02 dezembro 2011

SPYFILES: EMPRESAS DE VIGILÂNCIA NA MIRA DA WIKILEAKS

A Wikileaks divulgou esta quinta-feira os "Spy Files", com informações acerca da lucrativa indústria da vigilância de comunicações eletrônicas. E conclui que hoje em dia a espionagem faz-se em massa e não é submetida a qualquer controle.

Há uma indústria que ganha biliões a acabar com a privacidade das comunicações entre as pessoas e há Estados que se aproveitam disso para as controlar ou reprimir.

Poucas semanas após anunciar uma retirada para obter financiamentos, a organização de Julian Assange regressa à divulgação de ficheiros secretos e logo sobre uma das indústrias onde o segredo é não apenas a alma, mas também o próprio negócio. Colaborando com duas organizações antiescutas - Privacy International e Bugged Planet - e com órgãos de imprensa de seis países, a Wikileaks libertou 287 documentos esta quinta-feira, e promete divulgar mais nas próximas semanas e no próximo ano.

As revelações que faz são preocupantes. Segundo a apresentação destes "Spyfiles", "os serviços secretos, forças militares e autoridades policiais são capazes de intercetar telefonemas ou apoderar-se de computadores silenciosa e massivamente, sem qualquer ajuda das operadoras de telecomunicações". E localizar qualquer portador de telemóvel, mesmo que ele esteja no bolso.

Para além das companhias sedeadas nos países mais desenvolvidos estarem a vender a tecnologia que permite fazer isto a ditaduras dos países pobres e do Médio-Oriente, também estão a fornecê-la aos serviços de informações nos países ocidentais. "Nas histórias de espiões tradicionais, as secretas como o MI5 inglês põem escutas nos telefones de uma ou duas pessoas que estão a investigar. Nos últimos dez anos, os sistemas de vigilância massiva e indeterminada tornou-se a regra", acrescenta a Wikileaks.

A organização dá exemplos da utilização destes sistemas, lembrando as salas de escuta descobertas no Egito e na Líbia, onde se encontraram aparelhos da britânica Gamma, a francesa Amesys, a sul-africana VASTech ou da chinesa ZTE Corp. Ou de outras companhias que criam vírus e 'cavalos de Tróia' que tomam conta dos computadores e telemóveis - "incluindo iPhones, Blackberries e Androids" - registando cada movimento e som, mesmo o som ambiente quando o telefone está inativo.

Num dos casos mais conhecidos, uma empresa subsidiária da Nokia Siemens "forneceu ao governo do Bahrein a tecnologia de interceção que localizou o ativista dos direitos humanos Abdul Ghani Al Khanjar", a quem mostraram detalhes das conversas telefónicas quando foi interrogado e torturado no fim de 2010. E há também o caso da empresa RIM, que se ofereceu para ajudar o Estado inglês a apanhar os seus clientes que usaram o Blackberry Messenger durante os motins de agosto. A mesma empresa está em negociações para fazer o mesmo com os governos da Arábia Saudita, Emiratos Árabes Unidos, India e Líbano.

O tratamento das comunicações intercetadas também faz parte deste negócio milionário, que explodiu após os atentados de 11 de setembro de 2001 e a aprovação do "Patriot Act" pela administração Bush, que abriu a porta para a utilização de sistemas vigilância e interceção de comunicações em massa por parte das forças de segurança. A Wikileaks fala do projeto apresentado em janeiro passado, no valor de 1,5 mil milhões de dólares, que a CIA vai enterrar no deserto do Utah num complexo com capacidade para guardar e tratar muitos terabytes de informação recolhida. A organização de Assange lembra também que a secreta dos EUA já adquiriu software que consegue o reconhecimento automático da voz, podendo instantaneamente identificar e localizar qualquer pessoa.

O risco da aplicação concreta deste software ficou evidente numa disputa em tribunal entre duas empresas que trabalharam com o mesmo código-fonte. Segundo a Wikileaks, o criador da versão original processou a empresa que a alterou e depois vendeu o software à CIA. E disse em tribunal estar espantado quando soube que o usavam para localizar e alvejar pessoas através de aviões não tripulados, uma vez que a margem de erro do software era superior a 12 metros.

