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16 julho 2012

BLATTER RECUA E DIZ QUE NÃO SABIA DE SUBORNO ATÉ A QUEDA DA ISL



Em entrevista na semana passada, presidente da FIFA havia dito que sabia da propina de R$ 45 milhões paga aos ex-dirigentes Teixeira e Havelange. Sobre o último, acha que deve deixar a presidência de honra da Federação.


Ao contrário do que disse em entrevista na semana passada, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse neste domingo que não sabia do suborno pago ao ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e a seu antecessor, João Havelange, até a falência da extinta empresa de marketing esportivo ISL, então parceira da Fifa. "Eu não sabia de nada até a falência da ISL. Foi a Fifa que reuniu os documentos e iniciou o processo. Quando eu disse que é difícil medir problemas do passado com os padrões de hoje, falei de forma geral. Para mim, suborno é inaceitável, e estou sendo acusado disso", disse Blatter ao jornal suíço Blick.

Documentos divulgados pela justiça suíça na quarta-feira 11 comprovaram o pagamento de R$ 45 milhões em propina aos ex-dirigentes, por meio da ISL, entre os anos de 1992 e 2000. Na entrevista publicada pelo site da Fifa na última quinta-feira, o dirigente afirmou que na época dos pagamentos, o fato não era problema, mas sim nos padrões de hoje. "Saber o que? Que comissões eram pagas? Naquela época, tais pagamentos podiam ser deduzidos até mesmo de impostos como gastos de negócios", disse. "Eu não poderia saber de uma ofensa que na época não era ofensa".

Na entrevista deste domingo, Blatter também diz que, por ele, João Havelange deixaria a presidência de honra da Fifa, apesar de a decisão, ressalta, não depender dele. "Ele tem de ir. Ele não pode continuar como presidente de honra depois desses incidentes", disse. Blatter disse que levará o caso para ser analisado pelo Comitê da entidade no próximo Congresso.

Fifa pede desculpas

A Fifa divulgou uma nota na última sexta-feira pedindo desculpas sobre os argumentos utilizados pelos advogados da Federação em defesa aos ex-dirigentes acusados de propina. O jurídico da Federação havia alegado que o suborno é normal para algumas culturas, chegando a fazer parte da renda de determinados povos, como os sul-americanos e os africanos.

A alegação causou polêmica na imprensa e por meio da nota, a Fifa repudiou os argumentos. "Os comentários em relação a supostas práticas de negócios dos sul-americanos e africanos feitos por um consultor jurídico externo que representou a FIFA no caso não refletem a posição da entidade", diz trecho do posicionamento.


Extraído do sítio Brasil 247

13 julho 2012

APÓS DENÚNCIAS, MARIN GARANTE R$ 100 MIL POR MÊS A TEIXEIRA - Raphael Coutinho

Foto: Larissa Ponce/SEFOT-SECOM e Marcello Casal Jr/ABr
Em passagem pelo Recife, o presidente da CBF afirmou que continuará pagando salário (por meio de consultoria) ao antecessor, acusado de enriquecimento ilícito pela Justiça da Suíça. Dava para esperar outra coisa?

Durante sua passagem pelo Recife nesta quinta-feira (12), para anunciar um amistoso entre a Seleção Brasileira e a China, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, preferiu não comentar as denúncias sobre o recebimento de suborno por parte dos ex-presidentes da entidade Ricardo Teixeira e João Havelange. “Prefiro não fazer comentário a respeito desta pergunta”, disse, calmamente. Entretanto, quando o assunto foi a possibilidade de corte do pagamento do salário de consultor a Teixeira, o mandatário da entidade máxima do futebol brasileiro não titubeou e garantiu a continuidade dos depósitos na conta bancária do ex-dirigente.

