01 fevereiro 2012

ECOLOGIA É O PRINCIPAL PROBLEMA DO MUNDO

O que é anormal está se tornando normal: no século XXI, o número de desastres naturais poderá aumentar em 10 vezes. Estas são as conclusões do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança do Clima (GIEMC). O relatório do GIEMC sobre os fenômenos climáticos deverá ser publicado em 2012. Recentemente foi tornado público o resumo do trabalho.

© Flickr.com/Truthout.org/cc-by-nc-sa 3.0 
A principal conclusão dos especialistas é que será necessário diminuir 2 vezes os gases provenientes da combustão dos hidrocarbonetos. Caso contrário, haverá um crescimento do número dos desastres naturais, e então, a saúde das pessoas e da economia, ou a falta dela, será a principal consequência dos desastres. As conclusões do relatório, diz o coordenador do programa Clima e Energia do Fundo Mundial para a Natureza Aleksei Kokorin, são alarmantes. 

A peculiaridade do relatório está no modo como que ele foi escrito. O documento foi feito de forma cientificamente rigorosa e indica cuidadosamente as chances, em percentagens, de certos fenômenos poderem ou não acontecer, e em que lugar. Acontece que alguns fenômenos, que normalmente têm lugar de 20 em 20 anos, em 2040 e 2060 serão bem mais frequentes. E poderão ocorrer até 2-3 vezes por ano. Se lembrarmos a terrível onda de calor que aconteceu França e na Itália em 2003 e em Moscou em 2010, existem possibilidades de, em 2070, verões como este serem normais. O normal, claro, quer dizer que isto não acontecerá todos os anos, mas uma vez em cada dois-três anos. A frequência dos fenômenos deverá ser ainda maior nas regiões do Ártico – de 5 a 10 vezes mais frequentes.

No entanto, é esperada não só uma onda de calor, mas outras situações climáticas extremas, diz Aleksei Kokorin. A humanidade enfrentará inundações, tufões e tsunamis com cada vez maior frequência. As secas estão previstas na Europa e Mediterrâneo, América Central e do Norte, Brasil e Sul da África. O cenário é previsto somente se a humanidade não der um jeito na emissão dos gases que provocam o efeito de estufa. Em outras palavras, somente se não começarmos a usar fontes de energia alternativas e se não pararmos de cortar florestas.

Todos os cenários do GIEMC são mostrados em 3 formas (mínima, média e máxima) de acordo com a intervenção humana no clima. Os cientistas acreditam que as suas conclusões serão base para o começo da luta contra a poluição do planeta. Hoje, as normas de emissões de gases são reguladas pelo Protocolo de Quioto. Ele foi adotado em dezembro de 1997 e foi ratificado por 181 países, responsáveis por 61% da emissão dos gases. O primeiro período do protocolo, que termina em dezembro de 2012, tem como objetivo reduzir a emissão de gases pelos países subscritores. A maioria dos países em desenvolvimento deverá começar a redução dos poluentes no segundo período do protocolo, até o ano de 2018. Vários países desenvolvidos, incluindo a Rússia, o Japão e o Canadá, acham que o Protocolo de Quioto deve ser substituído por um novo acordo climático. Esta questão será uma das principais na Conferência sobre o Clima que deverá ocorrer entre os dias 28 de novembro e 9 de dezembro na cidade de Durban, na África do Sul.

Extraído do sítio Voz da Rússia

RELATÓRIO ADVERTE FRANÇA SOBRE ENVELHECIMENTO DE CENTRAIS NUCLEARES

A França tem 10 anos para se preparar para o envelhecimento de 22 das suas 58 centrais nucleares, a principal fonte energética do país. O Tribunal de Contas francês publicou hoje um estudo detalhado sobre o futuro das usinas e concluiu que o país tem duas alternativas: ou prolonga a atividade das centrais, ou aposta nas energias renováveis.

Centrale nuclear de Nogent-sur-Seine é uma das 58 usinas da França. AFP/François Nascimbeni

Seja qual for a escolha do governo francês sobre a sua política energética, os investimentos deverão ser colossais. Para manter a atual produção de energia, que depende em cerca de 80% das usinas nucleares, seria necessário construir 11 novas centrais até 2022, esforço orçamentário considerado “improvável, talvez impossível” pelo Tribunal de Contas. As usinas francesas foram projetadas para durar 40 anos - quase metade delas atingirá este limite na próxima década.

O relatório aconselha o país a “prolongar a duração além de 40 anos ou evoluir rapidamente o mix energético em direção a outras fontes de energia”. A terceira solução, aponta o documento, seria promover “sérias” economias de energia. “Não decidir nada significa tomar uma decisão que afeta o futuro”, disse o presidente do Tribunal de Contas, Didier Migaud, após nove meses de estudos sobre o setor. O relatório havia sido solicitado pelo governo em março, logo após a catástrofe nuclear na central de Fukushima, no Japão.

Após a divulgação das conclusões, o primeiro-ministro francês, François Fillon, prometeu incluir os custos sobre o prolongamento da vida das centrais franceses já no plano plurianual de investimentos de 2012.

