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05 março 2013

DECLARAN A YOANI SÁNCHEZ MERCENARIA NON GRATA EN ESPAÑA


Próximamente visitará el estado español la supuesta periodista Yoani Sánchez, en el marco de su gira por 12 países a lo largo de 3 meses. 

La “pobre Yoani” que cada día no sabe si podrá almorzar, pese a haber recibido en los últimos años 500.000 euros en premios y subvenciones. La que dice no poder acceder a internet a pesar de que mantiene un blog de lo más activo, con una conexión con mayor capacidad de transmisión de datos que la de toda Cuba junta. La Yoani que denuncia constantemente la falta de libertad de expresión en Cuba, y crítica desde el mencionado blog, incluso mintiendo descaradamente, todo el sistema social y político cubano. La que piensa que había más medios de comunicación libres bajo el régimen de Batista. La que no condena el bloqueo ni lo tiene en cuenta cuando habla de las carencias existentes en Cuba. La Yoani que grita por los derechos humanos pero no defiende la libertad de Los Cinco o la desaparición del centro de tortura que EEUU tiene en Guantánamo. La que entra y sale con total desparpajo de la oficina de intereses de EEUU en La Habana, recibiendo instrucciones y “sobres” con los que cobra por sus servicios. La que apoya el golpe de estado de Honduras. La Yoani que sueña con una “democracia” y un régimen como el español como alternativa para su país.

Yoani, a nosotras y nosotros no nos puedes engañar, porque sabemos que el capitalismo, en su afán por acumular riqueza y poder, es capaz de devorar a la humanidad y los limitados recursos del planeta. Un sistema que es corrupto en si mismo, que está dejando a millones de personas tiradas a su suerte, sin empleo, sin trabajo, sin salud ni educación, sin cuidados, … que solo se sostiene a base de represión.

Por todo esto y cientos de razones más, Yoani, no eres bienvenida al estado español.

Los poderosos te encumbran y te financian, pero los pueblos te repudiamos.

Vete Yoani, no eres ejemplo de nada, …. más que de miseria humana, insolidaridad y deshonor.

Madrid, 4 de Marzo de 2013

Carta abierta de la Coordinadora de Solidaridad con Cuba de Madrid, ante la visita de Yoani Sánchez.


Extraído do Blog Cambios En Cuba

22 outubro 2012

UM EM CADA CINCO ESPANHÓIS VIVE NA POBREZA, DIZ INSTITUTO

Pobreza na Espanha - Foto: Ryan Opaz/Flickr
Cerca de 21,1% dos espanhóis estão abaixo do limite da pobreza, divulgou nesta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). Os dados apontam que praticamente um em cada cinco pessoas está pobre na Espanha.

A taxa de pobreza de quem possui entre 16 e 64 anos chegou aos 21%, contra 19,4% de 2011.

Segundo a pesquisa, a porcentagem de lares espanhóis que chega ao final do mês “com muita dificuldade” chega a 12,7%, sendo que em 2011 esse número girava em torno de 9,8%.

Cerca de 40% dos lares admite também dificuldade em responder a gastos imprevistos e 7,4% das famílias diz que atrasa pagamentos de gastos relacionados com a casa, como a hipoteca, a renda ou as faturas de gás e luz.

Extraído do sítio IAnotícia

27 julho 2012

DESEMPREGO ATINGE NOVO RECORDE NA ESPANHA - Renata Giraldi



Brasília – A taxa de desemprego na Espanha registrou os piores números dos últimos anos. Os dados divulgados hoje (27) pelo governo espanhol indicam que o índice subiu de 24,4%, no período de janeiro a março, para 24,6%, no trimestre de abril a junho. No total, cerca de 5,7 milhões de espanhóis, praticamente um em cada quatro, estão à procura de trabalho.

É a mais elevada taxa desde meados dos anos 1970. Paralelamente, o CaixaBank, terceiro maior banco da Espanha, divulgou uma queda de 80% nos lucros líquidos, no período de janeiro a junho. Ontem (26), o maior banco da Espanha, Santander, informou que seus lucros foram reduzidos pela metade durante o período.

O CaixaBank anunciou que pretende reservar 2,7 bilhões de euros para manter seus ativos de propriedade, de acordo com as exigências de reforma estipulada pelo governo em maio. Para os especialistas do mercado financeiro, as previsões são sombrias.

Extraído do sítio Agência Brasil

23 julho 2012

POVO ESPANHOL PEDE SACRIFÍCIO DE POLÍTICOS E BANQUEIROS - Guilherme Kolling


Protestos em mais de 80 cidades da Espanha levam centenas de milhares às ruas para contestar o corte de 65 bilhões de euros aprovado pelo governo. Políticos e banqueiros foram alvos das manifestações. “Há muitos gastos e cargos políticos a enxugar antes de tirar da educação, da saúde, de aposentados e de desempregados”, repetiam os madrilenhos que aderiram à marcha. A reportagem é de Guilherme Kolling, direto de Madri

Madri - “A joderlos!, ooéé! A joderlos, ooéé!”... O principal grito de guerra da torcida da Espanha na Eurocopa 2012 (o original é Por La Roja!, ooéé!) ganhou uma paródia malcriada que ecoou pelas principais vias do centro de Madri na noite desta quinta-feira. Quem cantava era o povo que saiu às ruas para protestar. O alvo eram políticos e banqueiros.

A inspiração veio da deputada Andrea Fabra, do conservador Partido Popular (PP), que foi flagrada dizendo 'que se jodan!', durante a apresentação no Congresso espanhol do corte de 65 bilhões de euros anunciado pelo governo na semana passada.

A população atingida pela medida reagiu com força, em 80 cidades. Em Madri, mais de 100 mil pessoas participaram da marcha pelo Paseo del Prado, Calle de Alcalá, até chegar na Puerta del Sol.

Um deles era Carlos Gaudencio, funcionário da prefeitura que exibia um cartaz parafraseando a deputada do PP, mas atacando os políticos. “Que se jodan, pero mira cómo roban!” Havia muitos outros estandartes nesse estilo, caso de uma bandeira da União Europeia contornada pelos dizeres “Bancos y políticos, que se jodan”.

