01 fevereiro 2012

JAN/2012 - POLÍTICA

  1. Bloqueio contra Cuba: sem mudanças após meio século de oficializado 
  2. Dilma condena bloqueio econômico a Cuba - Luciana Lima 
  3. Dilma evita discutir direitos humanos em Cuba e diz que Brasil tem "telhado de vidro" - Luciana Lima 
  4. Fernando Morais versus Yoani Sánchez - Altamiro Borges 
  5. EUA e Israel criam nova doutrina dos 'assassinatos seletivos preventivos' - Reginaldo Mattar Nasser 
  6. Dilma no Fórum Social Mundial - Emir Sader 
  7. Merkel fará campanha para a reeleição de Sarkozy 
  8. Estudo revela que 64% dos venezuelanos aprovam a gestão Hugo Chávez 
  9. Comparato leva Pinheirinho à OEA - Paulo Henrique Amorim 
  10. Assad: "Fui castigado pela amizade com a Rússia" - Serguei Balmasov 
  11. Tahrir volta a trepidar contra governo militar e pobreza 
  12. Partido Comunista de Cuba se reúne para definir mudanças na economia do país - Renata Giraldi 
  13. Europeus questionam fechamento do site Megaupload pelos EUA - Cyrus Farivar e Klaus Jansen 
  14. "Eu sou feliz neste país e com os brasileiros", diz Battisti em Porto Alegre - Rachel Duarte 
  15. Irã: o que está por detrás do embargo europeu 
  16. O passado que a Argentina enfrenta com a coragem que o Brasil não tem - Luiz Cláudio Cunha 
  17. "Se continuar presidente, Obama representa uma ameaça à existência de Israel", afirma jornal 
  18. Blogosfera e Privataria abatem candidatura de José Serra pela raíz - Helena Sthephanowitz 
  19. Após 'blecaute', senador retira projeto anti-pirataria nos EUA 
  20. Chanceler iraniano critica intromissão dos EUA no Golfo Pérsico 
  21. Malvinas vira foco de tensão entre Argentina e Grã-Bretanha três décadas após guerra - Vladimir Hernández 
  22. O Costa Concórdia e o estupro do BBB - Mair Pena Neto 
  23. Rússia critica o Ocidente e o Irã pela crise no Oriente Médio 
  24. Tribunais viraram xerifes da política brasileira: isso é bom? - Antonio Lassance 
  25. Um mundo cheio de 'não-pessoas' - Noam Choski 
  26. Desânimo com processo político político marca prévias nos EUA - Heloísa Vilella 
  27. A "filosofia da revolução" de Che Guevara - Eduardo Mancuso 
  28. Prisão de Guantánamo completa dez anos sem perspectiva de fechamento - Cristina Bergmann 
  29. Ahmadinejad: acusações sobre bombas nucleares são dignas de riso 
  30. "Magistratura está intimidada com a atuação da CNJ" - Pedro Canário e Rodrigo Hadar 
  31. Cristina Kirchner não tem câncer, anuncia governo argentino 
  32. Fidel Castro adverte sobre perigos nuclear e climático 
  33. China adverte EUA contra 'demonstração de força' na Ásia 
  34. Privataria em MG: a guerra dos Emboabas! - Rodrigo Vianna 
  35. "No Brasil temos uma justiça morrente. Em 2012, ela não vai mudar" - Celso Lungaretti 
  36. Os Estados Unidos contra todo mundo - Immanuel Wallerstein 
  37. Doação da família de Prestes faz Arquivo Nacional esperar novos documentos sobre ditadura militar - Isabela Vieira 
  38. Explorando os limites de uma esquerda reformada - Tarso Genro 
  39. "Dos 153 maiores conflitos no mundo, 146 ocorrem dentro de estados" - Christina Stephano de Queiroz 
  40. Estados Unidos e Irã mantém rota de confronto 
  41. Boechat escancara roubalheira tucana - Altamiro Borges 
  42. Cidade gaúcha veio mostrar experiência em Genebra - Tom Belmonte 
  43. Antes da visita do papa, Fidel castro 'comemora' 50 anos de excomunhão 
  44. Venezuela, a Cepal e os novos desafios bolivarianos - Beto Almeida 
  45. Cuidado: Cuba sob a ótica da Globo 
  46. Cuba: avanços e desafios da Revolução 

ESTADÃO ASSUME QUE É PARTIDO POLÍTICO - Altamiro Borges

Que o jornal O Estado de S.Paulo é oligárquico, isto é fato desde a sua origem, quando publicava anúncios da venda de escravos. Que ele é golpista, isto está registrado na história com as suas conspirações contra Getúlio e Jango. Que ele é neoliberal, isto ficou patente no destrutivo reinado de FHC. Que ele gosta dos tucanos, em especial do Serra, isto ficou explícito na campanha de 2010. 


