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17 julho 2012

ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO NA FIFA CONTINUAM - Taras Kostyuk

Foto: RIA Novosti 
O presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Joseph Blatter, disse que o seu antecessor, o brasileiro João Havelange, tem que deixar o cargo de presidente honorário da organização, que ocupa desde 1998.

Nesta semana foram publicados os resultados das investigações do caso de corrupção na FIFA relacionada coma companhia ISL. De acordo com estes dados, de 1992 a 1997 - João Havelange e o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol Ricardo Teixeira receberam um total de 14,5 milhões de dólares de subornos da empresa ISL, em troca de contratos lucrativos para transmitir a Copa do Mundo. João Havelange foi presidente da FIFA de 1974-1998 e, após deixar seu posto, se tornou presidente honorário da organização. Joseph Blatter em entrevista à imprensa suíça declarou não estar envolvido nesse negócio corrupto e pediu o afastamento de Havelange, que atualmente tem 96 anos de idade. O presidente do Sindicato de Jogadores e Treinadores de Futebol da Rússia, Vladimir Leonchenko, comentou as declarações de Blatter:

"Eu acho que esta declaração de Joseph Blatter está relacionada com o fato de a FIFA querer mostrar que está lutando ativamente contra a corrupção dentro de casa. Recordamos-nos muito bem que, depois de terem sido declarados os países vencedores para sediar o campeonato mundial em 2018 e 2022 existiam um monte de informações negativas sobre os membros do Conselho, houve demissões. Existe até um movimento como Transparência na FIFA, que está lutando pela pureza da organização. E eu acho que essas declarações de Blatter estão relacionadas com o fato de mostrar que a FIFA está realmente lutando contra a corrupção na sua organização."

Note-se que em Dezembro de 2011 João Havelange deixou outra organização esportiva - o Comitê Olímpico Internacional, onde estava desde 1963. Acredita-se que a razão desta decisão tenham sido as alegações de corrupção enquanto trabalhava na FIFA.


Extraído do sítio Voz da Rússia

16 julho 2012

BLATTER RECUA E DIZ QUE NÃO SABIA DE SUBORNO ATÉ A QUEDA DA ISL



Em entrevista na semana passada, presidente da FIFA havia dito que sabia da propina de R$ 45 milhões paga aos ex-dirigentes Teixeira e Havelange. Sobre o último, acha que deve deixar a presidência de honra da Federação.


Ao contrário do que disse em entrevista na semana passada, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse neste domingo que não sabia do suborno pago ao ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e a seu antecessor, João Havelange, até a falência da extinta empresa de marketing esportivo ISL, então parceira da Fifa. "Eu não sabia de nada até a falência da ISL. Foi a Fifa que reuniu os documentos e iniciou o processo. Quando eu disse que é difícil medir problemas do passado com os padrões de hoje, falei de forma geral. Para mim, suborno é inaceitável, e estou sendo acusado disso", disse Blatter ao jornal suíço Blick.

Documentos divulgados pela justiça suíça na quarta-feira 11 comprovaram o pagamento de R$ 45 milhões em propina aos ex-dirigentes, por meio da ISL, entre os anos de 1992 e 2000. Na entrevista publicada pelo site da Fifa na última quinta-feira, o dirigente afirmou que na época dos pagamentos, o fato não era problema, mas sim nos padrões de hoje. "Saber o que? Que comissões eram pagas? Naquela época, tais pagamentos podiam ser deduzidos até mesmo de impostos como gastos de negócios", disse. "Eu não poderia saber de uma ofensa que na época não era ofensa".

Na entrevista deste domingo, Blatter também diz que, por ele, João Havelange deixaria a presidência de honra da Fifa, apesar de a decisão, ressalta, não depender dele. "Ele tem de ir. Ele não pode continuar como presidente de honra depois desses incidentes", disse. Blatter disse que levará o caso para ser analisado pelo Comitê da entidade no próximo Congresso.

Fifa pede desculpas

A Fifa divulgou uma nota na última sexta-feira pedindo desculpas sobre os argumentos utilizados pelos advogados da Federação em defesa aos ex-dirigentes acusados de propina. O jurídico da Federação havia alegado que o suborno é normal para algumas culturas, chegando a fazer parte da renda de determinados povos, como os sul-americanos e os africanos.

A alegação causou polêmica na imprensa e por meio da nota, a Fifa repudiou os argumentos. "Os comentários em relação a supostas práticas de negócios dos sul-americanos e africanos feitos por um consultor jurídico externo que representou a FIFA no caso não refletem a posição da entidade", diz trecho do posicionamento.


Extraído do sítio Brasil 247