as gravações apontam que a construtora Delta foi favorecida em contratos de obras de ampliação da Marginal do Tietê, na cidade de São Paulo, e na prestação de serviços de varredura de lixo na capital, que somariam mais de R$ 2 bilhões.

Nas gravações, às quais a revista afirma ter tido acesso, pessoas próximas de Cachoeira fazem referências a adequações de editais e contratos para que a Delta fosse beneficiada.

Na última quarta-feira, o Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito civil para apurar a existência de irregularidades nas licitações, superfaturamento e conluio entre

Em depoimento para a revista, o deputado estadual João Paulo Rillo (PT) diz que a apuração sobre os contratos da Delta pode revelar um “caixa 2″ do PSDB em São Paulo. Já o líder tucano, Álvaro Dias, argumenta que os contratos devem ser verificados com o intuito de apontar se os valores pagos foram justos.

Estou certo de que boa parte dos leitores se surpreendeu, pois a discrição midiática em torno do caso deve estar mantendo muita gente absolutamente alheia a um escândalo dessa proporção apesar de que o procedimento investigativo do Ministério Público não é de hoje.

Tudo o que há contra os governadores Agnelo Queiróz, Sergio Cabral e Marconi Perillo está presente contra Serra e Kassab nas escutas da Operação Monte Carlo. Não existe justificativa para a mídia não citar os dois ao relacionar políticos envolvidos, mas há uma explicação que nem precisa ser escrita.

Apesar disso, no sábado à tarde surgiu a esperança de que pode estar chegando o Waterloo desse comportamento criminoso da mídia. Este blogueiro e alguns outros fizeram bombar no Twitter a hashtag #VejaPodreNoAr, que, em questão de uma hora, foi parar nos Trending Topics Brasil.

Sugere-se que o leitor fique atento à televisão neste domingo à noite, e não me refiro à Globo. É só o que posso dizer neste momento.

Só digo aos políticos que estão sendo beneficiados por essa máfia midiática que deveriam refletir que nenhum deles sabe quando poderá não estar mais do lado que goza da simpatia midiática. Aos prejudicados que ainda ajudam essa máfia, não adianta dizer nada.

Extraído do Blog da Cidadania