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26 janeiro 2013

OS MAIS RICOS DO MUNDO PODERIAM ACABAR FACILMENTE COM A POBREZA, DIZ PESQUISA - Alex Johnston

Uma moradora de rua com seus pertences numa calçada em Los Angeles em 6 de dezembro de 2011 (Frederic J. Brown/AFP/Getty Images)

A agência beneficente internacional Oxfam disse que as 100 pessoas mais ricas do planeta poderia essencialmente acabar com a pobreza com seus ganhos de 2012, segundo um relatório recente.

Os mais ricos do mundo ganharam 240 bilhões de dólares no ano passado – um número que a Oxfam, uma coalizão internacional de 17 organizações que trabalham em 90 países com foco na desigualdade e na pobreza, disse que poderia acabar com a pobreza mundial cerca de quatro vezes.

“É amplamente aceito que desenvolver riqueza e desigualdade extremamente rápido é prejudicial ao progresso humano e que algo precisa ser feito”, disse a Oxfam, citando um relatório do Fórum Econômico Mundial que classificou a desigualdade de renda como um dos riscos globais de 2013.

E acrescentou num comunicado de imprensa, “Os 1% mais ricos aumentaram seu rendimento em 60% nos últimos 20 anos com a aceleração da crise financeira, em vez de retardarem seu processo.”

Em 14 de 19 dos países mais ricos e desenvolvidos do Grupo dos 20 (G-20), a desigualdade tem aumentado desde 1990, disse o grupo beneficente, afirmando que o crescimento econômico raramente tem beneficiado os pobres. Os ministros das finanças do G-20 se reuniram recentemente na Cidade do México.

A Oxfam advertiu que “a extrema disparidade de riqueza e renda não é apenas antiética, é também economicamente ineficiente, politicamente corrosiva, socialmente divisionista e ambientalmente destrutiva”.

O crescimento econômico frequentemente vem em primeiro lugar na mente de muitos funcionários governamentais e políticos, enquanto os interesses dos pobres vêm em segundo lugar, afirma o relatório.

A desigualdade na China, Rússia, África do Sul e Japão aumentou ainda mais entre as nações do G-20 desde 1990, diz a Oxfam. A Coreia do Sul é o único país rico entre os membros do G-20 onde a desigualdade diminuiu nas últimas duas décadas. Brasil, México e Argentina, nações em desenvolvimento do G-20, também têm feito progressos notáveis.

“Não podemos mais fingir que a criação de riqueza para poucos beneficiará inevitavelmente a todos – muitas vezes o inverso é verdadeiro”, disse Jeremy Hobbs, diretor da Oxfam, num comunicado. “A concentração de recursos nas mãos do 1% do topo deprime a atividade econômica e torna a vida mais difícil para todos – particularmente para aqueles na parte inferior da escada econômica.”

“Num mundo onde até mesmo recursos básicos, como terra e água, são cada vez mais escassos, não podemos nos dar ao luxo de concentrar recursos nas mãos de poucos e deixar tantos lutarem pelo que resta”, continuou ele.

Falando sobre o impacto ambiental, Hobbs disse os 1% mais ricos usariam cerca 10 mil vezes mais carbono do que a média dos habitantes norte-americanos.

“De paraísos fiscais a fracas leis trabalhistas, os mais ricos se beneficiam de um sistema econômico global que é manipulado a seu favor”, disse Hobbs. “É hora de nossos líderes reformarem o sistema de forma que ele funcione no interesse de toda a humanidade, em vez de para uma elite global.”

A Oxfam estima que os paraísos fiscais retenham cerca de 32 trilhões de dólares ou um terço de toda a riqueza mundial. Fechá-los poderia render 189 bilhões de dólares em receitas fiscais adicionais.

Extraído do sítio The Epoch Times

19 janeiro 2013

LOS MÁS RICOS PODRÍAN ACABAR CUATRO VECES CON LA POBREZA MUNDIAL

Pobres y ricos en EE.UU.

Los 240.000 millones de dólares que ingresaron durante 2012 las cien personas más ricas del mundo equivalen a cuatro veces la cantidad necesaria para poner fin a la pobreza en el planeta, según reveló hoy Intermón Oxfam.

Los 240.000 millones de dólares (180.000 millones de euros) que ingresaron durante 2012 las cien personas más ricas del mundo equivalen a cuatro veces la cantidad necesaria para poner fin a la pobreza en el planeta, según reveló hoy Intermón Oxfam.

A pocos días de la celebración del Foro Económico de Davos (Suiza), la organización humanitaria publicó hoy el informe "El coste de la desigualdad: cómo la riqueza y los ingresos extremos nos dañan a todos".

En el documento, Oxfam denuncia que el 1 % de la población más rica del planeta ha incrementado sus ingresos en un 60 % durante las últimas dos décadas, pese a la crisis, que "no ha hecho más que acelerar esta tendencia".

La organización hizo un llamamiento a los líderes mundiales para que se comprometan a la reducción de la desigualdad, "al menos hasta los niveles existentes en 1990, ya que considera que los ingresos "extremos" no son "éticos" sino "económicamente ineficientes y políticamente corrosivos", además de "dividir a la sociedad".

El informe apunta a casos como el de Brasil, "que ha crecido al tiempo que reducía la desigualdad", y el "éxito histórico" del New Deal de Roosevelt.

Por ello, el director general de Intermon Oxfam, José María Vera, considera que "necesitamos un New Deal global" que implante un sistema que funcione "en el interés de toda la humana en lugar de hacerlo para una elite mundial".

Oxfam propone acabar con los paraísos fiscales que, según el comunicado publicado hoy, albergan cerca de 32 billones de dólares (24 billones de euros), el equivalente a la tercera parte de la riqueza global.

Esta medida "podría generar 189.000 millones de dólares (142.000 millones de euros) adicionales en recaudación impositiva", según la organización.

Asimismo, propone "revertir la tendencia hacia sistemas fiscales regresivos", aplicar un tipo mínimo global a las empresas o incrementar las inversiones en los servicios públicos, así subir los salarios en relación con los rendimientos crecientes de capital.

"No podemos seguir fingiendo que la generación de riqueza por unos pocos beneficiará al resto. No podemos permitirnos concentrar activos en las manos de unos pocos y dejar a la mayoría pelear por lo que queda", señaló Vera.

Extraído do sítio Cuba Si