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07 janeiro 2013

DESCOBERTAS QUE CONQUISTARAM O MUNDO - Alexei Liakhov

© Colagem: Voz da Rússia

Os peritos fizeram uma lista das dez maiores descobertas científicas do ano. Os investigadores russos participaram de forma ativa praticamente de todas elas, – quer se trate da descoberta do bóson de Higgs, do pouso do veículo marciano Curiosity no Planeta Vermelhho ou da confirmação experimental do método de cálculo do movimento das galáxias, previsto ainda por físicos soviéticos.

No ano que finda não faltaram também descobertas puramente russas em mais diversas esferas do conhecimento – desde a física e química até à arqueologia.

As descobertas feitas por um único cientista são algo que já não existe. Hoje em dia exige-se o trabalho conjunto de vários centros científicos internacionais. Várias gerações de cientistas trabalharam para levar a cabo a maior realização do ano que finda – a descoberta do bóson de Higgs, – a chave que permite compreender de onde vem a massa das partículas elementares. O doutor em ciências físico-matemáticas Vladimir Erokhin afirma que o Grande Colisor de Hádrons, no qual foi feita a experiência de descoberta da chamada “partícula do Deus”, é fruto do trabalho de muitos cientistas de diversos países do mundo.

"O bóson de Higgs é uma importante parte integrante da teoria padronizada de interações fundamentais admitida, hoje em dia, no mundo inteiro. As suas conclusões foram confirmadas por muitas experiências. A ciência moderna, e, especialmente, a física de partículas elementares, agora é exclusivamente internacional. Os resultados de qualquer experiência são realização não de uma, nem de dez pessoas, mas, sim, de centenas de cientistas. Ora, os investigadores russos têm dado uma grande contribuição para isto. Semelhantes descobertas não podem ser feitas com os esforços de um só país."


O pouso do veículo marciano Curiosity no Planeta Vermelho também é fruto do trabalho de muitos cientistas. A água no planeta foi descoberta por um aparelho feito na Rússia. É de notar que o laboratório que produz este equipamento-prodígio já tinha participado de várias experiências globais.

A identificação do ADN do homem antigo, conhecido no mundo da ciência como “hominídeo de Denisova”, também foi obra de um grupo internacional de cientistas. Este hominídeo viveu no território da Rússia, – na parte sul da Sibéria e na Ásia Central, há cerca de 50 mil anos. Os especialistas conseguiram identificar o ADN desta pessoa com a mesma precisão com que estabelecem o genoma do homem moderno.

As descobertas levadas a cabo em laboratórios russos foram igualmente importantes. Os cientistas conseguiram desvendar o maior mistério da água, ou seja, como uma molécula de H2 O conserva durante muito tempo a informação sobre os seres que viveram nela. Os especialistas qualificaram de sensacional também uma outra descoberta de farmacêuticos russos, que estabeleceram um fenômeno desconhecido até agora na natureza e que nem sequer tinha sido prognosticado cientificamente. Soube-se que as substâncias medicinais podem ser eficazes quando ministradas em doses super-baixas. Mas quanto menor é a sua concentração, tanto menor é o número de efeitos secundários para a vida dos pacientes. Isto quer dizer que em breve haverá algo de novo no tratamento do câncer.

A arqueologia também não ficou à margem. Uma expedição à República russa do Daguestão, no Norte do Cáucaso, conseguiu encontrar o mais antigo povoado no território da Rússia. A sua idade é de cerca de dois milhões de anos.

A ciência não está parada. O ano de 2013 promete trazer novas descobertas que talvez venham a mudar radicalmente o nosso conceito de determinados fenômenos ou, inclusive, do Universo em geral.