Organizado pelos principais sindicatos do país ibérico, o ato tinha como título “Quieren arruinar com el país. Hay que impedirlo. Somo más”. Teve apoio maciço de centenas de entidades e de milhares de cidadãos que simplesmente desejavam manifestar seu descontentamento com as medidas do governo de direita comandado por Mariano Rajoy (PP).

O pacote aumenta impostos e sacrifica funcionários públicos, aposentados e desempregados. Nem educação nem saúde foram poupados. Rajoy declarou que não gostaria de ter adotado as medidas, mas justificou que não havia outra opção para a Espanha, que precisa reduzir seu déficit para receber o resgate de 100 bilhões de euros da União Europeia para salvar seus bancos.

A interpretação exibida nas ruas é outra. Seja no “Manos arriba! Eso es un asalto!”, uma das palavras de ordem da caminhada, ou no cartaz com os dizeres “Nos roban dinero para dar a los banqueros”.

Ao invés de cortes nos salários e em áreas sociais, os manifestantes defendem menos dinheiro às instituições financeiras, menos cargos políticos, redução dos altos salários e nas benesses de parlamentares.

“Nesses últimos três meses, tivemos perdas que superam 5 mil euros. São 5 mil euros a menos por ano no nosso salário!”, denunciava o bombeiro José Luis Garcia, integrante de uma das classes que esteve em peso na passeata de Madri. “Nos tiraram salário extra, pagamento de Natal, seguro médico, auxílio-alimentação. Antes de fazer isso, poderiam extinguir pelo menos uns 80% dos cargos políticos desse país”, sugeriu.

Julián Sánchez, também bombeiro, exemplificou os efeitos negativos dos sucessivos recortes na corporação com o aumento do número de plantões e a falta de pessoal e de material de trabalho. “E os carros oficiais que deixam a disposição dos políticos? E o dinheiro para Fórmula 1 em Valência? Enfim, não se pode dizer que a única saída era tomar essas medidas. Há muito para cortar”.

Além de bombeiros, profissionais do canal de televisão Telemadrid, enfermeiros, profissionais da educação e até mesmo policiais engrossaram a marcha. A classe cultural também se mobilizou, com direito a presença ilustre do ator Javier Barden. “Cultura no es lujo”, era um dos dizeres do grupo.

A tese do corte de benesses à classe política foi repetida por vários ativistas, que se referiam a uma pesquisa divulgada neste ano, que revelou que a Espanha tem mais de 400 mil cargos políticos, número muito superior aos pouco mais de 100 mil que existem na Alemanha.

Olga Rosa e Maite Méndez, funcionárias da Universidade Carlos III de Madri, criticaram o desconto no salário dos servidores que ficam doentes. E disseram que há muito desperdício com dinheiro público, como recursos destinados a touradas, incentivadas por serem consideradas um bem cultural.

Julia Ogaña, funcionária do Estado de Madri, observou que a suspensão do salário extra e do pagamento de Natal não atinge parlamentares, que recebem esse valor diluído nos vencimentos mensais.

A administradora de empresas Nieves Palomares, 50 anos, está desempregada e vai ser atingida pelos cortes. Ela compara a ajuda de algumas centenas de euros recebida por quem está sem trabalho com salários em cargos públicos que superam 100 mil euros. “Não seria mais justo diminuir um pouco o soldo deles?”, questiona.

Reduzir recursos da Família Real ou cortar os benefícios fiscais da Igreja foram outras sugestões dos manifestantes. No manifesto lido na Puerta del Sol ao final da caminhada, ficou a promessa de que, enquanto o povo não for ouvido, permanecerá protestando na rua.


Extraído do sítio Carta Maior

DE REIS INÚTEIS E DE SEUS VASSALOS - Mauro Santayana

Um dos mais ácidos panfletos da História, contra a monarquia, é o livro de Étienne de la Boétie,Discours de la ServitudeVolontaire. É texto de um adolescente prodígio, que o redigiu antes dos 18 anos, conforme seu amigo maior, e a quem o autor confiou os originais, Michel de Montaigne. Étienne morreu aos 33 anos, e Montaigne não se atreveu a publicar o texto famoso, que ficou conhecido anos depois de sua própria morte. Redigido no século 16, só no século 17 o livro passou a ser editado e a ser lido, assim mesmo com muitas cautelas.

La Boétie, no fabuloso talento prematuro, em que se misturam, ao mesmo tempo, certa ousadia que só a boa fé juvenil autoriza, e fantástica erudição clássica, pergunta-se por que os homens se submetem à vontade de um só, sem que nada, nem na natureza, nem na razão, determine essa submissão.

A monarquia de hoje não é a mesma daqueles séculos, em que os reis, não todos, mas muitos deles, comandavam seus exércitos e corriam todos os riscos nas batalhas, como, entre outros soberanos franceses, fizeram Francisco I e Henrique IV. As famílias reais de nosso tempo estão mais para a comédia do que para a tragédia; mais para a farsa do que para o drama. Luis 16 foi o último dos reis a ter a sua cabeça decapitada. Antes dele, Carlos I da Inglaterra, também conheceu o cepo e a lâmina do carrasco. Os Romanov, dominados por um grande embusteiro, que foi Rapustin, eram de um terceiro tipo, o de retardados mentais, não obstante a crueldade com que reprimiam seu povo, e não foram decapitados, mas fuzilados.

Hoje, os poucos príncipes destronados são meros adornos de festas milionárias. Ninguém se preocupou, nem se preocupa mais, em cortar as cabeças coroadas, porque elas não valem muita coisa, a não ser a despesa que os povos pagam, para que encabecem a lista das celebridades inúteis.

