28 dezembro 2011

JÁ IMAGINARAM SE LULA DECIDISSE PROCESSAR SEUS DIFAMADORES? - Eduardo Guimarães



Vale refletir sobre as únicas notícias que a mídia deu sobre o livro-bomba da política, ou seja, as versões e as ameaças de tucanos contra a obra e seu autor. Foi assim com matéria do UOL veiculada ontem que finalmente se rendeu ao fato de Privataria ter se tornado o maior best-seller político do século, no Brasil. Notícia, aliás, que não foi para a edição impressa da Folha.

Um brincadeira surgiu no Twitter: Globo, Folha, Estadão e Veja vêm inovando no “jornalismo” ao darem o outro lado antes de darem o lado. Será estudado por gerações de historiadores, assim, o que fazia a imprensa jogar fora todos os seus manuais e a própria credibilidade em favor de um político medíocre, de vida obscura como José Serra.

Mas o fato é que o noticiário sobre Privataria que andou pipocando até no Globo se deveu à nota de “esclarecimento” de Verônica Serra, divulgada anteontem pelo site do ex-secretário-geral da Presidência do governo Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Graeff. Nela, a moça diz que o jornalista Amaury Ribeiro Jr., autor do livro, será processado pelas acusações que lhe fez.

Essa foi uma das meias-verdades e mentiras inteiras que a filha de Serra contou na nota. Esqueceu de dizer que ela mesma ou o pai não estão processando Amaury, que quem irá processar será o PSDB.

Apesar de parecer ocioso explicar por que os alvos diretos do livro não processarão seu autor, empurrando o pepino para o partido que integram, sempre há quem não esteja bem informado. Então, vamos lá: se Verônica ou Serra processassem Amaury, iriam se expor à figura jurídica da Exceção da Verdade mais facilmente.

Explicando: o réu da ação poderia dizer no processo que como as suas acusações são verdadeiras, não difamou ou caluniou Serra e que poderia provar isso se o autor da ação fosse investigado pelas acusações de que reclama através de quebra de seus sigilos bancário, fiscal, telefônico etc.

Apesar de ser mais fácil conseguir essa chance de acesso aos sigilos do tucano acusado de corrupção se fosse ele a processar o Amaury, o autor de Privataria poderá, sim, pedir a chance de provar que não mentiu ao acusar Serra mesmo sendo processado pelo partido dele e não por ele mesmo. Só não será tão fácil.

Os tucanos deveriam refletir, ao ameaçarem todo mundo de processo, que reclamam do mesmo que fazem o tempo todo. Imaginem se o Lula processasse o jornalista que escreveu um livro chamando-o de “anta” ou aquele que o acusou de ser O Chefe do “mensalão” ou se o PT processasse o autor do livro que chama membros do partido de “petralhas”.

Aliás, se for para processar blogueiros, PT ou Lula fariam a festa processando os lacaios da grande mídia que mantêm blogs e fazem acusações formais até à presidente Dilma. Os blogueiros da Veja, por exemplo, são taxativos ao acusarem Lula e o PT de corrupção. E o que é pior: sem terem provas como o Amaury.

E não me venham dizer que Lula ou seu partido não processam porque têm medo de processar e o processado provar que são realmente corruptos. Haveria coisa mais fácil do que processar e vencer o processo contra alguém que o chamou de “anta” na capa de um livro amplamente divulgado pela mídia?

Se Lula ou o PT fossem tão fascistas quanto Serra e seu partido, faltariam advogados e tribunais para acolher tantos processos que poderiam mover e ganhar com um pé nas costas.

Extraído do Blog da Cidadania de Eduardo Guimarães

CRISTINA KIRCHNER SE AFASTARÁ DA PRESIDÊNCIA POR 20 DIAS PARA SE TRATAR DE UM CÂNCER NA TIREÓIDE - Renata Giraldi

Brasília – Com um tumor maligno na tireoide, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, de 58 anos, ficará afastada das funções públicas da próxima semana até o dia 24 de janeiro. A presidenta argentina foi reeleita há dois meses para o segundo mandato. O vice-presidente argentino, Amado Boudou, assumirá a pre.