Extraído do sítio Voz da Rússia

14 fevereiro 2012

REGIÃO NORTE TEM MAIOR NÚMERO DE MORTES POR RAIOS NO BRASIL, DIZ ESTUDO INÉDITO

No país com a maior incidência de raios do mundo, a probabilidade de ser vítima desse fenômeno é ainda maior na região norte do Brasil. Em 2011, 25% das mortes desse tipo aconteceram nos Estados da região, segundo um estudo inédito do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Para especialista, arma contra raio é informação (Foto: Jacomo Piccolini)
Das 81 pessoas que morreram ao serem atingidas por raios em 2011, 20 estavam no Norte. A região é seguida pelo Centro-Oeste, com 22% das mortes; do Nordeste e Sudeste, com 20% cada; e pelo Sul, com 13% do total.

De acordo com Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat, o motivo que mais influencia o número de vítimas fatais é a falta de acesso a informações sobre como se proteger de raios.

"Se você vai para as regiões onde o acesso à internet ou à imprensa é mais restrito, o número de mortos por raios aumenta", explica. O levantamento mostra ainda que 80% dos casos de morte por raio podem ser evitados se a pessoa souber como agir em uma tempestade.

Para demonstrar a importância da divulgação de como se proteger, basta pegar outro dado crucial da pesquisa, que analisou o fenômenos nos últimos 12 anos.

“No Sudeste, o número de mortos desde 2000 vem diminuindo, apesar de a incidência de raios ter se mantido. Isso mostra o impacto positivo dessa conscientização, que se dá principalmente por meio da internet e da imprensa", afirma Osmar.
Realidade brasileira

Raios no Brasil

Brasil é o país com maior incidência de raios no mundo (raios por ano):
1- Brasil - 57, 8 milhões
2- República Democrática do Congo – 43,2 milhões
3- Estados Unidos – 35 milhões
4- Austrália – 31,2 milhões
5- China – 28 milhões de raios

Segundo o coordenador, a tendência de se ter menos mortes entre habitantes mais informados, e vice-versa, é semelhante em países como os Estados Unidos. Os dados americanos foram analisados inclusive para que a criação pelo Elat de uma cartilha do que fazer – e o que não fazer – em caso de tempestades com raios.

"Analisamos as principais situações em que há fatalidades por raios no Brasil e elaboramos as recomendações de acordo com a realidade brasileira. Já que as regras de proteção em vigor nos Estados Unidos, por exemplo, não se aplicam ao Brasil", explica Osmar.

Ele cita como exemplo o fato de nas cartilhas americanas haver a recomendação de não se jogar golfe durante tempestades. No Brasil, essa é uma recomendação menos urgente, visto que o esporte é bem menos popular por aqui.

No Brasil, a circunstância que mais mata por raios é praticar atividades agropecuárias ao ar livre, como cuidar de animais em descampados e trabalhar em plantações com enxadas, pás, facões e instrumentos semelhantes.

Incidência de raios

Ranking de incidência de raios que atingem, por ano, o solo no Brasil:
1- Amazonas - 11 milhões 
2- Pará – 7,38 milhões 
3- Mato Grosso – 6,81 milhões 
4- Rio Grande do Sul – 5,18 milhões 
5- Mato Grosso do Sul – 4,24 milhões 

A segunda causa que mais provoca mortes é ficar próximo a veículos como carros ou andar de moto ou bicicleta. Em seguida, estão casos de mortes em áreas abertas, especialmente em praias, campos de futebol ou próximo a árvores e cercas.

Ficar perto de objetos que conduzem eletricidade, como telefone com fio ou celular conectado ao carregador, também está entre as principais causas desse tipo de morte.

Esse tipo de circunstância é bem mais comum na região centro-oeste, que concentra 20% dos casos, em comparação com 1% no Sudeste. “Esse dado sugere que as redes de telefonia nesta região não são tão protegidas como em outras”, diz Oscar.
Fuja dos raios

O melhor abrigo, segundo o coordenador do Elat, para evitar os raios é permanecer em um carro, com portas e janelas fechadas, sem encostar na lataria até o fim da tempestade. No Brasil, não há registro de mortes dentro de veículos fechados.

Risco

Probabilidade de morrer ao ser atingido por raio (por milhão de habitantes, por ano):
Brasil: 0,8 - em média
Estados Unidos e Europa: 0,2 - em média

Mas e quando se está em uma área descampada, longe em um carro?

