01 junho 2012

PESQUISA MOSTRA QUE 26% DOS BRASILEIROS REUTILIZAM RECICLÁVEIS ANTES DE JOGÁ-LOS FORA

Curitiba tem maior percentual de pessoas que se preocupam com fim sustentável dos objetos.



Uma pesquisa feita pelo Ibope revelou que apenas 26% dos brasileiros entrevistados reciclam itens em vez de jogá-los fora. Isso quer dizer que essas pessoas separam o lixo para a coleta seletiva ou levam os materiais sem uso até um posto de reciclagem, por exemplo. 

A quantidade de pessoas que reciclam o lixo, apontou o estudo, aumenta significativamente a partir dos 35 anos. Dos 12 aos 34 anos, o percentual oscila entre 18% e 22%. Já cerca de 27% das pessoas que estão no grupo dos 35 aos 44 disseram separar o lixo ou levá-los para uma central de reciclagem. Entre os entrevistados de 45 a 44, o percentual é de 34%. 

Curitiba é a cidade com maior número de brasileiros que dizem fazer a reciclagem. Cerca de 45% dos entrevistados responderam que dão, com frequência, um destino sustentável ao lixo. Seguido da capital do Paraná vem São Paulo (35%) e Porto Alegre (45%). A cidade com o pior resultado foi Brasília, onde apenas 3% dos entrevistados disseram que reciclam os itens em vez de jogá-lo fora.

A maior parte da população (70%) ouvida no estudo do Ibope, no entanto, diz estar preocupado em ter mais hábitos sustentáveis. Esforços para a redução do consumo de água (73%) e a utilização de gás e eletricidade da casa (72%) são os mais evidentes. A prática é maior entre os entrevistados mais velhos. Apenas 8% relataram deixar a torneira aberta enquanto escovam os dentes. 

Outros 26% afirmaram que reutilizam os itens, como garrafas, tubos, caixas e envelopes. O grupo que mais possui este hábito é o de jovens entre 20 e 24 anos. 

Sacolas plásticas

A pesquisa ainda mostrou que a restrição de distribuição de sacolas plásticas ainda não surtiu o efeito esperado. Apenas 14% das pessoas ouvidas disseram que levam a sua própria sacola ou bolsa quando vão às compras. Foi em Belo Horizonte que quase metade (48%) dos entrevistados disseram levar as sacolas para transportar a mercadoria. 

Em São Paulo, o percentual de pessoas que disseram dispensar as sacolas plásticas é de 19%, a frente de Rio de Janeiro e Curitiba (11%). Apenas 5% dos entrevistados em Salvador e Recife afirmaram levar bolsas retornáveis na hora de fazer compras no 
supermercado. 

Apenas 5% do total dos brasileiros ouvidos no estudo afirmaram deixar de comprar algum produto com muitas embalagens plásticas. Em São Paulo, esse percentual chega a 7%. Em Belo Horizonte e Porto Alegre, 4% disseram se preocupar com o excesso de materiais usados para embalar as mercadorias. 

O estudo do Ibope, encomendado pela empresa Target Group Index, ouviu 10.368 pessoas, entre julho de 2011 e fevereiro de 2011, em Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Extraído do sítio R7

SE GILMAR MENDES - Urariano Mota


Em atenção ao que inspirou o ministro do STF Celso de Melo, quando declarou sobre o que o ex-presidente Lula teria dito por acaso, quem sabe, talvez e por hipótese, nestas palavras:

“A conduta do ex-presidente da República, se confirmada, constituirá lamentável expressão ... Se ainda fosse presidente da República, esse comportamento seria passível de impeachment... Se confirmado esse diálogo entre Lula e Gilmar, o comportamento do ex-presidente mostrou-se moralmente censurável”