No próximo dia 4, Cristina Kirchner será submetida a uma cirurgia para a retirada do tumor, localizado no lobo direito da glândula tireoide, no Hospital Austral, em Buenos Aires, capital argentina.

O secretário de Comunicação Pública da Presidência da República da Argentina, Alfredo Scoccimarro, disse que os exames preliminares feitos ontem (27) pela presidenta mostram que não há metástase (contaminação de outros órgãos) pelo câncer nem comprometimento nos vasos linfáticos.

De acordo com Scoccimarro, Cristina Kirchner ficará em convalescença, após a cirurgia da semana que vem, por 72 horas. Mas, por ordens médicas, ela se afastará das atividades públicas por pelo menos 20 dias. A cirurgia vai ser feita pelo médico Peter Sack e por sua equipe.

Sack é chefe do Departamento de Cirurgia do Hospital Austral e responsável pelo Departamento de Cabeça e Pescoço do Instituto de Oncologia Doutor Roffo Anjo. Localizada no pescoço, a glândula da tireoide é a responsável pela produção de hormônios que regulam a taxa do metabolismo. O hipertireoidismo (tireoide muito ativa) e hipotireoidismo (tireoide pouco ativa) são os problemas mais comuns nesta glândula.

O câncer detectado na presidenta argentina é o quinto caso envolvendo chefes de Estado da América Latina. No Brasil, a presidenta Dilma Rousseff se curou de um linfoma, enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz tratamento contra um tumor na laringe.

Na Venezuela, o presidente Hugo Chávez faz quimioterapia contra um câncer que começou com um tumor na região pélvica. O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, fez sessões de quimioterapia em São Paulo e também em Assunção para tratar de um linfoma.

*Com informações das agências públicas da Argentina, Telam, do México, Notimex, e da BBC Brasil // Edição: Lílian Beraldo

Extraído do sítio da Agência Brasil

27 dezembro 2011

A ARGENTINA E ALGUNS ARGENTINOS, SEGUNDO WASHINGTON - Eric Nepomuceno

Muitas certezas mais nascem da leitura de “ArgenLeaks”, um dos livros mais vendidos na Argentina neste final de 2011. A principal delas, talvez, seja a seguinte: por mais que passe o tempo, Washington não aprende a entender a América Latina. A entender o mundo. Entende, apenas, que continua exercendo um domínio que talvez já não exista. E o mundo, por mais que diga o contrário, continua agindo como se esse poder existisse. O artigo é de Eric Nepomuceno.

O título do livro tende ao óbvio: “ArgenLeaks”. Foi lançado pela Sudamericana em setembro passado e passou a vender como água no deserto. Seu autor, Santiago O’Donnell, confessa que, por mais que esperasse alguma repercussão, jamais supôs que o livro galgaria a lista dos mais vendidos. Organizado em ordem alfabética, ‘ArgenLeaks’ traz, ao longo de suas 360 páginas, uma seleção do material que consta dos arquivos do Wikileaks sobre a Argentina. Ele foi o único jornalista do país a ter acesso a 2.150 telegramas confidenciais que a embaixada dos Estados Unidos em Buenos Aires despachou para Washington nos últimos anos. Isso corresponde a mais ou menos um por cento do material argentino que está nos arquivos do Wikileaks. 

Claro que há, nesses telegramas confidenciais, um amontoado de baboseiras, de intrigas que carecem de verdade, que muitas vezes tomam como certas informações que não passam de rumores desacreditados. 

Procurando um difícil equilíbrio, o autor do livro trata de esclarecer esses desencontros e essas falácias. Mas há informação valiosa, pelo menos para que se saiba quem é quem na política argentina. 