"Uma das alternativas é se refugiar em prédios ou outras construções propriamente ditas", afirma Oscar. No entanto, ele reconhece que essa pode não ser uma opção viável e que o recomendável é ter um sistema de alerta de raios, especialmente em parques e até em grandes fazendas.

"É possível se ter um equipamento no próprio local ou, uma opção mais sofisticada, receber o alerta de instituições meteorológicas."

Em São Paulo, um exemplo seria o Parque Villa-Lobos, na zona Oeste. Nos últimos 10 anos, duas pessoas morreram ao ser atingidas por raios, além de uma segurança que foi atingida no ano passado e sobreviveu.

De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente, que administra o parque, há para-raios e dispositivos semelhantes instalados em todo o parque.

No entanto, "o sistema de alerta anterior à tempestade ainda não foi instalado, já que ainda está na fase de elabaoração de um estudo do sistema na área".


Extraído do sítio da BBC Brasil

27 janeiro 2012

O SOL ESTÁ A ATACAR

O Sol passa pelo maior distúrbio magnético dos últimos sete anos. Após uma fulguração, que ocorreu no Sol na noite de 22 para 23 janeiro, uma nuvem de plasma solar precipitou-se em direção à Terra: teve lugar uma ejeção coronária de massa. Quando a nuvem atingiu a Terra, começou uma tormenta magnética que, provavelmente, durará durante toda a quarta-feira de 25 de Janeiro.



A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos atribuiu a esta tempestade o estatuto de G1 (de ameaça mínima), mas admite a sua subida para G2 (ameaça moderada) ou G3 (ameaça forte).

Esta tempestade, contudo, não pode ser tão forte para complicar a nossa vida. Por enquanto, segundo a NASA, ela não provocou quaisquer sérias consequências. Entretanto, os habitantes de latitudes do hemisfério norte podem admirar a aurora boreal – um brilho em camadas superiores do céu, provocado pela passagem de partículas altamente energéticas através da atmosfera.

O fenómeno começou a 23 de janeiro na madrugada. Nas palavras de Dag Biseker, funcionário da NOAA, a própria fulguração não teve nada de especial, mas, em resultado dela, uma grande nuvem de plasma foi lançado do Sol em direção à Terra.

Este fenómeno foi observado por aparelhos espaciais SOHO (NASA e AEA) e Stereo e ADO (NASA). A nuvem, cuja velocidade constituiu aproximadamente 1400 km/segundo, aproximou-se da Terra a 24 de janeiro à noite. A intensidade do fluxo de protões, que integram a maior parte da substância solar, superou o recorde anterior de 20 de janeiro de 2005.

Nas palavras de especialistas da NASA, o fluxo pode provocar eventualmente reinicializações de computadores de satélites próximos à Terra e influir nas comunicações de rádio em latitudes polares.

A tormenta solar é diferente da geomagnética: no primeiro caso, trata-se de nível elevado de partículas altamente energéticas lançadas pelo Sol, enquanto no segundo caso têm-se em vista oscilações do campo geomagnético sob a ação da substância solar.

Embora se opine frequentemente que as tormentas geomagnéticas influem mal na saúde de pessoas, não são mais vulneráveis a estes cataclismos os organismos vivos, mas sim sistemas técnicos: redes elétricas, tubulações, trilhos que representam, no fundo, condutores de corrente elétrica, em que, com a mudança do campo magnético, podem surgir correntes parasitárias, o que pode levar a falhas.

É amplamente conhecido o caso de 1989, quando a semelhante tormenta desligou a rede elétrica em Quebec, no Canadá, sendo precisos vários dias para restabelecer o abastecimento de energia elétrica.