Os escândalos da família real espanhola, que estão na ordem do dia, fermentam novamente a reivindicação republicana na península, oitenta e um anos depois da abdicação de Afonso XIII. O retorno da monarquia foi útil ao processo de normalização espanhola, depois da morte de Franco. Todas as forças políticas aceitaram a fórmula, a fim de evitar nova guerra civil. Cumprido esse papel positivo, a instituição começa a ser um estorvo. O rei, neto de Alfonso XIII, nunca aceitou, em sua alma, o regime democrático e, em fevereiro de 1981, segundo indícios fortes, esteve à frente da conspiração militar contra o governo democrático, que levou à invasão do parlamento pelo tenente-coronel Antonio Tejero Molina. O monarca só interveio, com visível contragosto, pela televisão, depois que a reação dos militares democráticos, no interior dos quartéis, e o pronunciamento dos governos vizinhos inviabilizaram o golpe.

Agora, os escândalos reais se sucedem. Enquanto o governo conservador de Mariano Rajoy corta o orçamento social e a Espanha se submete aos ditados da Alemanha, com o povo em desespero protestando nas ruas, revela-se que as despesas da Casa Real chegam a quase seiscentos milhões de euros, incluídos os gastos com as viagens, a manutenção dos numerosos palácios, a segurança da família do soberano pelas forças armadas e outras despesas indiretas.

A insensibilidade do Rei diante do sofrimento do povo que chega, até mesmo, ao escárnio, em certos momentos, como nas caçadas aos elefantes da África e aos ursos da Romênia, vem retirando a credibilidade de seus súditos. Tanto nos meios intelectuais, quanto entre os trabalhadores espanhóis, começa a adensar-se um movimento para o fim do sistema monárquico e a instauração de uma república democrática.

Ontem, a Espanha foi às ruas, em oitenta cidades, para protestar contra a aprovação de medidas de arrocho contra os trabalhadores, entre elas o fim do 13º salário. Em Madri, os bombeiros e os policiais civis, chegaram a solidalizar-se com os manifestantes, e se opuseram a participar da repressão. Um grupo, com seus capacetes postos, desnudou-se. Um cartaz explicava que o governo os deixara “en pelotas”. O clima era o da véspera de grandes acontecimentos.

As nossas relações com a Espanha monárquica devem ser reavaliadas. Com todas as suas dificuldades atuais, as elites espanholas continuam a tratar-nos como se fôssemos colônia de Madri – o que só fomos, e por acidente histórico, entre 1580 e 1640. Em 1580, depois da morte de D. Sebastião, no norte da África, e de seu sucessor, o Cardeal D. Henrique, o trono de Portugal foi ocupado por Felipe II, tio de D. Sebastião. A coroa só foi recuperada para os portugueses, em 1640, pelo Duque de Bragança.

As grandes virtudes do povo espanhol sempre foram, e continuam a ser, insultadas pela sua anacrônica, cara e ociosa nobreza, por nascimento ou pelo êxito nos negócios. E, ao longo de sua história, talvez a Espanha não tenha tido família real tão insignificante, e tão corrompida como a de agora.

As dificuldades econômicas da Espanha de hoje são o resultado desse espírito de presunçosa superioridade de suas elites. Ao entrar para a Comunidade Econômica Européia, e obter vultosos recursos do grupo, os espanhóis, em lugar de investi-los no interior do país, usaram-nos para adquirir empresas na América Latina, principalmente no Brasil. Era uma nova forma de colonialismo que, apesar do saqueio, manso e “legal” de nossos recursos, principalmente depois da embasbacada regência de Fernando Henrique Cardoso, não serviu ao povo espanhol, embora tenha enriquecido muitos banqueiros.

Agora, o próprio genro do Rei é acusado de agir como criminoso, ao lavar dinheiro mal havido e transferir, só para Luxemburgo, mais de 700.000 euros. Suspeita-se de que muito mais dinheiro não honrado foi remetido para o Exterior. Esse genro, Iñaki Undagarin, recebe mais de um milhão de euros por ano, como conselheiro da Telefónica de Espanha para a América Latina. E na América Latina, quem contribui com mais lucros para a empresa espanhola é exatamente o Brasil.

A nossa postura é de solidariedade para com o povo espanhol. Esse grande povo nada tem a ver com esses señoritos que ainda se imaginam no tempo de Carlos V e de Felipe II. Estar com o povo espanhol é não favorecer aqueles que o oprimem.

Extraído do Blog de Mauro Santayana

13 junho 2012

AJUDA À ITÁLIA EXTRAPOLARIA RECURSOS DA ZONA DO EURO, ESTIMAM ANALISTAS - Dirk Kaufmann



Alguns observadores acreditam que situação dos italianos é mais favorável do que a dos espanhóis. Um alívio pois, para sair do buraco, a Itália demandaria mais recursos do que dispõe a zona do euro.

A Itália tendo que pagar juros cada vez mais altos para conseguir novos recursos. Nesta terça-feira (12/06), o governo italiano precisou garantir juros de até 6,66% para os títulos públicos. Credores têm tentando vender seus títulos públicos, e as negociações de seguros contra o risco de calote (credit default swap) é crescente. O governo do primeiro-ministro Mario Monti está na corda bamba.

E ele não é o único. Há poucos dias, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, precisou reconhecer que não conseguiria salvar os bancos em apuros de seu país sem ajuda de Bruxelas. A ministra austríaca das Finanças, Maria Fekter, já afirmou que o mesmo não poderá acontecer com Roma. Em entrevista a um canal de televisão da Áustria nesta segunda-feira, ela declarou que, de início, os italianos precisarão encontrar os próprios meios para sair da crise.

Outra dimensão

O pedido de ajuda da Espanha mostrou a grave situação em que se encontra a quarta maior economia da zona do euro. Caso a Itália, que ocupa o terceiro lugar nesse ranking, também sigar por esse caminho, a crise da dívida na Europa alcançará um patamar ainda mais preocupante.

Uma comparação entre os problemas da Itália e da Espanha, porém, mostra uma diferença determinante entre os dois países. Em entrevista à Deutsche Welle, Jürgen Pfister, economista-chefe do banco Bayern LB, aponta um ponto em favor dos italianos: "A Itália não tem problema bancário porque não sofreu o estouro da bolha imobiliária, como a Espanha", avalia.

