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06 fevereiro 2013

RESERVAS ESTRANGEIRAS DA CHINA DE 3 TRILHÕES DE DÓLARES: BENÇÃO OU MALDIÇÃO? - Gao Zitan

Policiais militares chineses fazem patrulha na frente do Banco Popular da China em Pequim em 9 de dezembro de 2011 (Liu Jin/AFP/Getty Images)

A percepção de invencibilidade econômica da China muitas vezes repousa no fato de que o Banco Popular da China (BPC) acumulou 3 trilhões de dólares em reservas de moeda estrangeira: em teoria, esta enorme quantidade de riqueza deveria isolar a China de choques econômicos. No entanto, muitos especialistas nacionais e estrangeiros acreditam que esses ativos possam criar uma condição problemática.

Com o início das novas políticas econômicas no começo da década de 1990, a China aumentou sua aquisição das dívidas do Tesouro norte-americano de 200 milhões de dólares em 1989 para 1,17 trilhão de dólares em novembro de 2012, segundo dados do Tesouro. Mas a dívida oficial dos EUA representa apenas um terço dos 3,3 trilhões de dólares em ativos estrangeiros que o BPC tem em seus livros. De acordo com a mídia estatal chinesa, 70% (ou 2,3 trilhões de dólares) estão investidos em ativos em dólar. Além do Tesouro, isso incluiria a dívida de agências e corporações norte-americanas e ações nos EUA.

O resto é investido predominantemente em euros (20-30%), libra esterlina e iene japonês (0-10%). O banco central acumulou esses ativos durante os anos 1990 e 2000, quando a moeda chinesa estava indexada a 8,28 renmimbi (ou yuan) em relação ao dólar e quando a China possuía enormes excedentes comerciais com os Estados Unidos.

Isto significa que sempre que os importadores norte-americanos queriam pagar os exportadores chineses por seus produtos, eles não podiam comprar a moeda chinesa que precisavam no mercado aberto. Em vez disso, o BPC imprimia yuanes em troca de dólares para garantir a estabilidade da taxa de câmbio e exportações competitivas.

Nesta primeira etapa do comércio, esta política funcionou bem. As exportações chinesas se mantiveram baratas no mercado mundial por causa da fixação do valor do dólar e a economia continuou seu rápido crescimento. Enquanto isso, a China acumulava os ativos mais seguros e mais líquidos do mundo: o Tesouro dos EUA. Enquanto o BPC possuir esses ativos, é a Administração Estatal de Câmbio no BPC que os gerencia. Esta agência pouco conhecida frequentemente aparece no radar econômico mundial, por exemplo, quando os ativos problemáticos na Grécia são postos à venda.

Desvalorização e riscos de inflação

Num artigo recente no Diário do Povo, mídia porta-voz do Partido Comunista Chinês (PCC), o economista Xiang Songzuo aponta que os ativos de reserva do regime têm boa aparência nos livros, mas não são tão bons quando se considera seu efeito na inflação: “Os haveres da China da dívida norte-americana e de ativos em dólar têm sofrido prejuízos enormes a cada dia. O valor contábil não mudou muito, mas seu poder de compra real caiu drasticamente e ainda diminui progressivamente. Talvez daqui a 10 anos, nossos mais de 3 trilhões de dólares de reservas cambiais valham menos de 300 bilhões de dólares.”

Xia Bin, diretor do Instituto de Pesquisa Financeira do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Conselho de Estado, também disse que a China está preocupada com os títulos do Tesouro dos EUA que detém, devido à depreciação de longo prazo do dólar. Se a taxa de câmbio do dólar declinar ainda mais, isso representa uma ameaça para as grandes reservas cambiais da China, temem eles.

Olhando apenas para a taxa de câmbio, a China perdeu 25% em seus haveres em dólares desde 2005, com o yuan apreciado de forma constante a partir de 8,27 para o valor atual de cerca de 6,22 por dólar. Isso é parcialmente atenuado por um forte desempenho nos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA, que retornaram um total de 35% de 2005 a 2010, segundo dados compilados pelo Global Financial Data Inc.