Para além de oscilações do campo magnético, podem causar prejuízos sensíveis as partículas altamente energéticas que conseguem penetrar nas camadas interiores da atmosfera terrestre. Elas não chegam praticamente à Terra, mais são perigosas para tudo que se encontrar no espaço próximo, em primeiro lugar, para astronautas. No período de fortes tormentas de radiação, são anulados os trabalhos ligados à saída para o espaço aberto. São mais vulneráveis ainda ao risco de radiação os satélites em altas órbitas. Provavelmente, foram protões solares que destruíram o satélite Telstar 401 da companhia AT&T, que deixou de existir em janeiro de 1997 durante uma tormenta solar. Finalmente, um nível elevado de radiação é perigoso para tripulações e passageiros de aviões, sobretudo em altas latitudes.

As interferências provocadas pelo Sol podem perturbar fortemente as comunicações de rádio e até cortá-las. O maior efeito sente-se em latitudes polares.


Extraído do sítio Voz da Rússia

23 janeiro 2012

RUSSOS ESTÃO PRONTOS A VIVER E TRABALHAR NA LUA


Foto: EPA
Os cientistas russos pretendem instalar-se na Lua, em breve ali será criada uma estação habitada. Para isso até o ano de 2020 para a Lua serão enviados dois aparelhos de pouso – “Lua-Recurso” e “Lua-Globo”. Esta informação foi divulgada na véspera pelo chefe da agência cósmica russa “Roskosmos” Vladimir Popovkin. Os peritos estão certos de que dentro de uns vinte anos as pessoas poderão passar férias neste satélite natural da Terra.

No plano técnico a criação da estação lunar será possível na terceira década deste século. Inicialmente na Lua irão instalar-se cientistas encarregados de estudar as suas propriedades físicas, biológicas e geológicas. Aos poucos neste satélite natural da Terra vai desenvolver-se a infra-estrutura necessária para a vida, incluindo a infra-estrutura turística. O chefe de um dos laboratórios do Instituto de Pesquisas Cósmicas da Academia de Ciências da Rússia, Igor Mitrofanov, revela que inicialmente a humanidade não tinha grandes planos de exploração da Lua, mas desde que neste satélite natural descobriram provas da existência da água, os cientistas adotaram um outro enfoque em relação à abobada celeste.

Antes de criar uma base destas, devemos levar a cabo uma série de projetos cósmicos sérios, incrementando coerentemente o nível de desenvolvimento de tecnologia. O primeiro passo serão dois aparelhos de pouso “Lua-Recurso” e “Lua-Globo”. Vamos realizar experiências que permitirão avançar na exploração da Lua e dos recursos lunares. As condições nos pólos da Lua diferem radicalmente das condições na sua zona equatorial e na zona de latitudes moderadas, aonde iam anteriormente as expedições soviéticas e americanas. Nos pólos da Lua foram encontradas provas da existência da água. Este é um fato muito importante que nos abre novas possibilidades.

As pessoas humanas poderão viver debaixo da superfície da Lua. Ali não existe a radiação cósmica que representa perigo mortal para o homem e a força de gravidade corresponde mais ou menos ao nível a que os terrestres estão habituados. Os homens poderão aparecer na superfície exclusivamente de escafandros. Portanto, é pouco provável que alguém consiga “bronzear-se ao Sol” neste satélite. Além disso, isto é desnecessário. A base lunar é necessária para objetivos estratégicos, afirma o conselheiro do presidente da Corporação Cósmico-Balística “Energia” Aleksandr Aleksandrov.

A criação de uma base na Lua é tarefa estratégica dos terrestres. Começamos outrora a estudar a Antártica criando neste continente acampamentos básicos. Pois bem, vamos começar a estudar planetas indo para lá por um prazo curto. Mais tarde iremos construir ali uma espécie de infra-estrutura, o que será útil e necessário para os terrestres. A base na Lua será construída na certa.

A base lunar permitirá desenvolver e testar novos sistemas cósmicos para voos rumo ao Marte e outros planetas e os astrônomos poderão estudar melhor o Sol e as estrelas. A seguir a humanidade chegará à fase de exploração industrial deste satélite da Terra. Na Lua será organizada a extração de minérios úteis, serão construídas empresas industriais de diversos tipos e, o que é o mais importante, será construído um cosmódromo, a partir do qual será possível lançar aparelhos cósmicos para os recantos mais longínquos do Universo, assevera Igor Mitrofanov.