As atuais dificuldades vividas por Roma estão, por exemplo, na retração de sua produção econômica. Segundo Pfister, isso é resultado das medidas de austeridade aplicadas por Monti. E a previsão é de que no próximo ano este significativo freio na produção continue sendo sentido.

Entretanto os italianos conseguiram ir mais longe com seus esforços para conter o endividamento. Enquanto eles são capazes de alcançar uma quota de deficit de 2%, os espanhóis só chegam, "com sorte", a 6,5%. Outros aspectos apontam para uma maior capacidade de Roma de solucionar seus problemas, do que Madri. Entre eles, segundo Pfister, estaria a maior competitividade da economia da Itália e uma estrutura industrial mais desenvolvida.

À sombra das eleições

O atual "governo dos tecnocratas" sob comando do especialista em finanças Mario Monti começou com elogios antecipados. Porém, de acordo com Pfister, Roma não correspondeu às expectativas.

E, afinal de contas, também um governo de tecnocratas precisa se preocupar com a reeleição, se deseja realizar seu trabalho por um prazo mais longo. Assim, o pleito de 2013 já projeta sombra, fazendo do gabinete de Monti um "governo por prazo limitado".

Sendo assim, diferentemente de Maria Fekter, Jürgen Pfister não acredita que a Itália pedirá ajuda europeia. O especialista está convencido que os italianos conseguirão encontrar sozinhos a saída para seus problemas. Mas se não conseguirem, diz Pfister, a zona do euro teria um outro problema: "Os mecanismos de auxílio, mesmo na forma ampliada, não seriam suficientes para a Itália".

Extraído do sítio Deutsche Welle

ESPANHA É QUARTO PAÍS A RECEBER AJUDA DO FUNDO DE RESGATE EUROPEU - Bernd Riegert



Além de Grécia, Irlanda e Portugal, agora serão os espanhóis os próximos a se submeterem-às regras impostas pelos credores internacionais.

A Espanha ainda não apresentou aos demais 16 países da zona do euro o requerimento oficial de empréstimo emergencial. Porém deverá fazê-lo em breve, pois trata-se de um pré-requisito para o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) reunir e liberar a verba.

O país quer repassar a provável quantia necessária, de 100 bilhões de euros, aos bancos já parcialmente estatizados, a fim de salvá-los da bancarrota. O FEEFE também já realizou esse tipo de refinanciamento do setor bancário na Grécia, Irlanda e Portugal.

Antes de fazer o repasse das parcelas do empréstimo, a chamada troika – formada pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) – atesta as condições para que o país em questão possa receber o aporte de recursos. Com a Espanha não deve ser diferente, segundo declarou o ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, em entrevista à rádio Deutschlandfunk, nesta segunda-feira (11/06).

Ajuda dos vizinhos

Os ministros das Finanças do Eurogrupo fizeram um convite expresso ao FMI para que este coloque á disposição seu know-how sobre o assunto. Inicialmente, a Espanha não quer receber crédito do FMI, pois tais empréstimos estão geralmente atrelados a uma série de restrições.

No início de junho, o ministro espanhol de Finanças, Cristóbal Montoro, admitira que seu país não pode, no momento, levantar os recursos necessários no mercado livre, por isso precisaria da ajuda europeia. Eventualmente, o futuro Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF) poderá disponibilizar os recursos para Madri, contudo o mecanismo provavelmente só estará disponível em meados de julho.

Em caráter preventivo, a Comissão Europeia já declarou que a Espanha deverá continuar se esforçando para reduzir seu elevado deficit orçamentário. Os novos créditos, que os espanhóis terão que assumir agora com os parceiros europeus, para salvar os bancos do país, serão naturalmente somados ao deficit já existente.

Cada vez mais espanhóis raspam suas contas, temendo a crise dos bancos
Caso grego

Desde maio de 2010, a Grécia vem recebendo recursos dos países-membros da UE, da Comissão Europeia e do FMI. Os dois pacotes de ajuda aprovados até agora somaram um total de 240 bilhões de euros. Destes, segundo informações do FEEF, 107 bilhões de euros vieram de recursos europeus, e 30 bilhões de euros do FMI.

A Grécia precisa se submeter a rígidas restrições, cujo cumprimento a troika formada pela Comissão Europeia, FMI e BCE fiscalizará, antes de liberar as parcelas de crédito. Além dos créditos emergenciais, o país contou ainda com um corte de dívida por parte de credores privados, num volume efetivo de 35 bilhões de euros.

Caso irlandês

Assim como os espanhóis, os irlandeses também estão sofrendo as consequências do estouro da bolha imobiliária e da crise bancária resultante. Em novembro de 2010, o governo da Irlanda absorveu os riscos dos bancos e acabou se sobrecarregando.

Como as dívidas públicas não puderam mais ser financiadas através do mercado financeiro, a Irlanda tomou um empréstimo da UE, do BCE e do FMI no valor de 85 bilhões de euros. Destes, cerca de 35 bilhões de euros se destinavam apenas a salvar os bancos.

Em contrapartida, a Irlanda se comprometeu com duras medidas de austeridade, as quais estão sendo respeitadas, ao contrário da Grécia. Entretanto, o governo tenta baixar os juros do empréstimo concedido pelos parceiros europeus e esticar o prazo de pagamento. No final de 2013, o país deverá poder novamente refinanciar suas dívidas no mercado.

Caso português

Em maio do ano passado, Portugal capitulou diante dos mercados financeiros e pediu ajuda à zona do euro. Até a metade de 2014, os portugueses poderão pedir 78 bilhões de euros para resgate de sua economia. Um terço do montante será aportado pelo FMI.

Portugal também cumpre restrições impostas por seus credores. Porém, em apenas um ano, já esgotou mais da metade da margem de crédito. Questiona-se se, até 2014, não será necessário um novo pacote de resgate.