Os documentos agora revelados estão divididos por empresa e incluem brochuras, manuais de instruções, catálogos de artigos e preços e outras informações como a apresentação da arquitetura dos sistemas informáticos usados ou até um contrato proposto pela empresa francesa Amesys, com as especificações técnicas do sistema de vigilância e proteção de comunicações, com data de novembro 2006. O cliente era a Líbia.


Extraído do sítio Esquerda.net

CHÁVEZ RECEBE DILMA PARA CÚPULA QUE TEM SENTIDO ANTI-IMPERIALISTA

O líder anti-imperialista Hugo Chávez, presidente da República Bolivariana da Venezuela, recebeu nesta quinta-feira (1º) a presidente brasileira Dilma Rousseff.


Dilma desembarcou no fim da tarde em Caracas, onde participará da reunião de cúpula de criação da Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e do Caribe), que reunirá os países das Américas, com exceção dos Estados Unidos, país imperialista cujas políticas de dominação causaram tantos danos à América Latina, e do Canadá.


A presidente brasileira terá reuniões bilaterais com Chávez e Evo Morales, presidente da Bolívia. Numa demonstração do elevado nível de hospitalidade dos revolucionários bolivarianos, a guarda de honra da Presidência venezuelana entoou o hino nacional em português em homenagem à presidente Dilma, que se reuniu com o presidente Chávez e ministros dos dois países.

A agenda dos dois chefes de Estado prevê que eles revisarão acordos na área de habitação e energia. Questionado sobre a difícil negociação entre a estatal petroleira venezuelana PDVSA e a Petrobras para a construção de uma refinaria conjunta em Pernambuco, o mandatário venezuelano disse que o projeto "vai adiante".


Nesta sexta (2) os presidentes Chávez e Dilma e outros 29 mandatários se reunirão para fundar a Celac. A reunião de cúpula se encerra no sábado. Entusiasta da Celac, Chávez disse ontem que o organismo representa o fim da Doutrina Monroe, "a América para os americanos". É um ponto de chegada depois de 200 anos de batalha. "Não estou exagerando", disse o líder anti-imperialista. 

Efetivamente, a criação da Celac é um duro golpe nas pretensões neocolonialistas de Washington. Quando soarem os acordes dos hinos dos bravos povos latino-americanos, se ouvirá o dobre de finados do panamericanismo estadunidense. A Celac tem objetivamente sentido anti-imperialista

Encontro com Lula

O presidente Chávez confirmou que pretende viajar ao Brasil para fazer uma visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que combate um câncer de laringe.

Convalescente também de um câncer, Chávez informou que falou com Lula em três ocasiões desde que o brasileiro iniciou o tratamento e que ambos acordaram realizar uma cúpula "dos que venceram o câncer".

Chávez não mencionou datas para o encontro no Brasil, mas na semana passada a assessoria de Lula informou que a visita poderia ocorrer antes de 10 de dezembro, posse da presidente reeleita da argentina, Cristina Kirchner.

"Como Lula vinha me visitar e não pode, agora eu tenho que ir vê-lo. Você sabe que eu e Lula somos irmãos, somos mais que irmãos", disse Chávez a jornalistas, nos jardins do palácio presidencial de Miraflores, momentos antes de receber Dilma.

Extraído do sítio do Portal Vermelho







CIENTISTAS DESVENDAM PROFECIA MAIA DO 'FIM DO MUNDO' EM 2012 - Alberto Nájar

Arqueólogos de diversos países se reuniram no Estado de Chiapas, uma área repleta de ruínas maias no sul do México, para discutir a teoria apocalíptica de que essa antiga civilização previra o fim do mundo em 2012.

Para especialistas, maias não previram o fim do mundo
Arqueólogos de diversos países se reuniram no Estado de Chiapas, uma área repleta de ruínas maias no sul do México, para discutir a teoria apocalíptica de que essa antiga civilização previra o fim do mundo em 2012.

A teoria, amplamente conhecida no país e contada aos visitantes tanto no México como na Guatemala, Belize e outras áreas onde os maias também se estabeleceram, teve sua origem no monumento nº 6 do sítio arqueológico de Tortuguero e em um ladrilho com hieróglifos localizado em Comalcalco, ambos centros cerimoniais em Tabasco, no sudeste do país.