Futuramente talvez seja mais vantajosos e prático lançar aparelhos cósmicos, - para o Marte, por exemplo, - precisamente a partir do cosmódromo lunar. É evidente que a montagem destes aparelhos numa órbita circunterrestre ou a superação do campo de gravitação da Terra serão muito mais difíceis do que o lançamento destas expedições a partir da superfície da Lua.

Enquanto os cientistas desenvolvem programas de exploração do satélite natural da Terra, os empresários têm auferidos bons lucros com a venda da superfície lunar. Qualquer pessoa pode adquirir um “terreno lunar” tão somente por 7,5 mil dólares.


Extraído do sítio Voz da Rússia

02 dezembro 2011

UNAIDS CONSIDERA BRASIL UMA REFERÊNCIA NO TRATAMENTO DA AIDS - Mariana Santos

País oferece medicação a 97% dos infectados por HIV e investe mais de 1 bilhão de reais por ano no combate à aids. Porém, ativistas criticam falhas no abastecimento de remédios. Em 2012, governo quer ampliar diagnóstico.

Estimativa de infectados no Brasil permanece
estável em 0,6% da população.
Desde que descobriu ser portador do vírus HIV, há 22 anos, o ex-professor de educação física Aguinaldo José Gomes toma, todos os dias, o coquetel de medicamentos que mantém seu organismo resistente à doença. Na época do diagnóstico, ele morava havia quatro anos em Lisboa, onde estudava literatura. Depois de ter descoberto ser soropositivo, o então bolsista ainda ficou um ano na capital portuguesa recebendo a medicação gratuitamente. "Mas depois desse tempo fiquei psicologicamente abalado e senti saudade. Eu queria colo, a minha terra, a minha família", lembra.

Em 1990, Aguinaldo voltou ao Brasil. Naquela época, a aids era uma doença sobre a qual ainda havia poucas informações. O medo era inevitável. "Eu estava perto dos 30 anos de idade e tive que lidar com a morte numa fase produtiva da vida", conta.

A angústia tornou-se ainda maior quando ele descobriu que, por causa dos medicamentos que vinha tomando, seu organismo não se enquadrava no protocolo à época estabelecido no Brasil para acesso gratuito à medicação. "Aí eu comecei outra luta: convencer os médicos a me receitarem os medicamentos", contou Aguinaldo, hoje com 51 anos de idade, ressaltando que naquela ocasião começou a vida de ativista na luta contra a aids.

De lá para cá, no entanto, muita coisa mudou no Sistema Único de Saúde brasileiro, o chamado SUS, com relação ao atendimento a portadores do HIV. Hoje, as autoridades do país destacam com orgulho que o programa brasileiro é apontado como referência pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids). Segundo divulgou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira (28/11), a prevalência da doença – estimativa de pessoas infectadas – permanece estável em 0,6% da população brasileira.

O país investe por ano 1,2 bilhão de reais no combate à doença, em ações que vão desde entrega de medicamentos e assistência aos soropositivos até a realização de testes, campanhas publicitárias e distribuição de preservativos.

Aplicação eficiente de recursos

Um dos pontos altos do programa brasileiro é o acesso universal aos medicamentos de combate ao HIV. O país foi um dos pioneiros a distribuir, gratuitamente, toda a medicação necessária para o combate ao vírus – um investimento que, este ano, chegará a 846,7 milhões de reais. De acordo com diretor do Departamento de DST/Aids do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, 97% dos brasileiros diagnosticados com aids – ou seja, 215 mil pessoas – recebem os 20 medicamentos atualmente usados no tratamento no Brasil.