“Ele (Ricardo Teixeira) contribui com assessoria em nível internacional. Aproveitamos a experiência que o Ricardo tem no futebol internacional. O que foi divulgado (suspeitas de suborno) não tem relação entre Ricardo Teixeira e a CBF”, afirmou José Maria Marin. Teixeira se afastou da presidência da entidade em março deste ano, alegando problemas de saúde, porém sob suspeitas de receber dinheiro, por fora, para programar amistosos da Seleção Brasileira. Mesmo assim, o dirigente continua recebendo vencimentos de aproximadamente R$ 100 mil por mês para prestar uma suposta assessoria.

Curiosamente, José Maria Marin assumiu o comando da CBF justamente por indicação do próprio Ricardo Teixeira. E a tal assessoria prestada pelo ex-presidente da entidade até hoje não foi explicada de forma detalhada por nenhum representante confederação.

Na última quarta-feira (11), um Tribunal da Suíça publicou informações de um processo contra os ex-dirigentes brasileiros, no qual aproximadamente R$ 45 milhões em subornos passaram por suas contas em oito anos, através da empresa de marketing suíça ISL. Na decisão da Justiça do país europeu, Ricardo Teixeira e João Havelange aparecem como os condenados por uma fraude na venda de direitos de transmissão da Fifa para a empresa ISL. Segundo o levantamento, a companhia pagou suborno para os brasileiros entre os anos de 1992 e 2000.

A gestão de Ricardo Teixeira à frente da CBF sempre foi marcada por denúncias de enriquecimento ilícito por parte do ex-dirigente. A TV Globo chegou a exibir um Globo Repórter especial, em 1999, sobre o crescimento do patrimônio do então homem forte do futebol brasileiro. Porém, a mesma rede de televisão assumiu, pouco tempo depois, uma postura, digamos, mais “light” ao abordar a gestão da entidade.


Extraído do sítio Brasil 247

12 julho 2012

DOSSIÊ REVELA QUE HAVELANGE E TEIXEIRA RECEBERAM PROPINAS MILIONÁRIAS



Documento liberado pela Justiça suíça mostra que os dois ex-dirigentes brasileiros de futebol receberam suborno da empresa de marketing ISL, que negociava direitos de transmissão da Copa do Mundo.

O ex-presidente da Fifa João Havelange e o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira aceitaram propinas milionárias da antiga empresa de marketing esportivo ISL, revelam documentos judiciais liberados esta quarta-feira (11/07) por determinação da Justiça suíça.

Segundo o dossiê de 41 páginas, Teixeira recebeu ao menos 12,74 milhões de francos suíços (26,47 milhões de reais, pela cotação atual) entre 1992 e 1997 em pagamentos da ISL, que faliu em 2001. Já Havelange recebeu um pagamento de 1,5 milhão de francos suíços (3,1 milhão de reais) em 1997, quando ainda era presidente da entidade máxima do futebol mundial.

Pagamentos atribuídos a contas conectadas aos dois ex-dirigentes brasileiros de futebol somam 22 milhões de francos suíços (45,71 milhões de reais) entre 1992 e 2000.

O documento estava embargado desde junho de 2010, quando Havelange e Teixeira chegaram a um acordo com a Justiça suíça para não terem seus nomes divulgados em troca do pagamento de uma multa.

O dossiê foi divulgado pela própria Fifa, horas depois de a Justiça suíça determinar a sua divulgação, atendendo ao pedido de várias empresas de comunicação, entre elas a rede britânica BBC, que em 2010 acusou Havelange de ter recebido propina da ISL.

A ISL era a parceira de marketing da Fifa e negociava os direitos de transmissão da Copa do Mundo. Havelange foi presidente da Fifa de 1974 a 1998.


Extraído do sítio Deutsche Welle

05 junho 2012

RICARDO TEIXEIRA ENFRENTA NOVA DENÚNCIA DE DESVIO DE DINHEIRO


Revelados pelo jornal Folha de S.Paulo, papéis mostram ainda outros R$ 205 mil recebidos pelo ex-presidente da CBF da empresa Ailanto Marketing, também de Sandro Rossell

Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), embolsou R$ 705 mil dos sócios da Ailanto, empresa denunciada por superfaturar o amistoso entre Brasil e Portugal, em Brasília, no final de 2008.