A prepotência de certos setores da sociedade argentina é exemplar. Há relatos de reuniões de altos executivos em que essa prepotência surge nítida e, diante dos poderosos, se transforma rapidamente em subserviência. Essa transformação, ao ser relatada com certo ufanismo, revela a ingenuidade dos informantes de Washington. Há relatos de negociatas, de mesquinharias que muitas vezes se transformam em confrontos com sérias conseqüências para o país. Muita gente fica mal parada em sua subserviência diante dos símbolos da potência global. Lá estão altos executivos do jornal Clarín, tratando de ensinar, aos diplomatas do país que mais golpes de Estado promoveu ao longo da história da humanidade, como se deve tratar um governo hostil. Lá estão outros jornalistas dispostos a disputar cada milímetro do espaço destinado ao de cão mais fiel aos interesses de Washington. 

E estão políticos de todas as cores disputando um espaço imaginário junto do verdadeiro poder. O atual vice-presidente da República e presidente do Senado, Amado Boudou, que foi poderoso ministro de Economia do primeiro governo de Cristina Kirchner, é descrito, em determinado telegrama enviado pela embaixada norte-americana em Buenos Aires, como alguém que se diz “descaradamente pró-Estados Unidos” e se mostra defensor de uma reaproximação com o FMI. O texto do telegrama é tão confuso que não deixa espaço para que se saiba se isso foi efetivamente dito e mostrado, ou se o que existe é apenas o esforço do informante para melhorar, do seu ponto de vista, o perfil do personagem. 

Mais nítido é o retrato de Maurício Macri, atual prefeito de Buenos Aires e figura mais acalentada pela direita para ser seu grande pilar nas eleições presidenciais de 2015: “Somos o primeiro partido pró-mercado e pró-negócios em oitenta anos da política argentina, e estamos prontos para tomar o poder”, disse ele. Não era o primeiro partido pró-qualquer coisa em oitenta anos, e tanto não estava pronto para tomar o poder que sequer se animou a disputar a presidência contra Cristina Kirchner. Mas a embaixada norte-americana em Buenos Aires até que gostou dele, e de seus rompantes. 

Prementes pedidos de ajuda enviados por um angustiado Muammar al-Kadhafi ao então presidente Carlos Menem revelam, já em 1995, indícios de fragilidade em seu regime. Um rotineiro e impertinente questionário que o Departamento de Estado faz circular entre as embaixadas norte-americanas, inquirindo os governos em relação a Cuba, mostra quais os requisitos que os países devem cumprir (a propósito: a Argentina de Nestor e, depois, de Cristina Kirchner, não cumpriu nenhum) para ajudar a sufocar o governo da ilha caribenha. 

Tráfico de drogas, supostas bases do terrorismo islâmico na região, relações com países considerados perigosos – Irã, Iraque, Venezuela –, eventuais desvios de personalidade nas esferas do poder, intrigas, maledicências, rumores, especulações, tudo isso permeia as páginas de “ArgenLeaks”. 

No final da leitura, restam algumas certezas. Primeira certeza: os informantes das embaixadas norte-americanas escrevem bem, mas apuram mal as informações que transmitem. Acreditam em qualquer patacoada que interesse ou possa interessar aos seus superiores. Segunda certeza: há uma palpável atmosfera de subserviência de quase todos os personagens diante dos informantes. Por mais que se desconfie dos telegramas, há que se admitir que algo de servilismo deve existir. 

Terceira certeza: para o poder imperial, pouco importa o que é verdade e o que é mentira. Importa o que interessa.

Outra certeza: tanto os serviços de inteligência como os analistas políticos que servem ao governo dos Estados Unidos são, em última instância, primários. Tanto assim, que telegramas confidencias são facilmente filtrados ao mundo, e o que mais revelam, além de uma prepotência imperial conhecida, é uma inacreditável capacidade de acreditar em bobagens e levá-las a sério. 

Muitas certezas mais nascem da leitura de “ArgenLeaks”. A principal delas, talvez, seja a seguinte: por mais que passe o tempo, Washington não aprende a entender a América Latina. A entender o mundo.

Entende, apenas, que continua exercendo um domínio que talvez já não exista. E o mundo, por mais que diga o contrário, continua agindo como se esse poder existisse.