Inspirado em Celso de Melo, e na mais alta consideração às possíbilidades da verdade na fala de um ministro do STF, mais conhecido por Gilmar Mendes, seguem estas mui mal traçadas linhas que Rudyard Kipling cometeria, ou quem sabe, talvez, se vivesse hoje no Brasil, se não fosse estranho ao sentimento de justiça, se não tivesse o seu genial talento, se fosse outra pessoa, se não escrevesse o que escreveu, enfim, se:

SE Gilmar Mendes 

Se és capaz de conservar o teu bom senso e a calma,
Quando todos pedem a conta do teu passeio em Berlim

E te acusam disso os malditos;

Se és capaz de confiar em ti, quando todos duvidam
E, no entanto, finges que nem duvidam;

Se és capaz de esperar, sem perderes a esperança
de uma salvação acima do registro de fitas gravadas

E de gravata e sem bravata não caluniares os que te espiam;

Se és capaz de sonhar com a Veja sem que o sonho te domine
E com a capa sonhar sem reduzir tal obsessão em vício;

Se és capaz de enfrentar o Triunfo da turba e o Desastre ,
Sem tratar esses ferradores com o breque “me ferrastes!” 

Se és capaz de ouvir as falsidades que disseste
Mudadas em trapos de Kipling de Norte a Leste;

Se és capaz de ouvir as falas gravadas de tua vida celular
Sem gritares stop, pois esses tolos tolos são de matar;

Se és capaz de queimar todo o dinheiro que te coçe
Num risco de tornar o impulso em lance de tosse 
E louco perder e recomeçar tuas funções de bigamias
E nunca brecar um suspiro das perdas loucas que mias;

Se és capaz de forçar teu coração e nervos e novo brio
E fazê-los servirem quando não servem, não dão pio
Nem aguentam a onda, nem nadam nem falam i ou u,
Exceto o vil que sei do DEM te grita: aguenta, tio!

Se és capaz de toques no crau com ar sério e casto
Ou de servir ao PIG sem doce pose de capacho;

Se nem de foice ou Love fremes, quem te arde, ó tu? 
Se ao menos cantes ziuziu, bates e tomas tutu ;
E fio quente Nextel fazes nele conversas todo minuto 
Os sessenta segundos valendo mais que a distância muito;

Se assim fores, em farsas e versões que inibem até o mar

Se assim Mentes, não serás um homem, Dom Gilmar.


Extraído do sítio Direto da Redação

CATADORES DE GRAMACHO COMEÇAM A RECEBER INDENIZAÇÃO COM O FIM DO ATERRO SANITÁRIO - Vladimir Platonow



Rio de Janeiro – A Caixa Econômica Federal começou a distribuir hoje (31) os cartões magnéticos que dão acesso ao saque de R$ 14.864,55 pagos a cada catador do Aterro Sanitário de Gramacho. O aterro será desativado no próximo domingo (3), depois de 35 anos de existência.

O dinheiro está sendo pago pela pela prefeitura do Rio, que será reembolsada pela empresa Novo Gramacho Energia Ambiental S.A, conforme previsto no contrato de concessão para exploração do gás metano produzido no aterro. O reembolso será feito em 15 parcelas anuais.

Gramacho é considerado o maior lixão da América Latina e se estende por uma área de 1,3 milhão de metros quadrados, à margem da Baía de Guanabara, e sempre apresentou um grande risco de desastre ambiental. Com o fechamento do aterro, o lixo produzido no Rio de Janeiro será todo levado para um centro de tratamento de resíduos no município vizinho de Seropédica.

Para receber o cartão magnético, cerca de 1,4 mil catadores aguardaram desde as primeiras horas da manhã em uma longa fila perto do Ciep Hermes Lima, no bairro Jardim Gramacho. Nitidamente ansiosos, eram liberados em pequenos grupos e, após terem seus nomes conferidos em uma lista, seguiam para dois caminhões-agência da Caixa, onde digitavam a senha para o cartão.