A informação foi divulgada no domingo pelo jornal Folha de S. Paulo, o qual garante que os donos da empresa, Sandro Rosell, presidente do Barcelona, e Vanessa Precht, secretária do espanhol, enviaram dinheiro a Teixeira ao longo de 2008, 2009 e 2010 por meio de empréstimos bancários e cheques nominais.

Rosell emprestou R$ 500 mil a Teixeira em 2008, na mesma época em que a Ailanto foi criada – a empresa é suspeita de ter sido montada apenas para organizar o jogo da Seleção. Já Vanessa repassou ao ex-cartola da CBF os montantes de R$ 90 mil, em 2009, e R$ 115 mil, no ano seguinte.

A documentação da partida disputada no Distrito Federal foi apreendida pelo Ministério Público após o órgão tomar ciência da utilização de R$ 9 milhões de dinheiro público na organização do amistoso. De acordo com a reportagem, a Ailanto nega irregularidades no recebimento do montante e diz que cumpriu todas as exigências do contrato para a organização do amistoso.

A Ailanto é investigada por superfaturar itens como hotelaria e passagens aéreas usadas pelos atletas no amistoso, além do desvio de R$ 1,1 milhão em gastos não justificados.


Extraído do sítio Correio do Brasil

27 abril 2012

TEIXEIRA USOU A EMPRESA SANUD PARA RECEBER SUBORNO DA FIFA

Foto: Ricardo Nogueira/Folhapress
Novos documentos investigados pelo Parlamento Europeu comprovaram que Ricardo Teixeira usou a empresa Sanud junto com João Havelange para receber comissões em nome da Fifa. Os subornos podem ter passado de US$ 40 milhões, entre 1978 e 2000.

Leia na matéria de Roberto Pereira de Souza, do UOL:

Agora está confirmado: Ricardo Teixeira usou a empresa Sanud junto com João Havelange para receber comissões em nome da Fifa e não repassou os valores aos cofres da entidade. Os valores finais ainda não foram fechados pela Justiça da Suíça, mas os subornos podem ter passado de US$ 40 milhões, entre 1978 e 2000. O escândalo está sendo investigado pelo Parlamento Europeu, que divulgou um relatório parcial esta semana.

Parte dessas comissões milionárias foram recebidas pelos brasileiros entre 1989 e 1998, ano em que Havelange se afastou da presidência da Federação, depois de cumprir mandatos seguidos desde 1974.

Além da Sanud, empresa investigada na CPI do Futebol em 2001 (e que tem o irmão de Teixeira, Guilherme, como procurador, no Brasil) os dois brasileiros usaram também o fundo Renford Investiments, e a empresa Garantie JH para coletar propinas na venda de direitos de transmissão dos jogos das Copas do Mundo, “para um país da América do Sul”.

As informações foram amplamente investigadas pelo promotor suíço Thomas Hildebrand que abriu ação criminal contra os dois brasileiros, mantendo seus nomes sob sigilo judicial.

Mas alguns documentos exclusivos obtidos por UOL Esporte, no ano passado, permitem cruzar as datas dos depósitos efetuados em várias contas de empresas de fachada, usadas no maior escândalo de corrupção esportiva, que chega a 122,6 milhões de francos suíços ou cerca de US$ 160 milhões no total.

Parte desse dinheiro (mais de US$ 40 milhões) ficou nas contas dos dois brasileiros que estavam por trás de um grupo de empresas listadas pela promotoria suíça.

Mesmo mantendo o sigilo judicial imposto ao processo criminal que ainda tramita na Suíça, o promotor Hildbrand deu detalhes sobre as operações das duas pessoas denunciadas no recebimento de propina. Essas pessoas foram codificadas pelas letras H (Teixeira) e E (Havelange).