Imprimindo dinheiro

Nos últimos anos, os Estados Unidos e a Europa aceleraram seus programas de flexibilização monetária para impulsionar suas economias e sistemas financeiros. Os EUA já haviam implementado QE1, QE2 e QE3, três rodadas de “flexibilização quantitativa” (QE, em inglês), também conhecido como impressão de dinheiro. O Federal Reserve (Fed) compra títulos do Tesouro e hipotecas imprimindo dinheiro e empurrando-o no sistema financeiro.

Esses programas normalmente levam a depreciação do valor da moeda, o que coloca pressão sobre a taxa do renmimbi em relação ao dólar estadunidense. Isso também leva a um aumento da inflação, o que prejudica o retorno real dos títulos de renda fixa, como os títulos do Tesouro.

Em dezembro de 2012, o Fed começará a comprar títulos de longo prazo do Tesouro no montante de 45 bilhões de dólares por mês. Ao mesmo tempo, a terceira rodada de QE3 continuará, acrescentando títulos lastreados em hipotecas de agências, à taxa de cerca de 40 bilhões de dólares por mês. No total, o Fed injetará 85 bilhões de dólares por mês na economia através da QE e só parará quando a taxa de desemprego cair abaixo de 6,5% ou a inflação se tornar problemática.

Semelhante aos EUA, o Banco Central Europeu também anunciou um programa de Transações Monetárias Completas (OMT, em inglês), em que comprará títulos emitidos pelo governo que vençam de um a três anos, mas somente se os países membros se candidatarem ao programa sob certas condições. Não há limite de tempo ou quantitativo para compras no âmbito do programa, até agora nenhum país membro solicitou a assistência.

Problemas em ambos os lados

Devido a fortes retornos dos tesouros na última década, a China, teoricamente, poderia simplesmente vender estas participações e colher um lucro decente. Na prática, isso é mais complexo.

A maioria dos analistas acredita que não é possível mover tamanha quantidade de dinheiro sem causar grandes distorções no mercado. Primeiro, reduzindo sua retenção de moeda estrangeira, a China deve comprar de volta o yuan que emitiu anteriormente. Isso provocará a valorização do yuan em relação ao dólar, aumentando ainda mais as perdas cambiais. Além disso, ao valorizar o yuan, o BPC colocará mais pressão sobre os exportadores chineses que já estão vacilando.

Em segundo lugar, enquanto a China tem sustentado a demanda por títulos do Tesouro na última década, proporcionando assim um patamar para o preço, o despejo de uma grande quantidade de tesouros reduzirá seu preço, prejudicando o restante das participações não vendidas. O acúmulo de ouro por meio de Hong Kong é um sinal de que o BPC sabe que precisa diversificar seus ativos, mas ele só pode mover certa quantidade de dinheiro por vez.

Raízes da política

Especialistas acreditam que a raiz do dilema enfrentado pela reserva de divisas estrangeiras da China é a política de controle cambial imposta pelo regime chinês.

O Dr. Frank Tian Xie, um professor da Escola de Administração da Universidade da Carolina do Sul–Aiken, diz que a China não precisa de tamanha reserva de divisa estrangeira. A moeda estrangeira gerada por meio das exportações pode ser deixada com o povo para ajudar a construir riqueza no setor privado. A maior taxa do yuan também significa que a China pode importar mercadorias mais baratas, reduzindo a taxa de inflação. A inflação alta e outras consequências que resultam da política cambial do regime chinês afetam principalmente as classes média e baixa.

Extraído do sítio The Epoch Times

12 janeiro 2013

RELATÓRIO AFIRMA QUE EM 6 ANOS A CHINA VAI SUPERAR A ECONOMIA DOS EUA

Capa do jornal chinês Global Times, edição de 9 de janeiro de 2013. http://www.globaltimes.cn

Em seis anos a China vai superar os Estados Unidos e se tornar a primeira economia mundial. É o que prevê um relatório produzido pela Academia Chinesa de Ciências divulgado hoje em Pequim. As conclusões do relatório são citadas nesta quarta-feira no jornal Global Times, próximo do Partido Comunista Chinês. O jornal não dá detalhes sobre os critérios utilizados nas projeções.