O gerente regional da Caixa, Thiago Blanc, disse que 70% dos catadores jamais haviam tido uma conta em banco. “O processo de inclusão bancária e a promoção da cidadania estão na missão da Caixa. É algo que nas grandes cidades se considera normal e até um adolescente já abre sua conta. Mas aqui temos casos de pessoas com até 80 anos que estão abrindo suas primeiras contas bancárias”, disse Blanc.

A catadora Gerusa Maria dos Santos, há 28 anos trabalhando em Gramacho, aguardava a vez para digitar a senha e ganhar seu cartão eletrônico. Uma novidade para ela, aos 62 anos de vida.

Apesar de avaliar positivamente a chance de receber o dinheiro, ela tem noção de que a quantia é pouca e vai logo acabar, deixando muitas pessoas sem recursos e nem trabalho. “Pouca gente tem consciência para usar bem o dinheiro. Os catadores não ganhavam mal aqui. A partir de agora, a vida deles vai mudar, porque não vão ter a mãe que tinham: o aterro. Acabou. Agora eles vão ter que sobreviver”, alertou Gerusa.

Para que isso não aconteça, alguns têm planos de investir imediatamente o dinheiro, como Epifânia Barbosa da Conceição, de 43 anos, que comemorava a primeira conta bancária. “Vou comprar minha casa, pela Caixa, lá em Realengo [bairro da zona oeste]”, disse.

Alba Valéria Pereira, de 36, pensa em montar um negócio com o dinheiro da indenização. “Eu pretendo abrir uma pensão, com a minha família, para vender comida. Uma irmã é cozinheira de forno e fogão e a outra é boleira. Se o dinheiro não for investido, ele some.”


Extraído do sítio Agência Brasil

"NÃO VOU PERMITIR QUE UM TUCANO VOLTE A SER PRESIDENTE"

Teve Corinthians, teve histórias sobre rabadas, troca de afagos, depoimento de Ronaldo Fenômeno, música de Geraldo Vandré e até brinde com cerveja oferecido por Zeca Pagodinho. Mas a entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao apresentador Ratinho, do SBT, serviu basicamente para dois objetivos: tentar alavancar a candidatura de Fernando Haddad junto ao grande público e mandar recados (muitos) para a oposição.

O ex-presidente Lula durante entrevista ao Ratinho. Foto: Reprodução/SBT
Descontraído na maior parte do tempo, Lula subiu o tom, apesar da voz ainda debilitada, para dizer que não permitirá que “um tucano volte a ser presidente do Brasil”. Disse que, para isso, aceitaria até voltar a ser candidato.

“Xi, o Serra então está ferrado”, brincou Ratinho, que se apresentou como “grande amigo” do ex-presidente.

E foi no último minuto da entrevista que o apresentador e amigo perguntou ao ex-presidente sobre a polêmica envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que acusa Lula de oferecer apoio à CPI do Cachoeira em troca do adiamento do mensalão (Mendes é suspeito de ter viajado a Berlim com dinheiro pago pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, o que ele nega).

“Vou perguntar apesar de saber que a população não está entendendo isso”, frisou Ratinho.

“Não tenho interesse em falar nesse assunto, porque já respondi em nota. Quem inventou que prove. Quem acreditou, que prove. O dado concreto é que o Brasil hoje é muito melhor, vai melhorar ainda mais. Quero que o Brasil que teve ascensão nunca mais retroceda.”

Fernando Haddad, que estava na primeira fileira da plateia, foi apresentado ao público logo na primeira pergunta feita por Ratinho. Sobre o Corinthians. “Esse seu defeito de ser corintiano continua, né, presidente?”

Na resposta, Lula lembrou que no Brasil existem os corintianos e os anti-corintianos, mas que se dava bem com torcedores de outros times, “como o Fernando Haddad, que é são-paulino”.

Não demorou e o ex-ministro da Educação, que patina nas pesquisas de intenção de voto, já estava do lado do ex-presidente numa cadeira ao lado da mesa do entrevistador.