ADVOGADOS NÃO LOCALIZADOS

A reportagem do UOL Esporte tentou localizar os advogados de Ricardo Teixeira e Guilherme Teixeira, mas não obteve o sucesso no contato com os defensores da dupla.

Na Suíça, corrupção privada só é enquadrada em crime quando envolve suborno em contratos comerciais. “Por isso as pessoas H e E foram incriminadas”, explicou o promotor usando as duas letras para proteger a identidade dos brasileiros.

Segundo Hildbrand, “os dois, E e H, tinham participação financeira na companhia G (Sanud). Detalhes das operações individuais podem ser conhecidos no quadro abaixo”.

Por esse quadro divulgado pelo Comitê Europeu de Cultura, Ciência, Educação e Mídia, que também investiga o maior escândalo do futebol mundial, 32 depósitos foram feitos entre 10 de agosto de 1992 até 4 de maio de 2000, na conta da Sanud (empresa G).

O Parlamento Europeu divulgou nesta semana parte do conteúdo do processo que investiga o escândalo. Para preservar o sigilo judicial, o promotor apenas listou os depósitos feitos e a Comissão Europeia excluiu os nomes das empresas denunciadas.

Porém, cruzando as informações divulgadas esta semana pelo Parlamento Europeu com um dossiê de lista de empresas beneficiadas a que o UOL Esporte teve acesso, ano passado, foi possível checar cada depósito realizado com os nomes das empresas beneficiadas: A Sanud e a Garantie JH receberam entre 1992 e 1997, 22 repasses financeiros, totalizando US$ 10 milhões. A Garantie JH recebeu em um único depósito de 3 de março de 1997, US$ 1 milhão. Os outros dez repasses foram feitos para a conta da Renford Investiments Ltd.

Apesar da coincidência das letras JH, até o relatório divulgado pelo Parlamento Europeu não se poderia afirmar que a Garantie era operada por João Havelange. A confirmação foi possível porque dados sigilosos do processo obtidos pelo UOL Esporte trazem a lista dos depósitos associada aos nomes das empresas beneficiárias. O roteiro de datas e valores divulgados pelos comissários europeus foi decisivo para o cruzamento dos nomes das empresas.

A dinheirama manipulada pela Fifa passava antes pelos cofres da International Sports Leisure (ISL), empresa de marketing esportivo montada por Havelange em associação com Adidas e a japonesa Dentsu, nos anos 80. A ISL tinha 50% de capital japonês e acabou quebrando em 2001.

A falência da ISL chamou a atenção do Ministério Público e uma investigação criminal foi aberta na Suíça para apurar os motivos da falta de caixa. Um dos executivos da empresa, Jean Marie Weber, abriu o jogo e contou como o esquema funcionava.

Há ainda outro detalhe importante revelado pelo promotor Hildbrand e que ajudou a confirmar os nomes dos brasileiros: “alguns depósitos foram feitos em contas dos filhos do suspeito H (Teixeira) e um dos contratos assinados pela Fifa leva a assinatura do suspeito E, em 97 e 98”.

Está claro também de onde os dois recebiam comissão pela venda exclusiva dos direitos de transmissão do jogos: “O pagamento foi feito pela ISL e uma de suas subsidiárias a ISMM Investiments, que recontratava empresas para vender direitos de televisão e rádio a um país da América do Sul”. Os dois únicos interessados em direitos de televisão na América do Sul e que eram oficiais da Fifa, e que operavam a Sanud e a Garantie JH, são Ricardo Teixeira e João Havelange.

“Os pagamentos foram feitos direta ou indiretamente aos dois (H e E); ambos eram executivos da Fifa e um deles ainda é”, revelou o promotor aos parlamentares europeus em depoimento dado em março de 2012.

Saem Sanud, Garantie JH e entra a Renford

O último depósito feito na conta da Sanud (que, no Brasil era operada pelo irmão de Ricardo Teixeira, Guilherme) foi feito no dia 30 de março de 1997. A partir de março de 1998 entra em cena a Renford Investiments para receber em um único depósito a soma de US$ 2 milhões.