Extraído do sítio da Carta Maior

A CARREIRA METEÓRICA DE VERÔNICA SERRA - Eduardo Guimarães



A propósito da nota publicada pelo site do ex-secretário-geral da Presidência do governo Fernando Henrique Cardoso, senhor Eduardo Piragibe Graeff, na qual a senhora Verônica Allende Serra, filha do ex-governador José Serra, defende-se de acusações contidas no livro A Privataria Tucana, dou a conhecer a carreira meteórica dessa senhora que entre os 25 e os 30 anos se tornou um fenômeno do mundo dos negócios ao ganhar milhões em período tão curto.

Em 1995, aos 25 anos, Verônica ganhou uma bolsa de estudos para um curso de MBA (Mestre em Administração de Negócios) na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. O benfeitor da filha do então poderoso ministro do Planejamento foi a Fundação Educar, criada por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, à época donos do Grupo Garantia – que participaria ativamente do processo de privatizações do governo ao que o pai de Verônica servia – e da cervejaria Brahma, que, em 1998, em processo polêmico que dependia do Cade, ligado à área de influência do pai-ministro, compraria a cervejaria Antarctica e, assim, formaria a AmBev, que finalmente se uniria a uma cervejaria belga e formaria a InBev, hoje a maior cervejaria do mundo.

Verônica concluiria o curso em Harvard em 1997 e já em 1998 conseguiria seu primeiro trabalho no mundo corporativo, na companhia de administração de recursos chamada Leucadia. Meses depois, seria recrutada pelo fundo de investimentos International Real Returns (IRR) para, segundo ela, atuar como sua representante no Brasil. Em 2000, tornar-se-ia “diretora” da “Decidir.com, Inc.”, fundada naquele ano, uma empresa “ponto.com” norte-americana, subsidiária da matriz argentina “Decidir”, de busca e verificação de dados cadastrais e crédito.

A empresa ganhou notoriedade no Brasil por ter tido como membros da diretoria tanto Verônica Dantas Rodemburg, irmã de Daniel Dantas, dono do CVC Opportunity, como Verônica Allende Serra, filha do agora (em 2000) ministro da Saúde José Serra. O site oferecia consultas diversas, inclusive de pesquisas de editais públicos de licitações no Brasil. “Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”, dizia a propaganda da empresa.

Verônica Serra, advogada formada na Faculdade de Direito da USP em 1995, com mestrado (MBA) na Universidade Harvard concluído em 1997, em 2000 tornou-se “representante de investimentos” de uma empresa multinacional tão logo foi fundada e se retirou dessa empresa um ano depois, após estouro da bolha da internet em 2001.

Em cinco anos, esse prodígio – tão impressionante quando a filha do governador Geraldo Alckmin, que também faria carreira meteórica, só que na boutique de luxo Daslu – pulou de um empreguinho na Editora Abril e de um singelo curso de Direito na USP para o epicentro dos grandes negócios corporativos, alegadamente por ter passado pela abençoada Universidade de Harvard, que, agora se sabe, basta cursar para ficar rico em poucos anos.

A diretoria executiva da Decidir.com, Inc. era composta por um representante do Citibank, por Verônica Valente Dantas Rodemburg (representando o fundo CVC Opportunity), por um representante da Decidir Argentina e por Verônica Allende Serra (representando o fundo International Real Returns – IRR).

Com o estouro da bolha da internet em maio de 2001, os fundos de investimentos Citibank, CVC Opportunity e IRR se retiraram do negócio engendrado pela genial Verônica Allende Serra, ficando a Decidir.com apenas com as operações na Argentina e no Brasil. Atualmente, apenas a matriz (Decidir.com, que atua na Argentina) está em operação. Sua proposta de negócios usa o seguinte bordão: “Com nossos serviços você poderá concretizar negócios seguros, evitando riscos desnecessários”.
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Nota de Verônica Serra à imprensa

“Nos últimos dias, têm sido publicadas e republicadas, na imprensa escrita e eletrônica, insinuações e acusações totalmente falsas a meu respeito. São notícias plantadas desde 2002 — ano em que meu pai foi candidato a presidente pela primeira vez — e repetidas em todas as campanhas posteriores, não obstantes os esclarecimentos prestados a cada oportunidade. Basta lembrar que, em 2010, fui vítima de quebra ilegal de sigilo fiscal, tendo seus autores sido indiciados pela Polícia Federal. E, agora, uma organizada e fartamente financiada rede de difamação dedicou-se a propalar infâmias intensamente através de um livro e pela internet. Para atingir meu pai, buscam atacar a sua família com mentiras e torpezas.