Por que ele foi escolhido?, perguntou Ratinho, que chamou Haddad de “galã”.

Fernando Haddad, que fez "participação especial" na entrevista. Foto: Reprodução
“Achava que era o momento de a gente apresentar uma coisa nova”, explicou o ex-presidente antes de apresentar as credenciais do afilhado: São Paulo, nas palavras do petista, precisa de um prefeito como o ministro da Educação que criou o Prouni e colocou um milhão de jovem da periferia na universidade.

Lula afirmou que Haddad foi o ministro que mais criou escolas técnicas (214) e mais construiu universidades federais (14).

No mesmo instante, o apresentador chamou um VT sobre o Prouni, no qual uma beneficiária do programa dizia que, antes, a universidade não era lugar para pobre.

De terno cinza e camisa branca, sem gravata, Haddad ouviu o ex-presidente dizer que as mudanças na educação provocaram “a maior revolução já foi feita no País”.

O entrevistado, então, passou a ser Haddad. “O que um prefeito de São Paulo pode fazer para melhorar?”, levantou o apresentador.

“A saúde é problema número 1”, cortou o ex-ministro. Ele criticou a gestão municipal, falou do “drama das filas” e citou a desarticulação do SUS. “Foram injetados recursos novos, mas gestão de recursos não está tão boa.”

Por fim, citou os investimentos federais em educação (o orçamento, segundo ele, subiu de 20 bilhões para 80 bilhões de reais) e disse que os governos Lula e Dilma Rousseff melhoraram a vida econômica dos brasileiros da porta de casa para dentro, mas fora faltavam segurança e professores. “Isso é papel do prefeito”.

Foi uma jogada arriscada: Haddad e o PT podem ser punidos caso o Tribunal Regional Eleitoral entenda que a entrevista serviu como propaganda antecipada, embora o candidato não tenha pedido voto de forma direta. A campanha só começa oficialmente em julho.

De volta à cena, Lula fez elogios à presidenta Dilma e ironizou os que o criticam por manterem a amizade. “Não há possibilidade de divergência entre Dilma e eu. No dia que tiver, eu retiro o que pensei e ela fica.”

Lula disse também que será cabo eleitoral para reelegê-la, e que só voltaria a se candidatar se ela não quisesse – ainda assim, apenas para evitar a volta dos tucanos ao poder.

O ex-presidente aproveitou a entrevista para criticar o papel da oposição em seu governo. Lembrou a articulação para derrubar a CPMF, a maior derrota de seu governo no Congresso. “Me tiraram 40 bilhões pra aplicar na saúde, com a intenção de me prejudicar. Foram mais de 120 bilhões no último mandato. Tínhamos um programa de saúde, queríamos colocar oftalmologista, dentista e otorrino dentro da escola. A CPMF era imposto para rico e foi derrubada porque evitava a sonegação”, disse.

Recém-curado de um câncer na laringe, Lula disse que o ideal era que todos os brasileiros tivessem, como ele, a possibilidade de se tratar em hospitais como o Sirio-Libanês. E ironizou os brasileiros que reclamam de pagar planos de saúde privados e descontam os gastos no Imposto de Renda. “Universalizar a saúde não é brincadeira. Precisa ter dinheiro”.

Ele citou avanços como a queda da mortalidade e desnutrição e o aumento de atendimentos a pacientes de câncer pelo SUS. Ainda assim, garantiu que os avanços são menores que qualquer presidente gostaria de alcançar.

Na entrevista, houve tempo ainda pra falar sobre o tratamento contra o câncer, os primeiros dias em casa após deixar a Presidência e de pedir para o apresentador intermediar um encontro com um pastor evangélico que lhe mandara um abraço. “Quero conversar com ele”, disse Lula, já de olho na parcela do eleitorado religioso que pode ser decisiva na próxima eleição.


Extraído do sítio CartaCapital