Paralelamente aos créditos emergenciais do FMI e da UE, o BCE tem comprado, em massa, títulos de Estados endividados. Desse modo procura-se manter em nível tolerável sobretudo os juros da Itália e da Espanha. Até o momento, o BCE já investiu cerca de 200 bilhões de euros nesse controverso programa.

Após o estouro da crise, em 2008, a Comissão Europeia também concedeu crédito a países do bloco europeu que não adotam a moeda comum. A Hungria, Letônia e Romênia receberam, até hoje, cerca de 14 bilhões de euros como auxílio orçamentário.

Extraído do sítio Deutsche Welle

11 junho 2012

JOSEPH STIGLITZ SOBRE EL RESCATE: "ES LA ECONOMÍA DEL VUDÚ, NO FUNCIONARÁ"

El Premio Nobel apuesta por una autoridad bancaria europea y políticas de crecimiento.

El premio Nobel de Economía, Joseph Stiglitz.ÁNGEL NAVARRETE
"El plan es: el Gobierno español rescata a los bancos y los bancos rescatan al Gobierno. Es la economía del Vudú, no funcionará, no está funcionando". Es la opinión del premio Nobel de Economía,Joseph Stiglitz, sobre el rescate de hasta 100.000 millones a los bancos españoles.

Si el Gobierno de Rajoy decide pedir el rescate completo, esta ayuda de Europa supondría un 10% del PIB español, lo que podría hacer más complicado y menos rentable la venta de deuda al mercado internacional. La teoría del premio Nobel es que siendo los bancos españoles los principales compradores de deuda soberana, el Ejecutivo de Rajoy se podría ver obligado a pedir ayuda a las mismas entidades que ahora se dispone a sanear con el dinero de los socios europeos.

Para el Nobel de Economía, Bruselas debería acelerar el debate sobre una autoridad bancaria común para la Eurozona. "En un contexto de economía en crisis no hay forma de impulsar políticas de crecimiento si no hay un sistema bancario europeo", asegura Stiglitz. El ex asesor económico del presidente Bill Clinton es un convencido de la importancia del crecimiento para salir de la crisis. "Alemania sigue en el discurso de reforzar la disciplina fiscal, pero ése es un diagnóstico totalmente erróneo", avisa. En su opinión, Merkel "tendrá que preguntarse si quieren pagar el precio de una eventual desaparición del Euro o prefiere mantenerlo con vida".


Extraído do sítio Público.es

"ISTO É UM CASTELO DE CARTAS, A SEGUIR A ESPANHA MAIS ALGUÉM VIRÁ", DIZ JARDIM

Alberto João Jardim diz que a crise mundial só vai parar quando o poder político controlar os mercados financeiros. O presidente do Governo Regional da Madeira adverte que depois do resgate de Espanha será uma questão de tempo até outro país ser vítima do sistema capitalista.


Extraído do sítio SIC Notícias

ENTENDA O EMPRÉSTIMO PARA SALVAR OS BANCOS DA ESPANHA

Crise bancária vinha secando créditos para hipotecas, construções e para o consumo

Os países da zona do euro ajudarão a Espanha com um empréstimo de até 100 bilhões de euros (cerca de R$ 251,5 bilhões) para a recapitalização do setor bancário do país. Mas o governo do país faz questão de dizer que não se trata de um pacote de resgate, como os que receberam Grécia, Irlanda e Portugal, mas um empréstimo.

Diante da cifra milionária, muitos se perdem na discussão semântica, mas será que importa como a ajuda é chamada?

Após idas e vindas nas últimas semanas, o ministro da Economia da Espanha, Luis de Guindos, confirmou no final da tarde de sábado o que já se comentava há tempos nos bastidores.

A Espanha pediu ajuda financeira para sanear seu sistema bancário. Os países da zona do euro (que têm o euro como moeda comum) aceitam colocar à disposição do governo espanhol uma quantidade de até 100 bilhões de euros, sem impôr condições macroeconômicas nem fiscais à Espanha.

Essa diferença de conceito entre o que ocorreu neste sábado e o que passou anteriormente com Grécia, Irlanda e Portugal é o que faz com que o governo do primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy diga que isso é um empréstimo, ajuda ou apoio financeiro, enquanto a oposição afirma que se trata claramente de um resgate.

Cenário previsto

Uma equipe formada por representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) viajará a Madri para avaliar as necessidades do setor bancário espanhol, segundo confirmou um porta-voz da zona do euro à BBC.

Ainda não se sabe qual é a quantidade exata que a Espanha receberá. Isso será decidido após serem conhecidos os resultados de várias análises especializadas.

As primeiras cifras serão divulgadas no dia 21 de junho, quando serão publicadas as conclusões do relatório das consultorias independentes Roland Berger e Oliver Wyman, contratadas para levantar os dados sobre as necessidades de capitalização do sistema bancário espanhol. Cada uma das consultorias emitirá um relatório.

Ambas as empresas usarão dois cenários para seus cálculos - o primeiro com base na situação "mais provável" e o segundo, uma previsão com um cenário mais "pressionado", em que se assume uma conjuntura econômica pior e uma queda mais significativa dos preços dos ativos imobiliários.

Além disso, quatro empresas auditoras, PwC, Deloitte, Ernst & Young e KPMG, estão avaliando as carteiras de crédito dos bancos espanhóis, não somente as imobiliárias, mas também as de crédito ao consumo, às empresas e às famílias, para avaliar os ajustes necessários.

A previsão é que essas empresas terminem seu trabalho no dia 31 de julho. Esse será o momento em que o governo espanhol terá que decidir sobre o volume de recursos que pedirá à Europa.

Como os bancos de debilitaram

Ministro Luis Guindos admitiu que empréstimo será contabilizado como dívida pública
O dinheiro servirá para dar um impulso às finanças dos bancos espanhóis com mais dificuldades, que sofreram perdas de bilhões de euros com os chamados "créditos podres" resultantes do estouro da bolha imobiliária e à recessão que se seguiu.