Agora, que o Estadão é um partido de direita, que funciona e age como tal, alguns ainda tinham dúvidas. No último domingo (29), porém, no editorial intitulado “Agora a capital, depois o Estado”, o jornal saiu do armário e se assumiu como ativa organização partidária. Ele conclama a sua militância – os seus fiéis leitores – a se mobilizarem para a batalha eleitoral de outubro próximo.

O medo das eleições municipais

Para o jornal/partido, as forças conservadoras correm sério risco nas eleições municipais na capital paulista, a principal cidade do país, o que torna inviável qualquer projeto de retomada do poder central em 2014. Na sua avaliação, o candidato “armado pelo lulopetismo”, o ex-ministro Fernando Haddad, será o principal adversário na contenda e precisa ser duramente combatido.

O Estadão tem visão estratégica. Teme que a derrota da direita na capital paulista seja “o trampolim [dos petistas] para conquista inédita” do governo do Estado. Neste sentido, o jornal oligárquico critica a divisão do bloco neoliberal-conservador e faz um chamamento à sua urgente unidade. Até parece um manifesto partidário (ou é?). Leia alguns trechos:

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“O maior adversário do PT em São Paulo, o PSDB, não apenas demonstra enorme dificuldade para articular uma candidatura competitiva, como enfrenta o problema adicional de permanecer numa posição ambígua, sem um discurso claro, em relação à prefeitura: não é exatamente situação nem oposição, embora tenha o rabo preso com a gestão Kassab”. 

“Para embaralhar ainda mais o quadro, torna-se cada vez mais concreta a possibilidade de Gilberto Kassab fazer algum tipo de aliança do seu PSD com o PT – por paradoxal que isso seja. Segundo o prefeito tem confidenciado aos seus interlocutores, essa é uma opção a que ele está sendo praticamente impelido por aqueles que seriam seus aliados naturais”.

“O que importa é que na disputa pela Prefeitura de São Paulo está em jogo muito mais do que o poder municipal. Um dos fundamentos do regime democrático é a possibilidade de alternância no poder no âmbito federal, que está ameaçado pela perspectiva de o lulopetismo estender seus domínios ao que de mais politicamente significativo ainda lhe falta: a cidade e o Estado de São Paulo. Se existe uma oposição no País, está na hora de seus líderes pensarem seriamente nisso. E agir”.

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Estadão devia registrar o PIG

Tirando o cinismo da tese sobre “alternância no poder” – a não ser que o jornal considere os seus leitores idiotas, que não sabem que o PSDB comanda São Paulo há quase duas décadas –, o Estadão formula uma linha tática bem definida. Não é “ambíguo”. Caso os tucanos não sigam as suas orientações, a famiglia Mesquita até que podia registrar uma nova legenda – o PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Extraído do Blog do Miro, de Altamiro Borges

PETIÇÃO CONDENA DEFESA DE ASSASSINATOS FEITA POR COMENTARISTAS DA GLOBO

"Ao divulgar a defesa da prática do assassinato como meio de fazer política, a Rede Globo dá as mãos ao fundamentalismo – não importa se de natureza religiosa ou ideológica – e abre um precedente muito perigoso no Brasil", diz petição. No dia 15 de janeiro deste ano, o jornalista Caio Blinder, da Rede Globo, defendeu abertamente no programa Manhattan Conection o assassinato de cientistas iranianos como um meio válido de fazer política.


Um grupo de jornalistas, professores e estudantes decidiu criar um abaixo-assinado 'contra a defesa explícita da prática de assassinatos como meio de fazer política, perpetrada por comentaristas da Rede Globo'. No dia 15 de janeiro deste ano, o jornalista Caio Blinder defendeu abertamente no programa Manhattan Conection o assassinato de cientistas iranianos como um meio válido de fazer política. O comentário foi apoiado por Diogo Mainardi, outro comentarista da Globo. A petição que está circulando na internet afirma:

Srs. Diretores da Rede Globo

Causa profunda surpresa, indignação e perplexidade assistir a um programa de vossa emissora em que jornalistas, comentaristas e palpiteiros assumam a defesa explícita da prática de assassinatos como meio válido de fazer política.

Isso foi feito abertamente, no dia 15.01.2012, por Diogo Mainardi e Caio Blinder, ambos empregados da Rede Globo (o trecho em questão pode ser acessado pelo link:

Depois de fazer brincadeiras de gosto muito duvidoso sobre a sua suposta condição de agente do Mossad (serviço secreto israelense), Caio Blinder alegou que os cientistas que trabalham no programa nuclear iraniano são empregados de um “estado terrorista”, que “viola as resoluções da ONU” e que por isso o seu assassinato não constituiria um ato terrorista, mas sim um ato legítimo de defesa contra o terrorismo. Trata-se, é óbvio, de uma lógica primária e rudimentar, com a qual Mainardi concordou integralmente.