1. Quais são os fatos?

- Nunca estive envolvida nem remotamente com qualquer tipo de movimentação ilegal de recursos.

- Nunca fui ré em processo nem indiciada pela Polícia Federal; fui, isto sim, vítima dos crimes de pessoas hoje indiciadas.

- Jamais intermediei nenhum negócio entre empresa privada e setor público no Brasil ou em qualquer parte do mundo.

- Não fui sócia de Verônica Dantas, apenas integramos o mesmo conselho de administração.

Faço uma breve reconstituição desses fatos, comprováveis por farta documentação.

2. No período entre Setembro de 1998 e Março de 2001, trabalhei em um fundo chamado International Real Returns (IRR) e atuava como sua representante no Brasil. Minha atuação no IRR restringia-se à de representante do Fundo em seus investimentos. Em nenhum momento fui sua sócia ou acionista. Há provas.

3. Esse fundo, de forma absolutamente regular e dentro de seu escopo de atuação, realizou um investimento na empresa de tecnologia Decidir. Como conseqüência desse investimento, o IRR passou a deter uma participação minoritária na empresa.

4. A Decidir era uma empresa “ponto.com”, provedora de três serviços: (I) checagem de crédito; (II) verificação de identidade e (III) processamento de assinaturas eletrônicas. A empresa foi fundada na Argentina, tinha sede em Buenos Aires, onde, aliás, se encontrava sua área de desenvolvimento e tecnologia. No fim da década de 90, passou a operar no Brasil, no Chile e no México, criando também uma subsidiária em Miami, com a intenção de operar no mercado norte-americano.

5. Era uma empresa real, com funcionários, faturamento, clientes e potencial de expansão. Ao contrário do que afirmam detratores levianos, sem provar nada, a Decidir não era uma empresa de fachada para operar negócios escusos. Todas e quaisquer transações relacionadas aos aportes de investimento eram registradas nos órgãos competentes.

6. Em conseqüência do investimento feito pelo IRR na Decidir, passei a integrar o seu Conselho de Administração (ou, na língua inglesa, “Board of Directors”), representando o fundo para o qual trabalhava.

7. À época do primeiro investimento feito pelo IRR na Decidir, o fundo de investimento Citibank Venture Capital (CVC) – administrado, no âmbito da América Latina, desde Nova Iorque – liderou a operação.

8. Como o CVC tinha uma parceria com o Opportunity para realizar investimentos no Brasil, convidou-o a co-investir na Decidir, cedendo uma parte menor de seu aporte. Na mesma operação de capitalização da Decidir, investiram grandes e experientes fundos internacionais, dentre os quais se destacaram o HSBC, GE Capital e Cima Investments.

9. Nessa época, da mesma forma como eu fui indicada para representar o IRR no Conselho de Administração da Decidir, a Sra. Veronica Dantas foi indicada para participar desse mesmo conselho pelo Fundo Opportunity. Éramos duas conselheiras (e não sócias), representando fundos distintos, sem relação entre si anterior ou posterior a esta posição no conselho da empresa.

10. O fato acima, no entanto, serviu de pretexto para a afirmação (feita pela primeira vez em 2002) de que eu fui sócia de Verônica Dantas e, numa ilação maldosa, de que estive ligada às atividades do empresário Daniel Dantas no processo de privatização do setor de telecomunicações no Brasil. Em 1998, quando houve a privatização, eu morava há quatro anos nos Estados Unidos, onde estudei em Harvard e trabalhei em Nova York numa empresa americana que não tinha nenhum negócio no Brasil, muito menos com a privatização.