Alguns desses bancos pediram emprestadas grandes quantidades de dinheiro aos mercados internacionais para, por sua vez, poder conceder créditos a construtores e compradores de imóveis, uma estratégia que era mais arriscada do que financiar os empréstimos com depósitos de poupanças.

Quando chegou a crise de crédito, o setor financeiro espanhol se viu envolvido no que o FMI descreveu como "uma crise sem precedentes".

Os bancos precisavam se desfazer de cerca de 200 mil propriedades hipotecadas em um momento em que os preços dos imóveis haviam caído, em média, 25%.

O governo já injetou mais de 33 bilhões de euros no sistema bancário para tentar reforçá-lo, segundo o FMI. Além disso, nacionalizou o Bankia, o quarto maior banco do país, que no mês passado solicitou uma ajuda de mais de 18 bilhões de euros.

De onde vem o dinheiro

O governo espanhol vem se esforçando para assegurar que qualquer ajuda externa seja direcionada aos bancos, e não ao governo central.

Como resultado, os empréstimos serão feitos à agência de reestruturação bancária, o chamado Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (FROB), que funciona como agente intermediário do governo. Ainda assim, o crédito será considerado de todas as formas como dívida pública, segundo afirmou o ministro Luis de Guindos.

Em seu comunicado, o grupo de países da zona do euro declarou: "O FROB, que atua como agente do governo espanhol, poderia receber os fundos e repassá-los às instituições financeiras envolvidas. O governo espanhol manterá a total responsabilidade pela ajuda financeira".

O dinheiro virá de dois fundos criados para ajudar os membros da zona do euro que se encontram em dificuldades financeiras: o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), já em funcionamento, e o Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEE), que entra em vigor no mês que vem.

O ministro da Economia espanhol não soube afirmar que proporção será coberta por cada um desses fundos, já que alguns parlamentos de países da zona do euro ainda não ratificaram a criação do MEE.

O fato de que o empréstimo será repassado através do FROB faz com que as taxas de juros e os prazos de devolução do dinheiro sejam extremamente favoráveis, segundo o ministro.

Resgate?

Segundo observa o correspondente da BBC em Madri Tom Burridge, a maior parte dos analistas e especialistas qualificariam o anunciado neste sábado como um resgate financeiro.

Burridge reconhece, porém, que é um resgate diferente do que receberam Grécia, Portugal e Irlanda, já que a Espanha não será submetida a condições tão duras e o dinheiro será gerenciado pelo FROB.

Mas, considerando que o FROB é uma instituição pública, a dívida contraída por esse empréstimo acabará contabilizada nas contas do governo espanhol.

As autoridades espanholas recusavam comentar a possibilidade do empréstimo até o último momento. Alguns ministros, inclusive, negaram no próprio sábado que a Espanha fosse pedir ajuda.

"A impressão que temos é que a Espanha é conduzida por uma mão externa para acelerar o processo de pedido de ajuda internacional", conclui Burridge.


Extraído do sítio BBC Brasil

09 junho 2012

BANCOS ESPANHÓIS RECEBERÃO SOCORRO DE 100 BILHÕES DE EUROS

Homem caminha em frente à sede do banco espanhol Bankia; país receberá socorro financeiro
A Espanha deve receber até 100 bilhões de euros em empréstimos de fundos da eurozona para socorrer seus bancos em dificuldades.

A ajuda foi negociada em uma reunião de emergência dos ministros das finanças da zona do euro após uma conferência realizada neste sábado.

O ministro da economia espanhol Luis de Guindos disse que seu país deve fazer em breve um pedido formal de assistência.

Ele enfatizou que a ajuda deve ser usada para socorrer apenas o sistema financeiro, e não a economia como um todo.

O governo espanhol vinha relutando em pedir um pacote de resgate como o oferecido à Grécia, à Irlanda e a Portugal porque esse tipo de ajuda exige elevação de impostos e cortes de gastos.

Guindos afirmou que os empréstimos devem ser concedidos aos bancos mediantes condições, tais como reestruturações. Porém, "condições-micro econômicas", não devem ser impostas à Espanha. Ou seja, a sociedade não deve ser diretamente afetada.

"Esperamos que como resultado dessas injeções (de capital) famílias e empresas terão bancos mais solventes e capazes de oferecer crédito, o que eles não são capazes de fazer atualmente", disse Guindos.

Fundos

O grupo europeu de ministros das finanças elogiou a decisão da Espanha, a quarta maior economia europeia, de pedir ajuda.

A Espanha fez questão de assegurar que qualquer assistência será enviada diretamente aos seus bancos, e não ao governo central.

Por causa disso, todos os empréstimos serão enviados para o Fundo de Reestruturação Ordenada bancária (FROB), a agência de reestruturação bancária do país. Mas, ainda assim serão considerados uma dívida de de Estado, segundo Guindos.

O Eurogrupo de ministros afirmou considerar que "o Fundo para Reestruturação Ordenada Bancária (FROB), agindo como um agente do governo espanhol pode receber os fundos e canalizá-los para as instituições financeiras adequadas. O governo da Espanha terá total responsabilidade pela assistência financeira".

Não foi decidido de onde virão exatamente os recursos para os empréstimos. Guindos sugeriu que eles sejam retirados de fundos de socorro europeus, como o EFSF (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira) e o ESM (Mecanismo Europeu de Estabilidade).


Extraído do sítio BBC Brasil

08 junho 2012

FITCH BAIXA CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DA ESPANHA PARA BBB

País ibérico é rebaixado do nível A para BBB, como Brasil e México, porém com perspectiva negativa. Ministro espanhol da Fazenda: porta para o mercado de capitais “não está aberta”.

A crise do euro na Europa fez mais uma vítima nesta quarta-feira (06/06): a Espanha teve sua posição rebaixada pela agência de classificação de risco Fitch Ratings, saindo do nível A e indo para o nível BBB, o mesmo em que se encontra o Brasil.