Além de superar a economia americana em 2019, tornando-se a potência n° 1 do mundo, a China conservará esse "status internacional" por 30 anos, até 2049, data do centésimo aniversário de fundação da República Popular, diz o documento.

A China também seria o 11° país com melhor saúde econômica do mundo em um ranking de cem nações liderado pela Suécia, logo atrás da Costa Rica. Estados Unidos, Japão e Grã-Bretanha aparecem com saúde econômica deficiente, segundo a agência oficial Xinhua, que também divulgou o relatório.

Um especialista em denunciar fraudes no meio científico chinês, Fang Zhouzi, acha que este estudo é um indicativo do sentimento anti-americano na sociedade chinesa. O relatório trata os Estados Unidos como uma ameaça potencial à China e reforça as ambições nacionalistas do país para superar os Estados Unidos, avalia o especialista consultado pelo Global Times.

Outras projeções internacionais estimam que o PIB da China vai ultrapassar o dos Estados Unidos em algum momento até 2050, porém será difícil os chineses alcançarem a renda per capta dos americanos com uma população de 1,3 bilhão, contra 315 milhões nos Estados Unidos.

Extraído do sítio RFI

A VERDADE SOBRE O PIB DA CHINA - Gao Zitan

Um sítio de obras em Shanghai em 9 de outubro de 2011 (Mark Ralston/AFP/Getty Images)

Economistas ocidentais falam com admiração e inveja sobre o crescimento do PIB chinês, mas a estimativa convencional de um crescimento de 10% ao ano ao longo de três décadas tem sido contestada por especialistas na China e no exterior.

Por um lado, há os custos ecológicos que são ignorados. Li Yang, vice-presidente da Academia Chinesa de Ciências Sociais (ACCS), disse que a real taxa de crescimento do PIB pode ser tão baixo quanto 5% se forem contabilizadas a degradação e a poluição ambiental.

Pesquisas do Banco da América confirmam a reivindicação de Li Yang. Analistas estimam que em 2009, a destruição ambiental irrevogável – como poluição, desertificação, desmatamento e poluição da água – custou 3,8% do PIB. O crescimento oficial para 2009 foi de 9,2%, então, contabilizando os danos ambientais, a taxa de crescimento real seria de 5,4%. Por fim, esses danos ao meio ambiente totalizaram 1,4 trilhões de yuanes (223 bilhões de dólares) em 2009, 9,2% maior do que em 2008.

Desperdício

Li Yang acredita que a taxa de crescimento nominal é alcançada por meio do desperdício e da poluição dos recursos naturais. Priorizando-se exclusivamente os números do PIB, o modelo tradicional de desenvolvimento econômico levou a um esgotamento dos recursos naturais e sérios danos ao meio ambiente.

Novamente, o estudo do Banco da América apoia as reivindicações de Li Yang de que a China está crescendo principalmente por meio do desperdício dos recursos naturais. Em 2010, o PIB chinês representava 9,1% do PIB mundial. No entanto, o consumo de recursos como parte do consumo mundial total foi muito maior, o que indica um grau muito baixo de eficiência. A China consumiu cobre (37,4% do consumo mundial), alumínio (39,3%), cimento (57%) e aço (42%) múltiplas vezes mais do que sua contribuição ao PIB.

O Primeiro Diário Econômico, um grupo de mídia financeira na China, reportou que há um preço a pagar quando se maximiza o PIB. O nível de dióxido de enxofre, a demanda química de oxigênio (DQO) e as emissões de resíduos sólidos por unidade de área são muito maiores nas regiões com maior PIB per capita. Esses quesitos são cerca de 3,7, 4,1 e 2,8 vezes maiores, respectivamente, do que em regiões com menor PIB per capita. Nesta visão, o PIB por si só não é uma medida de desempenho econômico suficiente e riqueza.