Brasil distribuiu 400 milhões
de preservativos  no ano passado.
Greco conta que, destes, 10 são produzidos nacionalmente, sendo um deles por meio de quebra de patente, em 2007. "Eu teria que desembolsar de 6 a 8 mil reais por mês com medicamentos se tivesse que pagar por eles", calcula Aguinaldo Gomes. Cada exame de genotipagem – que ele precisa fazer três vezes por ano para verificar se seu organismo desenvolveu resistência a algum dos medicamentos – custaria, em média, 2,5 mil reais.

O diretor da Unaids no Brasil, Pedro Chequer, ressalta que um relatório divulgado pelo órgão aponta que o governo brasileiro foi muito mais eficiente do que o da Rússia, por exemplo, na aplicação dos recursos no combate ao HIV. Segundo o relatório, os 600 milhões de dólares aplicados pelo Brasil durante todo o ano de 2008 foram mais bem direcionados que os 800 milhões investidos pelos russos no combate à aids no mesmo período.

"A Unaids conclui efetivamente que o Brasil tem um modelo estratégico bastante adequado do ponto de vista da realidade do país, pois visa otimizar a utilização dos recursos, concentrando seus esforços nas populações mais vulneráveis", afirmou o diretor.

Testes durante a Copa

Segundo Chequer, no entanto, ainda há lacunas no programa brasileiro que precisam ser preenchidas. Entre elas, as diferenças regionais no acesso a informações. "Muitos municípios das Regiões Norte e Nordeste do país ainda não têm acesso ao diagnóstico mais rápido, ao tratamento da doença e a ações mais efetivas de prevenção", destaca o diretor.

Considerando a estimada parcela da população que ainda desconhece estar contaminada pelo HIV, por não ter realizado o teste – entre 200 e 230 mil pessoas – a cobertura do tratamento gratuito cairia dos 97% para algo entre 60% e 79%.

"O grande desafio hoje do Brasil é ampliar o acesso ao diagnóstico para que se possa, até 2015, chegar a mais de 80% de cobertura (de todos os infectados)", avalia Chequer, ressaltando que esse índice já é registrado hoje por países como Botsuana, Chile e Cuba.

O ministério garante que um dos principais objetivos da política nacional de combate ao HIV em 2012 será elevar o índice de diagnósticos precoces. "Este hoje é o foco no mundo inteiro", afirma Greco. Segundo ele, o governo deve ampliar a quantidade de locais para realização de testes rápidos – cujo resultado sai em 30 minutos.

Governo quer ampliar oferta de testes
rápidos em 2012
O diretor explica que atualmente os exames são oferecidos em locais públicos, especialmente em datas festivas como o Carnaval, paradas de orgulho gay e no Dia Mundial de Combate à Aids, em 1º de dezembro. O ministério também planeja oferecer testes gratuitos aos torcedores durante a Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil. "Neste ano, foram realizados mais de 3 milhões de exames rápidos e a meta é alcançar mais de 7,5 milhões de testes no ano que vem", afirma.

O presidente da ONG Pela Vida, Mário Scheffer, calcula que cerca de 45% das pessoas diagnosticadas estão chegando tardiamente ao serviço de saúde e não se beneficiam do acesso à medicação. "É preciso ampliar a testagem e o número de beneficiados pelo tratamento. Apesar dos esforços, 12 mil pessoas ainda morrem todos os anos de Aids no Brasil".

Parceria com a África

O programa brasileiro também estabeleceu diversas parcerias com países das Américas do Sul e Central, assim como da África, para troca de informações sobre tratamento e prevenção do HIV. De acordo com o ministério, o Brasil doa medicamentos para 26 países, entre eles os vizinhos Argentina, Bolívia, Chile, e alguns africanos que registram altos índices de soropositivos, como Botsuana, Quênia e Zâmbia.

Por meio da parceria com Moçambique, o governo autorizou a transferência de tecnologia para a construção de uma fábrica de medicamentos antirretrovirais em Maputo. "É uma troca. Também aprenderemos com eles a lidar com situações mais complexas do que as nossas", afirma Greco. Ele conta que a pré-produção de medicamento na capital moçambicana deve começar já no próximo ano.