Parece não ocorrer a ambos o fato de que o Estado de Israel é liderança mundial quando se trata em violar as resoluções da ONU, e que é acusado de prática de terrorismo pela imensa maioria dos países-membros da entidade. Será que Caio Blinder defende, então, o assassinato seletivo de cientistas que trabalham no programa nuclear israelense (jamais oficializado, jamais reconhecido mas amplamente conhecido e documentado)?

Ambos, Caio Blinder e Diogo Mainardi - se associam ao evangelista fundamentalista estadunidense Pat Robertson, que, em abril de 2005, defendeu em rede nacional de televisão, com “argumentos” semelhantes, o assassinato do presidente venezuelano Hugo Chávez, provocando comentários constrangidos da Casa Branca.

Ao divulgar a defesa da prática do assassinato como meio de fazer política, a Rede Globo dá as mãos ao fundamentalismo – não importa se de natureza religiosa ou ideológica – e abre um precedente muito perigoso no Brasil. Isso é inaceitável.

Atenção: não defendemos, aqui, qualquer tipo de censura, nem queremos restringir a liberdade de expressão. Não se trata de desqualificar ideias ou conceitos explicitados por vossos funcionários. O que está em discussão não são apenas ideias. Não são as opiniões de quem quer que seja sobre o programa nuclear iraniano (ou israelense, ou estadunidense...), mas sim o direito que tem uma emissora de levar ao ar a defesa da prática do assassinato, ainda mais feita por articulistas marcadamente preconceituosos e racistas. Em abril de 2011, o mesmo Caio Blinder qualificou como “piranha” a rainha Rania da Jordânia, estendendo por meio dela o insulto às mulheres islâmicas. Mainardi é pródigo em insultos, não apenas contra o Islã mas também contra o povo brasileiro.

Se uma emissora do porte da Globo dá abrigo a tais absurdos, mais tarde não poderá se lamentar quando outros começarem a defender, entre outras coisas, a legitimidade de se plantar bombas contra instalações de vossa emissora por quaisquer motivos, reais ou imaginários – por exemplo, como forma de represália pelas íntimas relações mantidas com a ditadura militar no passado recente, pela prática de ataques racistas contra o Islã e o mundo árabe, ou ainda pelos ataques contumazes aos movimentos sociais brasileiros e latino-americanos.

Manifestações como essas de Caio Blinder e Diogo Mainardi ferem as normas mais elementares da convivência civilizada. Esperamos que a Rede Globo se retrate publicamente, para dizer o mínimo, tomando distância de mais essa demonstração racista de barbárie.

Agradecemos a atenção.

Extraído do sítio da Carta Maior

JAN/2012 - IMPRENSA

  1. O jornalismo não morreu - Celso de Castro 
  2. No Fórum Social Mundial, a necessidade de regulação da mídia - José Dirceu 
  3. Uma exibição eloquente do padrão Veja de "jornalismo" - Eduardo Guimarães 
  4. Esclarecimento da agência iraniana IRNA sobre a matéria publicada pela Folha de São Paulo 
  5. Fórum Social Temático: para RBS, "atrapalhou o trânsito" - Rodrigo Garcia 
  6. Uma imprensa que defende as empresas - Elmar Bones 
  7. Caso BBB pode levar Ministério das Comunicações a rever concessão à Globo 
  8. Escândalo do 'estupro' no BBB12: de quem é a responsabilidade? 
  9. BBB12 e o estupro ao vivo na TV - Jacira Melo 
  10. Globo inventa repressão e censura na Record - Bemvindo Sequeira 
  11. Ela bebe até cair, ele abusa dela, e sua família assiste - Eduardo Guimarães 
  12. A Constituição é letra morta? - Brizola Neto 
  13. Por que o ódio da imprensa a José Dirceu? - Gilson Caroni Filho 
  14. A saúde dos jornais - Carlos Alberto Di Franco 
  15. Como se deve tratar números e apresentá-los ao público - Antonio Lassance 
  16. Eduardo Campos enquadra mídia - Miguel do Rosário 
  17. O que move o partido impresso - Gilson Caroni Filho 
  18. A pirataria da privataria - Diego Iraheta 
  19. A 'Veja" denunciou a 'privataria' em 2002 sem provas. O que mudou? - Lucas Assis 
  20. O jornalismo hipócrita da Rede Globo e da mídia Nacional 
  21. "Atiram em Cristina para acertar Dilma" - Dario Pignotti 
  22. A nova façanha do Wikileaks: identificar as empresas que vigiam o mundo