Li Yang diz que as perdas econômicas causadas pela degradação ecológica e a poluição ambiental têm melhorado recentemente, mas devem continuar se a eficiência não aumentar. Eles destruíram quase 8% do PIB durante os anos 1980 e 1990 e caíram para cerca de 4% desde 2005.

Números questionáveis

Outro fator que o regime chinês subestima de forma consistente quando contabiliza o PIB “real” é a inflação. Números oficiais do crescimento do PIB excluem a variação de preços dos bens, já que não representam aumento no volume de produção. O fator de ajuste, no entanto, ocorre sob orientação da Secretaria Nacional de Estatísticas da China.

O Prof. Frank Tian Xie, da Escola de Administração da Universidade da Carolina do Sul–Aiken, disse ao Epoch Times, “Nos últimos 20 anos, a China atingiu uma rápida taxa de crescimento do PIB por meio de uma economia de bolha inflacionária. Após o ajuste de inflação e corrupção, a economia da China tem crescido apenas cerca de 5 a 6%. Até agora, a economia está basicamente estagnada.”

Larry Lang, um economista e comentarista de Hong Kong, disse num discurso em Shenyang em 2011 que o PIB da China é exagerado. Após subtrair uma inflação mais realista de 6,2% do crescimento de 9,1% do PIB pelo ano, o crescimento atual seria de apenas 2,9%.

Realizando ajustes adicionais para corrigir a dupla contabilidade, Larry Lang disse que os cálculos de sua equipe mostram que o PIB da China em 2011 na verdade diminuiu em 10%.

Extraído do sítio The Epoch Times


27 setembro 2012

ECONOMIA DA CHINA PERDE SEU BRILHO - Yang Chen & Gary Pansey

Tubulações de aço utilizadas para andaimes ficam do fora de uma construção apoiando um anúncio que mostra o horizonte da cidade de Pequim em 2 de setembro de 2012. (Mark Ralston/AFP/Getty Images)
Estatísticas recém-lançadas e tensões comerciais crescentes estão se combinando para mostrar uma economia chinesa que está amolecendo e perdendo sua atratividade pelo investimento estrangeiro. Observações recentes de investidores qualificados e exigentes apontam para a necessidade de baixas expectativas.

O investimento estrangeiro direto (IED) na China caiu em agosto 1,4%, em comparação com o mesmo período no ano anterior, tornando-se o terceiro mês consecutivo de declínio.

Outros números do comércio continuam a enfraquecer. As importações em agosto não cresceram pela primeira vez nos últimos sete meses. A taxa de crescimento das exportações também permaneceu fraca em agosto. A Reuters previu que o crescimento do PIB da China em 2012 pode cair para 7%, abaixo do todo-importante 8%, e o mais baixo desde 1999.

O Financial Times relata que a economia da China abrandou e caracteriza a demanda doméstica como insuficiente, as exportações como preocupantes, a eficiência de alocação de capital como caindo e os lucros como escorregando, enquanto a inadimplência sobe e a bolha econômica está estourando.

Investidores proeminentes, sentindo que estas estatísticas sem brilho ilustram que a perspectiva econômica chinesa sempre-vista-como-cor-de-rosa não existe mais e que o fenômeno de crescimento rápido está acabado, parecem estar dispostos a encarar a realidade.

Terceiro declínio consecutivo

O IED foi de 8,326 bilhões de dólares em agosto, uma queda de 1,4% em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o Ministério do Comércio. Houve um total de 2.100 empresas estrangeiras recém-criadas na China, um declínio ano-a-ano de 12,72%.

De janeiro a agosto deste ano, 74,994 bilhões de dólares em IED chegaram à China, 3,4% a menos do que 2011. Durante este mesmo período, os investimentos da União Europeia (UE) e dos EUA na China mostraram uma queda de 4,1 e 2,9%, respectivamente. Somente o Japão contrariou a tendência, com um aumento de 16,2% em seu investimento na China.