O primeiro faz alusão a um evento místico que ocorreria no dia 21 de dezembro de 2012, durante o solstício do inverno, quando Bahlam Ajaw, um antigo governante do lugar, se encontra com Bolon Yokte´, um dos deuses que, na mitologia maia, participaram do início da era atual.

Até então, as mensagens gravadas em "estelas" – monumentos líticos, feitos em um único bloco de pedra, contendo inscrições sobre a história e a mitologia maias – eram interpretadas como uma profecia maia sobre o fim do mundo.

Entretanto, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah), uma revisão das estelas pré-hispânicas indica que, na verdade, nessa data de dezembro do ano que vem os maias esperavam simplesmente o regresso de Bolon Yokte´.

"(Os maias) nunca disseram que haveria uma grande tragédia ou o fim do mundo em 2012", disse à BBC o pesquisador Rodrigo Liendo, do Instituto de Pesquisas Antropológicas da Universidade Autônoma do México (Unam).

"Essa visão apocalíptica é algo que nos caracteriza, ocidentais. Não é uma filosofia dos maias."

Novas interpretações

Durante o encontro realizado em Palenque, que abriga uma das mais impressionantes ruínas maias de toda a região, o pesquisador Sven Gronemeyer, da Universidade australiana de Trobe, e sua colega Bárbara Macleod fizeram uma nova interpretação do 6º monumento de Tortuguero.

Para eles, os hieróglifos inscritos na estela se referem à culminação dos 13 baktunes, os ciclos com que os maias mediam o tempo. Cada um deles era composto por 400 anos.

"A medição do tempo dos maias era muito completa", explica Gronemeyer. "Eles faziam referência a eventos no futuro e no passado, e há datas que são projetadas para centenas, milhares de anos no futuro", afirma.

Castellanos: profecias apocalípticas
 revelam mais sobre nós que sobre maias
Para a jornalista Laura Castellanos, autora do livro 2012, Las Profecias del Fin del Mundo, o sucesso da teoria apocalíptica junto à cultura ocidental se deve a uma "onda milenarista" que, segundo ela, "antecipa catástrofes ou outros acontecimentos cada vez que se completam dez séculos".

Para Castellanos, esse tipo de efeméride é reforçada por uma "crise ideológica, religiosa e social".

Ela observa que as profecias sobre 2012 não têm somente uma "vertente catastrófica", mas também uma linha que "prognostica o despertar da consciência e o renascimento de uma nova humanidade, mais equitativa".

Crença no final

A asséptica explicação científica e histórica vai de encontro à crença popular no México, um país onde há quem procure adquirir os conhecimentos necessários para sobreviver com seu próprio cultivo de alimentos em caso de uma catástrofe mundial.

Muitos dos que vivem fora procuram regressar ao país porque sentem que precisam estar em casa em 2012, e há empresas que oferecem espaço em bunkeres subterrâneos, com todas as comodidades.

Afinal, o possível fim do mundo também é negócio. O próprio governo mexicano lançou uma campanha para promover o turismo no sudeste do país, onde estão localizados os sítios arqueológicos maias.

Muitos governos dos Estados onde existem ruínas da antiga civilização maia já estão registrando aumento na chegada de turistas.

Extraído do sítio da BBC Brasil

01 dezembro 2011

CHEVRON: VAZAMENTO DE ÓLEO NA BACIA DE CAMPOS - Nº 13

Tijolaço: Sr. Moshiri: o Brasil não é seu quintal - Brizola Neto (01/12/2011)