A EDF, principal operadora energética da França, estima que o desmantelamento dos 58 reatores em atividade custaria 18,4 bilhoes de euros (42 bilhões de reais), mas o Tribunal de Contas afirmou que este montante lhe parece subvalorizado em relação a estudos semelhantes feitos em outros paises europeus.


Extraído do sítio da RFI

BRASIL ESTÁ ENTRE OS MENOS PREPARADOS PARA ATAQUES DE HACKERS, DIZ ESTUDO

Estudo avalia percepção de especialistas sobre a cibersegurança em 23 países.

O Brasil foi apontado como um dos países menos preparados para ataques cibernéticos em um ranking de 23 nações presente em um recém divulgado estudo produzido pelo centro de pesquisas belga Security Defense Agenda (SDA) e pela empresa de antivírus McAfee.


Dos países analisados pelo estudo, nenhum obteve a nota máxima (5) de total prontidão contra ataques virtuais.

O Brasil teve nota 2,5, ao lado de Índia e Romênia, ficando à frente apenas do México.

Os mais bem-colocados no ranking são Israel, Finlândia e Suécia, com nota 4,5.

"A infraestrutura e tecnologia (de segurança cibernética) na América Latina e Caribe tende a estar desatualizada, e esse ainda é o caso no Brasil", diz o capítulo sobre o país.

"Até agora, a corrupção policial e a falta de legislação para combater crimes cibernéticos constituem o calcanhar de Aquiles do Brasil. Ciberataques contra usuários (de sites de bancos) estão acima da média mundial."

Exemplos de ataques estão ocorrendo nesta semana, quando hackers brasileiros estão alvejando sites de bancos. Na segunda-feira, o site do Itaú ficou indisponível por alguns momentos; nesta terça, o mesmo está acontecendo com o site do Bradesco.

'Hackers em vantagem'

O estudo Cyber Defense Report foi feito a partir de entrevistas com mais de 300 analistas e autoridades em segurança cibernética de governos, empresas, organizações internacionais e da academia, segundo a SDA.

Uma de suas conclusões é de que os hackers estão, em geral, em situação de vantagem, "atacando sistemas com fins de espionagem industrial e política ou para praticar roubos".

Países como China, Itália e Rússia tampouco receberam boas notas no ranking - 3, de um máximo de 5. Estados Unidos, Grã-Bretanha, Espanha, Alemanha e França ficaram com nota 4.

As notas levam em conta a adoção de medidas básicas - como firewalls (dispositivos que protegem contra hackers) adequados e proteção antivírus - e outras mais sofisticadas, como educação e grau de informação do governo.

Para Raj Samani, da McAfee, o ranking é subjetivo, mas é justamente essa sua validade.

"(O ranking) dá a percepção da prontidão (dos países) na opinião de pessoas que entendem e trabalham com cibersegurança diariamente", diz.

As ameaças, é claro, variam de país para país.

No caso do Brasil, Raphael Mandarino, diretor do Departamento de Segurança da Informação e Comunicações da Presidência da República, diz no estudo que, como o país não está envolvido em guerras, "não vemos o espaço cibernético como um campo de batalhas".

"Nossa cibersegurança foi criada essencialmente para proteger a infraestrutura interna de departamentos, o que faz com que nossa situação seja muito diferente da dos EUA", afirma.

No caso de Israel, porém, a principal ameaça vem de "Estados e de grandes organizações criminosas", afirma ao estudo um conselheiro de segurança do premiê Binyamin Netanyahu, afirmando que o país montou uma força-tarefa para avaliar ameaças virtuais ao abastecimento de água e de energia, por exemplo.

O país foi recentemente alvo de diversos ataques cibernéticos de grande escala, afetando, por exemplo, sites da Bolsa de Valores e de companhias aéreas.
Compartilhar informações

"A infraestrutura e tecnologia (de cibersegurança) pela América Latina e Caribe tende a estar desatualizada, e esse ainda é o caso no Brasil"

Cyber Defense Report

O relatório diz que é necessário aumentar o compartilhamento de informações em nível global para se proteger de ameaças.

"Criminosos cibernéticos se conectam através de distintos países", diz o estudo. "Se são espertos, passam pelos países onde sabem que não existe nenhuma cooperação. Eles estão compartilhando informações - precisamos fazer o mesmo."

As conclusões foram elogiadas por Joss Wright, integrante do Instituto de Internet de Oxford. Mas, em entrevista à BBC, ele faz uma ressalva sobre a viabilidade do compartilhamento de informações.

"São recomendações já feitas nos últimos dez anos", declara Wright. "Adoraria ver o compartilhamento de informações, mas, quando se trata de segurança nacional, existe (entre os países) uma cultura de não compartilhar."


Extraído do sítio da BBC Brasil

JAN/2012 - ECONOMIA

Predominância Merkel-Sarkozy irrita pequenos países europeus - Bernd Riegert  

Europeus buscam eldorado africano - Frédéric Burnand 

12 mitos do capitalismo - Guilherme Alves Coelho