Este terceiro mês consecutivo de declínio no IED é um mau sinal, já que maio foi o único mês deste ano que o IED mostrou um aumento positivo sobre o ano passado. O Ministério do Comércio também comentou que as perspectivas para o comércio exterior parecem sombrias, pois incertezas múltiplas e fatores instáveis estão afetando o ambiente de negócios. Para os próximos meses, o IED pode ser até pior do que o período entre janeiro e agosto.

Tensão em ebulição

Atualmente, a tensão está em ebulição entre parceiros comerciais da China, a UE, os EUA e o Japão e isso lançará uma sombra sobre as perspectivas do IED uma vez que esses são os maiores investidores estrangeiros.

Em 6 de setembro, a UE iniciou uma investigação sobre o suposto dumping de painéis solares da China “no que equivaleria a maior investigação antidumping da história por valor”, segundo o New York Times. Isso é certamente um tema espinhoso entre os dois parceiros comerciais.

O presidente Obama anunciou formalmente que os EUA apresentarão uma queixa à Organização Mundial do Comércio (OMC), que diz que o subsídio fornecido pelo governo chinês para autopeças e automóveis está prejudicando os interesses dos fabricantes estadunidenses, segundo a CNN.

As manifestações anti-Japão que engoliram a China desde a semana passada forçaram muitas grandes empresas japonesas a fecharem suas fábricas na China por medo de serem saqueadas ou danificadas. Isso tem preocupado muitos observadores que temem que o comércio sino-japonês sofrerá um impacto de longo termo.

PIB em baixa de 13 anos

Os dados do comércio global continuam a mostrar uma economia chinesa muito lenta. Dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas não mostram crescimento das importações no mês de agosto, mas uma queda de 2,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo a mídia estatal Xinhua.

Este valor foi muito inferior às previsões médias de ganho de 3,4% numa pesquisa da Dow Jones Newswire de 11 economistas e mostra que a demanda doméstica continua a definhar.

As exportações chinesas em agosto mostraram um crescimento anêmico de 2,7% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Como as exportações contribuem para 25% do PIB chinês e criam 200 milhões de empregos, dados econômicos fracos são devastadores para a economia chinesa.

Os economistas previram que esta recessão econômica chinesa durará pelo menos até o terceiro trimestre e o PIB para o ano de 2012 cairá para uma taxa de crescimento de 7,7%, a mais baixa registrada desde 1999, segundo a Reuters.

Investidores despertam para a realidade

“O mundo das previsões está excessivamente fixado na taxa de crescimento da China ficar em 8%? Certamente, os bancos de investimento nos últimos dias tropeçaram em si tentando adivinhar o tamanho do pacote de estímulo da China e se ele manterá a China no caminho certo com valor de crescimento padrão”, escreveu Rahul Jacob, um colunista do Financial Times, em seu blogue.

“Fraser Howie, coautor de Capitalismo Vermelho, recomenda cautela. Ele diz que, embora as pessoas tenham despertado para muitos dos riscos de investir na China nos últimos anos, muitos ainda são muito otimistas e ‘ainda há muitas ilusões’. Um dos equívocos mais perigosos ainda prevalente, diz ele, é a ideia de que o governo chinês é ‘todo-poderoso e que de alguma forma são melhores administradores da economia do que no Ocidente’”, segundo o Financial Times.

Ray Dalio, fundador da maior empresa do mundo de fundos de cobertura, a Bridgewater, previu que o crescimento diminuirá para menos de 5% num discurso proferido na semana passada no Conselho das Relações Exteriores em Nova York.

O pior é que os fatores que têm alimentado o rápido crescimento da economia chinesa na última década estão desaparecendo. Primeiro, o Yuan chinês não é mais considerado subvalorizado. Segundo, o crescimento da população está num impasse. Terceiro, o investimento, que antes contribuiu para mais de 50% do PIB, atingiu seus limites.