O decréscimo de três níveis pela agência se deu ao fato de considerar o país um investimento de risco, com custo de reestruturação muito elevado. O panorama negativo avaliado pela Fitch indica ainda que a médio prazo essa posição poderá ser rebaixada. Além da Espanha, encontram-se no nível BBB o Brasil, México, Peru e Rússia, porém estes são considerados estáveis.

Agora, a Espanha está a dois níveis do grau especulativo, beirando ter suas ações consideradas duvidosas. Outra agência de risco renomada, a Standard&Poor's, já havia rebaixado a Espanha em abril: de A para BBB+.

Morador de rua em Madri
A Fitch estima que o gasto necessário para a recapitalização e reestruturação da quarta economia da zona do euro seja de, no mínimo, 60 bilhões de euros, podendo chegar a 100 bilhões de euros. Previsões anteriores indicavam que o endividamento do país atingiria 82% em 2013, porém ultimamente a perspectiva é de que chegue a 95% do PIB em 2015, com a recapitalização mínima.

Ainda assim, a Fitch crê que o governo espanhol pode conseguir driblar uma crise mais grave, contanto que reduza seu deficit orçamental para 3% do PIB em 2014, atingindo um crescimento de, pelo menos 1,5% a longo prazo.

Críticas ao governo

No começo desta semana, o ministro espanhol da Fazenda, Cristóbal Montoro, afirmou que a porta para o mercado de capitais “não está aberta”. A agência de classificação também se pronunciou quanto ao governo espanhol, atribuindo a ele erros políticos e afirmando que “a reduzida flexibilidade financeira de Madri está limitando sua capacidade de intervir em decisões na reestruturação do setor bancário e aumentou a probabilidade de [requerer] ajuda financeira externa”.

Além disso, a Fitch afirmou que a Espanha possui “frágil confiança em sua capacidade de implementar a consolidação orçamental em tempo útil” e é vulnerável à crise do euro, por possuir um endividamento externo líquido de 90% do PIB.

O Ministério espanhol da Fazenda arrecadou, nesta quinta-feira, 2,07 bilhões de euros em leilão de títulos de dois, quatro e dez anos. A procura pelos títulos foi grande, porém os juros pagos por Madri serão significativamente maiores que os pagos em leilão semelhante ocorrido antes do rebaixamento.

Segundo a revista Veja, Antonio López-Isturiz, membro do Parlamento Europeu, afirmou que a Espanha considera pedir até 100 bilhões de euros ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), neste fim de semana.


Extraído do sítio Deutsche Welle

COLAPSO DA ESPANHA PODERIA CAUSAR "DESINVESTIMENTO" NA AMÉRICA LATINA - Ruth Costas

Banco Santander: vendas de ativos no Chile e Colômbia e rumores no Brasil
A Espanha é o segundo país que mais investe na América Latina e o retorno desses investimentos têm dado fôlego a empresas espanholas que enfrentam dificuldades em casa. Com o aprofundamento da crise financeira no país, porém, a dúvida é se algumas companhias espanholas seriam obrigadas a se desfazer dessas "joias da coroa".

Para o analista Wilber Colmerauer, diretor da consultoria Brasil Funding, em Londres, a possibilidade de que empresas espanholas tenham de reduzir seus investimentos e vender ativos na América Latina não pode ser ignorada.

"Ninguém quer se desfazer de ativos lucrativos na região, mas esse é um cenário provável se a crise na Espanha descambar para um colapso financeiro. Primeiro porque a União Europeia deve pressionar por uma reestruturação das instituições financeiras espanholas antes de ajudar o país. Segundo, porque deve ficar cada vez mais caro para empresas espanholas rolarem suas dívidas."

A Espanha conseguiu vender com êxito 2,6 bilhões de euros em bônus do governo nesta quinta-feira, com juros de 6%. No mês passado, o Bankia, quarto maior banco do país, pediu uma ajuda de 19 bilhões de euros ao governo, o que tem gerado incertezas entre investidores sobre a solidez do sistema financeiro espanhol.

Recentemente, rumores de uma possível venda de 30% a 40% do Santander no Brasil para o Banco do Brasil, em um primeiro momento, e para o Bradesco, logo em seguida, repercutiram em jornais e sites brasileiros – apesar de as negociações terem sido negadas por executivos dessas instituições financeiras.

O Santander já vendeu uma parte de seus ativos no Chile e se desfez de sua filial colombiana, conseguindo cerca de US$ 2 bilhões para reforçar sua posição na Espanha - onde a inadimplência está crescendo. O banco BBVA anunciou no mês passado que pretende liquidar total ou parcialmente seus fundos de pensão no Chile, Colômbia, Peru e México.

Para Colmerauer, tais iniciativas indicam que a América Latina e o Brasil, em especial, podem ser afetados por um possível acirramento da crise espanhola, não só por uma redução do comércio bilateral, como já vem sendo alardeado, mas também pela saída de divisas.

"É razoável esperar um aumento da remessa de lucros para as matrizes e uma venda de ativos na América Latina como resultado da reestruturação das empresas espanholas", diz o analista, identificando o setor bancário e o de construção como os mais vulneráveis.

"Para complicar, tal movimento de capitais poderia levar a desvalorização do câmbio"”

Último recurso

Na realidade, ainda há muita incerteza sobre como uma crise mais séria na Espanha - com uma corrida aos bancos e a necessidade de um pacote de ajuda europeia, por exemplo - poderia afetar investimentos no Brasil.

Miguel Pérez, da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), acredita que esses casos de "desinvestimento" ainda são marginais - e não deve haver uma tendência acentuada nessa direção, a menos no caso de um cenário extremo.

Segundo Pérez, em relação aos investimentos espanhóis na região o que existe hoje são duas tendências opostas. Enquanto em alguns setores, como o bancário, a reestruturação de empresas espanholas de fato já tem levado à venda de ativos e a um freio nos investimentos, em outros há uma concentração dos novos projetos na América Latina, como um reflexo da falta de oportunidades em mercados de países ricos.

