30 dezembro 2011

ANP AUTUA CHEVRON PELA QUARTA VEZ DESDE VAZAMENTO DE ÓLEO NO CAMPO DE FRADE - Vitor Abdala

Rio de Janeiro - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autuou mais uma vez a empresa norte-americana Chevron, em decorrência do vazamento de petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, em novembro deste ano.


A ANP divulgará detalhes da autuação hoje (30) à tarde, por meio de uma nota à imprensa. A agência já havia autuado a Chevron três vezes, desde o vazamento: por descumprir o plano de abandono do poço, por omitir informações à ANP ao enviar um vídeo editado do vazamento e por não ter avaliado o impacto de um gás tóxico emitido em suas operações no Campo de Frade.

A assessoria de imprensa da Chevron informou que deve se pronunciar sobre a autuação na tarde de hoje.

Extraído do sítio da Agência Brasil

KATIA & MARIELLE LABÈQUE - Bolero de Ravel

PRESENÇA DE MONITORES INTERNACIONAIS NÃO ESPANTA VIOLÊNCIA DA SÍRIA


Mesmo com a presença de observadores internacionais da Liga Árabe para checar se a Síria está cumprindo um acordo de paz, a violência no país voltou a explodir nesta quarta-feira.

Manifestantes fogem de gás lançado pela polícia em Homs, uma das cidades mais afetadas pela violência
Segundo relato de ativistas, mais de dez pessoas foram mortas em cidades como Homs, Deraa e Idib.

Um vídeo divulgado na internet mostra uma multidão de manifestantes enfurecidos colocando o corpo de um menino sobre um carro que aparentemente pertencia aos observadores.

De acordo com o correspondente da BBC na região Jim Muir, que está no Líbano, o que se ouve no vídeo é alguém dizendo que o menino tinha cinco anos e se chamava Ahmad. “Esses são nossos mártires”, diz um homem aos membros da Liga Árabe. “E eles estão sendo mortos na frente de vocês, observadores”.

Mesmo com a resistência de muitos ativistas em relação à missão árabe, os enviados puderam, segundo Muir, entrar nas áreas mais afetadas de Homs, sem serem acompanhados por forças de segurança sírias, e podendo conversar com moradores.

No início do dia, o chefe da equipe de monitores, o general sudanês Mustafa Dabi, disse que até o momento não havia presenciado "nada assustador”. O correspondente da BBC afirma, no entanto, que o general Dabi está claramente evitando emitir julgamentos.

Prisioneiros

A Síria já havia anunciado nesta quarta-feira a libertação de 755 pessoas detidas durante os protestos contra o presidente Bashar Al-Assad.

De acordo com a TV estatal síria, os prisioneiros se envolveram "em incidentes recentes", mas não tiveram "as mãos manchadas com sangue sírio".

Segundo o plano de paz acordado entre o governo e a Liga Árabe, todos os manifestantes presos durante os protestos contra o governo, iniciados em março, devem ser soltos pela Síria.

Para o correspondente, a libertação dos prisioneiros é um gesto relativamente pequeno, apenas para dar a aparência de que está cooperando com a Liga Árabe.

Abusos

O regime é acusado de cometer abusos contra os detidos. O grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch acusou autoridades sírias de esconder centenas de presos em instalações militares, onde os observadores da Liga Árabe não têm permissão de entrar.

A ONU e entidades de defesa dos direitos humanos estimam que 14 mil pessoas tenham sido detidas, e outras 5 mil tenham sido mortas, devido à repressão do regime sírio contra os manifestantes.

Os números de mortos e demais informações relativas aos confrontos na Síria são difíceis de verificar, já que jornalistas estrangeiros são proibidos de trabalhar no país.

O governo da Síria afirma que está combatendo grupos de terroristas armados, e que centenas de integrantes das forças de segurança também foram mortos nos protestos.


Extraído do sítio da BBC Brasil

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PROTECIONISMO TOMA CONTA DA AMÉRICA DO SUL, DIZ LE MONDE - Silvano Mendes

O vespertino Le Monde que chegou às bancas na tarde desta quinta-feira, 29 de dezembro, analisa as medidas tomadas pelos países do Mercosul nos últimos meses para tentar incentivar a produção local. O jornal explica como alguns membros do grupo impuseram novas tarifas alfandegárias para frear as importações.

Chefes de Estado na 39ª Cúpula do Mercosul, em San Juan, Argentina. Reuters

O vespertino Le Monde que chegou às bancas na tarde desta quinta-feira, 29 de dezembro, analisa as medidas tomadas pelos países do Mercosul nos últimos meses para tentar incentivar a produção local. O jornal explica como alguns membros do grupo impuseram novas tarifas alfandegárias para frear as importações.

O correspondente do Le Monde no Brasil explica que diante da crise financeira e a invasão de produtos mais baratos vindos de fora da zona, há vários meses os países da América do Sul multiplicam as tentativas para diminuir as importações. Além das medidas em vigor, os membros do Mercosul ainda pretendem aumentar os impostos de 140 produtos provenientes de outras regiões do mundo, relata o jornal.

O artigo explica que o movimento começou em janeiro de 2011 com a Argentina, quando a presidente Cristina Kirchner anunciou que 600 empresas estrangeiras seriam sujeitas à licenças de importação, um procedimento visando limitar a entrada no país dos produtos vindos de fora. A medida que teve repercussões quase imediatas, como a decisão da empresa canadense RIM, que fabrica os telefones Blackberry e que, diante das restrições, abriu uma fabrica no sul da Argentina, lembra Le Monde. O vespertino também ressalta que Brasília e Buenos Aires decidiram reforçar o controle das fronteiras e que o governo brasileiro criou novas restrições para a importação de produtos têxteis.

No entanto, ainda de acordo com o jornal francês, a medida protecionista mais espetacular, foi o aumento de 30% nos impostos sobre os carros importados vindos de fora do Mercosul anunciado pelo Brasil. Uma decisão visando diminuir as vendas dos veículos importados, que já registrava uma alta de 35% no primeiro semestre.

Diante das críticas da Organização Mundial do Comércio, que teme uma contaminação protecionista nos mercados emergentes, alguns países já se defendem. Le Monde ouviu a secretária brasileira de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, que explica que todas as decisões protecionistas do Mercosul “foram uma reação provisória diante da degradação do mercado para evitar a contaminação da crise. Nós agimos no âmbito autorizado pela OMC”, reage a representante do governo brasileiro.


Extraído do sítio da RFI