11. Participar de um mesmo Conselho de Administração, representando terceiros, o que é comum no mundo dos negócios, não caracteriza sociedade. Não fundamos empresa juntas, nem chegamos a nos conhecer, pois o Opportunity destacava um de seus funcionários para acompanhar as reuniões do conselho da Decidir, realizadas sempre em Buenos Aires.

12. Outra mentira grotesca sustenta que fui indiciada pela Polícia Federal em processo que investiga eventuais quebras de sigilo. Não fui ré nem indiciada. Nunca fui ouvida, como pode comprovar a própria Polícia Federal. Certidão sobre tal processo, da Terceira Vara Criminal de São Paulo, de 23/12/2011, atesta que “Verônica Serra não prestou declarações em sede policial, não foi indiciada nos referidos autos, tampouco houve oferecimento de denúncia em relação à mesma.”

13. Minhas ligações com a Decidir terminaram formalmente em Julho de 2001, pouco após deixar o IRR, fundo para o qual trabalhava. Isso ressalta a profunda má fé das alegações de um envolvimento meu com operações financeiras da Decidir realizadas em 2006. Essas operações de 2006 – cinco anos após minha saída da empresa – são mostradas num fac-símile publicado pelos detratores, como se eu ainda estivesse na empresa. Não foi mostrado (pois não existe) nenhum documento que comprove qualquer participação minha naquelas operações. Os que pretendem atacar minha honra confiam em que seus eventuais leitores não examinem fac-símiles que publicam, nem confiram datas e verifiquem que nomes são citados.

14. Mentem, também, ao insinuar que eu intermediei negócios da Decidir com governos no Brasil. Enquanto eu estive na Decidir, a empresa jamais participou de nenhuma licitação.

Encerro destacando que posso comprovar cada uma das afirmações que faço aqui. Já os caluniadores e difamadores não podem provar uma só de suas acusações e vão responder por isso na justiça. Resta-me confiar na Polícia e na Justiça do meu país, para que os mercadores da reputação alheia não fiquem impunes.”
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Registro da empresa Decidir.com, Inc. na Flórida (EUA) confirma sociedade entre Verônica Serra e Verônica Dantas

Detalhe por Nome da Entidade
Corporação Florida Profit
DECIDIR.COM, INC
Informações de depósito

Número de documentos P00000044377
Número FEI / EIN N / A
Arquivado data 2000/05/03
Estado FL
Estado INACTIVE
Evento última Dissolução voluntária
Data do Evento Filed 2002/05/03
Data do Evento Efetivo NONE

Endereço principais
AGENTES C / O AGI REGISTADOS, INC 
1200 Brickell Avenue, Suite 900 
MIAMI FL 33131
Mudou 2001/05/01
Endereço para correspondência
AGENTES C / O AGI REGISTADOS, INC 
1200 Brickell Avenue, Suite 900 
MIAMI FL 33131
Mudou 2001/05/01
Nome do Agente & registrada Endereço
AGENTES AGI REGISTADOS, INC 
1200 Brickell Avenue 
Suite 900 
MIAMI FL 33131 EUA
Nome alterado: 2001/05/01
Diretor / Director Detail
Nome e Endereço
Título D
KIM, BRIAN 
1200 Brickell Avenue, Suite 900 
MIAMI FL 33131
Título D
DANTAS RODEMBURG, VERONICA V 
1200 Brickell Avenue, Suite 900 
MIAMI FL 33131
Título D
Nevo, GUY E 
1200 Brickell Avenue, Suite 900 
MIAMI FL 33131
Título D
ALLENDE SERRA, VERONICA 
1200 Brickell Avenue, Suite 900 
MIAMI FL 33131
Título D
Nofal, ESTEBAN 
1200 Brickell Avenue, Suite 900 
MIAMI FL 33131
Título D
Brenman, ESTEBAN 
1200 Brickell Avenue, Suite 900 
MIAMI FL 33131
Relatórios Anuais

Ano relatório Data arquivado
2001 2001/05/01


Extraído do sítio Blog da Cidadania de Eduardo Guimarães