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16 janeiro 2013

20 SEAL QUE PARTICIPARAM DA CAÇADA A BIN LADEN ESTÃO MORTOS - Charles Nisz

Um mistério ronda o destino dos homens envolvidos na caçada ao terrorista mais procurado pelos EUA. Mais de 20 soldados dos SEAL (unidade de operações especiais da Marinha dos EUA) que participaram da missão se suicidaram ou morreram em combate em outras missões no Afeganistão.

As mortes cobrem mais da metade da equipe que encontrou e matou o terrorista saudita em Abbottabad, no Paquistão, em 2 de maio de 2011. Entre os mortos está Job Price (foto), de 42 anos, comandante da missão. Ele teria cometido suicídio em 22 de dezembro de 2012.

Antes disso, em 6 de agosto de 2011, um acidente de helicóptero matou 20 dos soldados participantes da missão. O portal MSNBC trocou o texto da notícia sobre o acidente, negando que os soldados tenham participado da captura e morte de Bin Laden.

O jornal britânico Guardian e alguns blogs americanos noticiaram as mortes e notaram que elas aconteceram justamente com os soldados da unidade 6 dos SEAL. As Forças Armadas americanas abriram uma investigação para apurar a circunstância das mortes. Será apenas acidente ou queima de arquivo?


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15 janeiro 2013

LOS SUICIDIOS EN EL EJÉRCITO DE EEUU SUPERAN A LAS BAJAS EN AFGANISTÁN - Yolanda Monge

El secretario de Defensa, Leon Panetta. / SAUL LOEB (AFP)

Los suicidos de militares estadounidenses se elevaron a 349 en 2012, superando en más de 50 a las bajas mortales sucedidas en Afganistán (295), según ha informado hoy el Pentágono. Según diversos expertos, la tendencia puede incluso empeorar este año. “Esto es una epidemia que no puede ser ignorada”, ha declarado la senadora Patty Murray, que el año pasado promovió diversos proyectos de ley para mejorar las políticas de prevención de suicidios entre las filas así como facilitar asistencia psiquiátrica a las tropas y a los veteranos de guerra. Leon Panetta, todavía secretario de Defensa, ha manifestado en diversas ocasiones la misma opinión que Murray. Panetta reconoció el año pasado que los suicidios dentro del Ejército era el asunto más frustrante que había enfrentado desde que se hizo cargo del Pentágono en 2011.

Más de 10 años de combates en Afganistán e Irak están pasando factura a los miembros de las Fuerzas Armadas norteamericanas, que en ocasiones ven sumarse un reemplazo tras otro sin apenas descanso, lo que genera problemas de ansiedad y depresión. “Debemos asegurarnos de que hacemos todo lo posible para que las nuevas generaciones de soldados y veteranos no se pierdan en el camino enfrentando los nuevos retos a los que están llamados”, ha declarado la senadora Murray, demócrata del Estado de Washington.

El Ejército de Tierra es quien ha tenido más suicidios entre militares en activo el año pasado con 182, aunque el Cuerpo de Marines fue el que tuvo el mayor incremento porcentual, 50% más, para sumar 48 fallecimientos. La Fuerza Aérea registró 59 suicidios y la Armada 60.

En 2011, 301 militares se quitaron la vida. Según el Departamento de Defensa, aproximadamente un veterano se suicida cada 80 minutos. El primer año que el Pentágono comenzó a registrar oficialmente estas muertes fue en 2001. En 2006, los suicidios entre los soldados comenzaron a dispararse y alcanzaron lo que entonces resultó ser la cifra más alta en el año 2009, con 310 muertes. A partir de ese año fue descendiendo y ha resultado una sorpresa que en 2012 la cifra haya sido tan elevada debido a que el Ejército está ya fuera de Irak y se encamina a abandonar Afganistán.

Extraído do sítio El País

17 agosto 2012

NOVAS FORMAS DE AGRESSÃO DOS EUA - Miguel Urbano Rodrigues

Essas inovações “revolucionárias” na estratégia militar do imperialismo iluminam bem a ameaça para a humanidade de um sistema de poder monstruoso.


Os EUA surgem como pioneiros em duas formas de agressão que o Pentágono define como evolução na arte da guerra: os drones, aviões sem piloto, e os ataques cibernéticos.