“Os pagamentos foram feitos como venda de influência pessoal na negociação dos direitos exclusivos de transmissão dos jogos da Copa do Mundo. Esses pagamentos se referem a contratos assinados em 12 de dezembro de 1997 e maio de 1998 pelo acusado E”, revela o promotor.

Esses contratos negociavam a transmissão da Copa de 2002 (no Japão e Coreia). Era o último ano de Havelange à frente da Fifa e ele assinou os contratos de venda de direitos como presidente da entidade.

“O acusado E ficou rico com as comissões recebidas e não cumpriu seu dever de repassar esses valores aos cofres da Fifa, que acusou prejuízo de igual valor", denuncia.

A mesma acusação se refere ao acusado H (Teixeira) como um dos beneficiários da empresa Sanud.

“As somas recebidas foram levadas em dinheiro por um cidadão de Andorra e depositadas em três contas dos filhos de H”, revela o promotor. “Parte do dinheiro saiu também do Bank of America, nos Estados Unidos”.

Entre 10 de agosto de 1992 e 4 de maio de 2000 as empresas operadas por Havelange e Teixeira receberam US$ 15,6 milhões. Mas outra montanha de dólares passou por outras empresas antes desse período. Estima-se que empresas como Wando, Ovada, Beleza e Sicuretta também receberam cerca de US$ 60 milhões:

“Esse interesse por promoção esportiva começou na Fifa nos anos 1970”, revelou um ex-gerente da ISL ao promotor Hildbrand. “A ISL perseguiu esses objetivos desde sua fundação. As atividades continuaram, mas agora há uma espécie de fundação que opera com fundo de investimento único”.

Teixeira e Havelange escapam da condenação

Embora o caso chame a atenção do investigadores europeus, o fato é que o promotor Hildbrand não vê caminhos claros para abrir novo processo criminal contra os acusados H e E. “Houve um acordo judicial e parte do dinheiro foi depositado na conta da falida ISL”, explicou o promotor em seu depoimento.

“A Fifa foi a principal interessada no acerto. Seus advogados na Suíça lutaram muito para esse acordo e não existe mais queixa de prejuízo causado aos cofres da entidade. O interesse da Fifa sugere que a entidade sabia de tudo o que ocorria e suspeitamos que a entidade tenha feito pagamento por terceiros ”, disse o promotor. “ O pagamento do acusado H (Teixeira) foi feito pelo mesmo escritório de advocacia que trabalha para a Fifa”, concluiu Hildbrand.

Para encerrar o processo na justiça suíça, Havelange acertou com a Fifa a devolução de cerca de US$ 400 mil dólares:

“A idade avançada do acusado e a consequente redução de sua capacidade de ganho e de aposentadoria fizeram com que a promotoria aceitasse o pagamento de 500 mil francos suíços”.

Um depósito de US$ 1 milhão foi feito na conta da Garantie JH e foi confirmado pelo promotor Hildbrand “como sendo na conta do acusado E, que é idoso e está aposentado”.

O suspeito H (Teixeira) encerrou o caso com a devolução de cerca de US$ 2,6 milhões. O dinheiro foi depositado na conta de massa falida da ISL, que ainda precisa pagar seus credores.

Na opinião do promotor Thomas Hildbrand, a Fifa sempre soube do escândalo, porque Joseph Blatter está na entidade desde 1974 e sempre ocupou cargo de gerência executiva e secretaria geral, até ser eleito presidente em 1998, substituindo João Havelange.

Ricardo Teixeira renunciou a seu cargo executivo na Fifa, em março de 2012. João Havelange renunciou a cargo vitalício no Comité Olímpico Internacional, em meio a investigação por corrupção. Havelange está internado no hospital Samaritano no Rio de Janero, desde 18 de março, vítima de infecção no tornozelo direito.


Extraído do sítio Brasil 247