Os investidores estão se conscientizando da dura realidade econômica na China. O passado glorioso de incessante e rápido crescimento econômico pode muito bem agora ser uma memória distante.

Extraído do sítio The Epoch Times

25 maio 2012

CHINA COMPRARÁ MAIS DE 2.500 AVIÕES ENTRE 2011 E 2015



Clientes chineses comprarão cerca de 2,5 mil aviões entre 2011 e 2015, prevê o chefe da Administração Estatal de Aviação Civil da China.

Falando no Fórum de Desenvolvimento de Aviação Civil da China 2012 de dois dias, aberto na quarta-feira em Beijing, Li Jiaxiang acrescentou que o número total de aviões civis do país deve superar 4,5 mil até 2015.

Ele afirmou que o rápido desenvolvimento da aviação civil da China ainda é uma "indústria em crescimento".

Tony Tyler, diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo, disse que o mercado de aviação do país continuará enorme.

Tyler prevê que os passageiros do transporte aéreo global aumentarão 877 milhões até 2015 em comparação com o nível de 2010, e que aproximadamente um quarto dos novos passageiros virá da China.

A China ocupa o sétimo lugar em termos de número de passageiros aéreos no mundo, e o quarto lugar no transporte de cargas.

por Agência Xinhua

Extraído do sítio CRI - Radio China Internacional

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China eleva orçamento de defesa em 11,2%

Por Chris Buckley - Reuters

A China vai aumentar seu gasto militar em 11,2 por cento neste ano, afirmou neste domingo o governo, revelando o primeiro orçamento da Defesa do país desde que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lançou uma política “pivô” para reforçar a influência norte-americana na Ásia e no Pacífico.


A elevação anunciada pelo porta-voz do Parlamento, Li Zhaoxing, vai levar os gastos oficiais com o Exército a 670,3 bilhões de iuans (110 bilhões de dólares) em 2012, após um aumento de 12,7 por cento no ano passado e uma série quase perfeita de crescimentos de dois dígitos nos últimos 20 anos.

Especialistas internacionais apostam que o orçamento público de Pequim é menor do que o gasto real em modernização militar, o que enervou os vizinhos asiáticos e causou repetidos apelos de Washington para que a China compartilhe mais sobre as suas intenções.

Li afirmou que o mundo não tem nada a temer, e que os recursos gastos são baixos em relação ao Pentágono.

“Você pode ver que temos 1,3 bilhão de pessoas, um grande território e uma longa costa, mas nossos gastos de Defesa são pequenos se comparados aos de outros grandes países”, afirmou Li em coletiva de imprensa antes da sessão anual do Congresso Nacional do Povo, a legislatura controlada pelo Partido Comunista e que vai aprovar o orçamento.
“O limitado poder militar da China tem o fim de preservar a soberania nacional, a segurança e a integridade do território”, afirmou Li, ex-ministro das Relações Exteriores. “Fundamentalmente, não há ameaças para outros países.”

Os vizinhos asiáticos, contudo, estão apreensivos com a expansão militar de Pequim, e esse novo aumento de dois dígitos pode reforçar as preocupações no Japão, na Índia, no Sudeste Asiático e em Taiwan, que tem sua própria administração, mas que a China considera parte do seu território.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, procurou assegurar aos seus aliados asiáticos que os Estados Unidos continuarão sendo importantes na região, e o Pentágono afirmou que vai “rebalancear a região da Ásia-Pacífico”.

“Onze por cento para o orçamento de defesa da China é o que eu caracterizaria como um aumento relativamente considerável”, disse C. Uday Bhaskar, ex-diretor do Instituto Indiano para Estudos de Defesa e Análises, em Nova Délhi.

O orçamento norte-americano proposto por Obama para o ano fiscal de 2013 prevê ao Pentágono de 525,4 bilhões de dólares, cerca de 5,1 bilhões de dólares a menos do que o aprovado para 2012.

Extraído do sítio Poder Aéreo