Para o economista espanhol Ramon Pacheco Pardo, professor do King's College, em Londres, antes de reduzir o perfil das operações na América Latina, as espanholas deverão cortar investimentos em outras regiões. "Algumas empresas investiram no Leste Europeu, por exemplo, e vender esses ativos parece hoje uma melhor opção", afirma Pardo.

Arahuetes García, professor de economia da Universidade Pontifícia Comillas, em Madri, concorda. Para ele, a ideia de que as empresas espanholas começaram a reverter mais lucro para as matrizes tem sido "explorada politicamente" na América Latina.

A falta de investimentos foi um dos motivos usados pela Argentina para justificar a nacionalização de projetos da petrolífera espanhola Repsol no país.

Tábua de salvação

Nos últimos anos, investimentos em setores como bancos, energia, telecomunicações e construção na América Latina ajudaram muitas das empresas espanholas a contornarem o estancamento do mercado doméstico.

Mais da metade do lucro do BBVA nesse primeiro trimestre, por exemplo, foi proveniente do mercado latino-americano. Na Telefônica, a parcela representada pelos lucros na região é semelhante. No caso do Santander, só o Brasil é responsável por quase 30% do lucro do banco.

O BBVA está presente no México, na Argentina e no Chile. O Santander, no México, na Argentina e no Chile, além de no Brasil. A construtora Obrascon Huarte Lain (OHL) e a seguradora Mapfre estão entre empresas de outros setores que tentaram driblar a crise na Espanha diversificando seus investimentos no Brasil.


Extraído do sítio BBC Brasil

29 maio 2012

CRISE BANCÁRIA ESPANHOLA SE AGRAVA E PREOCUPA MERCADOS



Crise bancária espanhola se agrava, pondo país no centro do drama da dívida europeia. Madri nega que venha a pedir ajuda da União Europeia. Bruxelas confia que a Espanha superará crise bancária com suas próprias forças.

A crise bancária espanhola se intensifica e coloca a quarta maior economia da zona do euro no centro do drama da dívida europeia. No entanto, Madri quer sair do redemoinho com suas próprias forças. Apesar de serem necessários mais de 23 bilhões de euros para o saneamento do banco espanhol Bankia, o governo acredita que consegue reverter a situação sem ajuda externa.

Os mercados financeiros continuam extremamente nervosos. O euro se recuperou na segunda-feira, ainda que temporariamente, das grandes perdas sofridas na semana passada.

Madri não quer ajuda europeia

"Não haverá programa de resgate europeu para as instituições financeiras espanholas", garantiu o primeiro-ministro Mariano Rajoy nesta terça-feira (28/05). De acordo com a vice-ministra do Orçamento Marta Fernandez Currás a recapitalização dos bancos já foi iniciada. Ela afirmou que o Estado irá fornecer os meios disponíveis necessários. "Uma operação de resgate em nível europeu não é preciso", assegurou.

No entanto, Rajoy admitiu que, para a Espanha, atualmente é "muito difícil" levantar capital novo nos mercados financeiros. O prêmio de risco para títulos do governo espanhol subiu a níveis recordes de mais de 500 pontos básicos. Isso significa que a Espanha tem que, em comparação com a Alemanha, oferecer juros tão altos como nunca desde a introdução do euro.

Enquanto a Alemanha – tida como referência pelos investidores como um dos devedores mais confiáveis – paga juros tão baixos como nunca para dívidas de dez anos (1,37%), a Espanha tem que pagar 6,41%. Taxas de juros tão altas são consideradas insustentáveis a longo prazo.

Entretanto, na interpretação de Rajoy, isso não tem nada a ver com a crise do Bankia. "Todo mundo sabe que a Espanha faz tudo para reduzir o seu deficit. Mas há uma incerteza geral em relação à situação na Grécia ", disse o chefe de governo.

A União Europeia (UE) continua confiando na capacidade dos espanhóis de superar a crise bancária sozinhos. "Estamos confiantes de que todas as medidas necessárias sejam tomadas para reestruturar o setor bancário", afirmou Amadeu Altafaj-Tardio, porta-voz do comissário da UE para assuntos monetários, Olli Rehn.

Radicais de esquerda com força na Grécia

Na Grécia, três semanas antes das novas eleições, parece que o conservador Nova Democracia e a coalizão da esquerda radical Syriza devem protagonizar uma disputa apertada pelo primeiro lugar. Quatro sondagens representativas veem os conservadores como a força mais forte.

Os radicais de esquerda, porém, vêm logo depois, enquanto o socialista Pasok continua caindo na preferência do eleitorado. Em todas as pesquisas divulgadas na mídia grega, mais de 80% dos entrevistados querem que a Grécia continue na zona do euro. Na opinião dos especialistas em demoscopia, partido algum conseguirá a maioria absoluta no Parlamento. Até as novas eleições, dia 17 de junho, a Grécia é liderada por um governo interino.

Extraído do sítio Deutsche Welle

30 abril 2012

ECONOMIA ESPANHOLA VOLTA A CAIR E ENTRA EM RECESSÃO



PIB recua 0,3% pelo segundo trimestre consecutivo e país europeu entra em recessão, a segunda vez desde 2008.

Depois do Reino Unido é a vez da Espanha anunciar que está oficialmente em recessão. A economia espanhola caiu 0,3% no primeiro trimestre de 2012, segundo dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) nesta segunda-feira (30/04), em Madri.

O Produto Interno Bruto (PIB) espanhol já havia caído 0,3% no último trimestre de 2011. Dois semestres consecutivos de queda configuram recessão. A notícia não causou supresa, pois o Banco de España havia anunciado que esperava uma retração de 0,4%.

É a segunda recessão enfrentada pela Espanha desde 2008: o país havia entrado em recessão no último trimestre daquele ano e voltou a crescer apenas no primeiro trimestre de 2010.

A Espanha está há quatro anos numa grave crise econômica e na semana passada viu seu índice de desemprego subir para 24,44%.

Segundo o INE, o recuo da economia no primeiro trimestre de 2012 se deve à queda na demanda interna, compensada apenas parcialmente pelas exportações.


Extraído do sítio Deutsche Welle