Robôs sofisticados, as aeronaves sem piloto estão a ser utilizadas intensamente em bombardeamentos no Afeganistão e no Paquistão e em operações similares no Iêmen e na Somália.

Num brilhante ensaio, o professor português Frederico Carvalho analisa a rápida expansão desses armamentos de tecnologia avançada.

Em 2003, o número de veículos aéreos sem piloto (Vasp) excedia já os sete milhares. Segundo o Pentágono, esses engenhos vieram “revolucionar a arte militar”.

Eles apagaram na guerra a fronteira entre o soldado e o civil. Agora, algures numa pequena cidade dos EUA, um técnico, recebidas as instruções sobre o alvo a atingir, carrega nos botões de uma mesa de comando e depois vai jantar com a família de consciência tranquila. Nem sequer conhece o resultado da operação criminosa.

Mas o ataque pode ser também desfechado de uma base na Etiópia, em Djibuti, nas Seychelles ou na Arábia Saudita. Eventualmente, de um porta-aviões. Os drones disparam mísseis Halfi re ou Scorpion.

Afirmam os generais do Pentágono que os danos colaterais são mínimos. Mentem Dennis Blair, o ex-diretor Nacional da Espionagem, qualifica os Vasps de “arma perigosamente sedutora”, porque “é barata, não faz vítimas americanas e transmite uma imagem de dureza”.

Oficialmente, os alvos visados são grupos de terroristas ou personalidades cujos nomes constam de uma lista submetida à aprovação prévia do presidente Obama.

O balanço dos ataques a aldeias das zonas tribais do Paquistão, planejados e controlados diretamente pela CIA, é pesado.

Nas aldeias bombardeadas por cada “terrorista” abatido são mortos dez camponeses.

De uma só vez, os mísseis de um drone mataram 26 soldados paquistaneses. A indignação naqueles país foi tamanha que o governo de Islamabad proibiu durante meses na fronteira o trânsito de caminhões de abastecimento às tropas americanas e da Otan que ocupam o Afeganistão.

O presidente Obama não somente aprova a utilização massiva dos drones como deu o seu aval a uma alteração dos regulamentos que autoriza o recurso “a força letal” longe de zonas de guerra. Por outras palavras, o assassinato em países estrangeiros de indivíduos considerados “perigosos” para a segurança dos EUA passou a ser legal.

Além dos drones, os EUA contam hoje com um arsenal de robôs de reconhecimento.

Revistas especializadas referem a existência de pequenos robôs espiões com a aparência de insetos, que passam despercebidos. Está aliás em estudo a utilização de insetos reais em que seria implantado um chip eletrônico que permitiria comandar a distância o seu voo.


Cibernética a serviço da guerra

OS EUA são também pioneiros na utilização da cibernética como instrumento de espionagem e arma eficaz para a desativação ou destruição de equipamentos e sistemas informatizados.

O subsecretário de Defesa dos EUA, William Lynn, reconheceu numa declaração pública que para o Pentágono o ciberespaço “é um novo teatro de guerra”, como o solo, o mar ou o ar.

Atos de agressão cibernética confirmam essas palavras. Em setembro de 2010 a mídia estadunidense noticiou que o parque de ultracentrifugadoras de Natanz, no Irã, fora alvo de um ataque. Em Washington sabia-se que ali se procedia ao enriquecimento de urânio natural destinado a combustível nuclear para a produção de energia.

Aproximadamente mil centrifugadoras foram então inutilizadas pela operação de pirataria cibernética que utilizou o vírus Stuxnet. Posteriormente, soube-se que esse vírus, ate então desconhecido, resultara de um projeto americano-israelense.

Operações como a citada são planejadas e executadas sob a direção do Ciber Comand, subunidade do Comando Estratégico das Forças Armadas.


É de lamentar que a mídia brasileira, com poucas exceções, preste escassa atenção à importância crescente da guerra robótica e da ciberguerra nas agressões imperiais dos EUA.

Essas inovações “revolucionárias” na estratégia militar do imperialismo iluminam bem a ameaça para a humanidade de um sistema de poder monstruoso que somente encontra precedente no III Reich nazi.

* Miguel Urbano Rodrigues é jornalista e escritor português. Escreve mensalmente para o Brasil de Fato.

Extraído do sítio Brasil de Fato