Falhas no abastecimento

Apesar de considerado modelo em âmbito internacional, internamente o programa brasileiro de combate ao vírus HIV recebe críticas de ativistas de organizações que prestam apoio a portadores da doença. Segundo eles, uma grande dificuldade encontrada pelos pacientes são as falhas no abastecimento de medicamentos.

"O governo ainda não tem uma estrutura que garanta continuidade na compra dos medicamentos, há sempre problemas no processo burocrático. Isso prejudica o tratamento", critica Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum de ONGs/Aids de São Paulo. Ele conta que, no ano passado, houve falta de uma medicação nos estoques do SUS durante quatro meses. Dirceu Greco admite as falhas e garante que o governo estuda maneiras de vencer a burocracia e evitar o desabastecimento temporário.

Mário Scheffer defende ainda que o Brasil retome a política de quebra de patentes e amplie a produção nacional de genéricos. Ele ressalta que uma das estratégias do Brasil para conseguir oferecer medicamento a tantos soropositivos foi a produção nacional de antirretrovirais. "A política tem sido pouco transparente, o Brasil está pagando muito caro pelos medicamentos que produz", reclama.

Apesar das críticas, no entanto, os ativistas que apoiam portadores de HIV e lutam por seus direitos elogiam o pioneirismo brasileiro ao estabelecer por meio de lei, há 15 anos, que todos os infectados teriam acesso gratuito a tratamento."A garantia em 1996 do acesso ao tratamento de forma gratuita foi a maior conquista desses 30 anos da epidemia no Brasil", diz Pinheiro.

Para Aguinaldo Gomes, o acesso gratuito à medicação e a adesão ao tratamento foram essenciais para ele superar a doença e continuar a fazer planos. "Esperei a morte chegar uma semana, um mês, três meses. Vi que ela não chegava. Então comecei a viver. E há 22 anos a morte não chega."

Extraído do sítio da Deutsche Welle

CIENTISTAS DESVENDAM PROFECIA MAIA DO 'FIM DO MUNDO' EM 2012 - Alberto Nájar

Arqueólogos de diversos países se reuniram no Estado de Chiapas, uma área repleta de ruínas maias no sul do México, para discutir a teoria apocalíptica de que essa antiga civilização previra o fim do mundo em 2012.

Para especialistas, maias não previram o fim do mundo
Arqueólogos de diversos países se reuniram no Estado de Chiapas, uma área repleta de ruínas maias no sul do México, para discutir a teoria apocalíptica de que essa antiga civilização previra o fim do mundo em 2012.

A teoria, amplamente conhecida no país e contada aos visitantes tanto no México como na Guatemala, Belize e outras áreas onde os maias também se estabeleceram, teve sua origem no monumento nº 6 do sítio arqueológico de Tortuguero e em um ladrilho com hieróglifos localizado em Comalcalco, ambos centros cerimoniais em Tabasco, no sudeste do país.

O primeiro faz alusão a um evento místico que ocorreria no dia 21 de dezembro de 2012, durante o solstício do inverno, quando Bahlam Ajaw, um antigo governante do lugar, se encontra com Bolon Yokte´, um dos deuses que, na mitologia maia, participaram do início da era atual.

Até então, as mensagens gravadas em "estelas" – monumentos líticos, feitos em um único bloco de pedra, contendo inscrições sobre a história e a mitologia maias – eram interpretadas como uma profecia maia sobre o fim do mundo.

Entretanto, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah), uma revisão das estelas pré-hispânicas indica que, na verdade, nessa data de dezembro do ano que vem os maias esperavam simplesmente o regresso de Bolon Yokte´.

"(Os maias) nunca disseram que haveria uma grande tragédia ou o fim do mundo em 2012", disse à BBC o pesquisador Rodrigo Liendo, do Instituto de Pesquisas Antropológicas da Universidade Autônoma do México (Unam).

"Essa visão apocalíptica é algo que nos caracteriza, ocidentais. Não é uma filosofia dos maias."