O Sr. Ali Moshiri, vice-presidente para América Latina e África da Chevron, está de volta às páginas.
Hoje, numa entrevista ao Wall Street Journal, ele reclama da severidade (?) com que a Chevron está sendo tratada. Diz que a Polícia Federal atrapalhou o combate ao vazamento chamando executivos da empresa para depor. E que nunca viu “um vazamento tão pequeno gerar tamanha reação”.
Não gerou, senhor Moshiri, a não ser muitos dias depois de começar, quando finalmente a blogosfera fez a imprensa tradicional começar a revelar que o vazamento não era de umas gotinhas.
A sua empresa é quem tratou o Brasil com desrespeito. Descumpriu o projeto de perfuração apresentado às autoridades brasileiras. Mentiu desavergonhadamente, três dias depois do acidente, dizendo que a saída de petróleo pelo fundo do mar era “um fenômeno natural
Sua empresa foi condenada judicialmente por um destes “pequenos” vazamentos, no Equador, por prejuízos humanos e ambientais, no valor de US$ 8 bilhões e luta para proibir a exibição do filme onde isso é narrado, que a gente reproduz aí em cima.
Os senhores já não podem mais controlar tudo, governos e imprensa. Acabam de ser flagrados com depósitos de gás sulfídrico, um produto letal, em outra plataforma, com grave risco aos trabalhadores.
Os senhores não estão sendo honestos desde o princípio. Não estão cumprindo as regras a que se comprometeram.
O seu poço não vazou por “razões ideológicas”, vazou por razões técnicas, econômicas e pela arrogância que o senhor dá como exemplo ao tratar o Governo e as leis brasileiras, chamando de “exagero” o que é uma reação dentro da lei e das regras administrativas e comerciais que sua empresa aceitou e prometeu cumprir.
O senhor, além de irresponsável, arrogante e desrespeitoso é, com o devido respeito, um burro rematado. Não percebeu que seus chefes – o senhor é uma pecinha de terceira no comando da empresa – no board da Chevron entregam a sua cabeça com muito mais facilidade do que entregariam um cento de barris de óleo.
Aliás, encerrar as atividades de exploração da Chevron no Brasil pode vir a ser sua última tarefa no cargo.

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Agência Brasil: ANP fecha poço de exploração de petróleo da Chevron - Carolina Gonçalves (01/11/2011)

Rio de Janeiro - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) interrompeu as atividades da empresa Chevron em um dos dez poços explorados pela petrolífera americana no Campo de Frade, na Bacia de Campos. A informação foi anunciada hoje (1), no Rio de Janeiro.
Segundo a diretora da ANP Magda Chambriard há uma semana, durante uma auditoria, técnicos da agência constataram a presença de gás sulfídrico em uma plataforma de produção. O gás poderia ser fatal para os trabalhadores, caso houvesse vazamento, porque é extremamente tóxico e inflamável.
No entanto, a diretora disse que não houve vazamento, mas que a extensão da ocorrência ainda será avaliada pela ANP. “A presença de gás sulfídrico muda tudo, inclusive na análise de risco e na metalurgia dos poços. [A Chevron] tem que mostrar que esse gás não traz prejuízos nem para o trabalhador, nem para as instalações”.
Na área existem 11 poços da Chevron. Em outubro, antes do vazamento de 2,4 mil barris de petróleo na Bacia de Campos, dez desses poços estavam produzindo. Segundo a diretora da ANP, a produção da Chevron chegava a 70,5 mil barris por dia. Com a interdição da plataforma, nove poços da empresa continuam em operação.
Este foi o terceiro procedimento administrativo da ANP contra a Chevron, desde o acidente ocorrido no começo de novembro.
As informações foram divulgadas durante a cerimônia de despedida do diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, que fez uma retrospectiva dos avanços da agência reguladora.
Lima disse que a agência deve manter a mesma linha de trabalho. “A ideia de que é preciso uma mudança na ANP não existe. O que existe da parte da presidenta [Dilma Rousseff] é a necessidade de continuar e desenvolver o trabalho que já está sendo feito”.

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Brasília - A diretora executiva da Agência Internacional de Energia (AIE), Maria van der Hoeven, disse hoje (1º) que é preciso rever os procedimentos de segurança na atividade de exploração de petróleo em todo o mundo. Ao chegar para reunião com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ela não quis comentar especificamente sobre o vazamento de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, mas disse que todo o mundo está procurando formas de resolver e evitar o problema.
“É sempre preciso rever os procedimentos, porque sempre aprendemos com isso. Mesmo que se pense que está seguro, é bom checar. É sempre bom checar e ver o que se pode melhorar, sempre”, declarou.
No Brasil, o governo está elaborando um plano de contingência para enfrentar grandes vazamentos de petróleo, como o que ocorreu no Rio de Janeiro. Uma comissão interministerial foi formada esta semana para revisar os estudos que vêm sendo feitos há cerca de dez anos.
Amanhã (2), a diretora da AIE vai participar do lançamento da edição 2011 do anuário World Energy Outlook, organizado pela agência. A publicação reúne os principais e os mais recentes dados do setor energético e a evolução da política dos mercados globais de energia ao longo do próximo quarto de século.