Novas interpretações

Durante o encontro realizado em Palenque, que abriga uma das mais impressionantes ruínas maias de toda a região, o pesquisador Sven Gronemeyer, da Universidade australiana de Trobe, e sua colega Bárbara Macleod fizeram uma nova interpretação do 6º monumento de Tortuguero.

Para eles, os hieróglifos inscritos na estela se referem à culminação dos 13 baktunes, os ciclos com que os maias mediam o tempo. Cada um deles era composto por 400 anos.

"A medição do tempo dos maias era muito completa", explica Gronemeyer. "Eles faziam referência a eventos no futuro e no passado, e há datas que são projetadas para centenas, milhares de anos no futuro", afirma.

Castellanos: profecias apocalípticas
 revelam mais sobre nós que sobre maias
Para a jornalista Laura Castellanos, autora do livro 2012, Las Profecias del Fin del Mundo, o sucesso da teoria apocalíptica junto à cultura ocidental se deve a uma "onda milenarista" que, segundo ela, "antecipa catástrofes ou outros acontecimentos cada vez que se completam dez séculos".

Para Castellanos, esse tipo de efeméride é reforçada por uma "crise ideológica, religiosa e social".

Ela observa que as profecias sobre 2012 não têm somente uma "vertente catastrófica", mas também uma linha que "prognostica o despertar da consciência e o renascimento de uma nova humanidade, mais equitativa".

Crença no final

A asséptica explicação científica e histórica vai de encontro à crença popular no México, um país onde há quem procure adquirir os conhecimentos necessários para sobreviver com seu próprio cultivo de alimentos em caso de uma catástrofe mundial.

Muitos dos que vivem fora procuram regressar ao país porque sentem que precisam estar em casa em 2012, e há empresas que oferecem espaço em bunkeres subterrâneos, com todas as comodidades.

Afinal, o possível fim do mundo também é negócio. O próprio governo mexicano lançou uma campanha para promover o turismo no sudeste do país, onde estão localizados os sítios arqueológicos maias.

Muitos governos dos Estados onde existem ruínas da antiga civilização maia já estão registrando aumento na chegada de turistas.

Extraído do sítio da BBC Brasil

25 novembro 2011

BRINICLE: FILMADO PELA PRIMEIRA VEZ O "DEDO DA MORTE" EM AÇÃO NA ANTÁRTIDA

Um fenômeno raro na natureza foi filmado pela primeira vez. O “brinicle” congela tudo o que toca, matando várias espécies no fundo do mar.



Pela primeira uma equipe de filmagem da BBC conseguiu captar imagens de um fenômeno raro e difícil de ser registrado, ocorrendo apenas em águas geladas. O “brinicle”, também chamado de "dedo da morte" é na verdade uma espécie de coluna de gelo, formado por salmoura, congelando rapidamente tudo o que toca.

O fenômeno ocorre da seguinte forma: em locais gelados como a Antártida, o congelamento da água salgada não provoca a formação de gelos sólidos como ocorre com a água doce, os famosos icebergs. O que ocorre é a formação de uma estrutura esponjosa com bastante água do mar concentrado de sal, com pequenos canais onde flui salmoura. Em estações de inverno na Antártida, o ar acima dos icebergs pode alcançar uma média de – 20ºC de temperatura. O mesmo não ocorre com a água do mar que fica em torno de – 1,9 ºC.

O calor sai naturalmente dos locais mais quentes, como o fundo do mar, para os mais frios, como o ar acima dos icebergs. Neste processo ocorre o congelamento de colunas, onde existe concentração de sal que acaba entrando pelos canais da coluna congelada, formando um “brinicle”.

Como o “brinicle” é mais denso que a água do mar pela concentração de sal, acaba descendo como se fosse um tornado, lembrando uma nuvem. Como é extremamente gelado, com temperaturas menores do que a água acaba congelando tudo em sua volta, quando toca o chão do mar, inclusive espécies marinhas como as estrelas-do-mar e ouriços que não conseguem escapar pela rapidez do congelamento.

Confira no vídeo abaixo um "brinicle" em ação:




Extraído do sítio do Jornal Ciência